Extremos de um futebol fascinante!
O Corinthians se firmou como o melhor time do Campeonato.
Neymar tocou com a ponta dos dedos a figura da rejeição total.
Quando vi a expressão de gana total estampada no rosto de Iarley depois do segundo gol, fiquei sabendo que vai ser muito difícil alguém tirar esse título do Corinthians.
Ao mesmo em que essa fúria de lutadores de “vale tudo” se manifesta surge também um carinho, uma compreensão entre eles surpreendente.
Esse estágio só é alcançado em esportes coletivos quando existe um total e inexplicável entendimento entre todos, jogadores, técnicos e até diretores. A torcida não conta porque essa para estar sempre ao lado do time com a mesma fúria, a mesma compreensão.
A fúria é a que leva o time a se superar nos momentos mais difíceis.
A compreensão é quando percebem entre eles jogadores, que são seres falíveis, humanos sujeitos a erros terríveis.
O Fluminense foi um time, só superado talvez momentaneamente, por um outro em plena fase de recuperação do amor próprio, após a perda do “centenário” dentro do campo.
Deve ter doído muito, porque agora esses jogadores parecem dotados de um espírito inquebrantável.
No outro extremo do fascínio desse futebol brasileiro está Neymar.
Um rapaz que repete a história constante do nosso futebol, de quem sai da miséria para uma vida milionária em questão de dias.
O talento inacreditável o leva ao topo e a cabeça despreparada para tamanho sucesso sucumbe.
O que se viu ontem na Vila Belmiro foi um técnico chamando a atenção de um filho-prodígio na frente de milhares de pessoas. A incompreensão entre gerações tão evidente nos dias de hoje, se manifesta no rapaz com um revide grosseiro, talvez contido desde acontecimentos anteriores.
Sem querer ser um profundo conhecedor das reações dos homens dentro das quatro linhas, acho que Dorival em querer demonstrar publicamente pulso e força de comando quando poderia ter feito a mesma coisa dentro do vestiário e com resultado muito melhor. Neymar errou porque se acreditou acima de qualquer coisa. Revidar não foi o melhor caminho.
Incrível também, foi ver o técnico René Simões talvez influenciado pelo inesperado resultado da derrota para o Santos declarar alto e bom som: “Estamos criando um monstro.”
Me lembrou o doutor Frankenstein.
Agora não se sabe bem que rumo essa história vai tomar, mas o futebol me ensinou através dos anos que a corda sempre arrebenta do lado mais fraco, que nessa questão é o do técnico.
Outro dia conversei com Tostão.
O garoto marrento parou a bola de cara para o beque botinudo.
Não tinha como!
Em compensação o Botafogo do grande Joel Santana, vem subindo magistralmente na tabela. As vitórias sobre o Santos e hoje sobre o São Paulo não deixam dúvidas.
Acho o chapéu (ou lençol) que o Neimar deu uma maravilha.
Quando aparece um jogador como o Neimar, é um cáos.
Como explicar a paixão por um clube?
Sou contra!


Assisti a coletiva do Ronaldo sábado.