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sábado, 26 de fevereiro de 2011 Notícias | 14:39

O real e o irreal!

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Não estou falando de dinheiro, ou melhor vou falar… sim!

Mas vou falar mais dessas coisas que acontecem e surgem dos lugares mais inesperados.

Por exemplo: dá para acreditar que o presidente da CBF interviria numa negociação entre Corinthians e Santos, a respeito do meia Paulo Henrique Ganso?

As notícias davam conta que já estava tudo acertado entre o Corinthians e o jogador!

O próprio Corinthians nega a negociação.

A assessoria do presidente da CBF nega a intervenção.

 

E segundo consta o próprio Ganso não estava interessado em trocar de clube.

Irreal! Se deduz que tudo provavelmente começou por uma informação em off, furada.

Outro exemplo é a decisão da Justiça punindo a CBF e o ex-árbitro Edilson Pereira de Carvalho, principal envolvido no caso da Máfia do Apito, a pagarem uma indenização no valor de R$160 milhões. Outros R$20 milhões terão que ser pagos divididos entre o empresário Nagib Fayad; o ex-árbitro Paulo José Danelon e a Federação Paulista de Futebol, também envolvidos no caso.

Cabe recurso! Então muita água ainda vai passar por baixo dessa ponte antes que se chegue ao fim dessa vergonha.

Mas tudo é real. É a Justiça.

Mais uma: os clubes resolveram romper com o Clube dos 13 para brigar por cotas melhores na transmissão de seus jogos.

Acho legal, mas irreal, apesar de ser verdadeiro.

Irreal pela postura dos clubes, que adotaram o “cada um por si, Deus por todos”!

A força que certamente têm juntos foi diluída. Cada um continua com seu quinhão de força mas alguns com mais como o Corinthians e o Flamengo, e outros com muito menos como o Nacional de Manaus e provavelmente o meu clube de coração, o Itapipoca, do Ceará.

É real, apesar da bagunça em que se transformou o que poderia ser uma bela revolução.

Agora quem tem bala na agulha fala mais alto.

A “Nave Mãe” como diz o meu grande amigo Sílvio Luís, ficou por cima e anunciou que vai negociar diretamente com os clubes. Um a um, pelo menos com os que interessam.

Por trás disso está a ameaça de você só ver os jogos de seu time no Brasileirão pelo “peiperviu” – fica legal aportuguesado!

Autor: Michel Laurence Tags: , ,

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011 Comentário | 17:52

Rivelino na Cultura!

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Um dos maiores ídolos do futebol mundial revela no programa Grandes Momentos do Esporte quem o tirou do Corinthians em 1974, depois da derrota para o Palmeiras, na final do Campeonato Paulista.

Pela primeira vez Rivelino revela detalhes da ida dele para o Fluminense, o pouco caso que os dirigentes fizeram de sua saída do

Corinthians. Compara sua saída com as de Edilson, Teves, Ronaldo e Roberto Carlos.

Ele também fala sobre as copas de 70, 74 e 78 e de como inventou o Drible do Elástico.

O Grandes Momentos, na Cultura é no domingo as 15h.

Vale a pena ver e recordar.

Autor: Michel Laurence Tags:

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011 Notícias | 18:02

Jogar bola como antigamente!

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Essa Copa do Brasil mexe com a minha cabeça.

Primeiro vem o River Plate, de Sergipe (que ninguém que transmitiu explicou qual a origem do nome – evidente que é por causa do clube argentino, mas por que um time de Sergipe resolve dar ao seu clube o nome de River Plate).

Mas o tal de River Plate começa a tocar a bola como se tocava antigamente.

Me lembrou até um time do América do Rio, do início dos anos 50, dos meus tempos de guri, que ganhou o apelido de “Tico Tico no Fubá”.

Esse time do América tinha um tal de Maneco que jogava uma barbaridade, mas o time tocava tanto a bola que esquecia de fazer o gol.

 

Escurinho, ídolo do Fluminense

 

Você vai dizer: “Impossível! O Michel ficou maluco!”.

Não, não fiquei.

Se você viu o jogo entre River Plate e Botafogo ontem a noite, você deve ter notado que o time do River despreza o gol.

Quando atacava pela esquerda então, era igualzinho ao Fluminense dos tempos de Escurinho – um velocista da ponta-esquerda – de um time que tinha o apelido de “Timinho”.

O cara do River corre feito um capeta (será que capeta corre?)!

Evidente que o Botafogo foi muito superior e perdeu por uma brincadeira do destino.

 

Seleção Carioca campeã brasileira de 1946. Em pé: Johnson (massagista), o goleiro Luís Borracha, Eli, Augusto, Jorge, Danilo Alvim e Haroldo. Agachados: Pedro Amorim, Maneco (em destaque, Heleno de Freitas, Ademir de Menezes, Chico e o massagista Mário Américo.

 

Também acho que no Engenhão o time do River Plate não vai jogar bonito como antigamente.

Deve se retrancar, amontoar zagueiros e volantes e chutar para todos os lados, retardando a fatalidade da derrota o máximo possível.

Mas para mim foi um imenso prazer ver o time do River Plate tocando pra lá, pra cá, girando, driblando “inutilmente” – não sei por que acham que o drible tem que ter uma utilidade quando ele é usado segundo consta só para ultrapassar e deixar envergonhado um adversário.

Mas se os dois times jogarem de peito-aberto vai ser lindo!

Autor: Michel Laurence Tags: ,

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011 Causos do Futebol | 14:15

Causos do Futebol – De Amor Também se Morre

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Quem me contou esse causo foi um grande amigo: Plínio Melo, um historiador fantástico com quem tive a honra de trabalhar algumas vezes.

*** 

Já falei aqui de um trio de ataque formado no Madureira na década de 40 que ganhou o apelido carinhoso de Os Três Patetas.

O trio era tão fantástico que o Vasco da Gama foi lá em Madureira e na mais alta transação daqueles tempos, comprou os passes dos três de uma vez só.

Lelé, o meia direita, jogou durante algum tempo, fez seu nome no Vasco e desapareceu; o meia esquerda, Jair Rosa Pinto, na época conhecido por Jajá de Barra Mansa, jogou até a história perder a conta. Passou pelo Madureira, Vasco, Flamengo, Palmeiras e Santos, onde com seu grandioso futebol ajudou a criar o maior de todos: Pelé.

O terceiro era o número 9, que na época era denominado de “Center-foward”, que os torcedores chamavam simplesmente de “center-four”, o nosso artilheiro de hoje em dia. Isaias alto, elegante, bom de bola, tinha um futuro garantido.

Foi quando ele se transferiu para o Vasco que uma de suas vizinhas, uma mulher jovem e muito bonita, ficou viúva. Isaias ficou com pena (não vai ficar pensando mal do grande e bondoso Isaias) e resolveu ajudar. Dava mantimentos para a linda viúva e dizia:

- Isso é só até a senhora começar a receber a pensão do falecido!

Conversa vai, conversa vem, os dois acabaram se apaixonando perdidamente, apesar de ela ser 15 anos mais velha do que ele.

Em pé: Oncinha, Figliola, Rubens, Alfredo II, Sampaio e Argemiro. Agachados: Djalma, Lelé, Isaías, Jair e Chico.

 

Passaram a se encontrar o mais discreto possível, para a viúva não cair na boca da vizinhança.

A lua de mel durou pouco, porque alguns meses depois ela começou a ter febre, acessos de tosse e suores frios. Não podendo mais esconder ela confessou que estava com tuberculose.

Pediu encarecidamente que ele não a encontrasse mais.

A viúva não queria que Isaias a visse daquele jeito e que assim evitasse de se contagiar.

Mas Isaias estava apaixonado e a paixão leva as vezes ao desatino.

Ao invés de se afastar Isaias passou a ter encontros cada vez mais acalorados e ardentes.

 

Grande ataque do Vasco formado por Ademir, Lelé, Isaias, Jair e Chico

 

Os amigos pediam muito que ele abandonasse a mulher, mas sempre ouviam a mesma resposta: “Prefiro morrer, indo com ela, a ficar vivendo sem ela”.

Isaias acabou contraindo a doença – incurável na época – mas não faltava a um treino, e muito menos aos jogos.

Numa quinta-feira telefonou para São Januário avisando que não poderia treinar. E 13 dsias depois, um Sábado de Aleluia de 1947, apenas 5 dias depois da morte de sua amada, Isaias morria num sanatório da cidade de Correias, perto de Petrópolis, no Estado do Rio.

Isaias tinha apenas 24 anos.

Autor: Michel Laurence Tags:

sábado, 19 de fevereiro de 2011 Notícias | 15:15

O que é ser um Ronaldo!

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Agora que ele parou é que a gente começa a reparar em uma porção de coisas que parecia não ver antes.

Ele continua sendo “o Fenômeno”!

Zinedine Zidane afirma que ele foi o maior atacante de sua época.

O lutador Anderson Silva vai jantar na casa dele.

A gente faz quinhentas retrospectivas da carreira dele.

Quinhentas diferentes.

Uma mostrando de como ele passou de magrinho no São Cristovão ou no Cruzeiro (claro, ele tinha 17 anos) a “gordo” no Real Madrid e em sua volta ao Brasil (claro, ele hoje é um homem de 33 anos).

Outra mostra a transformação de seu rosto.

Ninguém nunca sofreu as cirurgias que ele sofreu e continuou jogando.

A gente fica sabendo que ele sofre de uma doença em uma glândula chamada tireóide, que faz as pessoas engordar ou emagrecer.

Demi Moore e Ashton Kutcher vão almoçar na casa dele.

Ele comparece ao São Paulo Fashion Week.

Troca xingamentos com o comentarista Neto pelo twitter, mas depois afirma que está tudo bem e que eles são amigos.

Vanderlei Luxemburgo conta uma história da Copa América de 1999 onde Ronaldo tinha que usar fraldão porque estava tomando um remédio para emagrecimento que causava um descompasso gastrointestinal.

Neymar explica que está “aliviado” porque ele não vai jogar o clássico de amanhã.

Flagram ele fumando na casa dele, e divulgam para o mundo.

Quase uma semana depois de anunciar que estava encerrando a carreira… ele continua sendo “o Fenômeno”.

Autor: Michel Laurence Tags:

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011 Notícias | 19:27

A gente quer mais!

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De repente alguém se vira para mim e diz:

- O tal do Ronaldinho Gaúcho que você vive defendendo, não joga nada!

Eu estava me preparando para responder quando alguém emendou:

- E o tal de Neymar que você também vive defendendo, não jogou nada ontem, lá na Venezuela!

 O Neymar até que foi normal (apesar que ele fez algumas jogadas sensacionais). Cansado, feliz depois de ser campeão e da goleada sobre o Uruguai, vivendo a glória de ser o maior artilheiro do Brasil no Sul-americano sub-20 de todas as épocas, era normal ele não arrebentar contra o Deportivo Táchira.

Quanto ao Ronaldinho Gaucho não entendi nada.

O cara marcou o gol de cabeça que abriu o caminho da vitória sobre o Treze, de Campina Grande, por 3 a 0. Deu o passe para outro gol e correu o tempo todo tentando solucionar os problemas de um time ainda em formação.

Aí fiquei pensando por que sempre exigimos mais. Por que sempre achamos que o craque está fazendo pouco.

Acho quer tem a ver com nossos sonhos.

Acho que esses caras ficam sonhando ver o Neymar marcando 10 gols, dando chapéu nos gringos, fazendo “o drible da carapeta”, sorrindo para a plateia.

Sabe, ontem vi o Pelé e o Coutinho fazendo uma “tabelinha” de cabeça e Coutinho tirando do goleiro com uma categoria inacreditável, jogando para o fundo das redes..

Claro, foi em filme, um VT velho, mas fiquei achando:

- Poderia ter sido o Pelé a fazer o gol.

A gente sempre quer mais.

Autor: Michel Laurence Tags: , , ,

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011 Causos do Futebol | 13:44

Causos do Futebol – Uma aventura de Zizinho e Canhoteiro!

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Zizinho e Canhoteiro

Thomaz Soares da Silva, o Zizinho, o Mestre Ziza, e Canhoteiro, o Garrincha da Esquerda, foram parceiros desde o momento em que Zizinho, em 1957, chegou ao Morumbi. 

Eles formaram uma das maiores alas-esquerda do futebol brasileiro de todos os tempos, e deram ao São Paulo o Campeonato Paulista de 57. 

Segundo o que Zizinho me contou na sua casa no Saco São Francisco, em Niterói, ele e Canhoteiro não foram à Copa de 58, na Suécia, provavelmente nas vagas ocupadas depois por Pelé e Zagalo, porque Vicente Feola, o técnico da seleção era também o técnico do São Paulo. 

Os dois gostavam da noite, das boates daquela época, das mulheres e saiam à caça de “casas” não muito expostas onde pudessem tomar sem serem vistos. 

Não adiantava muito. Tinha sempre alguém disposto a denunciá-los. Foram multados uma vez em 10% dos salários, foram multados outra vez em 25% e o dirigente Manuel Raimundo avisou:

- Se vocês forem vistos na noite novamente, a multa será de 70% dos salários! 

Zizinho explicou a Canhoteiro: 

- Acho melhor parar um pouco, que o dinheiro da família é sagrado. 

Canhoteiro concordou e por uma semana “inteira” ninguém denunciou as fugas de Zizinho e Canhoteiro. Manuel Raimundo satisfeito pensava: 

- Acho que desta vez valeu a advertência! 

Joel, Didi, Mazola, Pelé e Canhoteiro com a camisa da seleção olímpica

 Canhoteiro já não agüentava mais. Chegou no Zizinho:

 

- Mestre, descobri uma boate que é 100 por cento segura! 

- Você está louco… 

- Não, Ziza, é segura, eu fui lá ver. Fica atrás do aeroporto de Congonhas, no meio dói mato, não mora ninguém por perto. Não tem como! 

- Você tem certeza? – perguntou Zizinho que também já estava louco para tomar um uisquinho. 

- Absoluta! – respondeu Canhoteiro. 

Os dois saíram naquela mesma noite, foram para a boate “descoberta” por Canhoteiro e farrearam a noite inteira, sem serem perturbados e sem que aparecesse um dirigentes do São Paulo. 

São Paulo vencedor do Campeonato Paulista de 1957

No dia seguinte, foram treinar direto, só passaram no hotel para trocar de roupa. 

Quando entraram no vestiário tinha um bilhete imenso no quadro de avisos: 

“ZIZINHO E CANHOTEIRO COMPARECER À SALA DO DIRETOR MANUEL RAIMUNDO”! 

Zizinho tremeu na base: 

- Aí, cara, eu não te falei que ia dar rolo? 

- Que nada – respondeu Canhoteiro – deve ser para pagar algum “bicho” atrasado. Ninguém viu a gente! 

Foram discutindo e quando chegaram na sala de Manuel Raimundo, Canhoteiro já chegou brincando: 

- E aí, meu diretor, alguma graninha pra gente? 

- Não – respondeu Raimundo – vocês é que estão devendo para nós. Viram vocês na boate ontem a noite. A multa é de 70% dos salários! 

Canhoteiro engrossou: 

- Que é isso? Não fomos a boate nenhuma. Desafio o cara que mentiu para o senhor! Quero ver se ele tem peito de confirmar na minha cara! 

Manuel Raimundo sem dizer nada, levantou da cadeira abriu a porta da sala ao lado e de lá surgiu um homem imenso que Canhoteiro reconheceu imediatamente como o segurança da boate. 

Sorriu sem graça e perguntou: 

- Onde assino?

Autor: Michel Laurence Tags:

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011 Notícias | 14:55

É hora do arrependimento!

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Isso mesmo, é hora do arrependimento!

Meu, seu, da torcida, da imprensa, dos dirigentes e até de alguns jogadores que não pouparam um instante sequer de cobrar e querer de volta tudo o que a gente pensava que Ronaldo, o Fenômeno, pudesse ainda nos dar.

Em nenhum de nós neste imenso País, houve um momento de gratidão ou de respeito para com um jogador que foi maravilhoso.

Agora, cansado de levar paulada, anunciou que vai se retirar, vai se aposentar.

Alguém aí que está lendo estas linhas deve estar pensando: “mas ele não estava jogando mais nada!”.

Não sei! Não sei se ele não estava jogando mais nada ou se nós na nossa ânsia de cobrar tudo dos outros e praticamente nada de nós mesmos, não permitimos que ele jogasse o que ainda podia.

Os torcedores querem títulos.

A imprensa quer manchetes.

Os dirigentes fama e dinheiro.

Para os torcedores não bastou ter o maior jogador do mundo dos últimos tempos vestindo a camisa do seu clube. Exigiram dele o que ele não podia mais dar.

A imprensa fez questão de divulgar e fazer estardalhaço de seus (dele Ronaldo) momentos de fraqueza. De suas fugas da realidade que o cerca e que nos últimos tempos não agüentava mais suportar.

E não pense você com a mesquinharia de quase sempre: “Ora, o cara é milionário, que momentos de fraqueza ele pode ter com dinheiro no bolso?”.

De minha parte já me arrependo das mínimas críticas que fiz a ele.

Há muitos anos escrevi a frase que vou repetir agora a respeito das críticas que Pelé vinha recebendo antes da Copa de 70: “não me venham daqui há algum tempo exclamar, nos tempos de Ronaldo é que era bom!”.

Autor: Michel Laurence Tags: , ,

domingo, 13 de fevereiro de 2011 Notícias | 16:06

Campeão…e de goleada!

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Como é bom ficar pela madrugada e sozinho ver o sonho da rapaziada se realizar e me dar alguma razão naquilo que defendo.

Uma vez escrevi que achava o Lucas – logo que ele estreou no São Paulo – com pinta de craque e que possivelmente ele chegaria a seleção principal do Brasil.

Alguns amigos me chamaram de “Pacheco”, exagerado, afirmando que o Lucas ainda não tinha feito nada para ser chamado de craque.

Para ser chamado de craque não é preciso ganhar nada. Precisa ser craque. Ronaldo Fenômeno quando surgiu nos juvenis do glorioso São Cristovão não ganhou absolutamente nada, até porque o São Cristovão não ganha nada há muito tempo. Mas Jairzinho, o Furacão da Copa de 70, que treinava os infantis ou juvenis, viu que ele era craque e o levou para o Cruzeiro onde Ronaldo iniciou verdadeiramente sua carreira de super-craque.

A mesma coisa em relação a Neymar. Tem gente que olha e enxerga ali um grande jogador. Aconteceu com Pelé, ou você pensa que quando Waldemar de Brito trouxe Pelé para o Santos, a fama do menino já estava em todas as manchetes dos jornais?

Pois é, aí a gente vê o Brasil goleando numa final de Campeonato Sul-americano o Uruguai, por 6 a 0 e fica feliz. Uma nova geração vem por aí. Não sei se todos estarão dentro de 3 anos representando o Brasil na Copa do Mundo, mas sei que alguns deles vão estar.

Sei também que o Neymar deveria deixar de lado algumas coisas que ele não precisa fazer para se auto-afirmar. Esse negócio de “chapéu” ou drible da “carapeta” não valoriza em nada sua carreira, a não ser que eles fossem dados quando time está precisando. Quando Neymar era garoto, deslumbrado por estar no meio dos “cobras” até dava para perdoar, mas agora que ele já está consagrado só servem para duas coisas: atrair antipatia e enervar os adversários, que já estavam de cabeça quente por estar perdendo de 4 ou 5.

 Agora que é lindo ver o Lucas fazer 3 gols numa final de campeonato internacional, ver o Casemiro jogar mesmo sem poder; Danilo perder um pouco da timidez que o acompanha; e principalmente saber que Ney Franco é um líder em potencial, inteligente e modesto como só os inteligentes sabem ser.

Daqui para frente é com Mano Menezes.

Autor: Michel Laurence Tags: ,

sábado, 12 de fevereiro de 2011 Notícias | 14:49

A lei do mais forte…

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Ou a de quem pode mais!

A cada ano que passa vejo a força das torcidas organizadas crescer.

Vejo também que aos poucos clubes como Corinthians estão aos poucos se transformando em clubes da Gaviões da Fiel; da Galoucura; e de todas essas associações que ganham forças, carnavais, e impõem o terror.

Tem gente que já pertenceu as essas facções que me garante que essas chamadas torcidas organizadas – que para mim não passam de caras desocupados que descobriram como ganhar dinheiro fácil – arrecadam mais do que os próprios clubes que dizem representar, com a venda de camisas, blusões, gorros, chaveiros, etc – sem ter que pagar os salários astronômicos que os clubes tem que pagar para ter um time descente e que agrade a esses “torcedores”; e provavelmente sem pagar os devidos impostos, sem se preocupar com pirataria, nem denúncias.

Nunca vi um ex-dirigente de “torcida organizada” denunciar qualquer tipo de malandragem que esses verdadeiros clãs praticam.

E mais: elas são apoiadas pelos próprios dirigentes desses clubes.

 Nem o Poder Público teve força suficiente para acabar com elas. Supostamente fecharam uma ou duas.

Alguns meses depois elas voltaram igualzinho ao que sempre foram.

O terrível é ver que a força bruta vai se impondo.

“Não queremos mais Rivelino!”. Rivelino foi embora e foi biampeão carioca.

“Não queremos mais o Edilson!”. E lá se foi o Edilson ganhar títulos por outros clubes.

“Não queremos mais o Tevez”. Chutaram o carro do argentino que foi ganhar a vida na Inglaterra.

“Agora “não queremos mais o Roberto Carlos”, não importa se o clube vai perder dinheiro, se o clube não queria que ele fosse embora!

Ele vai embora não porque a diretoria quer mas porque a torcida quer.

E aí pergunto “nosso futebol é dominado pela Lei do Mais Forte?

Ou não?

Até quando?

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