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quinta-feira, 26 de abril de 2012 Comentário | 18:18

Goleiros, pobres goleiros!

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Hoje é “O Dia do Goleiro”!

E você sabe por que se comemora no dia de hoje, 26 de abril? Porque é a data do aniversário de Manga, um grande goleiro pernambucano, que vez por outra é lembrado por ter falhado no jogo contra Portugal na Copa de 66 (3 a 1 para eles) e por dois entreveros com João Saldanha. O primeiro quando foi acusado por Saldanha de estar “vendido” num jogo decisivo do Botafogo contra o Fluminense, vencido pelo tricolor com um gol de cabeça do lateral Marco Antônio; e o outro por quase ter sido acertado com um tiro no pé pelo mesmo João Saldanha, e que segundo a lenda, para se livrar de outros tiros, teria conseguido pular o muro de General Severiano que tinha ou ainda tem, não sei, mais de 3 metros de altura.

Quase ninguém se lembra que esse mesmo Manga virou lenda quando foi goleiro do Internacional, de Porto Alegre onde foi campeão gaucho e brasileiro ao lado de Paulo Roberto Falcão e Paulo César Carpegianni.

E que depois disso virou deus no Nacional do Uruguai, onde conquistou inúmeros títulos e que jogou até os 47 ou 48 anos em Guaiaquil, no  Equador e que de desgosto nunca mais voltou a viver no Brasil (dizem as más línguas que ele nunca mais voltou porque adora um cassino, que no Brasil não existe e tem muitos no Uruguai e no Equador). E que tem as mãos totalmente estropiadas de tanto salvar gols nos pés dos adversários.

Que dia danado é esse que a gente só se lembra de Barbosa – um goleiro extraordinário que vi  jogar – pela falha na final da Copa de 50 contra o Uruguai.

O de Júlio César que ninguém mais quer ver com a camisa da seleção – a não ser por quem entende muito do assunto como o ex-goleiro Marcos, campeão do mundo em 2002 – por ter falhado contra a Holanda na Copa de 2010, na África do Sul.

Me lembro de um goleiro chamado Barbosinha, do Corinthians, que depois de levar dois gols de Tupãzinho, do Palmeiras, quase foi enxotado do Parque São Jorge.

De Veludo, que foi goleiro do Fluminense e do Santos, herói num jogo da seleção, contra o Paraguai, em Defensores Del Chaco, levando pedradas  nas costas e na cabeça, e fechando o gol. E que morreu de tanto beber, abandonado em um hospital no Rio de Janeiro, tentando “engolir goela abaixo” a fama como sempre nunca comprovada, de ser “vendido”.

E desses dois meninos que estão sendo crucificados.

Júlio César, do Corinthians, por ter falhado no jogo contra a Ponte Preta, que provocou a eliminação do time das finais do Campeonato Paulista e de Deola, pelo mesmo motivo, no jogo contra o Guarani, que também eliminou o Palmeiras.

Sinceramente, não sei que dia é esse!

Eu o chamaria de “O Dia da Vingança”!

Autor: Michel Laurence Tags:

terça-feira, 24 de abril de 2012 Causos do Futebol | 14:51

Causos do Futebol – Negro 17

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Foi alguns meses antes da Copa do Mundo de 82 e logo depois de uma excursão da seleção.

Fiquei pela Europa fazendo reportagens e imagens das seleções e dos jogadores que iam participar da Copa.

De Hamburgo, na Alemanha, onde o Brasil fez seu último amistoso, eu e o cinegrafista Kleber Schettini, viajamos para Estocolmo.

As viagens até ali tinham praticamente consumido todas as nossas diárias e chegamos à capital da Suécia, praticamente sem um tostão no bolso. Antes de embarcar pedimos por telex ao pessoal da Globo, no Rio, um reforço de verba, mas essas remessas de dólares geralmente são complicadas.

Ficamos em um hotel que não era muito caro, mas era bom, era legal.

Tinha um salão de refeições grande, pessoas simpáticas atendendo, tudo bem. Mas vai dali, vem daqui, e nosso dinheiro acabou de vez. E nada do reforço de verba chegar do Brasil.

No fim da primeira semana veio com o café da manhã a conta do hotel. Tinha que pagar semana a semana.

Desci e expliquei ao gerente que estávamos aguardando dinheiro vindo do Brasil mas que até aquele momento ainda não tinha chegado. Pedi para que ele tivesse paciência que a gente pagaria assim que a grana chegasse. O homem com uma cara feia mas sem outra opção a não ser mandar prender a gente e ficar sem receber, acabou aceitando.

Mas a gente não podia chegar nem perto da porta do hotel que imediatamente o gerente aparecia com pose de segurança.

Era cômico, mas desesperador.

Chegou a tal ponto que eu não tinha dinheiro para comprar cigarro. E naquele tempo eu fumava feito um desesperado.

No salão do hotel tinha uma mesa de roleta com moças que se revezavam nos vários horários. Uma tarde entrei na sala e a “crupiê” fumava ao lado da mesa de roleta. Perdi a vergonha, doido para fumar, e me aproximei da moça, gesticulando pedi um cigarro. Ela sorriu e perguntou em inglês porque eu não comprava na loja do hall do hotel. Aí, encabulado, respondi que meu dinheiro tinha acabado.

Ela sorriu, me deu um cigarro, e pegou uma ficha, acho que dez dinheiro deles e estendeu a mão como querendo me dar a ficha. Respondi que não tinha dinheiro para pagar e não podia aceitar.

Ela continuava sorrindo e me disse para pegar a ficha e apontou para a mesa mandando que apostasse.

Morri de rir e jurei que pagaria assim que meu dinheiro chegasse.

Apostei a ficha no número 17. Só estava ela e eu na mesa.

Ela fez a roleta girar e… a bolinha caiu… no número 17.

Estupefato vi a moça me pagar 35 vezes o valor que tinha apostado. Eu não queria aceitar, mas ela tanto insistiu que recebi o dinheiro, paguei a ficha que ela tinha me emprestado e me aprontei para jogar de novo.

Aí ela pôs o braço em cima da mesa e fez que não balançando a cabeça.

Não sei até hoje como ela fez para a bolinha cair no número 17, e nem mesmo sei se a roleta era viciada. Só sei que mesmo o nosso dinheiro chegando uns dois dias depois nunca mais joguei na roleta em toda a minha vida.

A não ser na véspera de um grande prêmio de Fórmula 1 em Mônaco, na companhia de Galvão Bueno e Reginaldo Leme. Mas era em Mônaco. Quem podia resistir a tentação de bancar o Cary Grant no filme “Ladrão de Casaca”?

Só para não deixar passar, contam que foi durante as filmagens de Ladrão de Casaca que o príncipe Rainier, de Mônaco, conheceu e se apaixonou por Grace Kelly com quem acabou casando.

Autor: Michel Laurence Tags:

segunda-feira, 23 de abril de 2012 Notícias | 19:41

A morte de um homem que amava o futebol!

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Adriano Stuart

Talvez dê para entender porque o Corinthians que vinha jogando tão bem, de forma tão segura, tenha sido eliminado pela Ponte Preta.

Não haveria como ter alegria depois da morte de Adriano Stuart, um corintiano doente enraizado num reduto explicitamente palmeirense a começar pelo dono do restaurante, o popular Elias, que começou sua vida dentro do próprio Parque Antártica.

Não sei como a amizade do corintiano Adriano e do palmeirense Elias começou, mas me lembro como a minha com ele aconteceu.

Foi numa tarde/noite no Elias, claro!

O galã Adriano Stuart

O salão era pequeno e ao lado da minha mesa uma turma barulhenta ria as gargalhadas ou se zangava com a mesma facilidade. Apesar de minha concentração no meu copo de uísque reconheci atores como o grande Lima Duarte, o elegante Walter Foster, o galã Hélio Souto e uma porção de outros rostos cujos nomes me fugiam a memória. Entre esses o de um magrelo que tinha certeza já ter visto pelos corredores da TV Globo.

De repente vi aquele rosto me perguntando:

- Está sozinho? Quer sentar aqui com a gente?

A partir daí a gente nunca mais se separou. Fiquei conhecendo sua vida, suas paixões, suas criações. Seu ar inquisidor, instigador, sempre pronto a me fazer tomar atitudes inesperadas.

O copo de uísque sem gelo “para não fazer barulho” acompanhado de palavras quase sempre sussurradas, contando que tinha sido um “centro-médio” de respeito; que tinha dirigido Os Trapalhões de Renato Aragão, ajudado a formar o primeiro time com Ted Boy Marino, Ivon Cury, Dedé. Wanderlei Cardoso e Didi Mocó e depois a segunda turma com Mussum, Zacarias, Dedé e Didi e omitia modestamente que cinco das maiores bilheterias do cinema brasileiro foram filmes dos Trapalhões dirigidos por ele.

Tinha um profundo orgulho de ter participado dos filmes Os Boleiros, de Ugo Giorgetti e uma mágoa disfarçada de não conseguir trabalho.

Não tinha como o Corinthians vencer!

Autor: Michel Laurence Tags: , ,

terça-feira, 17 de abril de 2012 Recados | 15:29

Jantar animado!

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Eu, Renato Maurício Prado, Carlos Alberto Torres, Galvão Bueno, Clodoaldo, Michael Sullivan e Caio Ribeiro!

Autor: Michel Laurence Tags:

Causos do Futebol | 15:26

Causos do Futebol – “Seu” Dondinho, o Pai de um Rei!

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Vi poucas vezes o seu Dondinho. A primeira vez foi quando Pelé me disse em tom respeitosíssimo, me apresentando:

- Meu pai e minha mãe!

Duas coisas ficaram para sempre na minha memória: a bondade e doçura que dona Celeste tem em seu rosto e provavelmente em sua alma; e a severidade estampada no rosto de seu Dondinho. Aquela severidade que impõe respeito, e que os homens daquela época eram quase que obrigados a carregar no rosto.

Outra coisa é que Pelé puxou mais pela mãe do que pelo pai. Estou falando em aparência, porque em temperamento tenho certeza que Pelé tem mais de seu Dondinho.

 

Seu Dondinho nunca foi de aparecer muito. Nunca veio a público contar como em uma certa tarde de futebol em Campos Gerais, Minas Gerais, conseguiu marcar cinco (5) gols de cabeça durante um mesmo jogo. Um recorde que está segundo Pelé, registrado em um jornal local da época e que nem ele conseguiu igualar, quanto mais superar.

Uma tarde/noite em que entrevistei Pelé em sua antiga casa na Ponta da Praia, em Santos, sobre a Máfia do Futebol, que estaria aliciando resultados da Loteria Esportiva, Pelé me fez outra revelação. Contou que seu pai amava o futebol, tanto que numa tarde de julho de 1950, seu Dondinho chorou ouvindo pelo rádio a derrota da seleção brasileira para a do Uruguai, na final da Copa do Mundo, no Maracanã.

 

Pelé não tinha completado 10 anos e me disse que penalizado garantiu ao pai:

- Não chora, não, pai, eu juro que vou ganhar uma Copa do Mundo para o senhor.

Certamente, naquele momento, seu Dondinho não deve ter levado muito a sério a declaração de seu filho, porque antes de acontecer, ele também nunca suspeitou que seria pai de um Rei.

Um Rei sem trono, sem coroa, sem papel registrado em cartório, mas reconhecido e eternamente reverenciado pelo mundo inteiro.

Autor: Michel Laurence Tags:

segunda-feira, 16 de abril de 2012 Notícias | 17:23

Há favoritos! E os crimes do esporte!

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As quartas-de-final do Paulistão-2012 tem favoritos. Seja lá por falta de um campeonato mais interessante ou disputado, ou porque sempre foi assim e desejariam agora que fosse diferente.

Mas vamos ao primeiro confronto: Corinthians x Ponte Preta.

Jogando em casa e com um time bem superior ao da Ponte, o Corinthians é o favorito disparado: 80% contra 20 da Ponte.

São Paulo x Bragantino – normalmente o São Paulo seria o favorito por larga margem, mas seus últimos resultados colocam uma certa dose de dúvida nesse favoritismo. 60% para o São Paulo, contra 40% do Bragantino.

Santos x Mogi Mirim – apesar de algumas atuações exuberantes como a de ontem contra a pobre Catanduvense, o Santos pegou na minha opinião o adversário mais difícil. O Mogi Mirim fez uma campanha espetacular disputando quarto lugar pau-a-pau com o Santos. Mas o Peixe com Neymar melhor a cada jogo, Ganso voltando a fazer gols e lançamentos de alta qualidade, e jogando em casa, tem que ser considerado favorito. 70% contra 30% do Mogi.

Guarani x Palmeiras – logo de cara é preciso lembrar que o Guarani  que foi o melhor dos clubes do interior, joga em casa, contra um Palmeiras perversamente irregular.  Mas é preciso também levar em conta que o Palmeiras tem mais tradição e na hora de uma decisão isso pesa muito. 55% para o Palmeiras, 45% para o Guarani.

Assim minhas semi-finais são: Corinthians x Palmeiras e São Paulo x Santos. Será que vou acertar?

Os Crimes do Esporte!

 

Piermario Morosini, morto no sábado após ataque cardíaco em jogo pela 2ª divisão do Campeonato Italiano

As mortes se multiplicam em campos, quadras e ringues.

As insuspeitadas paradas cardíacas; as asfixias; as pancadas cada vez mais fortes; as exigências físicas cada vez maiores dos esportes.

E esses casos de mortes ou eternas deficiências físicas causadas pelo esporte não estão acontecendo apenas em países do segundo ou terceiro mundo, mas também em países como a Itália ou a Inglaterra.

Todo mundo se lembra do caso de Serginho, do São Caetano, mas você já parou e contou quantos outros casos fatais aconteceram desde então?

Uma coisa é certa e não precisa de muita pesquisa para ser comprovada: os esportes estão exigindo cada vez mais dos atletas. E doenças do coração ou de outros órgãos estão cada vez mais difíceis de serem suspeitadas em atletas.

Talvez a própria preparação ultra-apurada, os remédios cada vez mais eficientes, mascaram um problema cardíaco insuspeito e que surpreende até mesmo os médicos que acompanham dia a dia esses super-atletas.

Não sei se você por acaso conhece ou tem um amigo que já foi jogador profissional de futebol. Eu tenho vários, todos com deficiências para andar ou com problemas mais sérios provocados por pancadas na cabeça – que hoje acontecem tanto no boxe ou nas lutas em moda, como em um simples jogo de bola. Vários ex-jogadores sofrem do Mal de Alzheimer.

Se você prestar atenção em um simples jogo de vôlei – que como todos nos sabemos não tem contato físico – vai ver atletas com uma espécie de esparadrapo colorido sustentando músculos, nervos ou articulações.

Não sei se estou querendo acabar com o esporte. Acho que não. Choro como qualquer outro homem que gosta do esporte, quando vejo um atleta receber a medalha e o hino sendo tocado. A gente precisa dessas emoções, inclusive para sentir que a raça humana está evoluindo.

Mas qual é o preço disso?

A morte?  

Autor: Michel Laurence Tags: , , , ,

sábado, 14 de abril de 2012 Notícias | 21:07

Ronaldinho Gaúcho vai embora!

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É apenas um palpite, mas como ele mesmo anunciou, tenho a impressão que Ronaldinho Gaucho mais dia menos dia, vai sair do Flamengo “pela porta da frente”.

O que me faz deduzir? A frase dele semana passada e o fato do Flamengo ter sido eliminado da Libertadores.

Acho que entre os objetivos de Ronaldinho na volta ao Brasil, estava a conquista da Copa Libertadores, um título que faz falta no seu currículo.

Não sei se você concorda comigo, mas ontem na vitória sobre o Velez, Ronaldinho jogou muito. Passes maravilhosos, toques incríveis, visão de jogo.

Sei que não estou falando nenhuma novidade, mas fico pensando se não seria o caso de algum clube tentar manter Ronaldinho no Brasil! Mais ou menos o que o Santos fez com Neymar.

Sei que ele acaba de completar 32 anos e que na Copa de 2014 será “um velho” de 34 anos.

Mas sei também que jogar como ele joga, e na falta de um Kaká por exemplo, ele seria de uma utilidade muito grande.

Acho que Mano Menezes sabe disso, tanto que o convocou. Ele é um jogador que impõe, não só respeito, como qualidade de jogo.

O Brasil está em um momento difícil no futebol.

Os desmandos foram tantos, os enganos, as frustrações, a falta de grandes jogadores, tudo fez com que a seleção caísse em um descrédito muito grande junto a torcida. Um descrédito difícil de superar. E é num momento como esse que jogadores como Ronaldinho são importantes.

Está bem, ele não é constante, mas se na hora de um jogo da Copa você tirar Ralf (estou me referindo a um volante de proteção) e fizer entrar o Ronaldinho, acho que o adversário vai tremer.

Autor: Michel Laurence Tags: , , ,

terça-feira, 10 de abril de 2012 Causos do Futebol | 17:34

Causos do Futebol – Julio Iglesias começou no gol do Real!

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Ele foi um menino magrelo, de pais de classe média, nascido e morando em Madrid, e que tinha um sonho: ser goleiro do Real Madrid, o maior clube da Espanha, e querido do ditador e generalíssimo Franco.

Fez testes no clube com 16 anos, passou e treinou e jogou nos juvenis do clube. Sua posição goleiro.

 

Segundo amigos, o menino magrelo era um bom goleiro.

Tudo ia bem na vida do magrela quando sofreu um terrível acidente dirigindo o seu carro, que o deixou semi-paralítico durante um ano e meio. Os médicos davam bem poucas esperanças que o goleiro voltasse a andar.

E foi durante esse ano e meio de muito sofrimento, numa cama de hospital, que o ex-goleiro do Real, Júlio Iglesias, descobriu sua queda pela poesia. Daí a compor foi um pulo e o que poderia ter sido um grande goleiro, tornou-se o cantor mais famoso da Espanha.

 

Recordista de vendas e amigo íntimo de Pelé, que costuma hospedar o brasileiro mais famoso do mundo em sua casa em Madrid e que costuma ser recebido por Pelé no Guarujá, quando visita o Brasil.

Bem, é só isso, e recordar como você já sabe que por um verdadeiro milagre Júlio Iglesias se recuperou da paralisia e que sempre bateu sua bolinha, só parando alguns anos atrás por estar perto de completar 70 anos.

Autor: Michel Laurence Tags:

segunda-feira, 9 de abril de 2012 Notícias | 16:48

Os vícios de cada um!

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A cada rodada as deficiências vão ficando mais evidentes.

O Palmeiras “pensa” que formou um grande time. A verdade não é bem essa. O time tem alguns personagens muito bons. O técnico Luiz Felipe Scolari é um gigante. Conhece futebol, sabe como mexer no time, forma grandes jogadores. Eu só gostaria de saber o que o fantástico Murtosa faz no banco ou nos treinos, a não ser ouvir o que o Felipão reclama.

Vai ser incrível se realmente o Luiz Felipe Scolari for chamado para substituir Mano Menezes na seleção e for acompanhado do Murtosa. Não me lembro se em 2002 Scolari trabalhou na conquista do penta com o seu confidente de escudeiro. Também não me lembro se Murtosa recebeu a medalha de campeão do mundo. Vejam bem, não estou (mas estou) duvidando da competência do grande Murtosa. Apenas acho estranha sua aparição nos momentos mais importantes da carreira de Luis Felipe Scolari.  

 

Atualmente o Palmeiras tem dois grandes jogadores Marcos Assunção e Daniel Carvalho. E só ter esses dois não é culpa do técnico, mas do clube que está com as finanças abaladas.

Não, não acho Valdívia um grande jogador. Eu sei que a torcida adora o chileno, mas para mim falta muita coisa para Valdívia ser um grande jogador. Mais presença em campo, menos rebeldia. Mais realizações, menos presunção.

Aí, as derrotas se tornam compreensíveis.

O Santos já não tem problema de falta de jogadores. Ao contrário, tem muitos. Mas o problema está no fato de todos acharem, como Neymar, que um jogo é uma grande brincadeira.

Neymar está aos poucos se dando conta que se continuar levando porrada do jeito que está, vai acabar cedo no estaleiro. Além do mais é bom alguns jogadores deixar de pensar que podem acompanhar Neymar nas suas loucuras. Não estou falando em farras, estou falando dentro de campo. O Neymar faz coisas que todo mundo adora, mas se outro mortal tenta igualar os feitos do Neymar vai quebrar a cara.

Foi o que aconteceu contra o São Caetano. O time além de jogar um péssimo segundo tempo, ainda viu Ganso e Ibson perder bolas e passes que redundaram  em contra-ataques mortais do time que estreou um uniforme muito parecido com o do Boca.

 

Certa vez cobrindo um treino do Guarani sugeri a um diretor do clube que veio conversar comigo, de mudar a camisa do time:

- É igualzinha a do Palmeiras – falei (sempre cismei com isso, por exemplo o Sport Recife ou o Vitória da Bahia tem uniforme igualzinho ao do Flamengo. O Atlético Paranaense também tinha um uniforme igual ao do Flamengo, mudou para listras verticais e personalizou seu uniforme) .

Ao que o homem retrucou:

- Por que você não vai fazer a mesma sugestão ao Palmeiras?

Não sugeri, mas com o tempo o Palmeiras foi mudando e não será surpresa se um dia desses adotar um uniforme com as cores da bandeira da Itália, colônia que originou o antigo Palestra Itália. Ontem o Guarani enfrentou o Palmeiras com um uniforme muito bonito, preservando o verde tradicional, mas com listras largas e horizontais em branco.

Errado também está o técnico do São Paulo – apesar da excelente campanha do time – que se auto-elogia, como se fosse o autor dos gols marcados por Casemiro e Fernandinho, ou como se depois de um sumiço de quase um ano, fosse o grande e injustiçado treinador Fo futebol brasileiro.

Autor: Michel Laurence Tags: , , ,

quinta-feira, 5 de abril de 2012 Notícias | 19:06

Kaká, Pato, Ganso, Adriano, Robinho e Neymar dúvidas de todos nós!

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Quanto mais penso nas dificuldades que estamos tendo para realizar a Copa do Mundo, mais penso na seleção!

O que falta a ela? Dois ou três jogadores que imponham respeito, que nos façam acreditar que pode ser que tudo dê certo.

Acontece que os que poderiam ser esses jogadores são dúvidas terríveis.

Querer acreditar que o Kaká está voltando a ser o Kaká por ter feito um lindo gol contra um time de Chipre, uma ilha ao sul da Turquia, no mar Mediterrâneo, com uma população de cerca de 800 mil habitantes, é brincadeira, ou otimismo exagerado.

 

Dizer que Pato vai estar 100 por cento quando da convocação, também é uma dúvida cruel.

Falar que Ganso voltou a jogar no Santos o que jogava antes de se machucar, também não é verdade. A gente “quer” acreditar nisso, mas ele Ganso, ainda não provou que isso é verdade.

Adriano acho que é definitivamente carta fora do baralho. Tomara que ele tenha uma vida normal daqui pra frente.

 

Robinho não tem o carinho, nem o respeito da maioria dos torcedores.

E com isso Neymar vai ser a única maravilha do futebol brasileiro.

Claro, tem o Lucas, tem o Leandro Damião, e quem mais você quiser juntar a esses três. Mas todos são inexperientes, sem vivência no futebol internacional, sem um auto-controle necessário e até sem uma necessidade ferrenha de ganhar dinheiro e construir um futuro.

Você pode dizer, Michel você esqueceu o Luís Fabiano!

Não, não esqueci, apenas não quis colocá-lo entre aqueles que voltaram ou estão voltando de eternas contusões.

 

Aos poucos vamos compreendendo por que o Mano faz tantas experiências na seleção.

Não gosto de falar sem apontar uma solução.

Sabe qual seria – e que provavelmente não vai ser possível adotar?

Convocar a seleção 3 meses antes da Copa e deixar o time treinar.

Era assim que a seleção brasileira ganhava as Copas antigamente.

Claro que tinha jogadores.

Mas se você conseguisse juntar as dúvidas que citei, com as realidades que enumerei, talvez o Mano chegasse a ter uma seleção de respeito para uma Copa que o Brasil precisa ganhar, por ser no Brasil e não merecer viver novamente o amargor de 1950.

Autor: Michel Laurence Tags:

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