Goleiros, pobres goleiros!
E você sabe por que se comemora no dia de hoje, 26 de abril? Porque é a data do aniversário de Manga, um grande goleiro pernambucano, que vez por outra é lembrado por ter falhado no jogo contra Portugal na Copa de 66 (3 a 1 para eles) e por dois entreveros com João Saldanha. O primeiro quando foi acusado por Saldanha de estar “vendido” num jogo decisivo do Botafogo contra o Fluminense, vencido pelo tricolor com um gol de cabeça do lateral Marco Antônio; e o outro por quase ter sido acertado com um tiro no pé pelo mesmo João Saldanha, e que segundo a lenda, para se livrar de outros tiros, teria conseguido pular o muro de General Severiano que tinha ou ainda tem, não sei, mais de 3 metros de altura.
Quase ninguém se lembra que esse mesmo Manga virou lenda quando foi goleiro do Internacional, de Porto Alegre onde foi campeão gaucho e brasileiro ao lado de Paulo Roberto Falcão e Paulo César Carpegianni.
E que depois disso virou deus no Nacional do Uruguai, onde conquistou inúmeros títulos e que jogou até os 47 ou 48 anos em Guaiaquil, no Equador e que de desgosto nunca mais voltou a viver no Brasil (dizem as más línguas que ele nunca mais voltou porque adora um cassino, que no Brasil não existe e tem muitos no Uruguai e no Equador). E que tem as mãos totalmente estropiadas de tanto salvar gols nos pés dos adversários.
Que dia danado é esse que a gente só se lembra de Barbosa – um goleiro extraordinário que vi jogar – pela falha na final da Copa de 50 contra o Uruguai.
O de Júlio César que ninguém mais quer ver com a camisa da seleção – a não ser por quem entende muito do assunto como o ex-goleiro Marcos, campeão do mundo em 2002 – por ter falhado contra a Holanda na Copa de 2010, na África do Sul.
Me lembro de um goleiro chamado Barbosinha, do Corinthians, que depois de levar dois gols de Tupãzinho, do Palmeiras, quase foi enxotado do Parque São Jorge.
De Veludo, que foi goleiro do Fluminense e do Santos, herói num jogo da seleção, contra o Paraguai, em Defensores Del Chaco, levando pedradas nas costas e na cabeça, e fechando o gol. E que morreu de tanto beber, abandonado em um hospital no Rio de Janeiro, tentando “engolir goela abaixo” a fama como sempre nunca comprovada, de ser “vendido”.
E desses dois meninos que estão sendo crucificados.
Júlio César, do Corinthians, por ter falhado no jogo contra a Ponte Preta, que provocou a eliminação do time das finais do Campeonato Paulista e de Deola, pelo mesmo motivo, no jogo contra o Guarani, que também eliminou o Palmeiras.
Sinceramente, não sei que dia é esse!
Eu o chamaria de “O Dia da Vingança”!

Foi alguns meses antes da Copa do Mundo de 82 e logo depois de uma excursão da seleção.
No salão do hotel tinha uma mesa de roleta com moças que se revezavam nos vários horários. Uma tarde entrei na sala e a “crupiê” fumava ao lado da mesa de roleta. Perdi a vergonha, doido para fumar, e me aproximei da moça, gesticulando pedi um cigarro. Ela sorriu e perguntou em inglês porque eu não comprava na loja do hall do hotel. Aí, encabulado, respondi que meu dinheiro tinha acabado.













