Causos do Futebol – A Batalha do Monumental de Nuñez!
Este é o relato fiel do que aconteceu na noite de 26 de março de 1959, alguns meses após a conquista da Copa do Mundo de 1958, no jogo entre Brasil e Uruguai, pelo Campeonato Sul-Americano, realizado em Buenos Aires, por jornalistas que estiveram lá.
“Perto do final do primeiro tempo, o atacante brasileiro Almir “Pernambuquinho” Albuquerque estranhou-se com o zagueiro uruguaio Davoine e o pau quebrou entre os dois times. Ao final das escaramuças, o goleiro Castilho estava com o supercílio cortado; o quarto-zagueiro Orlando Peçanha tinha os lábios sangrando; o zagueiro central Bellini, o goleiro Gilmar, o meia-armador Didi, e os atacantes Almir e Pelé tinham escoriações generalizadas. Pelo lado uruguaio, o capitão e zagueiro William Martinez tinha perdido um dente e levara 3 pontos na cabeça; o atacante Sássia estava com o olho esquerdo sangrando e Roque Fernandez com os ombros e o peito feridos”.
E mais:
“Essa pancadaria durou exatos 50 minutos, e aí o árbitro chileno Carlos Robles expulsou salomonicamente Almir e Orlando do Brasil e Davoine e Gonçalves do Uruguai.
A seleção uruguaia vencia, por 1 a 0, gol de Escalada. No segundo tempo com 9 contra 9, o Brasil virou com 3 gols do atacante do Botafogo, Paulo Valentim.
Hideraldo Luiz Bellini em depoimento a revista Placar em 1980 acrescentou que deu um soco na boca de Sassia que lhe tinha atirado terra nos olhos, e que Didi emendou o soco dado por mim, com uma tesoura-voadora que acertou o jogador uruguaio em cheio no peito. Tudo terminou com o fortíssimo preparador físico do Botafogo, Paulo Amaral, acertando uma pancada em Sassia, que deixou o uruguaio fora de combate”.
Esse foi o segundo jogo entre brasileiros e uruguaios depois da final da Copa do Mundo de 1950. Em 1952, nos Jogos Pan=americanos do México, em 1952, a seleção já havia vencido os uruguaios, por 4 a 2″.
Lamentavelmente na final contra os argentinos o Brasil empatou, 1 a 1 e o título ficou com os dono da casa.

A seleção brasileira foi essa da foto com da esquerda para a direita en pé: Djalma Santos, Gilmar, Bellini, Décio Esteves, Formiga, Coronel e o massagista Mário Américo; agachados: Garrincha, Didi, Paulo Valentim, Pelé e Chinesinho. No jogo contra o Uruguai Castilho começou no lugar de Gilmar; Almir no lugar de Paulo Valentim, que entrou no segundo tempo e Orlando no de Formiga.




















O nome ninguém sabe explicar.

