GARRINCHA VIVE!
Quando começa a discussão se driblar é deboche ou não, sempre surge o nome de Garrincha.
– Garrincha driblava o mesmo marcador quinhentas vezes.
Só que “seo” Mané nunca debochou de ninguém.
Ele podia esperar o goleiro se levantar depois de o ter driblado e driblar o pobre coitado de novo, mas nunca fez isso com a intenção de diminuir ninguém.
Pelé garantiu que Garrincha era imarcável.
– Ninguém conseguia tirar a bola dele. Nós, quando a gente estava na seleção, tentávamos barrar seu drible de arranque, nunca, nem eu nem ninguém conseguiu. Se ele conseguisse fazer a bola passar, aí… adeus.
O meu amigo Kiko mandou uma crônica da época em que a seleção derrotou a Fiorentina, em Firenza, por 4 a 0, pouco antes da Copa de 58. Foi nesse jogo que Garrincha driblou meia dúzia de italianos, driblou o goleiro, parou a bola em cima da linha do gol e esperou que o goleiro se levantasse para driblá-lo novamente.
Leiam e fiquem sabendo que ninguém deu uma porrada em Garrincha por achar que ele estava debochando. Se nenhum italiano deu, é porque nenhum achou que “seo” Mané estava debochando.
Há 50 anos
Mazola acaba com a Fiorentina
O atacante Mazola foi o maior destaque da seleção brasileira, que goleou a Fiorentina por 4 a 0 no estádio Comunale, em Florença. O avante palmeirense marcou dois gols e comandou o time do técnico Vicente Feola na fácil vitória.
A partida, que inaugurou o sistema de iluminação do campo florentino, marcou ainda a despedida do atacante brasileiro Julinho Botelho da equipe italiana, vice-campeã nacional na temporada 57/58. Julinho volta amanhã mesmo ao Brasil.
O avançado, por sinal, foi muito bem marcado por Nílton Santos, que praticamente anulou suas ações no amistoso.
Personagem central do enfrentamento, Mazola foi ovacionado de pé pelos mais de 62 mil torcedores que viam o prélio quando foi substituído, já na etapa final, por Moacir.
Seus gols foram anotados ainda no primeiro tempo. Aos 14min, recebeu esplêndido passe de Didi e fuzilou o goleiro Sarti. Nove minutos depois, após rebote, Mazola se livrou de dois rivais e, batendo na bola com categoria, fez outro gol.
A goleada teve outro momento de futebol-arte com Garrincha, que anotou o quarto tento, aos 30min do período derradeiro, após driblar três adversários e o goleiro.
Pepe, com sua especialidade (um canhão de pé esquerdo), tinha feito o terceiro gol aos 36min da etapa inicial.
O domínio do escrete foi tão amplo que os próprios simpatizantes da Fiorentina passaram a aplaudir e torcer pelos nossos. Há 50 anos
Mazola acaba com a Fiorentina
O atacante Mazola foi o maior destaque da seleção brasileira, que goleou a Fiorentina por 4 a 0 no estádio Comunale, em Florença. O avante palmeirense marcou dois gols e comandou o time do técnico Vicente Feola na fácil vitória.
A partida, que inaugurou o sistema de iluminação do campo florentino, marcou ainda a despedida do atacante brasileiro Julinho Botelho da equipe italiana, vice-campeã nacional na temporada 57/58. Julinho volta amanhã mesmo ao Brasil.
O avançado, por sinal, foi muito bem marcado por Nílton Santos, que praticamente anulou suas ações no amistoso.
Personagem central do enfrentamento, Mazola foi ovacionado de pé pelos mais de 62 mil torcedores que viam o prélio quando foi substituído, já na etapa final, por Moacir.
Seus gols foram anotados ainda no primeiro tempo. Aos 14min, recebeu esplêndido passe de Didi e fuzilou o goleiro Sarti. Nove minutos depois, após rebote, Mazola se livrou de dois rivais e, batendo na bola com categoria, fez outro gol.
A goleada teve outro momento de futebol-arte com Garrincha, que anotou o quarto tento, aos 30min do período derradeiro, após driblar três adversários e o goleiro.
Pepe, com sua especialidade (um canhão de pé esquerdo), tinha feito o terceiro gol aos 36min da etapa inicial.
O domínio do escrete foi tão amplo que os próprios simpatizantes da Fiorentina passaram a aplaudir e torcer pelos nossos.
