Torci, Meu Deus, torci!

Confesso, eu não era (e deixando um pouco a emoção de lado, “não sou”) muito a favor das Olimpíadas no Rio de Janeiro.
Mas como tudo em nós de repente me vi ansioso, torcendo para que aquele povo bem nutrido votasse na gente.
Não sei se fiz bem.
Mal não posso ter feito.
Apenas sempre fiquei pensando que a gente ia pagar mais uma vez um montão de dinheiro. E que sem dúvida um montão de gente – do qual não fazemos parte e nem queremos fazer – vai ficar mais rico, com uma falseta daqui, outra dali.
Eu já estive em três Olimpíadas – Munique em 72 (a do Setembro Negro e a morte de dezenas de judeus inocentes); a de Seul, em 88 e a de Atlanta, em 96 – e não saberia dizer se realmente essas cidades, e países, melhoraram com os Jogos.
Não sei, porque esses países já eram ricos, desenvolvidos, estruturados para ricos e… pobres.
Me vi torcendo.
Pensei que ia dar Madrid e que ia ser uma decepção danada.
Mas a sorte do Lula é insuperável.
Tomara que ele coloque seu sucessor (ou sucessora) no mesmo caminho da vibração com que lutou pela realização desses Jogos no Rio.
O choro emocionado de Pelé – esse senhor que vai completar dentro de poucos dias 69 anos e que praticamente com as glórias que acumulou deu início a isso tudo – a comemoração como se fosse um gol no Maracanã.
O filho do meu amigo Sérgio Cabral chorando feito criança.
Sei lá, essas coisas só acontecem com o Brasil.
Tomara que todos os responsáveis sejam tomados pela mesma emoção e que ela não vá esfriando com o passar desses seis anos que nos separam do dia da abertura dos Jogos.
Agora, amigos, não tem volta, estamos todos nessa briga, inclusive com a missão de também sermos fiscais.
migalhas de um título que o Palmeiras ainda não ganhou.
Quando vi Jorge Vagner, geralmente tranqüilo, cerrar os dentes de raiva, pensei:
Acho que não fui infeliz em meu comentário sobre “os 100 mil reais que o Palmeiras tem que pagar ao Atlético Paranaense por ter escalado Danilo no jogo contra o Atlético Paranaense”!
Eu sei que o Pelé não merece!
Pode até ser um palpite exagerado, mas está tudo colaborando para que seja desse jeito.
É só olhar os demais resultados da rodada: São Paulo (o mais terrível perseguidor do Palmeiras) empatou as duras penas, com o Corinthians; o Internacional apontado como um dos candidatos ao título também empatou com o Flamengo; o Cruzeiro venceu, mas só um milagre pode colocar o time de Minas em condições de disputar o título faltando 12 rodadas.

O Palmeiras e a torcida do Palmeiras estão “in love”.

Tem muita gente que não conhece o “verdadeiro” Sílvio Luiz.
Houve um tempo em que os jogadores eram “presos” quase que eternamente aos clubes que os tinham revelado. Os contratos “amarravam” os jogadores aos clubes, os jogadores pareciam “pertencer” aos clubes.

Afonsinho então jogador do Botafogo viu sua carreira interrompida porque os cartolas queriam que raspasse a barba e cortasse o cabelo. Ele não aceitou tal imposição, procurou seus direitos na Justiça comum. Foi taxado de “encrenqueiro” pelos dirigentes a ponto de quase ter que parar com o futebol e continuar seus estudos para medicina.