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sexta-feira, 2 de outubro de 2009 Sem categoria | 14:20

Torci, Meu Deus, torci!

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rio de janeiro

Confesso, eu não era (e deixando um pouco a emoção de lado, “não sou”) muito a favor das Olimpíadas no Rio de Janeiro.

Mas como tudo em nós de repente me vi ansioso, torcendo para que aquele povo bem nutrido votasse na gente.

Não sei se fiz bem.

Mal não posso ter feito.

Apenas sempre fiquei pensando que a gente ia pagar mais uma vez um montão de dinheiro. E que sem dúvida um montão de gente – do qual não fazemos parte e nem queremos fazer – vai ficar mais rico, com uma falseta daqui, outra dali.

Eu já estive em três Olimpíadas – Munique em 72 (a do Setembro Negro e a morte de dezenas de judeus inocentes); a de Seul, em 88 e a de Atlanta, em 96 – e não saberia dizer se realmente essas cidades, e países, melhoraram com os Jogos.

Não sei, porque esses países já eram ricos, desenvolvidos, estruturados para ricos e… pobres.

Me vi torcendo.

Pensei que ia dar Madrid e que ia ser uma decepção danada.

Mas a sorte do Lula é insuperável.

Tomara que ele coloque seu sucessor (ou sucessora) no mesmo caminho da vibração com que lutou pela realização desses Jogos no Rio.

O choro emocionado de Pelé – esse senhor que vai completar dentro de poucos dias 69 anos e que praticamente com as glórias que acumulou deu início a isso tudo – a comemoração como se fosse um gol no Maracanã.

O filho do meu amigo Sérgio Cabral chorando feito criança.

Sei lá, essas coisas só acontecem com o Brasil.

Tomara que todos os responsáveis sejam tomados pela mesma emoção e que ela não vá esfriando com o passar desses seis anos que nos separam do dia da abertura dos Jogos.

Agora, amigos, não tem volta, estamos todos nessa briga, inclusive com a missão de também sermos fiscais.

Autor: Michel Laurence Tags: , , ,

Sem categoria | 13:11

Tudo não passa de auto-promoção!

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Luxemburgo ao invés de se preocupar com o Santos, fica reivindicando vanderleiluxamigalhas de um título que o Palmeiras ainda não ganhou.

Nunca vi o Vanderlei Luxemburgo tão quieto e conformado.

Até parece que ele não tem o mínimo interesse com o que está acontecendo na Vila.

O time não joga nada e ele na coletiva, fica falando do Palmeiras.

Acho que ele devia se preocupar com o Santos, que se descuidando pode nem pegar uma vaguinha na Sul-Americana do ano que vem.

Ele diz que quando o Palmeiras caiu para a Segunda Divisão, foi acusado de ter largado o time numa péssima posição. Mas que agora, com o Palmeiras perto de ser campeão, ninguém diz que ele construiu parte desse sucesso.

Ora, era bom ele deixar o sucesso para quem realmente o merece. Jorginho seria um nome bem lembrado. Quando Luxemburgo foi demitido, Jorginho assumiu interinamente e deu a volta por cima. E mais ainda para o Muricy Ramalho que mais uma vez vem comprovando sua competência.

Também ninguém duvida da competência do Luxemburgo, então para que ficar falando.

Só se for para se auto-promover.

Ele anda meio esquecido.

Autor: Michel Laurence Tags: ,

quinta-feira, 1 de outubro de 2009 Sem categoria | 13:26

Lá vem o São Paulo (2)!

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sãopaulo_vs_nautico2 30-9-09Quando vi Jorge Vagner, geralmente tranqüilo, cerrar os dentes de raiva, pensei:

- Lá vem o São Paulo… novamente.

E fiquei surpreso do “novamente”. Isso quer dizer que na minha cabeça eu tinha descartado o São Paulo.

Não sei o que é mais surpreendente: esse campeonato em que a cada jogo, a cada 10 minutos, ou a cada minuto surge um novo time com pinta de campeão ou se jogos como esse de ontem.

O Náutico não merecia perder.

O São Paulo merecia ganhar.

E no meio disso tudo, um juiz novato, que não pode ser acusado de ter errado, mas que cometeu exageros próprios da juventude.

A cada instante era um cartão amarelo provocado pela enorme vontade de vencer e a cada minuto era um jogador expulso em conseqüência de dois cartões amarelo.

É aí que o exagero do jovem Francisco Carlos Nascimento se revela.

Na próxima tenho certeza que ele vai analisar melhor se deve ou não dar o amarelo de cara.

Depois do primeiro amarelo vem o segundo e a conseqüente expulsão.

E aí foram: 14 amarelos – dois jogadores foram expulsos em conseqüência do segundo cartão – e 4 vermelhos.

Dá o que pensar.

Mas vamos deixar esse jovem alagoano pensar sobre o que fez, e falar um pouco mais sobre o que se viu em campo.

Parecia no primeiro tempo, que o São Paulo estava conformado. Parecia um time com um único pensamento “o Palmeiras já é campeão, então só nos resta conseguir a vaga para Libertadores e nos manter entre os quatro primeiros”.

Isso não parecia tão difícil quanto pensar no título.

Do outro lado havia um time disposto a tudo para fugir do rebaixamento, até mesmo jogar no sacrifício, como era o caso de Carlinhos Bala, que tinha uma proteção para o ombro por baixo da camisa.

Aí, com esse panorama, Bruno Mineiro marcou para o Náutico logo no início do primeiro tempo.

Pensei: nada mais normal. O time do São Paulo não existe. E não existiu até o final do primeiro tempo.

Não sei o que aconteceu no vestiário do São Paulo no intervalo. Só sei que deixei minha posição afundado no sofá de casa para ficar quase na ponta dos pés.

Só sei que virou uma coisa completamente fora do comum.

Era cartão amarelo pra cá, cartão amarelo prá lá e de repente Ernanes bate uma falta a bola desvia num jogador do Náutico, engana o bom goleiro Gledson e entra. 1 a 1.

Continuou a loucura total. Parecia filme americano sobre a gigantesca fibra do homem, capaz de transformar derrotas em glórias.

E, aí o São Paulo teve dois expulsos passou a jogar feito um time de rua, os gritos dos dois técnicos se confundindo com os do público. Jogador xingando juiz, técnico xingando bandeirinha e foi por causa disso que Geninho fui expulso.

Foi preciso chamar a polícia. O bom Geninho não queria deixar o campo.

O Náutico também teve dois expulsos. Doideira geral e o São Paulo foi buscar a vitória com um gol do recém promovido a “salvador da pátria”, Hugo, pegando uma bola com o peito do pé, e que fez uma curva antes de entrar.

Ufa, meu amigo, ufa! Teve mais cinco minutos de tempo extra, Ricardo Gomes quase rompeu as cordas vocais e os jogadores do São Paulo e do Náutico só faltaram se abraçar e chorarem suas emoções.

Uns extenuados pela vitória; outros extenuados pela derrota.

Mas será que houve vencedor e derrotado?

Só sei que assisti a um jogo como não via há muito tempo.

Ao que parece “lá vem o São Paulo novamente!”.

Autor: Michel Laurence Tags: ,

Sem categoria | 13:20

Peço desculpa!

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belluzzo2Acho que não fui infeliz em meu comentário sobre “os 100 mil reais que o Palmeiras tem que pagar ao Atlético Paranaense por ter escalado Danilo no jogo contra o Atlético Paranaense”!

Estou pedindo desculpas porque acho que fui infeliz.

Alguns amigos deste blog reclamaram amargamente.

Outros amigos mais chegados me criticaram dizendo que o presidente do Palmeiras, Luis Gonzaga Belluzzo, não merecia “a brincadeira”!

A minha intenção quando escrevi foi a de dizer que o presidente tinha sido bafejado pela sorte e pela premonição de que Danilo seria o jogador-chave daquela partida.

Pagou os 100 mil da multa estipulada em contrato e viu Danilo fazer o gol da vitória e salvar um do Atlético em cima da linha.

Como já salientei tenho uma admiração muito grande pelo presidente do Palmeiras pelo seu passado e presente, portanto aí está a minha desculpa.

Autor: Michel Laurence Tags: ,

quarta-feira, 30 de setembro de 2009 Sem categoria | 18:51

O Rei das mancadas!

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Eu sei que o Pelé não merece!

Sei que ele merece todas as honrarias que nos sistematicamente lhe negamos.

Mas (e sempre tem um “mas”) ele sempre dá umas “mancadas” que entram para a história.

Agora, defendendo a candidatura do Rio de Janeiro à sede dos Jogos Olímpicos de 2016, em Copenhagen, Pelé confundiu Michael Jordan com Michael Jackson.

Todo mundo que estava na entrevista caiu na gargalhada quando Pelé perguntou:

- Michael Jackson não é ex-jogador – quando alguém lhe perguntou o que ele achava do Michael Jordan (considerado o maior jogador de basquete do mundo em todos os tempos) não estar nessa reunião para a escolha da sede dos Jogos Olímpicos de 2016, como representante da cidade de Chicago, que é a candidata dos Estados Unidos da América.

***

APROVEITO PARA LANÇAR A PESQUISA – “QUAIS FORAM AS DEZ MAIORES MANCADAS DO REI?”

Não tem prêmio, sou pobre, mas a gente vai se divertir prá burro.

Responda: quais são em sua opinião as 10 maiores mancadas do Rei?

Autor: Michel Laurence Tags: , , ,

domingo, 27 de setembro de 2009 Sem categoria | 19:22

O Palmeiras já pode encomendar as faixas!

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palmeiras_domingo_figueiroaPode até ser um palpite exagerado, mas está tudo colaborando para que seja desse jeito.

O Palmeiras conquistando seu quinto título nacional e o Muricy Ramalho comemorando seu quarto título consecutivo.

O Palmeiras está com pinta de campeão: “acha” gol – como o de carrinho de Danilo ontem – para a vitória e se livra do empate com uma bola salva em cima da linha nos últimos segundos do jogo contra o Atlético Parananese, pelo mesmo Danilo.

Um Danilo que não deveria ter jogado, mas pelo qual o presidente Luiz Gonzaga Beluzzo resolveu pagar 100 mil reais de multa ao próprio Atlético Paranaense – clube ao qual ainda pertence o jogador – para o ter em campo.

100 contos bem gastos devem ter pensado torcida, associados e conselheiros.

E quando o presidente, os associados, os conselheiros e os torcedores pensam da mesma forma “pode encomendar as faixas porque o titulo vai chegar”.

ronaldo_vs_sãopauloÉ só olhar os demais resultados da rodada: São Paulo (o mais terrível perseguidor do Palmeiras) empatou as duras penas, com o Corinthians; o Internacional apontado como um dos candidatos ao título também empatou com o Flamengo; o Cruzeiro venceu, mas só um milagre pode colocar o time de Minas em condições de disputar o título faltando 12 rodadas.

O Atlético Mineiro ainda está jogando contra o Santos, mas mesmo que vença também está meio difícil para ele.

Faltou falar do Goiás, que hoje é o segundo colocado, depois de virar um jogo difícil em cima do Grêmio. Acho um time bonito, é fantástico ver o Iarley jogar, mas não creio que já esteja em condições de brigar pelo título de um campeonato nacional. Tomara que o Hélio dos Anjos não me leia, não quero que ele fique zangado comigo.

 

A FEBRE ANTI-PÊNALTI SE ALASTRA!

 

Depois de ver o Rubinho Barrichello e sua equipe escolherem a tática errada na corrida de Cingapura; e a Seleção Masculina de Vôlei dar um verdadeiro “chocolate” na dos Estados Unidos; fui ver um pouco do jogo da Roma contra o Catánia – 1 a 1 – pela quarta rodada do italiano.

Os árbitros lá também não estão marcando os penais.

Vai ver que a “febre” é mundial.

Autor: Michel Laurence Tags:

quarta-feira, 2 de setembro de 2009 Sem categoria | 17:43

O tempo passa!

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Quem está gordo?

 

Eu?

 

Que é isso, meu? Estou com o mesmo peso de 5 anos atrás!

 

Essa discussão vem acontecendo desde que Ronaldo Fenômeno disputou a Copa da Alemanha com um peso bem acima do normal.

 

Essa mesma discussão vem se repetindo desde que o Fenômeno chegou para jogar pelo Corinthians.

 

A torcida e o próprio Ronaldo se desdobram para explicar o súbito aumento de peso.

 

Tanto Ronaldo quanto os fisioterapeutas do Timão tentam porque tentam provar que o peso atual de Ronaldo é ótimo.

 

Um médico, ou um fisioterapeuta, abordou o problema com sabedoria:

 

- É claro que Ronaldo nunca mais terá o corpo que tinha aos 20 anos. Naquela época ele era um jovem. Hoje ele é um homem. O homem sempre aumenta de peso e sofre uma transformação em seu corpo.

 

Despertado por essa explicação fui à procura de evidências para ver se era verdade.

 

Vamos comparar.

 

Este aqui é o Ronaldo de 1998, jogando pela Inter de Milão.     

 

Ronaldo em 1998 

 

Você viu que o rosto dele está fino, maçãs salientes, o que é normal num rapaz de 21 anos.

 

Agora este é o Ronaldo de hoje.

 

 Ronaldo em 2009

 

É evidente que nunca mais o Fenômeno será o mesmo, assim como nenhum de nós que tenha ultrapassado a linha dos 30/32 anos.

 

O que importa é o futebol.

 

Na Copa de 2002, Ronaldo conseguiu adaptar seu futebol ao que era jogado por seus companheiros e foi artilheiro da Copa, com uma marca dificilmente alcançada por qualquer atleta nos dias de hoje: 8 gols.

 

Eu acho que Ronaldo vai ser chamado para a Copa de 2010, na África do Sul.

 

Só não vai se o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, não deixar (e ele vingativo do jeito que é, é bem capaz de fazer isso). Mas tem um ano pela frente. É só o Fenômeno querer

.

E quem é Fenômeno não obedece as leis naturais.

Autor: Michel Laurence Tags: , ,

segunda-feira, 31 de agosto de 2009 Sem categoria | 17:37

Um futebol de paixões! (como se existisse outro!)

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Vágner Love na apresentaçãoO Palmeiras e a torcida do Palmeiras estão “in love”.

 

A chegada de Vágner Love está para o Palmeiras na mesma proporção do que a chegada de Ronaldo para o Corinthians.

 

Já sei, vão pedir para guardar as devidas proporções.

 

Não estou dizendo que não. É evidente que o futebol de Love não pode ser comparado ao do Fenômeno.

 

Estou me referindo ao abalo emocional que a volta desses caras famosos, reais jogadores de bola, provocou na torcida do Timão e está provocando na torcida do Verdão.Ronaldo

 

A jogada é quase a mesma.

 

Marketing.

 

Dinheiro.

 

Jogadores com saudade de casa facilitando as coisas depois de terem garantido o futuro com dinheiro russo ou italiano ou espanhol. Não importa. O que importa é voltar para casa sem depender mais de nada, nem de ninguém. Rever os amigos. Rever antigos amores. Rever a Escola de Samba. Tomar a mesma cerveja. Comer carne na churracaria Porcão do Aterro (no Rio) ou no Fogo de Chão, em São Paulo. Olhar as mulheres dengosas daqui (São Paulo) e de lá (Rio). Ouvir as canções das torcidas.

 

Sonhar que aquilo que aconteceu pode acontecer novamente.

 

Enquanto Love chega, surge no Santos outro menino com cara de Pelé (eu disse cara, rosto, imberbe. Não estou falando em bola). Com cara de Robinho.

 

Com cara de Neymar.

 

O garoto André, 18 anos, surge sonhando em um dia voltar sem nunca ter saído.

 

André

 

Já estão falando que vai ser sem ainda ter sido.

 

Fez um gol de cabeça na estreia.

 

Tomara para a vida dele que continue. Que marque muitos outros.

 

E que ele volte realmente um dia com saudade de ver os amigos, antigos amores….

Autor: Michel Laurence Tags:

Sem categoria | 13:24

O Sílvio Luiz continua doido – graças a Deus!

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Tem muita gente que não conhece o “verdadeiro” Sílvio Luiz.

 

Para mim que trabalhei com ele algumas vezes e de quem aprendi a gostar, ele é sem o menor medo de errar “um dos melhores caras que já conheci na conga – graças a Deus – vida”.

 

Alem disso é também sem dúvida um dos caras que mais entende de televisão no nosso País.

 

Além de apresentar, narrar, e produzir, ele também dirige e tem idéias maravilhosas.

 

Fora o fato de ser um homem sem medo do ridículo. O que é difícil! Ele topa qualquer coisa desde que seja legal.

 

Fiquei feliz de ter ido ao programa que ele agora apresenta sozinho – Datena e Neto desistiram – na Band Sports, o Por Dentro da Bola.

 

E o mais inacreditável é que um “louco” mandou um e-mail perguntando sobre um “causo” que contei há muito tempo, o da “pelada no corredor do hotel em Bogotá, durante as Eliminatórias da Copa de 70” (aquela que o Jacinto de Thormes sentado na soleira da porta do quarto dele, foi “obrigado” a apitar porque a “bola” era o travesseiro dele)

.

Só sei que foi legal ver o Sílvio irreverente como sempre, chamando pela “Flor de Lotus” – perguntando pelos e-mails, se ajoelhando, se arrastando pelo chão, rindo com a alegria de sempre.

 

É bom ter amigos, ainda mais se os amigos forem muito talentosos.

 

Um grande e fraternal abraço, Sílvio e obrigado por ser meu amigo.

 

 

(se você quiser saber como é o Sílvio, entre no blog dele que é o Blog do Sílvio ou então no Twitter onde ele está sendo “seguido por 20 mil caras”. Uma doideira)

Autor: Michel Laurence Tags:

terça-feira, 25 de agosto de 2009 Sem categoria | 13:17

Causos do Futebol – Os Anjos Rebeldes!

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Djalma DiasHouve um tempo em que os jogadores eram “presos” quase que eternamente aos clubes que os tinham revelado. Os contratos “amarravam” os jogadores aos clubes, os jogadores pareciam “pertencer” aos clubes.

Era um tempo em que os jogadores segundo o próprio Pelé, “eram escravos”.

Ao conhecer esses contratos quase escravagistas passa-se a entender porque os jogadores permaneciam em seus clubes quase que eternamente.

E a gente decorava os times do Flamengo – com Jadir, Dequinha e Jordan; do Corinthians – com Cláudio, Luizinho, Baltazar, Rafael e Simão; do Fluminense – com Castilho, Pindaro e Pinheiro; do Palmeiras – com Edu, Ademir da Guia, César Maluco e Nei; e do São Paulo – com Bauer, Rui e Noronha; do Vasco – com Friaça, Maneca, Ademir, Jair e Chico; a gente sabia como o América ia entrar em campo antes de ser anunciado com Ari no gol; Jorge Jacaré, Djalma Dias, Wílson Santos (ou Leônidas) e

Hélio. Até se falava com muito respeito de jogadores como Larry, Bodinho, Énio Andrade lá do Rio Grande do Sul, que nesses tempos era longe demais.

Esse “ficar” não era bem por amor a camisa. Esse amor podia surgir com o passar dos anos, com a rotina nunca interrompida. Mas era um amor quase imposto.

Mas foi exatamente nesses tempos difíceis – na década de 60 quando o mundo passou “por uma faxina” quase que total – que surgiram dois jogadores se rebelando contra essas imposições.

No Rio um jovem paulista de Jaú, com “pinta” de Che Guevara, Afonsinho cabelo e barba compridos, mas sem charuto.

Em São Paulo um carioca Djalma Dias, pai do Djalminha, que encerrou a carreira recentemente.

AfonsinhoAfonsinho então jogador do Botafogo viu sua carreira interrompida porque os cartolas queriam que raspasse a barba e cortasse o cabelo. Ele não aceitou tal imposição, procurou seus direitos na Justiça comum. Foi taxado de “encrenqueiro” pelos dirigentes a ponto de quase ter que parar com o futebol e continuar seus estudos para medicina.

Djalma Dias quis sair do Palmeiras para jogar no Santos de Pelé. Ficou parado, sem jogar, por mais de um ano, antes de ter seus direitos reconhecidos pela Justiça e ganhar o direito de trabalhar onde quisesse.

Djalma disputou as Eliminatórias de 69 com a seleção brasileira sob o comando de João Saldanha. Mas não foi convocado depois que João Sem Medo foi banido da seleção e não jogou a Copa do Mundo de 70. Rebeldia não era algo que a CBD aceitava facilmente na época, como não aceita até hoje.

Afonsinho foi sumariamente riscado dos grandes eventos.

Teve que procurar emprego em clubes considerados menores, como o Olaria. Mas como Deus ajuda a quem trabalha, o Olaria ganhou destaque com um time que tinha Roberto Pinto – sobrinho de Jair Rosa Pinto – e depois ajudou para que Afonsinho passasse por Santos, Flamengo, América Mineiro, Madureira e Fluminense.

Hoje Afonsinho é médico, se dedica a obras comunitárias e ainda usa a barba e o cabelo compridos.

Djalma Dias faleceu em 1990, no dia primeiro de maio. E agora, conhecendo essa história real, a gente passe a entender melhor porque Djalminha sempre foi e nunca vai deixar de ser “um rebelde sem causa”.

Autor: Michel Laurence Tags:

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