(Copiado de “Por quem os sinos dobram?”, de Ernest Hemingway)
“Dizem que alguns caem porque desagradam jogadores!
Dizem que alguns caem porque são incompetentes!
Dizem que alguns caem porque desagradam dirigentes!
Dizem que alguns caem porque puxam o tapete deles!
Dizem que alguns caem porque não caem no gosta da torcida!”
A verdade é que todos caem porque não vencem!
Foi assim com Cuca no Santos.
Foi assim com o Ney Franco no Flamengo.
Foi assim agora com o Renato Gaúcho no Fluminense.
No caso do Renato Gaúcho sua demissão é estranha, porque ele foi sempre muito apoiado pela diretoria do clube, pela diretoria do patrocinador e pelos jogadores. Em momento algum esses relacionamentos parecem ter tido um desgaste mais sério… a não ser com a torcida.
Torcida essa que se acha no direito de mandar no time; agredir dirigentes e jogadores – e às vezes até jornalista – e que geralmente não passa de um bando de vândalos sem nenhum compromisso com a decência ou amor ao clube.
Se Renato foi demitido pelo descontentamento da torcida, realmente o futebol brasileiro está entregue a “bananas”. Semana passada aconteceu a invasão do Clube de Regatas do Flamengo, na Gávea por um bando de torcedores que se diziam insatisfeitos com os resultados do time.
O que aconteceu?
Dois jogadores uruguaios que já estavam praticamente contratados para reforçar o time, com medo os dois desistiram da transferência!
Acho que esse problema de torcida virou caso de polícia, como já o era quando havia as verdadeiras batalhas entre torcidas adversárias, que praticamente foram contidas pelo Ministério Público e a Polícia Militar.
Não estou aqui para defender Renato Gaúcho que vinha fazendo um bom trabalho. É evidente que sem ele o Fluminense vai sair da zona do rebaixamento, como sairia se Renato continuasse.
Aí é capaz da torcida achar que “salvou” o clube e os dirigentes “bananas” comemorarem com ela.