Arquivo da Categoria Recados
08/11/2009 - 18:57
Não quero atiçar o fogo.
Não quero que algumas pessoas pensem errado.
Mas, está demais.
O que o Simon fez no jogo Fluminense e Palmeiras foi inaceitável.
O pior é que ele vive clamando aos sete ventos que é “jornalista” formado e que quando deixar de apitar vai exercer a profissão.
Deus nos livre.
Sinceramente, nem o Arnaldo César Coelho conseguiu arranjar uma desculpa para justificar a anulação do gol de Obina.
Depois, nem ele, nem o bandeirinha terem visto o Alan dando de propósito uma cabeçada que abriu o supercílio do Armero, é inexplicável.
O que estou escrevendo não tem nada a ver com a vitória do Fluminense, ou melhor, teria se o lance do gol de Obina fosse considerado normal por sua senhoria. Mas a vitória do tricolor que vem numa recuperação fantástica, foi até certo ponto justa.
Agora é erro demais para um campeonato só.
É evidente que as reclamações do Palmeiras vão demorar a ecoar no prédio da CBF, na Barra da Tijuca, no Rio, se ecoarem ou se não morrerem antes de chegar por lá.
Além do mais o Flamengo derrotou o Atlético no Mineirão e botou fogo na já tão incriminada cidade do Rio.
Quem amanhã vai se lembrar, se o Fluminense se livrar do descenso, que o Carlos Eugênio Simon anulou um gol legítimo de Obina?
Autor: Michel Laurence - Categoria(s): Notícias, Recados
Tags: campeonato brasileiro, fluminense, palmeiras
28/10/2009 - 15:07
Como toda história que vem de longe a do GOL OLÍMPICO também tem várias origens.
Conheço duas.
A primeira que data de 1924 e que me parece a mais provável, é a que num jogo entre Argentina e Uruguai, no dia 2 de outubro daquele ano, em Buenos Aires, o atacante Onzari fez um gol para a Argentina na cobrança de um escanteio direto para o gol.
Como o Uruguai tinha conquistado o título no futebol dos Jogos Olímpicos de Paris naquele mesmo ano, os argentinos ironizaram chamando o gol de Onzari de “Gol Olímpico”.
A outra história envolve o Vasco da Gama que enfrentou em 1928 – ano dos Jogos Olímpicos de Roma – o Montevideo Wanderers, do Uruguai, na inauguração das arquibancadas de São Januário. Em 28 a seleção uruguaia conquistou o bicampeonato olímpico no futebol.
Santana deu a vitória ao Vasco com um gol direto de escanteio. Aí, foi a vez dos brasileiros ironizarem os uruguaios batizando o gol de Santana de “Gol Olímpico”.
Mas dessa história do “Gol Olímpico” sobra o fato da potência do futebol uruguaio naqueles tempos, já que em 1930, a Celeste Olímpica ganhou a primeira Copa do Mundo de Futebol, disputada no Uruguai.
Foram três títulos mundiais seguidos: 1924-28 e 30.
Autor: Michel Laurence - Categoria(s): Recados
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10/09/2009 - 15:19
Sakai – meu velho amigo, não se trata de mau humor, muito menos de não reconhecer o bom trabalho do carrancudo Dunga nesses três anos à frente da seleção. Se trata, e isso me irrita, o modo como ele atende nossos companheiros nas coletivas. Outro dia ele explicou: “só venho aqui porque sou obrigado!” referindo-se a entrevista coletiva que estava concedendo naquele instante. Ora, amigo Alex, primeiro ele é regiamente pago para dar essas entrevistas; segundo, a falta de respeito e o risinho de deboche é algo que me deixa revoltado. Afinal, acho que meus companheiros de profissão deveriam dar uma dura nele, mas é evidente que os tempos são outros e basta uma queixa da direção da CBF para o repórter perder o emprego. Mas Alex, continuo o mesmo risonho de sempre e continuo gostando de viver como sempre. Um grande abraço e obrigado por me dar sua atenção.
cfc – finalmente, consegui ser o pior em alguma coisa. Obrigado, continue me mandando suas opiniões.
Arthur – obrigado por escrever, mas não sei de onde você tirou que eu não sabia que o Domingo pai do Ademir (que entrevistei umas duas vezes pelo menos – estou falando do Domingos) foi o primeiro “Divino”. Eu no texto apenas quis identificar quem era quem para não pensarem por exemplo que o Domingos citado era o do time atual do Santos. Obrigado por escrever e continue, por favor.
Pedro Mota – realmente não doi, nem vai doer nunca. O “Motta” com dois “t” era ato falho. Tive um grande amigo chamado Manoel “Motta” Neto, um fotógrafo sensacional, com o qual fiz dezenas de reportagens inclusive a cobertura para o Placar dos Jogos Olímpicos de Munique em 1972, com o qual me acostumei a escrever o Motta com dois “tes”. Gosto do que o senhor escreve. Quanto aos clássicos, o Fla-Flu foi o primeiro a ser reconhecido como tal. Depois dele vieram o Grenal -Grêmio x Internacional – etc. Por isso, talvez o Fla-Flu seja o mais nobre, mas os Flamengo e Vasco, no Rio, e o Corinthians e Palmeiras em São Paulo, são os mais populares. Sobre Flamengo e Corinthians terem as maiores legiões de torcedores do Brasil dizem que é por terem “nascidos” na pobreza. O Flamengo ao lado de uma favela que se chamava Favela do Pinto – e graças a Deus não existe mais; e o Corinthians na época nos arredores da cidade de São Paulo. E como o senhor deve saber a pobreza é sempre mais numerosa do que a riqueza. Mas também tem gente que atribui as cores do Flamengo – vermelho e preto – que têm a ver com a macumba e o candomblé. Do Cporinthians não falam disso, já que o preto e branco não chegam a ser resplandescentes. Um grande abraço, Mota, e escreva sempre que me faz bem.
Rafa Rodrigues – não faço vítimas! Faço críticas, que graças a Deus não alteram a vida de ninguém. Continue escrevendo que vou continuar agradecendo. Um abraço.
Egregora – eu não sabia que você mora no Japão. É um grande prazer receber seus comentários. Muito obrigado e escreva sempre.
Autor: Michel Laurence - Categoria(s): Recados
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06/08/2009 - 13:29
Rinke – caríssimo amigo, quem precisa se informar melhor é o senhor.
Eu estou apenas dizendo que se você usa artifícios para conseguir melhorar desempenhos, vamos pensar que quem usa doping (vou salientar novamente que sou contra o uso de drogas) está fazendo a mesma coisa. Um abração e obrigado por escrever.
Pantera Cor-de-Rosa – sim, parece que os maiôs vão estar proibidos no ano que vem e os recordes obtidos este ano com eles podem ser anulados. Tudo vai depender da Federação Internacional de Natação.
Um abração e obrigado por escrever.
Egregora – também não sou a favor de nenhuma droga, apenas coloquei em discussão o fato desses super-maiôs terem “ajudado” a quebrar mais de 40 recordes no Mundial de Natação, algo sobrenatural.
Muito obrigado por escrever e continue por favor.
Paulo R. Filomeno - veja você como são as coisas. Você conheceu um Julinho simpático e alegre. Os italianos o acharam “triste”. Eu o conheci com meu pai, no hotel Paysandu, no Rio de Janeiro, onde ficava concentrada a seleção brasileira, e também tive a impressão de Julinho ser um homem tímido e na dele. Mas minha impressão é a de um rapazote, começando a conhecer a vida. Um grande abraço e continue escrevendo.
Autor: Michel Laurence - Categoria(s): Recados
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03/07/2009 - 20:52
Dom Kiko – meu bom amigo, não se queime na parada e parabéns pelo título, mais do que merecido. Vamos tomar um Guaraná?
Daniel – que maravilha! Vou procurar o corintiano solitário que passou embaixo da minha janela e dizer a ele que “não é o timão voltou” e sim “o Coringão voltou”! Um grande abraço e escreva sempre.
Danilo Meiras – percebi desde o início que não era comigo. Temos a mesma admiração pelo Ronaldo, e não tem realmente nada a ver com o fato de ele previlegiar a Rede Globo, menosprezando os profissionais da outras televisões. Aliás, a Globo, é bom que se diga, está fazendo o que é preciso fazer para se manter na liderança do Ibope. Um grande abraço e escreve sempre.
Matheus Trunk – com toda sinceridade fiquei emocionado com seu comentário. O Pinheiro está vivo, não sei se no Rio ou em Campos onde ele nasceu e é realmente com Djalma Santos um dos últimos remanescentes da Copa de 54. Só sei que na minha mocidade fomos bons amigos, ele, Breno Melo (que fez Orfeu do Carnaval e foi Palma de Ouro em Cannes e que infelizmente morreu faz pouco tempo, sem o reconhecimento que merecia), Brasil e eu (Brasil era o Brasiliano do Araguaia Neco, filho de um italiano com uma índia do Araguaia – um cara maravilhoso também falecido). Escreva sempre Matheus e muito obrigado.
Fred Costa Pinto – desculpe a demora em responder. Sim, o Douglas citado é o que brilhou intensamente no Bahia. Não sabia que ele foi um dos grandes ídolos dos torcedores do Bahia, mas jogava o fino. Só que na época dele no Santos de Pelé tinha aquela máxima de que “prata da casa não faz milagre”. Uma pena porque ele jogava muito, assim como o Léo que também era do Santos e também foi ídolo no Bahia na mesma época. Um grande abraço e escreva sempre.
Zé Arthur – você cometeu uma injustiça comigo do tamanho de um bonde. Um abraço e escreva sempre.
Mulambo – o que você foi fazer em Honduras, meu bom amigo? Por que você teme um golpe de estado do Zelaya? Zelaya é gente boa. Fique tranqüilo e continue tomando conta desse seu pobre (em termos que não envolvam dinheiro) Milton Neves. Vamos comer aquele espetão com dois pedaços de “bacon” do Sujinho? Um abração!
Autor: Michel Laurence - Categoria(s): Recados
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29/06/2009 - 13:50
RF Fonseca – Vamos lá, a do América é fácil. Em pé da esquerda para a direita: Ari (caroço); Jorge Jacaré, Djalma Dias, Amaro, Wílson Santos (meu grande amigo, infelizmente falecido) e Hélio. Agachados na mesma ordem: Calazans, Antoninho, Quarentinha, João Carlos e Nilo – o técnico que não aparece na foto era Jorge Vieira.
O Santos: Agostín Mário Cejas (outro grande amigo); Orlando Lelé, Oberdã, Paulo (não tenho certeza), Clodoaldo (também grande amigo) e Zé Carlos; Edu – um dos maiores que vi jogar e grande amigo; Afonsinho (que me ensinou a não prejulgar), Alcindo, Pelé (um grande amigo que me ajudou muito em minha carreira) e.Ferreira (essa foi fogo!).
Um grande abraço e escreva sempre.
Claudio – você pode ver que apesar de caduco tenho bons informantes. Obrigado, escreva sempre, um abraço.
Pierre – não falei? Tenho bons amigos. Um abraço.
Camarão Pistola – eu ia fazer a mesma pergunta! Vai ver que foi ele quem fez de cabeça – os dois – o segundo e o terceiro! Tem gente que não se manca.
Carlos – a questão é “se a gente não aprender com o passado, vai aprender com que ou com quem?”. Um grande abraço e obrigado.
Panter Cor de Rosa – eu não queria dizer farra, mas sim garra. Não sei se foi eu? Assim como não sei se esse seu Panter é Panter mesmo ou faltou o “a” do Pantera. Um abração e continue escrevendo. Obrigado.
Autor: Michel Laurence - Categoria(s): Recados
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26/05/2009 - 14:34
Sinceramente acho que quem não sabe nada é você.
Eu convivi com Gentil Cardoso.
Conheço ele pessoalmente.
Certa vez fui fazer um treino do Bangu para a Última Hora, do Rio, e ele dirigiu o treino todo em francês.
Usava um megafone e gritava:
- Monsieur Parada, recomencez!
Gentil Cardoso, caso você não saiba, era poliglota.
Quer dizer o senhor desconhecer a história de Gentil Cardoso pode até ser visto como normal, mas dizer que eu não conheço essa mesma história é no mínimo infantilidade.
Você deveria primeiro se informar sobre minha carreira e depois afirmar que a história que publiquei ontem do Gentil não é verdadeira.
Um abraço e escreva sempre.
Autor: Michel Laurence - Categoria(s): Recados
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14/05/2009 - 12:57
Kiko Mazziotti – Júlio Mazzei – ao lado do professor João Paulo Medina – foi o precursor de tudo que se seguiu nos anos 70 com Cláudio Coutinho e Carlos Alberto Parreira. Ele foi tão revolucionário em termos de preparação física quanto esses grandes nomes que ajudaram Zagallo a levar o grande time do Brasil ao tricampeonato na Copa do México.
Um grande abraço, estou tentando ajeitar minha vida para poder voltar a participar das nossas reuniões.
Alfredão – meu velho e bom amigo, obrigado por continuar lendo as minhas historinhas. Acho que vai sair um livro reunindo algumas delas e mais umas reportagens.
Só o nosso almoço não sai!
Um abração.
Alexandre Giesbrecht – acho que o Marcos merece todas as homenagens de quem gosta do futebol. Realmente os pênaltis foram mal batidos, mas não vamos tirar o mérito do grande São Marcos.
Um grande abraço e obrigado.
Caio – por favor, não desmoralize o melhor time em que já joguei depois da Mato-grossense, no qual jogaram ninguém menos do que o Nei – pai do Dinei do Corinthians – que jogava muito e põe muito nisso, e Jairzinho, o Furacão da Copa, quando ainda eram juvenis do Botafogo.
Obrigado por brincar com as minhas memórias. Um abraço.
Zero – deixa de bobagem. Basta eu saber que você gosta do que escrevo. Em tudo hoje em dia o interesse financeiro vem na frente da qualidade. E esse pessoal é mais negociante do que eu.
Vamos marcar um almoço, preciso te dar algumas notícias, e obrigado.
Autor: Michel Laurence - Categoria(s): Recados
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29/04/2009 - 16:06
Pedro Motta – o senhor sabe que eu também estranhei. Mas fiz uma pesquisa antes de escrever porque não me lembrava direito de onde o Pompéia tinha jogado depois do América.
Foi nessa pesquisa que li que ele jogou em vários times da Venezuela e no Porto de Portugal.
Achei estranho, mas como não me lembrava e como a fonte me pareceu bem séria coloquei.
Mas acho que todos nós nos enganamos. De qualquer forma foi muito bom receber sua participação. Muito obrigado e escreva sempre.

Alfredão – meu velho amigo, que inspiração foi essa? Um goleiro que tinha asas em vez de braços! Lindo de morrer.
E o nosso almoço? Estou virando faquir.

Dudu Guimarães – como é bom receber mesmo que raramente mensagens como a sua. Saber que o senhor lia o Placar – que para mim é “um filho muito querido” – logo seu lançamento, me emocionou, e que teve o privilégio de trabalhar com o grande Aristélio Andrade, me emocionou muito. Vou lhe contar um detalhe: uma das reportagens que mais gostei de ter escrito foi a de O Cavaleiro da Triste Figura, que retratava a decadência do técnico Martim Francisco. Pois bem, aquelas fotos maravilhosas que ilustram a reportagem foram feitas pelo Aristélio – que foi ao lado de Maurício Azedo (hoje político de destaque no Rio de Janeiro e meu companheiro no início de minha carreira na Última Hora também do Rio) os verdadeiros criadores da revista Placar. O senhor deve ter aprendido muito com ele. Um grande abraço e, por favor, continue escrevendo.
Pompeu – seria bom a classe dos jogadores pensar seriamente sobre isso. Um abraço e muito obrigado.

Danilo Meiras – amigo, obrigado, estou te devendo, mas vou ter uns dias de folga e vou ler com atenção. Um grande abraço.
Alexandre Giesbrecht – um grande abraço e muito obrigado. Escreva sempre.
Autor: Michel Laurence - Categoria(s): Recados
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22/04/2009 - 15:17
Amigos,
É evidente que “causos” são casos e nem sempre correspondem a verdade absoluta. Mas todos eles verdadeiros ou não surgem de fatos que aconteceram. Apenas as vezes, o autor enfeita um pouco a leitura para que ela fique mais agradável.
Esse recurso evidentemente só é usado para contar uma história.
Como vocês duvidaram do causo de ontem sobre o Castor de Andrade e me xingaram de uma porção de coisas, pela primeira vez desde que assumi esse blog sabendo que estaria sujeito a essas coisas, resolvi, em respeito a mim mesmo, mostrar que a história tem todos seus detalhes revelados por pessoas que participaram da mesma: os jogadores envolvidos no tal “jogo do revólver”.
O Edu abaixo é o irmão do Zico, do Antunes, e do Nando, ídolo do América.
Os citados mais abaixo são ex-jogadores do Bangu, como o goleiro Ubirajara e o meia Cabralzinho, atual técnico de sucesso e outros.
Um grande abraço e aproveitem para conhecer a história.
ENTREVISTA DE EDU, DO AMÉRICA A JOSÉ REZENDE, EM 2005.
Aproveitamos a vinda de Eduardo Antunes Coimbra do Rio de Janeiro para passar as festas de fim de ano e fomos ao seu encontro, no dia 11 de fevereiro de 2005, entrevistá-lo em seu apartamento, na Barra da Tijuca. Edu no mundo do futebol sempre teve luz própria, não só porque construiu a sua carreira antes do surgimento de Zico, o irmão famoso, mas, especialmente, em razão do seu excelente futebol que o colocou na galeria dos grandes jogadores brasileiros. Com emoção e fluência, Edu nos falou um pouco sobre a sua vida em família e lembrou momentos importantes de sua infância em Quintino, bairro do qual não esquece:
(Pausa)
Com o Wilson Santos no comando nós ganhamos da Portuguesa, no campo do Fluminense, por 3 a 2. Dali pra frente, o América excursionou pelo Caribe, viajou para sul do Brasil e eu comecei a fazer um montão de gols. O América contratou grandes jogadores, como Jorginho, do Fluminense, Antunes, meu irmão, que foi o meu suporte maior. Aí, eu deslanchei. Nosso ataque era muito bom com Joãozinho, que veio do Olaria, Antunes, eu e Eduardo, meu amigo, meu irmão. Foi a melhor linha em que joguei em todos os anos no América”.
No ano em que o Bangu conquistou o título de campeão estadual, aconteceram muitos fatos estranhos envolvendo o seu vice-presidente de futebol Castor de Andrade. Lembramos a Edu o comportamento de Castor na partida entre América e Bangu, a qual transmitimos pela Rádio Nacional:
“A entrada de Castor com o revólver foi uma ação inusitada. Eu sofri o pênalti do Fidélis e estava caído quando observei o Castor de Andrade com a arma na mão indo em direção ao árbitro, falando impropérios, coagindo. O Bangu tinha um time muito bom, não precisava daquilo. A partir daquele momento, o árbitro intimidado passou a nos prejudicar vergonhosamente. Tanto é verdade, que no final estava 2 a 2, o empate não interessava ao Bangu e ele acabou bando um pênalti. O Bangu acabou ganhando aquele jogo. Foi um momento indigno para o futebol. No ano seguinte fui trabalhar com o Castor. Ele era o dirigente da seleção, quando fui convocado. Era uma seleção de novos, com Tostão, Dirceu Lopes, Raul. Fomo disputar a Taça Rio Branco contra os uruguaios. A minha relação com o Castor era boa. Ele era um sujeito de mente aberta. Mas, todos sabemos do envolvimento que ele tinha com a contravenção”.
Contra o América, invasão de campo e pênaltis marotos
O Bangu não perdeu um ponto sequer no segundo turno de 66. E teve de vencer jogos duríssimos, contra América (3 a 2), Botafogo (3 a 0), Vasco (3 a 0) e Fluminense (3 a 1). Contra o América, então, um caso de polícia. Cabralzinho sai jogando:
- Na quinta-feira anterior à partida, avisaram ao Castor que o juiz estava na gaveta do América. Castor riu e disse que não acreditava. Terminamos o primeiro tempo ganhando por 2 a 1. No segundo tempo, o juiz marcou pênalti do Cabrita no Edu. A confusão foi formada e, de repente, o Castor entrou em campo com a mão na cintura, onde estava a arma. Corri e dei um abraço nele, para evitar que ele a puxasse. Isso dentro do campo do Maracanã.
Ubirajara corta e completa:
- Neste momento, o juiz, que estava ao meu lado, pediu “Bira, por favor, segura o homem (Castor)”. Sem ninguém perceber, eu, que era o capitão, disse ao juiz: “Seguro, mas você vai ter que marcar um pênalti igualzinho a esse para nós”. Não deu outra. Paulo Borges se atirou na área aos 42 minutos do segundo tempo e o juiz marcou pênalti.
A bola volta para Cabral:
- Eu é que bati. O Ari (goleiro do América) falou que eu ia perder, que era o dia dele. Bati tão bem que ele nem se mexeu…
Fonte: http://www.bangu.net/informacao/reportagens/20040328_globo.php
Quanto a duas falhas de memória que cometi – a fábrica Bangu de tecidos realmente não era da família Andrade – e a Escola de Samba Mocidade “Independente” – e não Alegre (apesar de toda alegria que ela gera) – de Padre Miguel, foi um ato falho porque fui diretor social da Mocidade Alegre nos tempos de sua fundação levado pelo grande compositor Jangada, com quem trabalhei no Placar.
Autor: Michel Laurence - Categoria(s): Recados
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