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Arquivo da Categoria Notícias

domingo, 3 de julho de 2011 Notícias | 18:54

Neymar não foi a Marta!

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A base do Santos campeã da Libertadores não funcionou.

Talvez até seja normal, mas foi frustrante, assim como foi frustrante o empate da Argentina com a Bolívia, com Messi não jogando nada.

Ao que parece os astros estão cansados.

Mas, alguns minutos antes a gente viu Marta resolvendo os problemas da seleção feminina no Mundial da Alemanha, marcando dois gols e ditando as ordens na vitória final por 3 a 0, contra a Dinamarca.

Assim como ela tinha resolvido na estréia marcando o único gol da vitória sobre a Austrália.

 

Mas a distância que separa a Marta das demais jogadoras de futebol do mundo inteiro é muito maior do que a que separa Messi e Neymar dos demais jogadores do mundo inteiro.

Além disso jogar contra um “sparing” é sempre muito difícil.

O sparing só está ali para treinar o campeão;

Venezuela e Bolívia só estavam ali para dificultar Brasil e Argentina.

Bolívia e Venezuela só estavam ali para dar um toque na bola ou um toco no tornozelo de quem tinha a bola, com a complacência de um árbitro fraquinho, fraquinho, que fala espanhol e não toma as providências que tem que tomar.

Principalmente quando as estrelas não conseguem fazer o que estão acostumados a fazer.

 

Resolver não é para qualquer um.

É para Marta, mas não foi para Neymar e nem para Messi.

Só espero que não me venham com a história: “viu, o Dunga tinha razão”!

Autor: Michel Laurence Tags: ,

sexta-feira, 1 de julho de 2011 Notícias | 13:11

A vida como ela é!

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Os mais antigos devem se lembrar que esse era o título da coluna assinada por Nelson Rodrigues, primeiro na Última Hora do Rio e depois no O Globo.

Pedi emprestado porque ele se aplica ao que vou escrever, certamente sem o talento do Nelson Rodrigues, a quem peço desculpas onde estiver.

Paulo Roberto Falcão, de quem sou amigo, deixou o “conforto” de ser comentarista da Rede Globo ao aceitar dirigir o Internacional.

Esse provavelmente era um pensamento que o incomodava desde que não conseguiu dirigir a seleção brasileira com o mesmo sucesso que obteve em sua carreira de jogador.

Todo perfeccionista, e esse é o caso de Falcão, não consegue carregar durante sua vida um fracasso.

Ele chegou ao Internacional envolto pela áurea do grande craque que foi. O respeito dos torcedores e da imprensa acompanhando seus passos.

O início foi vacilante. Ele tinha que voltar a se acostumar com o ambiente que abandonou por muitos anos. Dar ordens, se fazer entender, tanto pelos jogadores quanto pela imprensa.

Os resultados no início não ajudaram. Falcão teve que tomar medidas drásticas e antipáticas:

- Não falo mais com a imprensa! – declarou.

Palavras estranhas para quem sempre teve uma postura e pensamentos elegantes.

Mas os resultados, que não chegaram no curto espaço de tempo em que foi o técnico da seleção, no Inter começaram a aparecer.

Um goleiro revelado num momento de extrema dificuldade impediu que a revolta de alguns torcedores contra o titular Renan ganhasse uma força incontrolável. E os gols aparecendo.

Paulo Roberto Falcão voltou a ter paz.

Quase a mesma história aconteceu com o também grande ídolo Renato Gaúcho, pelo lado do Grêmio.

Eu nunca simpatizei muito com o Renato, sempre o achei meio arrogante, apesar de seu sucesso como jogador ser inegável.

Alguns amigos me garantiam que ele, apesar de se achar o melhor de todos, é um bom homem.

- Olha, ele pagou do próprio bolso alguns salários atrasados de jogadores do Fluminense que estavam passando por tremenda dificuldade!

Mas, só faz isso quem pode, argumentei.

- E você se lembra do episódio com o Leandro, o lateral do Flamengo, antes da Copa de 86? Então, ele não deixou o Leandro sozinho, poderia ter deixado. Não deixou e foi cortado da seleção junto com o amigo, depois de ele ter acompanhado Leandro em uma noitada, que não chegou a ser uma balada, porque Leandro apenas tomou umas cervejas!

É verdade. Por pura amizade Renato deixou de jogar uma Copa do Mundo.

Mas, não sei!

A torcida do Grêmio o adorava. Campeão do Mundo com o Grêmio, herói dos dois gols na final contra o Hamburgo, da Alemanha, em 1983, era idolatrado.

Mas, mesmo assim, não resistiu. Os resultados não ajudaram, e, depois do empate com o Avaí, foi demitido.

Muita gente achou que quem deveria ter pedido demissão era o presidente do clube.

Mas raramente acontece de o patrão pedir perdão e praticar o “harakiri”, a não ser no Japão, onde os homens têm vergonha na cara! Apesar de achar o harakiri uma medida extremamente incompreensível.

Deve doer pra burro

A verdade é que no Inter, onde até o D’Alessandro está marcando gol, Paulo Roberto Falcão vai continuar à procura de uma perfeição apenas imaginável, enquanto Renato se arriscou e arranhou um pouco a armadura brilhante de um passado glorioso.

Autor: Michel Laurence Tags: , , , ,

quinta-feira, 23 de junho de 2011 Notícias | 14:56

Eu tinha um sonho!

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De um dia surgir um cara que me obrigasse a compará-lo com Pelé.

Eu tinha esse sonho de verdade.

Eu sabia que não seria fácil. Afinal fazer o que Pelé fez é quase impossível.

Mas aí vi Pelé socando o ar na festa dos meninos da Vila.

Olhei para Neymar ajoelhado chorando.

Me lembrei de Pelé ajoelhado chorando, na Vila, no dia de sua despedida.

Imaginei que o cara que eu fosse comparar com Pelé fosse um homem forte, veloz, hábil, inteligente, matreiro, que tivesse o poder de adivinhar o que ia acontecer, que tivesse uma áurea que fizesse as pessoas acreditar que ele tinha algo incomum.

É isso!

Bem, e mais, que soubesse cabecear como ninguém, que chutasse igual com a canhota e a destra, que fosse bom e mau, que tivesse a grandeza de um atleta superior, e a humildade daqueles que sabem o que são.

Descrevi bem o Pelé?

Nunca imaginei que pudesse ser o Neymar.

O Neymar tem muito do que descrevi do Pelé, e ao mesmo tempo pouco das virtudes e defeitos que consegui reunir do Pelé.

Sabem por quê?

Porque o tempo passou.

O homem de hoje não é mais como Pelé.

É como Neymar!

Pelé se ajoelhou ereto, Neymar se ajoelhou num abandono total.

Pelé resolvia as dificuldades de uma partida e esperava o mundo o reverenciar; Neymar soluciona um jogo e obriga o mundo a reverenciá-lo!

Pelé nunca foi o Neymar.

Neymar nunca será o Pelé.

 

Em tudo o que os dois tem de bom.

Em tudo o que os dois tem de defeitos.

O tempo constrói e destrói.

Faz e desfaz!

Talvez até refaça com aquilo que juntou através das décadas, dos anos, dos meses, dos dias, dos minutos e segundos que são cada vez mais rápidos.

A partir de ontem, tenho um outro sonho: ver até onde vai o Neymar.

Não vou esperar que faça mais de mil gols; que seja o artilheiro desumano que Pelé foi, porque isso não pode mais acontecer.

Mas sei que vou ver Neymar com seu jeito moderno por mais alguns anos, conquistar e sorrir, com o mesmo olhar desafiador daqueles que foram forjados na dificuldade, inventando um novo futebol.

Autor: Michel Laurence Tags: ,

quinta-feira, 16 de junho de 2011 Notícias | 13:57

Joguinho mixuruca!

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Foi decepcionante.

Eu tinha visto o Peñarol contra o Velez Sarsfield (mania de argentino de ser inglês, mesmo depois das Malvinas), um time cheio de garra, coragem. Limitado, mas valente.

Ficou com medo do Santos, de Neymar que não jogou nada, e parecia um time de pelada enfrentando um time profissional, este com preguiça ou totalmente sem inspiração.

O tal do Zé Love ainda vai cansar o Muricy – a não ser que se mande para o Genoa, da Itália, antes do Muricy perder a calma. Ele é mestre em perder gols.

Zé Eduardo – Love – esteve a um chute de dar a vitória ao Santos. Ele, o goleiro, 3 metros e meio a esquerda do goleiro vazios; outros 3 metros e meio a direita do goleiro vazios, e ele conseguiu chutar em cima do goleiro.

Que o Santos não tenha sido o Santos de façanhas gloriosas dá até para entender. Enfrentou “A Poeira do Vulcão” (parece título de filme de terror). Viajou. Não deve ter dormido direito. Além disso com desfalques sérios! Sem Edu Dracena; sem Jonathan; sem Leo; sem Ganso – meu Deus, será que um dia ele vai voltar?

Com Elano não jogando nada. Com Danilo que tem o dom de sumir. Com Alex Sandro que promete, promete, e não cumpre.

Ainda bem que o “goleirinho” Rafael tem sangue frio e não cometeu nenhum erro; e o Durval sério como sempre – acho que ele nunca sequer sorriu na vida, nem mesmo quando a mãe fazia cócegas na barriga dele.

Ainda bem para o Santos, que o bandeirinha foi peitudo e marcou impedimento no lance do gol do Peñarol. Anular um gol do time da casa num jogo desses é pra macho.

 Ainda bem que no botequim onde assisti ao jogo ao lado dos meus amigos Kiko, Riba e de meu novo amigo Ba, tudo foi de um bom humor fantástico.

Só para terminar: acho que o Santos é campeão da Libertadores 2011.

Como é que é? Vai dar Santos e Barcelona na decisão do Mundial Interclubes? Minha mãe do céu! Vai ser de arrepiar.

Autor: Michel Laurence Tags: ,

domingo, 12 de junho de 2011 Notícias | 19:03

Haja futebol…haja esporte!

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Você pode estar pensando: “o Michel está maluco, reclamando do ganha-pão dele”.

Olha… não é fácil.

Ligo a TV e tem um tal de Cigano desfigurando um outro cara de tanta porrada. O cara sangrava tanto que parecia filme do Stallone bancando o Rocky Balboa.

Aí mudo de canal e o Brasil está perdendo para os Estados Unidos no vôlei masculino.

Coisa rara.

Mudo e tem o campeonato russo comendo solto. Zenit contra não sei quem.

Tênis com Nadal perdendo.

Coisa mais do que rara.

Campeonato da Segundona. Portuguesa empata contra já não me lembro quem.

 

Luan entra pela ponta-esquerda, chuta sem ângulo.

Normalmente seria xingado de burro.

Deveria ter cruzado na cabeça de alguém entrando.

Mas na falha de Renan, a bola entra e Luan com seu futebol pequenininho, será ídolo por mais uma semana.

O Cruzeiro entra na Boca do Jacaré (parece coisa de Discovery Channel) onde deveria arrasar o time misto do Santos. Mas perde tantos gols feitos (só conseguiu marcar um e de pênalti) que depois de dominar o jogo inteiro, acaba sendo castigado com um gol do “esperto” Borges.  Provavelmente esse Borges vai se consagrar quando voltar a turma da seleção e a do ambulatório.

Depois do abraço carinhoso de Tite em Abel que estreava no Fluminense, o Corinthians dá um passeio, William enfia dois e a amizade vai ficar por aí.

Nem o São Paulo joga no Morumbi, mas continua vencendo e depois de derrotar o Grêmio assume a liderança.

Ufa, você acha pouco?

Ah, sim, faltou dizer:

Aliás, São Paulo, Corinthians e Palmeiras dominam esse inicio de Campeonato Brasileiro.

Autor: Michel Laurence Tags: , , , , , , , , , , , ,

quarta-feira, 8 de junho de 2011 Notícias | 00:55

Se sorri ou se chorei…

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Ri quando o Galvão quase excomungou o goleiro da Romênia por fazer aquilo que um goleiro é pago para fazer: defender as bolas possíveis e as vezes as impossíveis.

Chorei de molhar os óculos, quando vi o quanto era difícil o caminhar de Ronaldo… e pensei: meu Deus, o quanto ele devia amar jogar bola!

Vi Ronaldo muito pouco em minha vida. De 78 para cá virei chefe, deixei de ir a jogos, via pela televisão, ficava esperando nas redações os repórteres, os comentaristas, os narradores, os câmeras, que me contavam detalhes maravilhosos, como nos tempos em que minha imaginação fantasiava as narrações que ouvia pelo rádio!

“Lá vai Garrincha pela direita (roshwekracraprorha – o rádio encobrindo a voz dos narradores), ele cruza, Vavá entra feito um (bumschawkcrektapbauuu) raio….(crapcrop#%zzzeettt&*@) gol, goooooooooooolllllllll (raptap,crappar*$5*&+#) do Brasil” e eu agachado embaixo da janela do apartamento de Heitor Vilalobos, no térreo do prédio onde eu morava , na rua Almirante Tamandaré, no Rio, ouvindo as narrações saindo de um rádio imenso, e imaginando Vavá vestido de superherói, derrubando quem tinha pela frente até alcançar a bola com o bico da chuteira e num grito ensurdecedor, comemorando a bola que daria ao Brasil uma vitória inimaginável em qualquer outro setor da vida, sobre a ex-União Soviética.

Nos poucos treinos que fui na Copa de 94 ele era um garoto, quase um desconhecido. Minha atenção era toda para Romário, para Raí.

Em 98 nos poucos treinos que vi no pequeno estádio Les Trois Sapins, que os colegas logo apelidaram de “Os 3 sapinhos” minha atenção era toda para Tostão que circulava ali por perto com um enorme microfone, ou com Ivan Lins, um gorro enterrado até os olhos encobertos por óculos de lentes negras.

A única vez em que vi Ronaldo de perto foi no dia seguinte a derrota na final para a França. Era bem cedinho na concentração do Brasil e eu estava acompanhando nossos dois repórteres Ely Coimbra e José Luis Datena, quando Ronaldo passou ao longe. Ely chamou, Datena chamou, Ronaldo sorriu e veio em direção à gente. Parou, olhou e perguntou:

- O que vocês querem saber? O que aconteceu comigo? Por que a gente perdeu? – e desandou a responder a todas as perguntas com uma gentileza toda especial para com os dois jornalistas.

Aquilo ficou gravado na minha memória. Sinceramente quase não ouvi quando Datena disse:

- Michel, lavamos a égua!

Fiquei vendo ele se afastar, sozinho naquele lugar imenso, com a derrota pesando em seus ombros.

Nem sei por que estou contando isso, talvez por toda a admiração que sempre tive pelo Ronaldo, sem nunca ter trocado uma única palavra com ele.

Autor: Michel Laurence Tags: , ,

sexta-feira, 3 de junho de 2011 Notícias | 21:57

Aqueles por quem os sinos dobram!

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Não gosto de aves de mau agouro.

Tipo “corvos”. Uma ave que na Europa é conhecida por tentar ser malandro e acaba sempre se dando mal, inclusive nas fábulas de La Fontaine.

Não sei também se vou traduzir o pensamento da maioria dos meus amigos aqui do blog.

Também antes que comecem a falar “não tenho pretensões em ser Ernest Hemingway”. O título é só porque eu achei que ficaria bonito. Mais nada.

Tenho a clara certeza que existem pessoas que gostam e vivem para criticar pessoas ou jogadores, artistas, expoentes nas artes – qualquer que seja – cênicas ou literárias, musicais ou televisivas, cinematográficas, qualquer uma. Dentro delas deve se esconder a imensa vontade de ter sido o que não foi, e a frustração do nunca será.

Essas pessoas ficam ali no botequim da esquina (adoro botequim, principalmente os da esquina) esperando o momento para criticar o que nunca vão ser em suas vidas.

As críticas em torno de Ronaldinho Gaúcho são cruéis.

Não adianta os próprios companheiros de time dizer que “ele joga muito” ou “ele facilita tudo”, que logo surge alguém dizendo: “o Rio é uma festa, basta ser do Flamengo para ter todos os pecados perdoados”.

Que pecados?

Desde quando perder um gol, deixar de dar um drible mágico, é pecado?

Nunca soube de ninguém, nem mesmo o mais mísero dos peladeiros, chegar na igreja, entrar no confessionário e dizer para o padre:

- Pequei, seu padre, perdi um gol!

Essa dramaticidade não tem sentido. De repente o Ronaldinho volta a jogar uma bola maravilhosa, como tantos outros voltaram depois de fases terríveis, os sinos começam a dobrar no alto dos campanários, e aí todos os que se transformaram em aves de mau agouro, ficam chupando o dedo com a cara mais inocente deste mundo.

Autor: Michel Laurence Tags: , ,

terça-feira, 31 de maio de 2011 Notícias | 16:33

Um futebol para lordes!

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Eu sei que a intenção é essa mesma.

Isto é, elitizar o futebol – que já foi o ópio do povo – para que a plebe ignara não assalte os lordes.

A solução encontrada é…vejam só, fazer os lordes assaltarem a plebe!

Se o torcedor já não consegue pagar os 20 mangos da entrada (ou será que é mais? Não vou a um estádio desde 1986!) por semana ou por mês, vamos então aumentar para um preço que ele não possa pagar nunca.

Em Goiânia para o jogo de sábado Brasil x Holanda, estão cobrando ingressos de R$150,00 o mais barato a R$390,00 o mais caro. Não pense que é na mão dos cambistas! Não, é no guichê mesmo.

Com o salário mínimo a R$545,00 (não estou fazendo demagogia, ao contrário: estou zangado mesmo, porque esse é um processo para acabar com a popularidade do futebol) sabe qual foi a solução encontrada?

O governo de Goiás comprou 18 mil ingressos, e os está revendendo a quem trouxer notas fiscais no valor total de R$200,00 e mais 5 kg de alimentos não perecíveis.

Sabe o que isso quer dizer? Que os 18 mil ingressos foram pagos com os impostos dos cidadãos. Até daqueles que não gostam do futebol. E que se nem todos forem “vendidos” o restante será distribuído entre as bases partidárias.

É uma festança!

E uma vergonha!

Autor: Michel Laurence Tags:

sábado, 28 de maio de 2011 Notícias | 18:11

Foi fácil, muito fácil!

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Também jogando com 11 contra 9, foi até covardia.

11 contra 9 porque “Chicharito” Hernández e Park não jogaram nada.

Não pegaram na bola e quando pegaram não sabiam o que fazer.

O Barcelona é um time que dá gosto. Tem 5 ou 6 jogadores – que não preciso nem citar, todo mundo sabe – que jogam muito.

O toque de bola, o passe em profundidade (ou no “ponto futuro” como já dizia Cláudio Coutinho em 1978) fazem desse Barcelona Pepe Guardiola um time tão revolucionário para o futebol quanto o Carrossel Holandês ou Laranja Mecânica de Rinus Michels e Johan Cruyff na Copa do Mundo de 74, na Alemanha.

Ganhar a Copa do Mundo (coisa que a Holanda em 74 não conseguiu) e a Copa dos Campeões não é fácil.

O futebol espanhol entrou definitivamente para a história, com uma “ajudazinha” vamos dizer assim de um argentino, Lionel Messi e de um brasileiro, Daniel Alves.  

Autor: Michel Laurence Tags:

quinta-feira, 26 de maio de 2011 Notícias | 18:52

Promessas esquecidas (por quem as fez)

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Dizem que é coisa do passado, mas não é!

Jogador de futebol continua sendo visto como um “vagabundo” que ganha a vida chutando uma bola. Apenas ganhou um certo “status” pelo dinheiro que alguns – poucos, bem poucos aqui no Brasil – privilegiados faturam e não, que isso fique bem claro, pela profissão que exercem.

As pessoas adoram uma vitória, um título, enaltecem quem os conseguiu e… esquece.

O ex-presidente da República, Luiz Ignácio “Lula” da Silva, por quem tenho a maior admiração e a quem eu gostaria de agradecer pessoalmente tudo o que ele fez e conseguiu para o Brasil, “esqueceu” uma promessa que ele fez aos jogadores em 2008, quando foi comemorado o cinquentenário da conquista da Copa do Mundo de 1958, na Suécia.

Lula prometeu uma aposentadoria no valor de R$3.500,00 para os jogadores campeões do mundo em 58, 62 e 70.

Até hoje essa promessa do ex-presidente deve estar esquecida em alguma gaveta de algum abastado senador da República eleito por nós.

O presidente da CBF, Ricardo Teixeira, num momento de euforia também fez em 2007, uma promessa:aos jogadores campeões do mundo: um plano de saúde. Pode parecer brincadeira porque a imagem que a gente tem é a de que qualquer trabalhador tem um plano de saúde por mais pobre que seja.

Tem ex-jogador que se recebesse essa promessa – que deve estar esquecida em alguma gaveta no prédio luxuoso da CBF na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro – agradeceria de joelhos.

Não vou citar nomes, mas vou afirmar que vários ex-jogadores estão no mínimo em situação difícil.

Dos 66 jogadores que conquistaram os três primeiros títulos mundiais da seleção, 13 já morreram. O governo teria uma despesa mensal – se todos os 53 vivos aceitassem a oferta, o que é pouco provável – de R$185.500,00 (cento e oitenta e cinco mil e quinhentos reais) com os que estão vivos, alguns com o Mal de Alzheimer, ou Mal de Parkinson, outros com problemas de locomoção devido as porradas recebidas durante a carreira; seqüelas de enfarto ou de AVC.

Alguém pode perguntar: mas por que esses caras não trabalharam depois que o futebol acabou?

Porque Tostão ou Afonsinho aquele que Gilberto Gil homenageou com um verso na música “prezado amigo, Afonsinho”. são exceções.

Geralmente jogador profissional não tem tempo para estudar e quando tem depois de parar, bate de frente com a falta de preparo e com o preconceito.

Mas alguém pode também perguntar: “mas como é que depois de ganhar tanto dinheiro fácil eles perdem tudo”. É simples de explicar, como já disse a carreira termina em 10 ou 12 anos para a imensa maioria e os anos a serem vividos depois do fim no futebol são geralmente entre 30 e 50 anos. Sem ganhar o mínimo necessário o dinheiro vai embora.

Quando falo em preconceito, falo no geral. É difícil ver um ex-jogador empregado nos clubes que defenderam por 10 ou 12 anos, e mais difícil ainda ver um se transformar dirigente ou em presidente como Roberto Dinamite no Vasco da Gama.

O único mercado para ex-jogador é o de técnico de futebol. Um mercado mínimo para uma imensidão de jogadores que desaparecem no anonimato a cada ano.

É horrível ficar sabendo que um dos nossos ídolos mesmo tendo jogado alguns anos na Europa logo depois da Copa de 62, esteja hoje vivendo sérias dificuldades

Sei que você deve estar pensando, mas o trabalhador que contribuiu durante 40 e tantos anos para o INSS também atravessa na velhice dificuldades imensas para viver com sua mísera aposentadoria.

É um mal de um País ainda em desenvolvimento.

A diferença é que os ex-jogadores quais estou reivindicando fizeram parte de nossas vidas. Fizeram a gente sonhar, fizeram rir ou chorar, nos premiaram com gols inesquecíveis e defesas maravilhosas.

Até fizeram a glória de mandatários, ditadores ou liberais.

É verdade!

Mas se a gente pensar direitinho vamos chegar à conclusão que nós todos: eu, você, todos, já colocamos votando bandidos e salafrários no poder e nuca fomos cobrados por isso.

Seria bom se Lula – com todo o respeito – pudesse dar um empurrãozinho nessa aposentadoria.

Sei que o pedido para o presidente da CBF já seria mais complicado de ser atendido devido as denuncias que está enfrentando.

Autor: Michel Laurence Tags:

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