
Até parece título do filme “O Poderoso Chefão”.
A música seria a mesma.
Os presidentes das confederações “beijam a mão” do presidente da FIFA, Joseph Blatter, e se contentam com migalhas perto daquilo que a FIFA arrecada, na esperança de um dia substituírem “O Poderoso Chefão”.
Tudo isso me veio à cabeça em função do que está acontecendo com o futebol peruano. Os peruanos por decisão da FIFA, foram banidos de toda e qualquer competição internacional enquanto o governo do Presidente do Peru, Alan Garcia – vejam bem, eu escrevi “o governo do presidente do Peru” – se negar em reconhecer como presidente da Federação Peruana de Futebol, o senhor Manuel Burga e os dirigentes com ele eleitos.
Segundo o governo peruano esse senhor, Manuel Burga, ocupou ilicitamente o cargo e desrespeitou as leis do País.
Mas não tem saída, simplesmente porque as federações do mundo inteiro seriam punidas se desobedecessem a determinação da FIFA.
Quem vai correr o risco de não poder mais “beijar a mão” do Poderoso Chefão?
Essa situação me lembra uma “rebeldia” da Federação Colombiana no fim da década de 40, início da de 50.
Os dirigentes colombianos resolveram se desligar da FIFA e criaram uma Liga Pirata. Passaram a piratear os maiores jogadores da América do Sul sem pagar um tostão aos clubes aos quais pertenciam.
O Milionários contratou jogadores fantásticos como Pedernera, Labruna, Di Stefano – todos argentinos – e o brasileiro Heleno de Freitas entre outros.
Era o El Dourado do futebol. Sem ter o que pagar aos clubes, podiam oferecer verdadeiras fortunas aos jogadores que não vacilavam em trocar de país o que naquela época era raro.
Só que como agora está acontecendo com os peruanos, os colombianos ficaram sem ter contra quem jogar. E aí como recuperar as fortunas investidas.
Desistiram da idéia, pediram perdão a FIFA, foram readmitidos e venderam os grandes jogadores a clubes do mundo inteiro.
Foi assim que Di Stéfano foi para o Real Madrid e Heleno voltou para o Brasil já doente, e entrou em campo pela última vez vestindo a camisa do glorioso América.
Como você pode ver de lá para cá as atitudes do futebol continuam as mesmas só mudou O Poderoso Chefão.