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Arquivo da Categoria Notícias

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011 Notícias | 15:01

A “bomba-relógio” e o “Ganso”!

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Os dois personagens são simpáticos.

Mas vivem um interminável “inferno astral”!

Leio que um dirigente do Corinthians chamou o Adriano, que já foi o Imperador,  de “bomba relógio” em mais essa enrascada “do tiro na mão da moça que estava no banco de trás do carro, no qual Adriano estava no banco do carona. Grifei “banco de trás” porque nesse lugar parece estar a solução para o caso, isentando Adriano de qualquer culpa.

Só que… e o revólver?

De quem era?

Por que foi sacado dentro do carro?

Com qual finalidade?

Desde a volta de Adriano da Itália quando abandonou a Inter de Milão e afirmou que estava encerrando a carreira (situação que nunca foi realmente esclarecida pelo jogador ou pela Inter), nunca mais foi o mesmo grande jogador da década passada.

Sempre esteve envolvido em conflitos e visto na companhia de pessoas complicadas – às vezes classificadas como “traficantes”.

Adriano realmente parece ter o poder de atrair confusão.

Esse último episódio, certamente não será o último. E o pronunciamento do dirigente dá a atender que a paciência do clube está no limite.

Do outro lado está Paulo Henrique Ganso, que teria tudo para ser adorado pela torcida santista não fosse as últimas peripécias do jogador.

Que Ganso sofreu várias contusões e passou por várias cirurgias defendendo o Santos todo mundo sabe. Que desde a primeira contusão séria, quando rebentou os ligamentos, vem lutando para ter seu contrato renovado nas mesmas bases que o de seu amigo, parceiro e protegido Neymar também todo mundo sabe.

Que os dirigentes do Santos se fizeram de mortos – esperando para ver o que ia acontecer com o jogador, se ele ia se recuperar e se voltaria a jogar o que jogava – também é coisa sabida.

Só que Ganso ficou revoltado, e mesmo na volta não jogando o que jogava continuou orientado por um grupo de “amigos”, a fazer exigências e mais exigências.

Agora ele deu um prazo de 10 dias para que os dirigentes do Santos respondessem se estavam interessados em comprar 10 por cento do valor de seu passe, que são dele, por 10 milhões de reais.

Caso findo esse prazo o Santos não manifeste seu interesse, Ganso vai vender os 10% para um grupo de empresários que assim se tornaria sócio majoritário numa provável futura venda do jogador.

10 milhões de reais!

Se fosse um jogo de pôquer “eu pagaria pra ver”!

Foi mais ou menos o que o presidente do Santos fez, quando provavelmente movido por um sentimento de revolta, declarou que ia deixar “Ganso e seus parceiros morrerem abraçados”.

Por trás, disfarçado por essas confusões, parece estar a ânsia de Ganso em fazer sua independência financeira, o que trás também a suspeita de ele não estar completamente certo que irá voltar a ser o que já foi com uma bola nos pés. 

Autor: Michel Laurence Tags: ,

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011 Notícias | 17:24

O Santos ficou devendo!

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Sinceramente, amigos, a mim esse negócio de que “era jogo de estreia”, e que “estreia é sempre nervosa” não me convence.

O Santos venceu apertado, como poderia ter goleado. Mas o Kashiwa Reysol poderia ter em certo momento empatado ou até vencer.

Não gosto de estatística em futebol. O jogo da bola tem uma grande dose de sorte e do inesperado, que fazem boa parte de seu encanto.

Mas em momento nenhum o time do Santos me deu a sensação de que sabia exatamente o que estava fazendo. Era um tal de chute pra frente que se der a sorte da bola cair no pé do Neymar ele resolve.

O que determinou a vitória do Peixe não foi a qualidade do jogo coletivo, e sim a qualidade técnica individual de dois ou três jogadores. Neymar fez o primeiro numa jogada dele. Borges ensaiou algumas semanas na Vila o chute que acertou com a perfeição dos goleadores e o que de Danilo, cá entre nós, foi na cobrança de uma falta com tanto efeito que bola passou pelo lado da barreira e chegou até a assustar o goleiro quando ele entrou rente à trave. Puro talento do jogador brasileiro.

Junte-se a isso o reencontro de Neymar Jr. e PH Ganso, que jogou regularmente, mas que de vez em quando fez lembrar o Ganso de dois anos atrás.

Foi ótimo vencer e recolocar um clube brasileiro na final do Mundial de Clubes, mas será que o que o time jogou vai bastar para enfrentar de igual para igual o Barcelona?

Tem mais: o Elano que me perdoe, mas ele não está jogando nada. Acho que falta forma física. A sua substituição foi normal, o que não foi normal foi o Muricy colocar o “artilheiro-espírita” Alan Kardec em seu lugar. O meio campo ficou com menos um e o Kashiwa pressionou. Ainda bem que deu tempo de consertar substituindo Borges por Ibson.

O técnico do Al Saad disse que amanhã vai precisar jogar com 16 jogadores para segurar o Barcelona.

Eu também acho.

Autor: Michel Laurence Tags: ,

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011 Notícias | 16:22

Que bom ter ficado velho!

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A vontade é me beliscar para ver se não estou sonhando!

Pelé e Neymar juntos! Com Ganso e Falcão!

Só faltou Robinho! Que alguns não gostam mas que para mim foi um dos maiores que vi jogar. Acho que ele ficou empolgado demais com o “oba-oba” logo que surgiu e tomou um choque quando viu que era muito mais difícil do que ele pensava “ser o melhor do mundo”.

Engraçado! O Santos que acompanhei por muitos anos como repórter, sempre me deu a sensação de ser ungido!

Quando entrava no velho e feio vestiário da Vila Belmiro, parecia que estava entrando num templo místico, com uma áurea quase sagrada.

É que as pessoas não se lembram ou não viram ou não leram.

Mas por ali na década de 30, passou um jogador goleador, dono de uma cabeçada fulminante, apelidado de  Feitiço, que fez 216 gols em 151 jogos com a camisa do Santos. É coisa para qualquer um? 216 gols em 151 jogos!

 

Feitiço

Depois foi Pagão na década de 50, que gostava mais de botar Pelé na cara do gol, mas que mesmo assim marcou 159 gols só com a camisa do Santos.

E teve Coutinho, um gênio de gols antológicos, que chegava a irritar os adversários com a tranqüilidade que tinha dentro da área. Ali onde muitos se afobam na hora de fazer o gol, Coutinho tocava de mansinho, fora do alcance do goleiro.  Ele fez 370 gols em 457 jogos com a camisa do Santos. Coutinho tem três orgulhos: em 12 anos jogando pelo Santos, nunca perdeu para o Corinthians; inventou em parceria com Pelé a famosa “tabelinha”; e foi intitulado de “O Rei da Pequena Área”.

E teve também Toninho Guerreiro que durante 7 anos supriu as ausências de Coutinho, marcando 283 gols em 373 jogos. Toninho só não fez parte das “onze feras” de João Saldanha nas eliminatórias da Copa de 70, porque durante uma viagem da seleção sofreu um ataque de sinusite dentro do avião e foi cortado pelo técnico (preciso contar essa história um dia desses).

 

Pagão

Será que junto a esse pessoal o Serginho Chulapa? Ele foi campeão paulista de 1984, artilheiro do campeonato e fez o gol do título na final contra o Corinthians. Ignorar Serginho é impossível. Ele foi marcante. Pode ter sido odiado ou admirado, mas foi carismático. Ao todo, em suas três passagens pelo clube, Serginho marcou 104 gols.

Outro dia estive no vestiário do Santos. Lá estava a foto de Pelé encobrindo a porta do armário que vi ele esvaziar no dia em que se despediu do Santos. No armário ao lado estava (não sei se está mais) a foto de Robinho e a do outro lado a de Neymar.

Só posso ser feliz por amar o futebol e ter vivido o bastante para ver tudo isso.

 

Durval, Mengálvio, Coutinho, Pelé e Pepe

PS: aconteceu o que já foi previsto e esperado: um mesmo banco patrocina Cruzeiro e Atlético Mineiro. Será que o tal banco não tem nenhum interesse em manter o Cruzeiro na primeira divisão?

Cruzeiro e Atlético jogam domingo e se o Cruzeiro perder pode ser rebaixado. Se algo “esquisito” acontecer o futebol e o banco vão estar sob suspeita!

Autor: Michel Laurence Tags:

domingo, 27 de novembro de 2011 Notícias | 14:45

Estou “tonto”!

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Achei que a permanência de Ricardo Teixeira à frente da CBF fosse questão de um mês, dois meses no máximo, principalmente depois que a presidenta da República, Dilma Rousseff, abriu mão publicamente de seus “serviços” (sic) durante todas as manifestações de apoio à Copa do Mundo de 2014, no Rio de Janeiro.

Aí, acordo e vejo Ricardo Teixeira reunido com figuras importantes depois de nomear o ainda presidente do Corinthians, Andrés Sanchez, como diretor das seleções de futebol da CBF e dizem que Ronaldo Fenômeno – que nega ter aceitado o convite – para presidir o Comitê Local da Copa de 2014, o mesmo papel de Michel Platini, na Copa de 98, na França e de Franz Beckenbauer na de 2006, na Alemanha.

A “festa” foi organizada e realizada na casa do empresário José Vitor Oliva, para homenagear o meu amigo Galvão Bueno, que sinceramente não sei dizer se estava avisado da presença dessas pessoas.

Ali também estava o hoje em dia empresário J.Hawilla, com quem tive o prazer de trabalhar na Rede Globo no tempo em que ele ainda era jornalista e pobre.

A festa pode ter sido para homenagear Galvão, mas ficou com a cara de ser uma tentativa de “recuperação” de prestígio e força do até então “abandonado” Ricardo Teixeira.

Depois querem me garantir que essas coisas não acontecem no futebol brasileiro.   

Autor: Michel Laurence Tags:

segunda-feira, 14 de novembro de 2011 Notícias | 15:11

Conclusões sobre o perde-ganha ou sobe-desce!

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Pode escolher o jeito que você quer chamar esse Campeonato Brasileiro.
E também ver se minhas conclusões têm alguma razão de ser.
1 – ao que parece o Botafogo definitivamente jogou a toalha (ou será que estou errado?);
2 – o Vasco da Gama parece bafejado pela sorte, mas o Corinthians tem um time mais consistente (ou será que não?);
3 – se o Santos não tivesse os problemas que teve estaria entre os primeiros. Vence até com os reservas (ou é pura ilusão?);
4 – esse time do Palmeiras não aguenta o repuxo. O time é fraco. Quando você pensa que nem ontem contra o Grêmio, que vai, não vai (ou com mais um pouco de entrosamento melhora?);
5 – o time do Fluminense do meu amigo Abel as vezes é milagreiro, outras vezes enganador (ou será que foram aqueles dois trogloditas que quiseram bater no Fred, que quebraram o encanto?);
6 – o Inter vinha bem até que outro dia perdeu e o presidente do clube botou a culpa no Paulo Roberto Falcão (brincadeira, né?);
7 – o Cruzeiro parecia brexó foi vendendo, vendendo e quando viu não tinha mais time (ou será que é não isso?);
8 – o Atlético Paranaense achou que bastava a Arena da Baixada e sua torcida maravilhosa para se manter na linha de frente. (Se deu mal. Ali só se mantém quem tem jogador ou será diferente?);
9 – o inesperado e merecedor Figueirense nas mãos do evangélico Jorginho, é o que foi o Coritiba no início do campeonato. Mas em compensação todos nós tivemos que ouvir as confissões do técnico como se ele estivesse no purgatório, afirmando que pelo menos Ganso deveria ter sido convocado para a Copa de 2010! (não sei, mas acho que Jorginho continua errado. Neymar também deveria ter sido chamado, ou não?);
10 – e o Flamengo pensou que era só botar o Ronaldinho em campo e o Luxemburgo no banco. Lá se foram os milhões. Dinheiro na mão de quem não sabe, como disse o grande Paulinho da Viola, é vendaval (ou será que vão conseguir pagar os milhões que devem ao Gaúcho?).
 
Pois é, faltou o São Paulo, que apostou mais uma vez em quem não devia; o Grêmio que só foi figurante; e o Atlético Mineiro que foi de novo dirigido por quem não sabe.
Talvez aí se esconda a verdade do sobe-desce; do vai-não vai; do perde-ganha, na falta de profissionalismo de alguns dirigentes que depois quando chega o fracasso, jogam a culpa nos que gostam do futebol.    
Autor: Michel Laurence Tags: , ,

quinta-feira, 10 de novembro de 2011 Notícias | 19:58

Onde foi parar a decência?

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O brasileiro está orgulhoso!

Neymar vai ficar no Santos até 2014!

Derrotamos – mesmo que não sejamos santistas – o Real Madrid e o Barcelona de uma vez só.

Eu também fiquei orgulhoso.

Pensei: finalmente entramos no mercado mundial. Quem sabe dentro de pouco tempo um Messi, um Zidane – voltando a jogar – aceitem uma proposta do Corinthians, do Flamengo, do Internacional, talvez até do Atlético Mineiro. Acho que eles vão preferir o Rio, beira-mar, mulheres lindas, bares com cheiro de maresia, o Cristo Redentor.

Fiquei surpreso quando me dei conta do que eu estava acatando.

Vi que o Banco do Brasil e o Santander vão bancar os prováveis 3 milhões mensais do Neymar.

Não me choquei ainda sob o efeito maravilhoso de ver Neymar por mais dois anos, talvez dois anos e meio, porque ele só poderá ir para a Europa depois da Copa de 2014.

Aí entrei dentro do táxi para ir ao trabalho e o motorista, meu amigo de centenas de idas durante o ano, me perguntou:

- Seu Michel, quantas casas populares podem ser construídas com 2 milhões de reais?

- Não sei – respondi – talvez entre 20 e 30.

O taxista nem piscou.

- É papel do Banco do Brasil bancar o contrato de Neymar?

A pergunta me pegou de surpresa. Fiquei sem saber o que responder.

- Não, não é! – me arrisquei em responder.

- Então, por que o Banco do Brasil está bancando Neymar para o Santos?

Fiquei aturdido. O meu amigo taxista não é demagogo, ele apenas estava raciocinando em cima de um fato.

Cheguei no trabalho!

- Ohohohoh, o Neymar é do Peixe!!!! – cantou um dos meus colegas.

Não tive coragem de dizer que era uma indecência!

Me lembrei que a Petrobras bancou o Flamengo, que os Correios bancam a natação, o Banco do Brasil bancando o vôlei; e quinhentos mil outros contratos desse tipo com empresas meio-estatais que não visam lucro.

Aí vi o presidente do Santos, Luis Álvaro de Oliveira Ribeiro, dando uma entrevista dizendo que “era uma infâmia ficarem dizendo que o Banco do Brasil esteja bancando o contrato de Neymar”.

Não sei, o presidente do Santos merece toda a minha admiração e respeito.

Autor: Michel Laurence Tags:

quinta-feira, 27 de outubro de 2011 Notícias | 18:52

Ganso e o enigma da esfinge!

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A Esfinge na mitologia colocava um enigma para os homens sobre a vida e a morte.

Acho que o problema de Paulo Henrique Ganso deve ser do mesmo tamanho.

O anúncio de sua liberação para voltar aos treinos e jogos, coloca um problema de vida ou de morte.

O que ele neste momento de decisão pode estar himaginando?

Vou voltar!

Maravilha!

Vou voltar a ter a bola nos pés!

Legal!

Mas… e se doer?

E se estourar de novo?

Como vai ser?

Vou passar a ter a fama de “bichado” para o resto de minha carreira?

O Pedrinho que foi craque no Vasco, nunca mais se recuperou e era chamado de “bichado” por todos.

Agora mesmo está jogando “showbol” e recentemente anunciou sua volta num clube pequeno do Rio de Janeiro!

Deve provavelmente, estar precisando ganhar dinheiro, de outra forma não se sujeitaria a essa aventura.

E eu? O que vai acontecer comigo?

Os médicos me liberaram. Meu Deus, só posso pedir que os santos me protejam.

Pode aparecer um desgraçado, como apareceu na vida do Zico, e arrebentar de novo o meu joelho!

Mas o pior vai ser se o músculo não aguentar e estourar de novo, num lance em que estou sozinho, como das últimas duas vezes.

A Esfinge vai responder nos próximos dias!

Autor: Michel Laurence Tags: ,

quinta-feira, 20 de outubro de 2011 Notícias | 14:28

O amadorismo do esporte amador!

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Jim Thorpe

Já vi uma equipe comemorar efusivamente o SEXTO lugar numa prova de revezamento 4 x 100 metros/rasos!

Já vi superatleta sair dançando num ritmo alucinante, pela pista de “tartan” como se estivesse homenageando seus ancestrais gloriosos de uma tribo qualquer da África.

Até mesmo na juventude tentei ser atleta, entusiasmado que estava por atletas como José Teles da Conceição, Ari Façanha de Sá e Ademar Ferreira da Silva, “lobos solitários” e heróis de uma época que só se interessava pelo futebol. Corria a década de 50, não existiam os tênis e calcei aqueles sapatos de couro duro, com pregos na sola que machucavam os pés, e pareciam feitos para a guerra.

Corri os 400 metros rasos pela pista negra de pó de carvão, e quase morri; saltei em distância, tentei ser bom nos 100 metros e tive a honra de conhecer um dos meus ídolos de toda a vida, o grande Adhemar Ferreira da Silva, que numa promoção do jornal Última Hora tentava descobrir seu sucessor no salto triplo.

Lamentavelmente não foi eu!

Foram tempos românticos em que esses heróis não podiam receber um tostão que fosse, nem mesmo trabalhando, sem sofrer a humilhação de ter que devolver as maravilhosas medalhas ganhas por um talento fora do normal e anos e anos de treinamento duro, sofrido.

 

Que o diga Jim Thorpe, um indio norte-americano do estado de Oklahoma, apelidado de “O Homem de Bronze”, vencedor das medalhas de ouro, no pentatlo e decatlo nos Jogos Olímpicos de 1912, em Estocolmo, e que sofreu a vergonha de ter que devolver as duas medalhas, poque disputou algumas partidas de futebol americano.

Estou contando essas coisas porque quando permitiram que atletas profissionais disputassem os Jogos Olímpicos pensei: “bem agora é pra valer. Acabou o romantismo!”.

Pensei errado, acompanhando os Jogos Pan-Americanos de Guadalajara vejo atletas emocionados se cobrindo de ouro, de prata ou de bronze. Mais do que isso revejo atletas imensamente felizes por conseguirem uma vaguinha na final e chegar num oitavo lugar que será provavelmente esquecido pela cruel história que registra apenas os que vencem.

E nem pensem que por terem se tornado profissionais esses moços ganham fortunas. A exceção de países como os Estados Unidos onde alguns atletas são tratados como estrelas em propaganda de produtos, no mundo inteiro a grande maioria ainda curte a honra de ter ganho uma medalha nos Jogos, e ter somente como glória ver seu nome gravado nos registros da história.

Autor: Michel Laurence Tags:

quinta-feira, 22 de setembro de 2011 Notícias | 17:47

Vamos escalar a seleção!

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Eu sei que você vai dizer: qual é, Michel, você pensa que é fácil escalar a seleção?

E vou responder: já foi fácil!

Eu sei, hoje não é fácil. Se fosse o Mano já teria a seleção formada faz tempo. Bota tempo nisso.

Mas a ideia me surgiu vendo a lista de hoje.

Sinceramente, tem uns 3 ou 4 que nem sei quem são.

Podem ser bons jogadores, mas você ser obrigado a convocar jogadores meio desconhecidos para ver se encontra a solução para algumas posições, demonstra o quanto é difícil hoje em dia escalar a seleção.

Daí o desafio.

Eu escalo a minha, mas tem que ser apenas com os nomes convocados:

Jeferson; Danilo, Dedé, Rever e Kleber; Ralf, Casemiro, Oscar e Diego Souza; Borges (ou Fred) e Neymar.

Mesclando juventude e experiência.

Responda, vamos lá, escale sua seleção!

Autor: Michel Laurence Tags:

terça-feira, 6 de setembro de 2011 Notícias | 23:51

Mano Menezes está certo!

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Você vai me desculpar, mas o “Causo” de hoje ficou para amanhã, em função do amistoso da seleção.

Acho que o Mano Menezes sabe o que está fazendo.

Não é em função da vitória sobre Gana, claro.

Vou explicar!

Primeiro: algumas pessoas ficam falando como se estivessem duvidando das qualidades do técnico da seleção.

Parece que essas pessoas esquecem que o Mano vem de um aprendizado em “curso intensivo” no duro futebol do interior do Rio Grande do Sul. Foi campeão gaúcho com o Venâncio Aires em 2002. A seguir, em 2005, foi campeão da segundona com o Grêmio, E ainda no Grêmio foi campeão gaúcho em 2006. Em 2007 levou o Grêmio ao bicampeonato gaúcho e a final da Taça Libertadores. Logo depois foi contratado pelo Corinthians onde montou um dos melhores times do clube do Parque São Jorge nos últimos anos. Foi campeão paulista. Venderam meio time e ele montou outra equipe. E aí deixou o Corinthians para dirigir a seleção.

Não é um currículo de se jogar fora.

Segundo: ele está montando dois times. a seleção principal para a Copa do Mundo de 2014 (meu Deus, como ele me pareceu estar perto) e outra para os Jogos Olímpicos de Londres, o ano que vem.

Os resultados não tem sido brilhantes.

Nem poderiam ser.

Mudou tudo, não é mais como era.

Os melhores jogadores vão embora. Os que voltam depois de anos lá fora, chegam com problemas físicos. Vide Ronaldo Fenômeno, Luis Fabiano, Renato que só agora está começando a servir ao Botafogo; Adriano, que está parado em função de um tendão rompido; etc. Isso sem falar no Paulo Henrique Ganso, que desde o início era tido como a peça fundamental para a reforma total na seleção que era exigida pelas mesmas pessoas que agora reclamam, e que infelizmente vem sendo perseguido por sérias contusões uma atrás da outra.

Os adversários subiram e a seleção baixou de qualidade em função de todos esses problemas, inclusive o da renovação.

Mesmo assim o Mano Menezes vem procurando soluções, que é o papel dele.

Aos poucos vão surgindo jogadores que estavam “esquecidos”, tipo Fernandinho, que ontem deu o excelente passe para o belo gol de Leandro Damião

Mas aí vem a crítica: “por que tirou se o cara estava jogando bem?”.

Porque Mano Menezes precisa com urgência ver os jogadores, todos se for possível, e amistosos como esse contra Gana não são feitos na cabeça do treinador, “apenas” para se conseguir uma vitória tranquilizadora. Mas também para “ver” se outro jogador pode ser encaixado nos planos para a Copa.

Ontem Ronaldinho Gaúcho, que muitos, mas muitos mesmo, acreditavam acabado para o futebol, sem jogar nenhuma maravilha, tranquilizou a seleção nos momentos em que era preciso. A bola ficou mais tempo em poder da seleção e as substituições não devem ser analisadas só pelo ângulo se ser melhor ou pior naquela altura do amistoso. Elas têm que ser vistas como testes necessários para se saber se realmente os jogadores chamados tem condições de servir a seleção.

E para que isso seja verdadeiro não basta ver esses jogadores defendendo seus clubes, é preciso vê-los em jogos vestindo a “amarelinha” como Zagalo, tanto gosta de dizer.

Vamos dar tempo ao tempo.

Mano Menezes podem ter certeza, não é um “aventureiro”.

Aprendi isso jantando duas vezes com ele e vendo a maneira como aceitava críticas e elogios sem ao menos mudar o olhar.

Autor: Michel Laurence Tags: ,

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