Publicidade

Arquivo da Categoria Notícias

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010 Notícias | 18:09

Que coisa estranha!

Compartilhe: Twitter

Não é novidade que coisas estranhas aconteçam na Libertadores!

Estão me criticando porque falei da arbitragem estranha do senhor Oscar Ruiz em Belo Horizonte, no jogo do Cruzeiro contra o Colo Colo.

Dar “tapinha na bunda do juiz” me parece um pouco demais.

Mas ontem no jogo do São Paulo contra o Once Caldas, aconteceu outro fato estranho.

O árbitro Pablo Pozo, do Chile, expulsou o técnico Juan Carlos Ozório, do Once Caldas, por reclamação.

Aí, logo a seguir, um senhor de terno marrom e gravata apareceu junto a bandeirinha de escanteio conversando ostensivamente com um jogador do time colombiano que ia bater o escanteio.

O bandeirinha não sei qual, mas também chileno, ali ao lado, não falou nada.

Pensei: “estranho, nunca vi isso em futebol”.

O que seria aquele senhor? Polícia? Enfermeiro? Vendedor de tacos?

E fiquei prestando atenção.

Aí percebi que o homem de terno marrom e gravata era, provavelmente, o substituto de Juan Carlos Ozório.

Ele apareceu mais umas duas vezes na tela esbravejando com os jogadores e só sossegou depois que Moreno fez o golaço que deu a vitória ao Once Caldas.

Já vi usarem inúmeros artifícios para serem passadas instruções aos times, mas de uma forma tão descarada, e pelo que entendi, com a “permissão” do árbitro e a conivência do bandeirinha, foi a primeira vez.

Depois vão dizer que estou exagerando, que vejo fantasmas em tudo quanto é lugar, que vejo os times de fora sempre serem “protegidos” quando jogam contra os brasileiros porque na América do Sul inteira se fala espanhol e nós somos os únicos a falar português, etc…

Autor: Michel Laurence Tags: ,

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010 Notícias | 18:02

Pobre futebol!

Compartilhe: Twitter

Moro com minha família, quase ao lado do belo Palestra Itália.

Meus filhos sempre quiseram ir ao futebol.

São dois galalaus do tamanho de um bonde, cada um.

Eu não deveria recear nada.

Assim como nunca receei ir ver Pelé, Garrincha, e até enfrentar rivais de times de rua.

Era diferente.

O pau comia, mas era briga de mão.

Quem podia mais chorava menos.

Hoje os caras vão para a guerra!

Armados.

Não só de porretes, pau com pregos, mas armas também, tiros de verdade, facões cortantes feito navalhas.

Rasgam a pele, matam pessoas

São covardes que se protegem no anonimato da multidão.

Os acontecimentos antes e pós-jogo Palmeiras e São Paulo não me deixam dúvidas.

O futebol, aquele que criava ídolos, arrastava paixões aos estádios, criava amores e desamores, está com seus dias contados.

Nossa polícia não está aparelhada para conter e antever os acontecimentos. Sobra coragem, o que infelizmente é pouco e os bandidos sabem disso e disso se aproveitam.

Garanto a vocês, meus filhos não vão ao futebol!

Praticam outros esportes e deixam de lado o esporte que milhões de pessoas como eu aprenderam desde cedo a amar e do qual tinham orgulho.

Não sou imbecil, sei que esse meu desabafo não vai adiantar de nada.

Mas é que acabei de ver as imagens da Globo e realmente me lembraram a guerra dos filmes americanos.

Gente despedaçada jogada pelo chão, paramédicos trabalhando freneticamente, ambulâncias, sirenes, cavalaria, selvagens. Rostos que talvez sejam reconhecidos e localizados, mas que mais uma vez sairão impunes.

Pobre futebol das tardes de domingo.

Autor: Michel Laurence Tags: , ,

domingo, 21 de fevereiro de 2010 Notícias | 20:51

O próximo a sair é Luxemburgo!

Compartilhe: Twitter

A mudança é geral.

Acho que começou com o presidente da CBF copiando a Itália, que tinha então o ex-jogador Donadoni no comando da seleção. Teixeira chamou Dunga ex-médio, que fez a reforma. Certa ou errada foi uma reforma.

Aí surgiu o Dorival Jr, ex-jogador de marcação com um grande sucesso no Vasco; depois veio Vagner Mancini, ex-zagueiro de área. Com um tremendo sucesso no Vitória e foram surgindo outros e mais outros, como Adilson, ex-zagueirão, no Cruzeiro; Cuca, ex-meia, que rodou, rodou até se acertar no Fluminense – nem sempre nessa ordem cronológica.

Veio Silas, ex-armador inteligente, com um tremendo trabalho no Avaí e atualmente iniciando uma reformulação no Grêmio.

Ricardo Gomes, outro zagueiro dos bons, no São Paulo.

O jovem Mano Menezes – 45 ou 46 anos – também rebatedor, firme no Corinthians.

E agora também surgiu o jovem Antônio Carlos Zago, estreiando no Palmeiras com vitória sobre o São Paulo.

E o Leão não teve mais trabalho (está desempregado até hoje). Parreira foi para a África; Hélio dos Anjos sumiu. Muricy, injustamente perseguido, acabou de quase ser expulso do Palmeiras.

Dos veteranos sobraram o Antonio Lopes, no Atlético Paranaense; e Joel Santana no Botafogo – mas esse último é intocável, porque consegue milagres quase que inexplicáveis.

Ah, e o Jorge Fossati, uruguaio de cabelos grisalhos no Inter, que acabou de ser eliminado pelo Novo Hamburgo, das finais do primeiro turno do Campeonato Gaúcho.

Acho que o próximo “veterano” a dançar vai ser o Vanderlei Luxemburgo. Afinal, perder do clássico com o Cruzeiro sempre foi “sinal verde” indicando a porta de saída.   

Autor: Michel Laurence Tags: , , , , ,

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010 Notícias | 13:37

Velozes, furiosos e…vaidosos!

Compartilhe: Twitter

Quando já estava dois a zero, o Riba Karlovich – ele é um dos atores da peça “Toc Toc” –  aproximou aquela cabeça raspada de mim e disse:

- Vai ser de goleada – e soltou uma imensa gargalhada como se fosse um tresloucado profeta;

O Riba faz parte da nossa turma, junto com o Cleber Machado – um dos melhores narradores deste país – o João Barbosa – que é um dos cobras do esporte da Rede Globo – o Kiko Mazziotti – que ontem não estava porque foi visitar a filha na Nova Zelândia (como esse mundo é pequeno hoje em dia) e o Oliveira Andrade – outro narrador de muita qualidade – que se reúne toda semana.

O Jacaré, dono do bar-churrascaria Jacaré, santista roxo, entre um abraço em um freguês e um beijo numa freguesa, acompanhou a gargalhada com os olhos fixos na tela.

- Esses meninos da Vila parecem felizes – explicou.

Felizes e diferentes dos outros que já foram “os meninos” no tempo de Pita, Juary, João Paulo, etc… ou dos que herdaram o apelido do tempo de Robinho, Diego, Elano etc…

Esses de hoje são vaidosos, cabelos a “la moicano”, a seriedade de André contrastando com a sabedoria precoce de Paulo Henrique Ganso e a quase molecagem de Neymar.

Só na hora da dança depois dos gols é que todos se igualam.

Os passos da dança quase tribal – ou será aquele “rebolation” (é assim que se escreve?) lançado no Carnaval da Bahia – saem desiguais, porque a felicidade é tanta, que acabam esquecendo o que foi ensaiado.

Já estava quatro ou cinco quando a voz do Cleber ressoou no meu ouvido meio surdo:

- Você levaria o Neymar e o Ronaldinho Gaúcho para a Copa? – e vi os olhos dele se cravarem em mim enquanto saboreava um hamburguinho.

- Levaria – respondi.

- Os dois?

- Os dois!

- Por que? – ele insistiu.

- Porque acho que essa seleção precisa de uma dose de talento! – respondi já prevendo a crítica que iria receber.

Ao invés da crítica veio outra pergunta:

- E o Ronaldo? Você levaria?

No meio da pergunta vi o Jacaré apavorado, quase gritando:

- Os caras estão reagindo, será que vão empatar?

Alguém tranqüilizou o santista:

- Que nada, o jogo já está dominado!!!

- Levaria – arrisquei responder, sem trair minhas convicções.

- É mesmo? – continuou o Cleber quase duvidando da minha resposta – mas por que?

- Nem que fosse só para ele ficar no banco durante os jogos. Para impor respeito aos adversários!

Não pensem que isso era uma discussão. Essa é uma das coisas que o Cleber mais gosta de fazer, perguntar e ouvir as respostas.

Na tela Robinho aparecia beijando o filho através do acrílico de um camarote e me deu a sensação de que aquele que já foi o mais moleque dos moleques da Vila, hoje é “o tiozão” da molecada amarrado a família como todos os homens acabam sendo.

- E para levar esses três, quem você cortaria?

- Não sei, mas acho que um dos volantes e provavelmente o Nilmar.

Oliveira sorriu e aprovou:

- O Nilmar não faz parte ainda do grupo do Dunga!

Aí o Cleber arrematou:

- Esse negócio de “talento” também concordo!

Olhei para a tela os três – Neymar, Robinho e o Ganso já estavam no banco – e o Zé Augusto fez o sexto gol.

Os velhos tempos voltaram ao sagrado gramado de Vila. Sagrado porque foi pisado pelo maior de todos.

Autor: Michel Laurence Tags: ,

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010 Notícias | 17:10

O personagem da semana: Joel Santana!

Compartilhe: Twitter

Sempre tive preferência pelos personagens folclóricos.

Eu gostava muito do João Avelino, o popular 71, ele sempre tinha alguma coisa para contar.

O João Saldanha que discutia qualquer coisa, fosse o que fosse, com uma sabedoria que tornava as maiores mentiras em verdades incontestáveis.

Um dos primeiros técnicos que tive em futebol. O Mizziara era pequeno, magro, risonho, amigo gentil, até a bola começar a rolar e um dos caras não cumprir o que tinha sido combinado (as vezes era compreensível porque a tática era incompreensível). Aí, meu amigo, ele virava bicho. Sem levantar do banco Mizziara não chegava a gritar, mas não sei como ninguém deixava de ouvir:

- Psiu, coisinha, vem cá vem!

E virando-se para um reserva quietinho no banco:

- Fulano entra lá!

Mas ninguém ficava zangado com ele. Mizziara tinha esse poder. Depois do jogo, ele voltava a ser aquele personagem risonho e amigo de todos.

Eu nunca falei com Joel Santana. Mas tenho a impressão que ele deve ter um bocado do Mizziara.

O olhar de viés, o sorriso maroto do malandro carioca, boa gente toda vida, que conhece tudo de futebol.

Sabe por instinto como falar com um e com outro.

Sabe contar para alguém algo que aprendeu com outro sem trair ninguém.

Só com o sorriso e com a sapiência de quem viveu muito no mesmo lugar, na mesma coisa, e da mesma coisa.

Ele sabe até lidar com suas próprias deficiências.

O discurso dele em inglês que correu pela internet era tão ridículo que pensei: “bem, desta vez ele vai perder as estribeiras”!

Nada.

Ele passou por cima como se nada daquilo tivesse algo a ver com ele.

Ele consegue sair do Flamengo e entrar no Vasco do mesmo jeito, que ele sai do Vasco e vai para o Internacional vestir aquele uniforme vermelho berrante de treinador, com gorro e tudo.

Sabe usar artifícios para desviar dúvidas quanto a sua qualidade como técnico.

Usou durante muito tempo uma prancheta azul onde anotava coisas que todo mundo queria saber do que se tratava.

Nunca ninguém chegou perto. Nem mesmo quando abandonou não se sabe por que, a bendita prancheta.

Ele fala coisas que na boca dos outros seriam ridicularizadas, mas que na dele se transformam em palavras incontestáveis.

Hoje, depois de ver os gols da vitória do Botafogo sobre o Flamengo, eu quís ver o que ele ia falar. Afinal ele é um dos técnicos que dizem coisas que a gente precisa ouvir.

- Eu vim para festejar!

Ele não precisava ter dito mais nada.

Era o resumo de acabar com a “Supremacia Bourne” do Flamengo sobre o Botafogo.

Sem ofender ninguém.

Sem deixar de obrigar todo mundo a prestar atenção no que ele ia dizer.

Autor: Michel Laurence Tags:

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010 Notícias | 14:45

O Dunga deu azar!

Compartilhe: Twitter

Os dois talvez não tenham jogado tudo o que sabem, mas resolveram a parada para seus times.

O Ronaldinho Gaúcho deu um passe perfeito (ou terá sido um cruzamento?) na cabeça de Huntelaar que fez o primeiro gol e em um lance que só craque sabe fazer, lançou de primeira para o Pato fazer o segundo na vitória por 3 a 2 contra a Udinese.

Neymar chutou o goleiro fez uma grande defesa e espalmou, André só completou com um toque. Depois Neymar fez uma jogada genial, driblou um e chutou cruzado, o goleiro Sidney numa tarde muito boa, prensou a bola contra o chão. Ela subiu e Giovanni, o herói do dia, só teve o trabalho de completar de cabeça.

Só estou escrevendo esses lances para esclarecer uma coisa: EU NUNCA VOU ACHAR QUE O DUNGA TORCE CONTRA.

Seria contra os princípios de qualquer homem ligado ao futebol, por amor a bola e por exercer uma função que exige honestidade.

O Dunga pode ter seus defeitos, pode não me agradar nas convocações, acho até que lhe falta ousadia, mas nunca vou dizer e nem suspeito de sua honestidade.

Como já disse aqui várias vezes falei com o Dunga apenas uma vez, no Chile, acho que foi em 1989, e ele me deu a impressão de ser um homem de ótimos princípios. Ele ainda era jogador e ainda ia passar pelo inferno que suportou na Copa de 90, na Itália.

Agora é evidente que todos nós queremos ter razão e quando vemos essa nossa razão ameaçada cada um tem seus sentimentos.

Isso esclarecido (espero), vamos aos fatos.

Neymar merecia ter sido convocado para esse amistoso contra a Irlanda, que só serve para a CBF ganhar mais um dinheirão, e ver como ele se comportaria. Não precisava não entrar em campo. Seria só para Dunga ver como é o garoto.

E pronto!

Aí seria por conta do treinador.

Como são bobos esses torcedores do Real Madrid!!!!

Outra coisa: o que os espanhóis já fizeram no futebol para ironizar o Ronaldo Fenômeno?

Sei que foram torcedores do Real, mas eles tiveram a sorte (ou terá sido o azar?) de ver Ronaldo no ápice de sua forma, jogando pelo Barcelona. Nós aqui só vimos vez por outra jogando pela seleção.

Mas eles viram o GRANDE Ronaldo. Tiveram essa sorte.

E agora ficam aí fazendo ironia com os problemas físicos do Ronaldo.

Realmente é de uma falta de respeito inacreditável.

Seria tão bom se o Ronaldo pudesse perder peso, ser convocado pelo Dunga e em um hipotético jogo da Copa da África do Sul, entre Brasil e Espanha, ele fizesse 3 gols.

Seria a realização total!

Autor: Michel Laurence Tags: , ,

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010 Notícias | 19:07

A Libertadores deixa dores à mostra!

Compartilhe: Twitter

Vi o presidente do Cruzeiro, esbravejando, gritando que ia aos tribunais, que ia até onde fosse preciso.

Realmente não é normal um árbitro expulsar um jogador aos 2 minutos de jogo.

Ainda mais quando esse jogo é na Argentina, contra um time argentino, cheio de jogadores mestres em enganar árbitros, público e até companheiros.

Zezé Perrella tem razão em esbravejar, mas não vai adiantar de nada.

Este 2010 é o ano do centenário do Velez Sarsfield. Não creio que vão deixar passar em branco.

Como disse o próprio presidente: “a gente fala, eles hablam!”.

Não sei se o Cruzeiro entrou em campo sabendo que o Velez está comemorando seu centenário.

Se não sabia deveria ter alguém para prevenir o técnico e os jogadores dessas coisas.

É evidente que um juiz uruguaio Martim Emílio Vasquez, que já vimos apitando várias vezes, nervoso, tenso, sorrindo na hora errada e tentando demonstrar o contrário, vai acabar se enrolando, fazendo coisas… até sem querer, para agradar um público, que de outra forma vai o xingar de “maricón”.

“As dores da Libertadores” são mais duras para os brasileiros do que para os que falam o espanhol, ou o castelhano.

O português, todo mundo entende, mas pode fingir que não.

O espanhol nós nos esforçamos para compreender.

Sempre foi e sempre será assim.

Nos somos os malandros, mas quem manda são eles.

Nos quase nunca tivemos o poder da Libertadores, e nem o da recente Sul-Americana.

E tem mais, nos só agora, recentemente, passamos a dar valor ao que eles deram bem antes.

Os 7 títulos da Libertadores do Independiente e os 6 do Boca Juniors definem bem essa diferença.

Não adianta esbravejar Zezé Perrella, eles vão dizer que não entendem.

Vão fingir que é “choro de perdedor” e o pior é que vai ter muito brasileiro pensando e dizendo a mesma coisa.

A Libertadores tem dores que deixam as chagas expostas.

Autor: Michel Laurence Tags: ,

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010 Notícias | 13:30

Seleção de Dunga! (com todo o direito do mundo)

Compartilhe: Twitter

Fiquei aqui aguardando a lista sair.

Achei que Dunga seria um novo homem.

Ganhou crédito, fez um bom trabalho (hoje em dia fazer um bom trabalho é classificar a seleção para a Copa. Antigamente era ganhar de todo mundo).

Devolveu o espírito de seleção à seleção (se realmente esse espírito tinha acabado).

Mas, não!

O Dunga continua o Dunga.

E eu continuo discordando de suas convocações.

Quem manda é ele, eu não mando nada, mas tenho o direito de discordar. Acho que mais uma vez a convocação não foi ao encontro do anseio do povo, se não estou confundindo “anseio do povo” com o meu particular.

Se essa convocação é a convocação para a Copa nos não vamos surpreender niguém.

Cá entre nós, convocar Felipe Mello que não está jogando nada na Juventus (eu convocaria o Cristian, aquele que jogou no Corinthians e no Flamengo); Júlio Baptista, que não tem nenhuma qualidade a não ser a de correr feito um louco e ser amigo do Kaká; Michel Bastos, que foi convocado apenas uma vez; Ramires, que sumiu do mapa – se estivesse jogando bem, mesmo estando no Benfica, que não tem mais uma grande repercussão mundial, a gente ficaria sabendo; o goleiro Doni, que nunca teve nenhuma expressão no futebol brasileiro e mundial e…. (agora lá vai!) deixar o Ronaldinho Gaúcho; o Pato e o Neymar de fora, mostra que nosso técnico da seleção continua o mesmo.

Tomara que tudo dê certo, o Brasil precisa, mas que é decepcionante, pode ter certeza que é!

Autor: Michel Laurence Tags: ,

domingo, 7 de fevereiro de 2010 Notícias | 19:12

E Robinho voltou!!!

Compartilhe: Twitter

O futebol brasileiro tem coisas que ninguém sabe explicar.

Ainda está bem clara em minha memória a volta de Ronaldo Fenômeno!

Uma primeira participação assustadora, quando cheguei a pensar que ele não tinha condições ainda de jogar e a volta triunfante no segundo jogo com um, gol de cabeça que deu a vitória contra o Palmeiras com direito a quebrar alambrado e tudo.

Na Europa, onde todos o davam como acabado, foi um assombro!”

Agora foi Robinho, um pouco mais prematuro do que Ronaldo.

Logo no primeiro jogo, também sendo poupado, com quase todo mundo achando que sua escalação no banco de reservas tinha sido apenas mais uma jogada de marketing, ele entra e faz o gol da vitória sobre o São Paulo.

Ele tinha tentado duas vezes. As duas passando pertinho.

Na terceira ele conseguiu o gol e não foi um gol qualquer.

Um gol de calcanhar que provavelmente vai cair feito uma bomba na Inglaterra, onde o Manchester City vai se sentir frustrado.

A volta foi fantástica, provando que o futebol bem jogado também é eficiente e pode dar vitórias.

Mas quero ressaltar duas coisas:

1º – a substituição inteligentíssima que Ricardo Gomes fez tirando Washington, que não estava jogando mal, e fazendo entrar Cleber Santana. Assim ele devolveu a velocidade ao time que chegou a dar a impressão que ia vencer depois do gol de empate de Roger;

2º – a defesa do Santos, onde Edu Dracena fez uma partida impecável ao lado de Durval. Parece que depois de muito tempo o Santos finalmente montou uma defesa.

Foi bonito ver o time inteiro do Santos e todos os reservas abraçarem um a um o herói do dia.

E é bom também dizer que o time do São Paulo vem aí e vai chegar mais uma vez na Libertadores e em todas as competições que disputar.

Autor: Michel Laurence Tags: , ,

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010 Notícias | 17:21

De volta ao tempo das cavernas!

Compartilhe: Twitter

Eu moro na Vila Romana.

Um bairro como o nome indica, fundado por italianos.

Então as ruas têm os nomes de imperadores romanos: Júlio César; Marco Antonio, Cassio, Coriolano. etc..

O bairro é lindo, mas está meio abandonado (talvez não seja o único).

Ruas esburacadas, árvores que nunca são podadas, bocas de lobo entupidas, praças – as poucas que existem – mal tratadas.

Não tem estrutura.

Recentemente, o Sondas abriu um supermercado. Imediatamente, quase no mesmo dia, o Pão de Açúcar inaugurou um também.

Mas o bairro é lindo, casinhas dos dois lados das ruas, lembra a São Paulo do início do século…claro!

Em tudo, inclusive na sujeira.

Você já deve ter adivinhado, quando chove é uma desgraça.

Não tão grande quanto aquela sofrida  pelos bairros ainda mais pobres e mais longínquos.

Mas mesmo assim desastrosa.

Anteontem choveu e faltou luz das 17:00 às 21:30.

Acho que só voltou porque o Corinthians ia jogar contra a Ponte Preta na tela da Globo.

Ontem choveu de novo!

A luz apagou e só voltou às 02:00 da madrugada.

Acho que era porque o Santos jogava. Não tem lá muita importância.

Luz de vela, sombras pelas paredes, gatos estranhando a falta de claridade. Um deles queimou o bigode.

A tela da TV apagada.

O computador silencioso.

O ventilador de enfeite na sala.

Eu não tenho rádio de pilha.

9 horas da noite.

O Santos devia estar entrando em campo.

Eu queria ver o jogo. Até pensei em ir no bar ao lado de casa, mas lá também estava faltando luz.

A idéia de sair por São Paulo procurando um bairro com luz e um restaurante com televisão não me seduziu.

Entrei dentro do carro da minha mulher e liguei o rádio.

O rádio estava horroroso.

- Eu te disse – gritou minha mulher – que tínhamos que trocar o rádio do carro.

O chiado me deixou louco.

Me senti um homem das cavernas.

Solitário, dentro das trevas, esperando ser atacado por um tigre dentes-de-sabre.

Horrível.

Pensei: “amanhã, os leitores do blog se o Santos perder, vão ficar pau da vida comigo, achando que só falo mal do Corinthians, do Palmeiras e vez por outra do São Paulo”.

Fui dormir.

Ainda bem que minha cama estava ali ao invés daquele chão duro e frio do tempo das cavernas.

Pelo menos isso.

Calculei amanhã vejo o jogo do Santos contra o Santo André e depois escrevo.

A NET só voltou as 11hs30.

Fiquei a manhã de hoje inteira sem computador e sem TV.

Aí uma boa alma – talvez tendo pena do meu sofrimento (como será que ele descobriu) – colocou no ar um compacto.

Rapaz, tomei um susto: que gol foi aquele do Neymar?

O que esse garoto sabe de bola é espantoso.

Sei que vão cair matando, mas o Robinho vai ter que jogar muito para ofuscar o brilho do garoto Neymar, que hoje completa 18 anos.

Garoto, feliz aniversário e que seu futuro seja mais feliz ainda.

Autor: Michel Laurence Tags: ,

  1. Primeira
  2. 10
  3. 18
  4. 19
  5. 20
  6. 21
  7. 22
  8. 30
  9. 40
  10. Última