Que coisa estranha!

Não é novidade que coisas estranhas aconteçam na Libertadores!
Estão me criticando porque falei da arbitragem estranha do senhor Oscar Ruiz em Belo Horizonte, no jogo do Cruzeiro contra o Colo Colo.
Dar “tapinha na bunda do juiz” me parece um pouco demais.
Mas ontem no jogo do São Paulo contra o Once Caldas, aconteceu outro fato estranho.
O árbitro Pablo Pozo, do Chile, expulsou o técnico Juan Carlos Ozório, do Once Caldas, por reclamação.
Aí, logo a seguir, um senhor de terno marrom e gravata apareceu junto a bandeirinha de escanteio conversando ostensivamente com um jogador do time colombiano que ia bater o escanteio.
O bandeirinha não sei qual, mas também chileno, ali ao lado, não falou nada.
Pensei: “estranho, nunca vi isso em futebol”.
O que seria aquele senhor? Polícia? Enfermeiro? Vendedor de tacos?
E fiquei prestando atenção.
Aí percebi que o homem de terno marrom e gravata era, provavelmente, o substituto de Juan Carlos Ozório.
Ele apareceu mais umas duas vezes na tela esbravejando com os jogadores e só sossegou depois que Moreno fez o golaço que deu a vitória ao Once Caldas.
Já vi usarem inúmeros artifícios para serem passadas instruções aos times, mas de uma forma tão descarada, e pelo que entendi, com a “permissão” do árbitro e a conivência do bandeirinha, foi a primeira vez.
Depois vão dizer que estou exagerando, que vejo fantasmas em tudo quanto é lugar, que vejo os times de fora sempre serem “protegidos” quando jogam contra os brasileiros porque na América do Sul inteira se fala espanhol e nós somos os únicos a falar português, etc…
A mudança é geral.
Quando já estava dois a zero, o Riba Karlovich – ele é um dos atores da peça “Toc Toc” – aproximou aquela cabeça raspada de mim e disse:
Sempre tive preferência pelos personagens folclóricos.
Os dois talvez não tenham jogado tudo o que sabem, mas resolveram a parada para seus times.
Vi o presidente do Cruzeiro, esbravejando, gritando que ia aos tribunais, que ia até onde fosse preciso.
Fiquei aqui aguardando a lista sair.
O futebol brasileiro tem coisas que ninguém sabe explicar.
Eu moro na Vila Romana.