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domingo, 23 de janeiro de 2011 Notícias | 15:56

Porque Rivaldo?

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Porque a história manda.

Talvez na cabeça de quem não é são-paulino essa história de contratar Rivaldo ao 37 anos, pode parecer um absurdo.

Mas para quem conhece a tradição do clube essa contratação tem muita coerência.

Em 1943 o São Paulo precisava ser campeão e para conseguir foi buscar no Independiente, da Argentina, Antonio Sastre, e deu em troca um outro grande jogador: Ieso Amalfi, que seria famoso na França.

 

Dom Sastre como era chamado pelos torcedores do São Paulo,  e de DeSastre por quem não era, chegou para o São Paulo com 32 anos e desacreditado.

Foi um sucesso inacreditável. Não só ganhou o título de campeão paulista em 43, como repetiu o feito em 45 e 46 e detém até hoje o título de maior número de gols em uma só partida, 6 na goleada de 9 a 0 sobre a Portuguesa Santista.

O grande Osvaldo Brandão maravilhado com o futebol de Sastre chegou ao exagero de declarar:

- Sastre ensinou aos brasileiros a jogar futebol!

Sem conquistar um título de 1953, e precisando de um meia de personalidade, o São Paulo em 1957 resolveu ir buscar Thomaz Soares da Silva, o  Zizinho, que defendia o Bangu.

A contratação foi vista com desconfiança, Zizinho estava com 35 anos, mas foi com Zizinho que a tradição começou a se formar. O São Paulo foi campeão paulista nesse mesmo ano quando Zizinho formou ao lado de Canhoteiro uma das maiores alas esquerdas do futebol brasileiro de todos os tempos.

Mestre Ziza ainda jogou mais um ano pelo São Paulo e quase foi convocado para a Copa de 58, na Suécia.

A crise em 1970 era grande no São Paulo. A construção e o acabamento do Morumbi consumiam as economias do clube e a torcida já estava revoltada pela falta de um título paulista desde 1957.

Em 1969 conseguiu tirar do Botafogo, Gérson, o Canhotinha de Ouro, um dos maiores meias do futebol brasileiro em todos os tempos e campeão do mundo no México. Logo em 1970 o São Paulo foi campeão paulista e no ano seguinte com o reforço de um jogador uruguaio maravilhoso, Pedro Rocha, chegou ao bi.

Em 1992, querendo fazer o clube conhecido no mundo inteiro, o São Paulo contratou Toninho Cerezo, já com quase 37 anos, e foi bicampeão mundial interclubes.

Sem ser campeão paulista desde 2005, os dirigentes do São Paulo, acho que principalmente o presidente Juvenal Juvêncio, se lembrou da tradição e está trazendo Rivaldo, um dos jogadores mais inteligentes que o futebol mundial já conheceu.

Dá para entender, mas resta saber se a tradição vai prevalecer.

Autor: Michel Laurence Tags: ,

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011 Notícias | 13:47

Vou falar do Neymar!

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Acho que sei porque complicou.

Porque ele não jogou tudo o que esperava no primeiro tempo.

Apesar de a imprensa anunciar aos quatro ventos que o Brasil ia jogar com 3 atacantes – Willian, Diego Maurício e Neymar – na verdade o time jogou com 4 atacantes. Lucas, o quarto, nunca chegou a ser um verdadeiro meio de campo durante a partida de ontem. Foi mais um atacante.

Por obra dos próprios jogadores ou por mero acaso a área em que Neymar gosta de jogar, ali pela esquerda se fazendo de “morto”, ficou congestionada. Não tinha espaço para Neymar iniciar suas jogadas, ainda mais quando Alex Sandro que gosta de atacar e o faz muito bem, dava suas arrancadas.

Geralmente eram cinco brasileiros naquele pedaço e no mínimo mais cinco colombianos.

No segundo tempo, Lucas (que joga muito) e Diego Maurício (que parece ainda meio assustado) devem ter sido orientados para ficar mais pela direita e tanto Neymar quanto Casemiro (que fez um partidaço) tiveram o espaço para atacar.

Agora, a Colômbia jogou muito bem. Tem bons jogadores, só falta um finalizador de qualidade.

De bom eles têm um ponta-direita, Escobar, danado de liso, driblador, Castillo que nunca se dá por vencido e um bom meio de campo, onde se destaca Cardona.

Para não apontar só os defeitos do time colombiano, vou dizer que acho a zaga do Brasil complicada. O Juan abusa desnecessariamente da força física em certos lances e se afoba quando tem a bola nos pés. O central Bruno Uvini é lento e é constantemente batido por atacantes velozes, como se viu em dois lances nos quais o ataque colombiano chegou à linha de fundo. No segundo Bruno acabou cometendo pênalti.

Agora, podem falar à vontade, mas o Neymar é craque. Sabe o tempo todo o que pode e deve fazer. Qual é a perna boa dos marcadores, qual é o lado por onde deve sair e mesmo quando só lhe sobra, por obra de uma boa marcação, o caminho para a linha de fundo, ele arruma um jeito de acertar, sem ângulo, um chute tão violento que o goleiro nem vê por onde a bola passa. Mas pode ter certeza que o pobre do Mosquera vai ser acusado por quase todos de ter falhado, sem ter falhado.

Fico sonhando em ver Hernanes, Ganso, Pato e Neymar juntos.

Eles, tenho certeza, vão obrigar a gente a recordar os bons tempos

Autor: Michel Laurence Tags: ,

terça-feira, 18 de janeiro de 2011 Notícias | 14:12

Não vou falar de Neymar…

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que todos sabíamos que era capaz de fazer o que fez.

O mundo está falando dele.

Ele gosta de jogar bola.

Tem gente que não gosta!

O que se pode fazer?

Vou falar sobre um fato que vem saltando aos olhos de todo mundo, mas que parece tabu, parece que a gente se transforma naqueles três macaquinhos: um com as mãos na boca; outro com as mãos nos ouvidos e o terceiro com as mãos nos olhos.

No jogo de hoje os paraguaios entraram a 300 por hora. Dividindo tudo e com todos. Querendo impor respeito no peito e na raça. Rabo de arraia foi pouco, teve um até que voou por cima do brasileiro, que só fez se encolher com medo da porrada e levou amarelo.

Aí, acontecem sistematicamente duas histórias.

Primeira: o brasileiro não sabe bater, quando bate é espalhafatoso, todo mundo vê. Até o árbitro que muitas vezes não quer ver nada.

Segunda: de tanto “levar” porrada o brasileiro fica nervoso e começa a revidar.

No primeiro caso existe um fundo de verdade. Me lembro sempre da história do Lee, um jogador inglês em que 70 dividiu maldosamente uma bola com o Félix e atingiu a cara do goleiro da seleção.

Pelé chegou para o Carlos Alberto Torres, que era o capitão, e pediu:

- Dá uma porrada nesse cara!

Carlos Alberto respondeu:

- Eu não! Eu não sei dar porrada, se eu der vou ser expulso, dá você que é o Pelé. Ninguém tem coragem de expulsar o Pelé!

Carlos Alberto acabou entrando de sola no Lee e só não foi expulso porque o juiz foi bonzinho.

Mas, o segundo argumento não consigo entender!

Me diga: quem gosta de ficar apanhando? E sem revidar?

O juiz argentino deixou o pau comer. Expulsou dois do Brasil e só não conseguiu mudar o rumo do jogo porque expulsou o segundo faltando “apenas” 5 minutos para o fim do jogo,

Expulsou dois do Brasil sem contar que expulsou também o técnico Ney Franco.

Aí certamente alguém vai dizer “ora, Michel, lá vem você com essa história de argentino, uruguaio, etc…!”.

Ora, amigo, do Paraguai quatro levaram cartão amarelo. Nenhum foi expulso.

É o futebol poder?

E se o Neymar não é o craque que é o que poderia acontecer?

(Acho que pela história entre Pelé, Lee e Carlos Alberto, esse “desabafo” também vale como um Causo do Futebol).

Autor: Michel Laurence Tags: ,

domingo, 16 de janeiro de 2011 Notícias | 21:06

O futebol voltou…tudo igual!

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Vi de relance (eu estava procurando o jogo do Corinthians) a chegada de Ronaldinho Gaúcho com o Flamengo para um jogo amistoso,

Foi digno de um filme de Charlie Chaplin, o Carlitos.

Ridículo.

O time entrou primeiro e depois apareceu o time particular do grande astro formado por ele – encolhido – no meio de uma dezena de seguranças e um batalhão de fotógrafos e cinegrafistas.

Será que isso é realmente necessário.

Não me lembro se quando Ronaldo o Fenômeno, chegou para o Corinthians era a mesma coisa, mas na minha cabeça isso não está registrado.

Foi bom achar o jogo do Corinthians.

Teve gol “olímpico” de Roberto Carlos. Maravilhoso, surpreendente, com a participação inteligente de Paulinho que deixou a bola passar.

 

Antes Roberto havia dado um pique saindo em disparada bem depois do lateral Paulo Sérgio, da Portuguesa, e chegando alguns metros na frente, o que  provocou delírio na torcida.

Roberto, quantos anos você tem mesmo?

Quantos?

Não, não é possível.

No São Paulo de Carpegiani, tudo igual também.

Rogério Ceni resolvendo os problemas do time lá atrás com defesas fantásticas – que indicam que o torcedor vai sofrer bastante este ano – e lá na frente onde continua marcando gols salvadores, como o pênalti de hoje contra o Mogi.

Ontem, o Palmeiras continuou desagradando aos seus torcedores e o Santos promete muito.

Não sei se vai entregar o tanto que promete.

Muito parecido com o ano passado.  

Autor: Michel Laurence Tags: ,

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011 Notícias | 13:29

Os ensinamentos da Copinha!

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Primeiro, o nome é feio para danar: Copa São Paulo de Juniores. Poderiam arranjar um nome mais atraente!

Segundo, fico olhando os jogos, não todos, nem os que fico olhando, olho durante os 90 minutos, que me choca o desnível entre os times dos centros mais desenvolvidos com os que vem lá do Acre, do Amapá, ou de Roraima, até mesmo do Ceará ou do Maranhão. O Corinthians enfia 8, 10 a 0; o São Paulo faz 8 a 0; o Fluminense arrasa, 5 a 1, etc… É legal ver os gols, muitos gols, mas é doloroso ver esses garotos viajaram 42 horas de ônibus para chegar em Araraquara e levar uma lambada de 7 a 0.

 

Acho que seria mais interessante se os Estados menos favorecidos fizessem seleções juntando os melhores de todos os times locais. Daria para assistir e o Brasil veria os melhores jogadores de cada Estado. E não como agora, um bom jogador perdido no meio de muitos medíocres.

Outra coisa que dá para ver é que o jornalismo esportivo não está errado quando denuncia: faltam meias ao futebol brasileiro; ou faltam pontas – os laterais não são pontas, são raros os que sabem cruzar; e também quando os jornalistas avisam “os zagueiros são selecionados pelo tamanho nas peneiras dos clubes” e é verdade. O Corinthians tem até um camaronês, Vincent – que já ganhou o significativo apelido de “Vincentão” pelo tamanho.

E não é só no Corinthians, o Santos também, tem dois “galalaus” do tamanho de um bonde, que geralmente rebatem para onde o nariz estiver apontando.

Acho que Roberto Dias, que começou como médio volante e depois passou para a zaga; ou um Luisinho, do Atlético Mineiro, que formou ao lado de Oscar a zaga da inesquecível seleção brasileira de Telé Santana na Copa de 82, não teriam vez no futebol de hoje, eliminados pelo tamanho.

O que acontece de mais sério é que a garotada disputa a Copinha dando a ela a responsabilidade de um futuro melhor para ele e para toda a família. Então o futebol dos meninos não é mais um jogo coletivo. Nem um jogo em que um time supera ou se iguala a um outro.

Basta a bola chegar aos pés de um menino desses e ver ele tentar se consagrar com um chutão do meio da rua que geralmente sai longe do gol. Ou preferir tentar um chute completamente sem ângulo a passar a bola para um companheiro melhor colocado. Depois é um festival de pedir desculpas batendo no peito, dizendo por mímica “errei, desculpem, errei”.

Mas no lance seguinte comete “o mesmo erro”.

 

É fácil de explicar: o garoto está mais do que instruído que esse é o momento em que pode ganhar um destaque e deixar a pobreza se conseguir um feito que o faça se sobressair.

É uma questão de sobrevivência que nenhum técnico consegue superar.

Com toda sinceridade até agora não consigo me lembrar de um jogador que esteja acima dos outros.

Até mesmo a decantada base do Santos parece ter se esgotado revelando Neymar, Ganso, Wesley e André.

Autor: Michel Laurence Tags: , ,

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011 Notícias | 17:46

Foi mera coincidência!

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Fiquei emocionado com a Marta!

Mulher porreta essa!

Desmond Tutu é uma figura admirável. Emotivo e autêntico. Deve saber muito, mas sempre dá a impressão que não quer incomodar ninguém com seu conhecimento.

Eu gostaria de conhecer o José Mourinho. Parece ser um cara leal e é um dos técnicos mais competentes do futebol mundial. Amigo dos amigos e extremamente respeitado e admirado pelos jogadores que comandou.

Acho o Messi o melhor jogador do mundo no momento, mas gostaria que a Bola de Ouro (que inspirou a Bola de Prata da revista Placar) tivesse sido entregue ao Iniesta.

 

Sem demérito nenhum ao jogador turco que segundo a FIFA fez o gol mais bonito do ano de 2010, na minha opinião o do jogador sueco que dá um balãozinho e chuta de primeira quase sem ángulo encobrindo o goleiro, imbatível.

E acho que o Ronaldinho Gaúcho ter anunciado finalmente que vai jogar pelo Flamengo bem na hora da eleição dos melhores da FIFA, foi mera coincidência!

Ou terá sido inteligência.

Autor: Michel Laurence Tags: , , ,

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011 Notícias | 17:35

Ronaldinho é um bom moço!

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Você que vive falando que Ronaldinho Gaúcho gosta de balada, que perdeu o interesse pelo futebol, pode ir reformulando esse seu pensamento.

No duro Ronaldinho é um cara legal, bom rapaz, que quer voltar a jogar no Brasil com a esperança – e faz parte de seus planos – de jogar a Copa do Mundo de 2014.

- Estou pronto, acabei de fazer a pré-temporada com o Milan e posso jogar amanhã – salientou o jogador.

No duro a coletiva de hoje, no hotel Copacabana Palace, no Rio, não definiu absolutamente nada, a não ser que Ronaldinho está autorizado a negociar com clubes brasileiros. Só não pode negociar com clubes italianos. Mas pode conversar e aceitar propostas de qualquer clube fora da Itália.

Então nem mesmo os três clubes brasileiros – Flamengo, Palmeiras e Grêmio – estão garantidos que terão Ronaldinho. A única fiança do negócio é que Ronaldinho prefere ficar no Brasil para ter chance de jogar a Copa do Mundo.

Agora, sinceramente fiquei decepcionado com os jornalistas que fizeram as perguntas. Ninguém se atreveu a perguntar se o Ronaldinho sabe que “o torcedor em geral e boa parte da imprensa desconfia que o futebol de Ronaldinho está no fim”.

Foi uma reunião entre amigos, sem nenhuma importância, com a participação de Adriano Galliani, diretor do Milan, que sempre aparece nas transmissões dos jogos do ex-clube de Ronaldo Fenômeno, Leonardo, Kaká e agora Ronaldinho, e que foi o único a não permanecer no muro:

- Eu torço, por uma questão de coração, que Ronaldinho jogue no Flamengo – disse o dirigente provocando uma euforia na imprensa carioca.

Bom, no mais vamos ter mais alguns capítulos da novela.

Agora, uma coisa é certa: nós que não víamos Ronaldinho Gaúcho há muito tempo, ficamos sabendo que ele é tímido, que desconhece ter seu futebol em decadência (parecer do qual não faço parte), e que dinheiro tem muita importância nessa vinda dele ao Brasil.

Fiquei com a sensação que o mercado europeu já não existe mais para Ronaldinho, a não ser o interesse de alguns clubes do segundo ou mesmo do terceiro escalão.  

Autor: Michel Laurence Tags: ,

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011 Notícias | 16:11

É o caos!

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Meu Deus, estamos apenas no quinto dia de um novo ano e as notícias terríveis continuam surgindo, uma depois da outra.

Uma socióloga que tinha sumido estava dentro da mala do carro – e a mala estava aberta!

Ronaldo Fenômeno foi fotografado numa praia. Continua gordo!

A mulher do Fernando Alonso, aquele piloto da Ferrari, invadiu a casa de uma outra mulher (não confunda: não é “uma outra mulher do Alonso”) e armou o maior barraco!

Os presidentes do “Trio de Ferro” procuram sucessores, acho que inspirados na sucessão do ex-presidente Lula.

Roberto Brum, afastado do Santos, ataca Neymar no caso com o ex-técnico Dorival Jr.

E arrasta na sua (dele) denúncia Marquinhos, Edu Dracena e Leo, que também teriam pedido – como ele, Brum – a diretoria que Dorival ficasse.

Acho que essa roupa suja a gente lava na hora. Depois fica feio pacas. Parece vingança!

Ah, como eu escrevi, o Corinthians também está querendo Ronaldinho Gaúcho.

É mais um.

Estão anunciando o fim da novela prá hoje.

Será?

Autor: Michel Laurence Tags: , , , ,

sábado, 1 de janeiro de 2011 Notícias | 14:51

Fim de feira!

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Fico com a sensação de “fim de feira”, quando se negocia o preço da laranja que já teve seu preço abaixado.

- 10 a dúzia, doutor.

- Dou 5!

- Que é isso? 7 e 50…

E por aí vai.

A volta de Ronaldinho Gaúcho (de quem sou fã) ao futebol brasileiro parece fim de feira.

O Grêmio tenta abater os 8 milhões de Euros (R$17 milhões) que o Milan está pedindo para liberar o jogador.

Enquanto o Grêmio pechincha,  tem uma porção de gente em volta esperando o que vai dar.

Dos que estão em volta, os mais fortes parecem ser o Bologna, da Itália e o Paris-Saint Germain, da França. Mas o Fenerbahce, da Turquia e o Manchester City, da Inglaterra, também estão na barraca das laranjas.

No Brasil, para onde o Ronaldinho estaria viajando agora, também tem gente aguardando: Palmeiras e Flamengo já teriam feito seus lances no meio da pechincha.

Assis, irmão do Ronaldinho e “dono da barraca” conversou com o vice-presidente do Milan, Adriano Galiani, no Rio festejando a passagem do ano novo.

Acho que Ronaldinho Gaúcho, eleito duas vezes o melhor jogador do mundo, e campeão do mundo em 2002, mereceria um fim de carreira mais digno do que essa “pechinchada” de fim de feira.

Apesar de que se ele vier para algum clube brasileiro, os campeonatos vão agradecer e eu também.

Autor: Michel Laurence Tags: , ,

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010 Notícias | 14:41

Neymar vai ser Pelé?

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Fico remoendo em minha cabeça tudo o que aconteceu e acontece com Neymar.

Não tem nada a ver com o que aconteceu com Pelé quando o Rei surgiu para o futebol.

Primeiro – a distância entre Santos e Rio de Janeiro capital da República naquela época, era tão grande quanto a distância hoje entre São Paulo e Abu Dhabi, no Catar. As notícias em 1957, quando Pelé começou a ter destaque, custavam a chegar e quando chegavam falavam de um jogador completamente desconhecido para o público brasileiro em geral

Segundo – não gosto dessa comparação. Nada pode ser comparável a Pelé. O que ele realizou era impossível na época dele, quanto mais nos dias de hoje.

Terceiro – não creio que Neymar vai ser um goleador como Pelé. Acho que Neymar se “diverte” mais do que Pelé jogando.

Pelé aos 18 anos precisava ganhar a vida. Deixar a pobreza de lado, coisa que ele só conseguiu com o passar dos anos.

Neymar já pode ser considerado um cara realizado financeiramente ganhando R$600 mil por mês, fora todas as propagandas e promoções que ele realiza e que lhe rendem uma pequena fortuna.

Pelé anunciava a bicicleta Caloi e não acredito que a Caloi ou o Vitasay lhe rendessem um décimo do que Neymar ganha hoje em dia para simplesmente comparecer ao lançamento do novo aparelho de barbear da Gilette.

Mas o que me faz pensar em igualdade é a facilidade com que Neymar se entrosa pelo seu futebol, em qualquer momento que esteja atravessando.

Pelé era a mesma coisa.

Seus companheiros de time e de seleção falam dele até hoje, 36 anos depois que parou de jogar (para mim o período dos Estados Unidos é apenas um adendo a sua carreira. O fim dela foi aqui, contra a Ponte Preta, na Vila Belmiro, uma derrota por 2 a 0, em 1974) com a mesma admiração do que em 58, Zito, Didi, Bellini e Nilton Santos falavam do “garoto” de 17 anos, que ia estrear contra a União Soviética na Copa da Suécia.

Hoje Neymar chega na seleção sub-20, mete dois gols no jogo-treino contra o Cabofriense, e todos amigos, conhecidos ou companheiros falam dele com uma admiração poucas vezes vista.

Repito: não é Pelé, mas que lembra isso lembra.

Autor: Michel Laurence Tags: , , ,

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