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Arquivo da Categoria Notícias

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012 Notícias | 18:13

O “causo” misterioso de Ronaldo Fenômeno!

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Eu estava lá com a Rede Record tentando cobrir a Copa do Mundo de 98, na França.

Digo “tentando” porque a FIFA negou as credenciais que a Record tinha comprado e a gente não podia nem cobrir a seleção brasileira, quanto mais os jogos da Copa.

Foi um inferno!

Só sei que chegou as minhas mãos na produtora alugada pela Record, o boletim com a escalação da seleção na final contra a França, com Edmundo no lugar de Ronaldo. A gente não sabia o que tinha acontecido.

Aí alguns minutos depois chegou outro boleto com Ronaldo escalado.

Todo mundo sabe a história, Ronaldo teve convulsões e desmaiou algumas horas antes do jogo. Foi levado a uma clínica onde foi submetido a uma bateria de exames. Não chegaram a conclusão nenhuma e os médicos permitiram que ele fosse escalado.

Até hoje existem as mais incríveis versões sobre o que teria acontecido com Ronaldo.

Agora 14 anos depois da terrível derrota, surge um médico italiano chamado Bruno Carú afirmando que Ronaldo “ao assistir à Fórmula-1 no dia da final contra a França, interrompeu inclinando a cabeça, o fluxo sanguíneo da carótida e aí sofreu um desmaio com convulsões”, que alguns creditaram a um ataque de epilepsia.

- Nos exames feitos na clínica, Ronaldo tinha cerca de 15 batimentos cardíacos por minuto, o que comprova a minha tese.

Não entendo nada de medicina e nem deveria estar escrevendo sobre isso, mas não resisti. Afinal, esse é um dos grandes mistérios do futebol brasileiro.

Só sei que nunca mais vou inclinar a cabeça para ver televisão! 

PS: por favor, me poupem de comentários do tipo: “se não entende, não deveria estar comentando”, porque me antecipei a vocês.

Autor: Michel Laurence Tags: ,

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012 Notícias | 17:14

Os número 9!

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Dizem que Alan Kardec tem parceria com os espíritos.

3 jogos, 4 gols – os 4 do Santos feitos até agora – e uma vaguinha entre os artilheiros do Campeonato.

Afirmam que Adriano nunca mais vai jogar bola.

Ele mesmo anunciou isso quando voltou da Itália pela primeira vez. A diferença está em que antes ele não queria, agora não o querem.

Corre por aí que o Fabuloso está furioso.

Primeiro com seus companheiros de ataque que não tem lá demonstrado uma grande boa vontade em lhe passar a bola; depois com os dirigentes do São Paulo que insistem na contratação de Nilmar, que foi afastado pelo técnico do time do Villarreal, da Espanha, quando confirmou que estava negociando com o São Paulo.

 

A comoção sob suspeita a pequena distensão que sofreu ontem.

Fernandão, 1m90, músculos para todos os lados, cara de centro-avante antigo.

Barba por fazer, guerreiro, precisando por comida na mesa de casa, Fernandão entrou ontem no lugar do veloz mas irregular, Maikon Lerite faltando pouco mais de 5 minutos para o jogo acabar, e num centro de Marcos Assunção, se antecipa à zaga da Catanduvense, para fazer de cabeça o gol que salvou o Palmeiras de sua primeira derrota  no Campeonato.

Os 9 vivem de gols.

Adriano, o Imperador, nem aos treinos do Corinthians vai mais. A partir do momento em que o Andrés Sanchez disse que “ele não tinha mais jeito” até o torcedor que era dele, se desinteressou. É inacreditável como ele está trocando a vida que milhões de pais querem para seus filhos, por uma que deve lhe trazer desilusões.

Luis Fabiano precisa de tempo. Tempo que é longo para os meninos que jogam ao seu lado e curto para ele que sofre com contusões normais pelo peso de seus 32 anos.

 

Fernandão precisa de espaço e de crédito. Ele quer exatamente aquilo que Adriano está abandonando.

Apesar da parceria com os espíritos, a tarefa de Alan Kardec parece ser a mais difícil de todos.

Ele precisa arrumar um jeito de jogar ao lado de Neymar.

Mas quem ocupa o lugar no momento é Borges, artilheiro do Campeonato Brasileiro.

 

Borges 22 gols, cambalhotas espetaculares, saltos mortais.

Kardec espiritual, elevando os olhos aos céus depois de cada gol.

Bom menino, procurando agradecer a quem lhe passou a bola.

Vai pelo mundo dos artilheiros quase despercebido.

Se não encontrar outro caminho, seu destino parece ser o de entrar faltando 15 minutos, como aconteceu o ano passado.

Autor: Michel Laurence Tags: , , ,

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012 Notícias | 19:28

A aula do Barcelona!

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Vejo o Barcelona jogar vez por outra depois daquela exibição na final contra o Santos, como via antes porque vivo do futebol e gosto do futebol.

Acho que qualquer sistema depende dos jogadores. O Barcelona tem jogadores para jogar do jeito que joga, assim como a Holanda tinha Cruyff, Neeskens, Rep, Rensenbrink, van Hanegem, Krol e Jansen em 74 para revolucionar o futebol.

Só não creio que o segredo esteja na base dos clubes, na formação dos jogadores nas categorias inferiores.

Se fosse assim a Holanda teria uma seleção no mesmo nível da de 74 até os dias de hoje. O que não acontece.

Não acredito que o Barcelona, quando essa geração de Messi, Xavi e Iniesta acabar, tenha uma outra no mesmo nível para continuar as glórias conseguidas pela atual. Assim como o Santos de Pelé, Coutinho, Zito, Mengálvio, Pepe, Dorval, e Lima nunca mais foi alcançado mesmo com uma escolinha produzindo alguns craques de primeira linha como Robinho, Diego, Wesley, Neymar e André. Foram 32 anos de espera para o Santos até que surgissem esses nomes para relembrar o passado.

 

Antes da Segunda Guerra Mundial, a seleção da Áustria era conhecida como o “Wunderteam” – o Time Maravilhoso -; e a da Hungria em 54, espantou o mundo com Puskás, Grosics, Czibor e Hidegkuti, ganhando da então invicta Inglaterra, em Wembley, por 6 a 3.

Dizer que é a base que vai dar continuidade ao sucesso de um grande time, é improvável. O Barcelona pode formar grandes jogadores e nunca ter o mesmo resultado que está conseguindo agora.

Cada jogador é um jogador. Garrincha nunca mais foi igualado, nem vai ser.

Pode surgir um com imensas qualidades, mas será certamente diferente do Mané.

E aí está o segredo da combinação para dar certo. É preciso que tudo se encaixe e que tudo esteja no momento certo, no time certo.

O Cruzeiro de Tostão, Dirceu Lopes e Zé Carlos nunca mais.

O Flamengo de Zico, Adílio e Andrade nunca mais.

 

O Inter de Falcão, Paulo César Carpegiani e Figueroa – que é chileno – nunca mais.

Não estou querendo tirar o valor de Pep Guardiola ou Rinus Michels, que montou a Laranja Mecânica, tanto que vou citar o Flamengo do paraguaio Fleitas Solich, que conquistou o tricampeonato carioca de 53, 54, e 55 destroçando o sistema WM do Fluminense de Zezé Moreira, simplesmente invertendo o jogo da esquerda para a direita, e da direita para esquerda.

A Argentina que forma tantos craques quanto o Brasil, tem uma geração maravilhosa jogando na Europa, mas não consegue nem chegar aos pés do time que conquistou a Copa de 86, no México, porque aquela seleção tinha Maradona e em torno dele uma série de jogadores de alta qualidade. Isso foi há 25 anos!

É evidente que ter uma base formando bons jogadores – que saibam qual o papel que devem desempenhar quando passarem para o time titular – ajuda (até em poupar dinheiro com contratações nem sempre agradáveis), mas o destino tem que favorecer o time com um super-astro, que é o caso de Messi, no Barcelona – e que na seleção da Argentina não consegue brilhar com tanta intensidade, porque o jogo da Argentina é mais lento do que o do Barcelona e Messi precisa da rapidez para que seu talento seja inigualável.   

Autor: Michel Laurence Tags: , ,

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012 Notícias | 17:32

Como estragar uma imagem!

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Já escrevi e muito, elogiando o presidente do Santos.

O grande problema quando um dirigente de clube faz sucesso, é justamente saber administrar esse sucesso. Se o sucesso subir à cabeça – que é o que geralmente acontece, pode ter certeza que o sucesso vira fracasso. E como isso acontece com muita freqüência até criaram a frase: “o fracasso subiu à cabeça dele”!

O presidente do Santos, Luís Álvaro de Oliveira Ribeiro obteve tanto sucesso que provavelmente está se achando o grande responsável pelas conquistas do time de futebol e como sempre acontece danou a fazer coisas que dificilmente conseguirá apagar.

Primeiro acabou com o time de futebol de salão, campeão brasileiro. Está bem, um jogador como Falcão deve custar caro! Mas por que acabar com o departamento? Pode montar um time de boa qualidade bem mais barato do que o atual e provavelmente obter algum sucesso.

Depois acabou com o time de futebol feminino. Está bem, a Marta deve custar uma pequena fortuna. Mas por que acabar com o departamento? O Santos pode ter um time femino bom, que represente bem o clube e a Marta pode ganhar no exterior o que ela merece.

A sensação que fica é a de que gastou uma pequena fortuna – R$7.500.000,00 segundo o noticiário – só com o time de futebol de salão no ano passado, para garantir sua recente reeleição.

E agora coloca o Ganso à venda.

Não sou contra, mas sou contra da forma como foi feito.

Primeiro desvalorizando o jogador – reconheço que Paulo Henrique Ganso tem dado muito trabalho ao clube, criando várias “saias justas” – mas acho que ele ainda é um jogador de quem se aguarda muito. Não sei se ele vai conseguir voltar a ser o que era – suspeito que não – mas mesmo assim ele será um jogador de valor.

O que acho ainda pior é que o presidente do Santos declara que a culpa de ter sido obrigado a fazer o que fez é do GOVERNO, que não lhe deu o patrocínio dos Correios ou da Petrobras! Isso depois de declarar várias vezes que não estava endividando o clube e que tudo estava sendo feito com dinheiro de parceiros e vendendo parte do valor estipulado pela liberação dos melhores jogadores.

E também deixar cair nos ombros de Neymar – que não andam tão fortes assim – e de seu salário – que é enorme – a culpa por ter que acabar com os dois departamentos.

Vai virar bagunça, Pode ter certeza, vai virar bagunça e o presidente já não vai ser tão idolatrado pela torcida quanto vinha sendo.

Autor: Michel Laurence Tags:

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011 Notícias | 15:01

A “bomba-relógio” e o “Ganso”!

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Os dois personagens são simpáticos.

Mas vivem um interminável “inferno astral”!

Leio que um dirigente do Corinthians chamou o Adriano, que já foi o Imperador,  de “bomba relógio” em mais essa enrascada “do tiro na mão da moça que estava no banco de trás do carro, no qual Adriano estava no banco do carona. Grifei “banco de trás” porque nesse lugar parece estar a solução para o caso, isentando Adriano de qualquer culpa.

Só que… e o revólver?

De quem era?

Por que foi sacado dentro do carro?

Com qual finalidade?

Desde a volta de Adriano da Itália quando abandonou a Inter de Milão e afirmou que estava encerrando a carreira (situação que nunca foi realmente esclarecida pelo jogador ou pela Inter), nunca mais foi o mesmo grande jogador da década passada.

Sempre esteve envolvido em conflitos e visto na companhia de pessoas complicadas – às vezes classificadas como “traficantes”.

Adriano realmente parece ter o poder de atrair confusão.

Esse último episódio, certamente não será o último. E o pronunciamento do dirigente dá a atender que a paciência do clube está no limite.

Do outro lado está Paulo Henrique Ganso, que teria tudo para ser adorado pela torcida santista não fosse as últimas peripécias do jogador.

Que Ganso sofreu várias contusões e passou por várias cirurgias defendendo o Santos todo mundo sabe. Que desde a primeira contusão séria, quando rebentou os ligamentos, vem lutando para ter seu contrato renovado nas mesmas bases que o de seu amigo, parceiro e protegido Neymar também todo mundo sabe.

Que os dirigentes do Santos se fizeram de mortos – esperando para ver o que ia acontecer com o jogador, se ele ia se recuperar e se voltaria a jogar o que jogava – também é coisa sabida.

Só que Ganso ficou revoltado, e mesmo na volta não jogando o que jogava continuou orientado por um grupo de “amigos”, a fazer exigências e mais exigências.

Agora ele deu um prazo de 10 dias para que os dirigentes do Santos respondessem se estavam interessados em comprar 10 por cento do valor de seu passe, que são dele, por 10 milhões de reais.

Caso findo esse prazo o Santos não manifeste seu interesse, Ganso vai vender os 10% para um grupo de empresários que assim se tornaria sócio majoritário numa provável futura venda do jogador.

10 milhões de reais!

Se fosse um jogo de pôquer “eu pagaria pra ver”!

Foi mais ou menos o que o presidente do Santos fez, quando provavelmente movido por um sentimento de revolta, declarou que ia deixar “Ganso e seus parceiros morrerem abraçados”.

Por trás, disfarçado por essas confusões, parece estar a ânsia de Ganso em fazer sua independência financeira, o que trás também a suspeita de ele não estar completamente certo que irá voltar a ser o que já foi com uma bola nos pés. 

Autor: Michel Laurence Tags: ,

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011 Notícias | 17:24

O Santos ficou devendo!

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Sinceramente, amigos, a mim esse negócio de que “era jogo de estreia”, e que “estreia é sempre nervosa” não me convence.

O Santos venceu apertado, como poderia ter goleado. Mas o Kashiwa Reysol poderia ter em certo momento empatado ou até vencer.

Não gosto de estatística em futebol. O jogo da bola tem uma grande dose de sorte e do inesperado, que fazem boa parte de seu encanto.

Mas em momento nenhum o time do Santos me deu a sensação de que sabia exatamente o que estava fazendo. Era um tal de chute pra frente que se der a sorte da bola cair no pé do Neymar ele resolve.

O que determinou a vitória do Peixe não foi a qualidade do jogo coletivo, e sim a qualidade técnica individual de dois ou três jogadores. Neymar fez o primeiro numa jogada dele. Borges ensaiou algumas semanas na Vila o chute que acertou com a perfeição dos goleadores e o que de Danilo, cá entre nós, foi na cobrança de uma falta com tanto efeito que bola passou pelo lado da barreira e chegou até a assustar o goleiro quando ele entrou rente à trave. Puro talento do jogador brasileiro.

Junte-se a isso o reencontro de Neymar Jr. e PH Ganso, que jogou regularmente, mas que de vez em quando fez lembrar o Ganso de dois anos atrás.

Foi ótimo vencer e recolocar um clube brasileiro na final do Mundial de Clubes, mas será que o que o time jogou vai bastar para enfrentar de igual para igual o Barcelona?

Tem mais: o Elano que me perdoe, mas ele não está jogando nada. Acho que falta forma física. A sua substituição foi normal, o que não foi normal foi o Muricy colocar o “artilheiro-espírita” Alan Kardec em seu lugar. O meio campo ficou com menos um e o Kashiwa pressionou. Ainda bem que deu tempo de consertar substituindo Borges por Ibson.

O técnico do Al Saad disse que amanhã vai precisar jogar com 16 jogadores para segurar o Barcelona.

Eu também acho.

Autor: Michel Laurence Tags: ,

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011 Notícias | 16:22

Que bom ter ficado velho!

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A vontade é me beliscar para ver se não estou sonhando!

Pelé e Neymar juntos! Com Ganso e Falcão!

Só faltou Robinho! Que alguns não gostam mas que para mim foi um dos maiores que vi jogar. Acho que ele ficou empolgado demais com o “oba-oba” logo que surgiu e tomou um choque quando viu que era muito mais difícil do que ele pensava “ser o melhor do mundo”.

Engraçado! O Santos que acompanhei por muitos anos como repórter, sempre me deu a sensação de ser ungido!

Quando entrava no velho e feio vestiário da Vila Belmiro, parecia que estava entrando num templo místico, com uma áurea quase sagrada.

É que as pessoas não se lembram ou não viram ou não leram.

Mas por ali na década de 30, passou um jogador goleador, dono de uma cabeçada fulminante, apelidado de  Feitiço, que fez 216 gols em 151 jogos com a camisa do Santos. É coisa para qualquer um? 216 gols em 151 jogos!

 

Feitiço

Depois foi Pagão na década de 50, que gostava mais de botar Pelé na cara do gol, mas que mesmo assim marcou 159 gols só com a camisa do Santos.

E teve Coutinho, um gênio de gols antológicos, que chegava a irritar os adversários com a tranqüilidade que tinha dentro da área. Ali onde muitos se afobam na hora de fazer o gol, Coutinho tocava de mansinho, fora do alcance do goleiro.  Ele fez 370 gols em 457 jogos com a camisa do Santos. Coutinho tem três orgulhos: em 12 anos jogando pelo Santos, nunca perdeu para o Corinthians; inventou em parceria com Pelé a famosa “tabelinha”; e foi intitulado de “O Rei da Pequena Área”.

E teve também Toninho Guerreiro que durante 7 anos supriu as ausências de Coutinho, marcando 283 gols em 373 jogos. Toninho só não fez parte das “onze feras” de João Saldanha nas eliminatórias da Copa de 70, porque durante uma viagem da seleção sofreu um ataque de sinusite dentro do avião e foi cortado pelo técnico (preciso contar essa história um dia desses).

 

Pagão

Será que junto a esse pessoal o Serginho Chulapa? Ele foi campeão paulista de 1984, artilheiro do campeonato e fez o gol do título na final contra o Corinthians. Ignorar Serginho é impossível. Ele foi marcante. Pode ter sido odiado ou admirado, mas foi carismático. Ao todo, em suas três passagens pelo clube, Serginho marcou 104 gols.

Outro dia estive no vestiário do Santos. Lá estava a foto de Pelé encobrindo a porta do armário que vi ele esvaziar no dia em que se despediu do Santos. No armário ao lado estava (não sei se está mais) a foto de Robinho e a do outro lado a de Neymar.

Só posso ser feliz por amar o futebol e ter vivido o bastante para ver tudo isso.

 

Durval, Mengálvio, Coutinho, Pelé e Pepe

PS: aconteceu o que já foi previsto e esperado: um mesmo banco patrocina Cruzeiro e Atlético Mineiro. Será que o tal banco não tem nenhum interesse em manter o Cruzeiro na primeira divisão?

Cruzeiro e Atlético jogam domingo e se o Cruzeiro perder pode ser rebaixado. Se algo “esquisito” acontecer o futebol e o banco vão estar sob suspeita!

Autor: Michel Laurence Tags:

domingo, 27 de novembro de 2011 Notícias | 14:45

Estou “tonto”!

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Achei que a permanência de Ricardo Teixeira à frente da CBF fosse questão de um mês, dois meses no máximo, principalmente depois que a presidenta da República, Dilma Rousseff, abriu mão publicamente de seus “serviços” (sic) durante todas as manifestações de apoio à Copa do Mundo de 2014, no Rio de Janeiro.

Aí, acordo e vejo Ricardo Teixeira reunido com figuras importantes depois de nomear o ainda presidente do Corinthians, Andrés Sanchez, como diretor das seleções de futebol da CBF e dizem que Ronaldo Fenômeno – que nega ter aceitado o convite – para presidir o Comitê Local da Copa de 2014, o mesmo papel de Michel Platini, na Copa de 98, na França e de Franz Beckenbauer na de 2006, na Alemanha.

A “festa” foi organizada e realizada na casa do empresário José Vitor Oliva, para homenagear o meu amigo Galvão Bueno, que sinceramente não sei dizer se estava avisado da presença dessas pessoas.

Ali também estava o hoje em dia empresário J.Hawilla, com quem tive o prazer de trabalhar na Rede Globo no tempo em que ele ainda era jornalista e pobre.

A festa pode ter sido para homenagear Galvão, mas ficou com a cara de ser uma tentativa de “recuperação” de prestígio e força do até então “abandonado” Ricardo Teixeira.

Depois querem me garantir que essas coisas não acontecem no futebol brasileiro.   

Autor: Michel Laurence Tags:

segunda-feira, 14 de novembro de 2011 Notícias | 15:11

Conclusões sobre o perde-ganha ou sobe-desce!

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Pode escolher o jeito que você quer chamar esse Campeonato Brasileiro.
E também ver se minhas conclusões têm alguma razão de ser.
1 – ao que parece o Botafogo definitivamente jogou a toalha (ou será que estou errado?);
2 – o Vasco da Gama parece bafejado pela sorte, mas o Corinthians tem um time mais consistente (ou será que não?);
3 – se o Santos não tivesse os problemas que teve estaria entre os primeiros. Vence até com os reservas (ou é pura ilusão?);
4 – esse time do Palmeiras não aguenta o repuxo. O time é fraco. Quando você pensa que nem ontem contra o Grêmio, que vai, não vai (ou com mais um pouco de entrosamento melhora?);
5 – o time do Fluminense do meu amigo Abel as vezes é milagreiro, outras vezes enganador (ou será que foram aqueles dois trogloditas que quiseram bater no Fred, que quebraram o encanto?);
6 – o Inter vinha bem até que outro dia perdeu e o presidente do clube botou a culpa no Paulo Roberto Falcão (brincadeira, né?);
7 – o Cruzeiro parecia brexó foi vendendo, vendendo e quando viu não tinha mais time (ou será que é não isso?);
8 – o Atlético Paranaense achou que bastava a Arena da Baixada e sua torcida maravilhosa para se manter na linha de frente. (Se deu mal. Ali só se mantém quem tem jogador ou será diferente?);
9 – o inesperado e merecedor Figueirense nas mãos do evangélico Jorginho, é o que foi o Coritiba no início do campeonato. Mas em compensação todos nós tivemos que ouvir as confissões do técnico como se ele estivesse no purgatório, afirmando que pelo menos Ganso deveria ter sido convocado para a Copa de 2010! (não sei, mas acho que Jorginho continua errado. Neymar também deveria ter sido chamado, ou não?);
10 – e o Flamengo pensou que era só botar o Ronaldinho em campo e o Luxemburgo no banco. Lá se foram os milhões. Dinheiro na mão de quem não sabe, como disse o grande Paulinho da Viola, é vendaval (ou será que vão conseguir pagar os milhões que devem ao Gaúcho?).
 
Pois é, faltou o São Paulo, que apostou mais uma vez em quem não devia; o Grêmio que só foi figurante; e o Atlético Mineiro que foi de novo dirigido por quem não sabe.
Talvez aí se esconda a verdade do sobe-desce; do vai-não vai; do perde-ganha, na falta de profissionalismo de alguns dirigentes que depois quando chega o fracasso, jogam a culpa nos que gostam do futebol.    
Autor: Michel Laurence Tags: , ,

quinta-feira, 10 de novembro de 2011 Notícias | 19:58

Onde foi parar a decência?

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O brasileiro está orgulhoso!

Neymar vai ficar no Santos até 2014!

Derrotamos – mesmo que não sejamos santistas – o Real Madrid e o Barcelona de uma vez só.

Eu também fiquei orgulhoso.

Pensei: finalmente entramos no mercado mundial. Quem sabe dentro de pouco tempo um Messi, um Zidane – voltando a jogar – aceitem uma proposta do Corinthians, do Flamengo, do Internacional, talvez até do Atlético Mineiro. Acho que eles vão preferir o Rio, beira-mar, mulheres lindas, bares com cheiro de maresia, o Cristo Redentor.

Fiquei surpreso quando me dei conta do que eu estava acatando.

Vi que o Banco do Brasil e o Santander vão bancar os prováveis 3 milhões mensais do Neymar.

Não me choquei ainda sob o efeito maravilhoso de ver Neymar por mais dois anos, talvez dois anos e meio, porque ele só poderá ir para a Europa depois da Copa de 2014.

Aí entrei dentro do táxi para ir ao trabalho e o motorista, meu amigo de centenas de idas durante o ano, me perguntou:

- Seu Michel, quantas casas populares podem ser construídas com 2 milhões de reais?

- Não sei – respondi – talvez entre 20 e 30.

O taxista nem piscou.

- É papel do Banco do Brasil bancar o contrato de Neymar?

A pergunta me pegou de surpresa. Fiquei sem saber o que responder.

- Não, não é! – me arrisquei em responder.

- Então, por que o Banco do Brasil está bancando Neymar para o Santos?

Fiquei aturdido. O meu amigo taxista não é demagogo, ele apenas estava raciocinando em cima de um fato.

Cheguei no trabalho!

- Ohohohoh, o Neymar é do Peixe!!!! – cantou um dos meus colegas.

Não tive coragem de dizer que era uma indecência!

Me lembrei que a Petrobras bancou o Flamengo, que os Correios bancam a natação, o Banco do Brasil bancando o vôlei; e quinhentos mil outros contratos desse tipo com empresas meio-estatais que não visam lucro.

Aí vi o presidente do Santos, Luis Álvaro de Oliveira Ribeiro, dando uma entrevista dizendo que “era uma infâmia ficarem dizendo que o Banco do Brasil esteja bancando o contrato de Neymar”.

Não sei, o presidente do Santos merece toda a minha admiração e respeito.

Autor: Michel Laurence Tags:

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