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Arquivo da Categoria Comentário

segunda-feira, 29 de junho de 2009 Comentário, Sem categoria | 14:03

Ao grande Marcio Canuto!

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“Trovão do Nordeste” você continua abalando as estruturas.

Fui verificar a escalação do América campeão carioca de 1960 e entrei no site (será que é assim que se escreve?) “Museu do Futebol”. Lá estava você em meio a outros colunistas (eu prefiro jornalistas) famosos.

Bateu a saudade.

Deu vontade de escrever e de lembrar lá longe em 1973 ou 74, quando você me convidou para um congresso de jornalistas em tua santa terra natal.

Nunca mais me esqueci.

Só sei que de você a gente só lembra de coisas boas.

Lá no tal Museu do Futebol tinha umas fotos suas e não resisti a tentação de mostrar o quanto você é importante para mim e para o jornalismo.

Lá vai!

Marcio Canuto na redação do jornal gazeta de Alagoas.Marcio Canuto entrevista, no campo da pajuçara, o arbitro Runbens Cerqueira.Marcio Canuto entrevista o jogador alagoano Peu que estava jogando pelo Flamengo do Rio. Marcio Canuto entrevistando o técnico Telê Santana.

 

Um abração e vamos tomar um Guaraná!

 

Autor: Michel Laurence Tags:

segunda-feira, 22 de junho de 2009 Comentário | 13:02

Timão tira sarro do Tricolor!

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A torcida do Corinthians cantou: “O freguês voltou!”.

Com todo o direito desse mundo.

O Corinthians está numa fase de superação fantástica.

O São Paulo anda pagando pela soberba.

Depois de cantar aos quatro ventos que sua organização era superior; que os jogadores preferiam se transferir para o São Paulo; que seu departamento de fisioterapia e recuperação era o melhor da América do Sul; que crise não existia no São Paulo; que sabia escolher os jogadores que queria contratar; que previa o que poderia acontecer vendendo um ou outro e já se “cobria” antecipadamente – tudo que um clube realmente tem que fazer para não sucumbir aos próprios erros, mas ainda assim, cometeu o pecado de cantar vantagem e jogar isso na cara dos outros clubes.

Não adianta, futebol não pára; gira; se move; e se transforma. Tudo que se pode prever dentro do futebol vai por água abaixo quando chegam as derrotas. Pios, você é “obrigado” a tomar uma atitude que satisfaça os descontentes torcedores – que hoje em dia se acham “donos” dos clubes pelos quais torcem. E aí, os dirigentes que se dizem “amadores”, mas que tiram grande proveito por serem diretores de futebol ou presidentes (acho que os “amadores” são os que dirigem o departamento de peteca no Corinthians; ou o atletismo do Fluminense que não existe mais) dos clubes pelos quais já foram apaixonados, mandam o técnico embora.Djalma Beltrami

Ele pode ter sido o maior vencedor das últimas décadas, não vale nada.

Todos sabem que ele não tem culpa. Mas não adianta.

Ele pode ter com sua sabedoria e um olho clínico maravilhoso ter  descoberto grandes jogadores, e dado lucros fantásticos a seus clubes, que tudo passa como se nada tivesse acontecido.

Aí chega a desgraça e os adversários cantam “o freguês voltou!”.

Por falar em falência o Santos deu para ser derrubado numa Vila que já foi sagrada. O árbitro, Djalma Beltrami, por ter errado (se confundiu em relação ao tempo de jogo), anulou um gol legítimo do time da casa – conseguido nos descontos dado e depois retirado pelo digamos árbitro – e tentando mascarar ao máximo sua incompetência, ainda expulsou Leo por reclamação.

Podem aguardar: vem mais coisa por aí.

Autor: Michel Laurence Tags: , , ,

quinta-feira, 18 de junho de 2009 Comentário | 13:37

A sério começa quando?

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NilmarRamiresAndré Santos

Essa Copa das Confederações parece prova de teste dos carros de corrida.
A sensação que a gente tem é que não vale nada!
Os jogadores se cumprimentam como “se fossem velhos conhecidos”!
Vai ver que são.
Mas quem paga pelo evento, como a Rede Globo, não quer exibir em horário caríssimo jogo que parece treino.
A seleção brasileira fez 3 a 0 na dos Estados Unidos e… parou.
Você provavelmente deve estar pensando: “é, mas eles meteram duas bolas nas traves da gente”!
Verdade!
Mas só porque o Brasil não quís mais jogo.
Lá vem você de novo: quer dizer que quando eles jogam mal, como contra o Egito, você mete o pau, e quando eles ganham fácil, como ganharam hoje, você diz que parece treino de casados contra solteiro?”.
Sabe o que é? Esse futebol gera e mexe com tanto dinheiro que fica difícil acreditar que um torneiozinho como esse seja coisa séria.
De qualquer forma vamos continuar torcendo, porque, ao que parece, o Dunga tomou coragem. Colocou o André Santos, que é melhor do que os demais; colocou o Ramires, que é melhor do que os outros; voltou com o Maicon, que empatou o desafio com o Daniel Alves; Nilmar está tendo oportunidade.
Tomara que isso tudo não seja apenas visagem e que na hora da onça beber água – se essa seleção chegar a tento, o técnico do Ricardo Teixeira não volte com toda a velharia.

Autor: Michel Laurence Tags:

segunda-feira, 15 de junho de 2009 Comentário | 13:33

O Egito deu… Azar!

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DungaOs meus amigos reclamam que estou criticando demais o Dunga.

Provam com estatísticas que estou sendo cruel: dos últimos técnicos que comandaram o Brasil, Dunga é o que tem melhor retrospecto, pelo menos para as estatísticas, nas quais eu continuo não acreditando em futebol.

Acho que a vitória de hoje sobre o Egito na África do Sul, assim como os empates contra Bolívia e Colômbia aqui no Brasil, podem estatisticamente representar bons resultados, mas para quem assistiu aos jogos, não significam mais do que resultados medíocres.

É evidente que a vitória de hoje foi anormal, não pelo resultado, mas pelo jeito como aconteceu. Nem eu esperava, apesar de ter avisado e escrito que o futebol egípcio era de bom nível técnico, que eles fossem marcar dois gols em dois minutos e empatassem o jogo. É claro que isso só aconteceu porque o futebol é imprevisível.

Mas não me digam mais que a seleção não sabe jogar contra adversários “retrancados” e que goleia quando as seleções contrárias se arriscam em atacar. O Egito atacou e a seleção foi dominada. Tivesse o time do Egito um pouco mais de malícia e teria ganho. Pelo menos pela estatística do tempo com a bola, os egípcios tiveram um domínio bem maior (não venham agora dizer: “agora estatística vale?” – medir o tempo de posse de bola não tem nada a ver com casualidade ou sorte ou jogada supostamente planejada).

De qualquer forma o empate teria sido mais justo.

Só não entendi o que o árbitro fez na hora do pênalti. Primeiro ele negou que o jogador egípcio tivesse colocado o braço na bola; depois apontou para o escanteio a favor do Brasil; depois – não sei se informado pelo bandeira – deu o cartão vermelho para o jogador que meteu o braço na bola e apontou a marca do pênalti.

Será que ele fez esse preâmbulo todo para que os ânimos de acalmassem e só depois assinalar a falta corretamente?

Futebol difícil esse.

Mas que ninguém nos ouça: o Egito devia ter ganho jogo.

E que meus amigos me perdoem: me preparei para elogiar o Dunga. Não deu!

Autor: Michel Laurence Tags:

domingo, 14 de junho de 2009 Comentário | 20:09

Como é bom ver Futebol!

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Celso RothUm amigo muito chegado me mandou uma série de vídeos por e-mail. Vídeos maravilhosos me lembrando como pessoas foram importantes: Martin Luther King; Pelé; Mohamad Ali; Michael Jordan; Paulo César Caju; Sidney Poitier; Joe Louis; Louis Armstrong e, por último, Wílson Simonal – todos negros, todos homens que fizeram parte da minha vida.

Pensei: por que Wilson Simonal? Não que ele não tenha sido uma pessoa importante, nem que não tenha feito parte de minha vida – principalmente na minha juventude.

A explicação estava quase escondida num dos vídeos sobre a vida de Wílson Simonal – que hoje está em moda depois de tanto que o fizeram sofrer –, que começava com a narração de uma Crônica de Nelson Rodrigues. Não pense que escrevi Crônica com C maiúsculo por erro meu. Não, não foi erro. É que a crônica começava com uma declaração quase igual a do não por acaso também dramaturgo argelino Albert Camus, e que dizia: se você quiser conhecer o caráter de um homem para o bem ou para o mal, veja seu comportamento num campo de futebol. A de Camus dizia: aprendi a conhecer os homens dentro de um campo de futebol – ou será jogando futebol. Não sei se Nelson Rodrigues chegou a jogar bola, mas Camus foi um ótimo goleiro e amigo de meu pai.

Aí, um pouco mais tarde, em meio ao empate entre Goiás e Corinthians, Cléber Machado anuncia a vitória do Atlético Mineiro sobre o Náutico, 3 a 0, e vejo que o segundo gol feito por Diego Tardelli foi num mergulho de cabeça.

Logo depois, na entrevista coletiva, Celso Roth, técnico do Atlético, explica:

- Insisti muito, trabalhamos mais ainda para que o Diego usasse também a cabeça e eu prometi a ele que, no dia que fizesse um gol de cabeça, entraria em campo para lhe dar um abraço.

A seguir entraram as imagens de Diego Tardelli correndo em direção ao técnico, batendo com a mão na cabeça, cobrando o abraço.

Não sei por que, mas pensei em Nelson Rodrigues e em Albert Camus: o futebol me ensinou a conhecer o caráter dos homens.

Celso Roth, não sei por que me, lembra Gentil Cardoso, negro, discriminado, gênio dos conhecimentos das quatro linhas. Gentil foi famoso por criar frases imortais, como “deu zebra”, e ser demitido depois de dar títulos a clubes que naquela época, décadas de 40/50, ainda discriminavam os negros.

Celso Roth foi mandado embora de um sem número de clubes, como o Santos, depois de revelar Robinho e Diego; foi mandado embora do Grêmio recentemente, depois de ficar em segundo no Brasileirão do ano passado; e agora está entre os primeiros – se não em primeiro, só vou saber daqui a pouco – com um Atlético surpreendente.

Mas sei também que, por onde Roth passa, deixa ódio nos cartolas e adoração por parte dos jogadores.

Coisa bonita, não é?

Autor: Michel Laurence Tags:

quarta-feira, 10 de junho de 2009 Comentário | 13:14

A Retranca do Paraguai!

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Buzetto no destaqueSempre foi mais fácil destruir do que construir.

O futebol paulista já teve o Rei da Retranca, ou O Senhor Retranca. Milton Buzetto tinha sido um zagueiro de recursos limitados, mas eficiente jogando na sobra.

Quando assumiu o Juventus como técnico ajudou a reforçar a fama do clube de Moleque Travesso, time que tirava pontos dos grandes e perdia para os pequenos. Uma espécie de Robin Hood.

Só que Buzetto foi eficiente tanto como técnico quanto tinha sido como jogador. Foi contratado pelo Corinthians, onde não teve muito sucesso, mas o que serviu para aumentar sua fama.

Outro dia num bar ali na rua Javari, quase em frente ao estádio, famoso por sua comida caseira de qualidade, Buzetto explicava:

- Quanto mais você dificulta o adversário, mais ele vai ficando nervoso e mais tem dificuldade em raciocinar. As vezes essa retranca só serve para “adiar” um pouco a vitória do adversário, mas em algumas ocasiões você acaba virando herói.A Seleção Brasileira

Tenho certeza que hoje a noite a seleção brasileira vai ter pela frente um Paraguai ao estilo de Milton Buzetto, fechadinho na defesa com um zagueiro na sobra, uma linha de três zagueiros, outra um pouquinho mais a frente com 5 jogadores e apenas um atacante isolado lá na frente, tentando o contra-ataque.

Tudo vai ser uma questão de paciência da seleção e da torcida.

Se a defesa não se irritar com o “gordo” Cabañas; se o ataque abrir espaços para a velocidade de Kaká e de Nilmar – se for ele o escolhido para o lugar de Luís Fabiano – ou deixar o lado direito do ataque para as arrancadas de Alexandre Pato – se Dunga optar por ele – acho que o Brasil vai vencer com certa tranqüilidade e garantir sua presença em mais uma Copa do Mundo.

É muito “se”, mas em futebol – um jogo sem grande dose de lógica porque é jogado com os pés – garantir como no basquete ou no vôlei que as coisas vão acontecer do jeito que a gente está prevendo, é uma temeridade.

Autor: Michel Laurence Tags:

segunda-feira, 8 de junho de 2009 Comentário | 13:35

Nilmar ou Pato?

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NilmarSe você fosse o Dunga (coisa que não desejo para ninguém, apesar da grana que ele está ganhando) quem escalaria: Pato ou Nilmar?

O titular, Luís Fabiano que está suspenso, é um rompedor. Um atacante de força e hoje de qualidade também. Finaliza bem tanto com a perna direita quanto com a esquerda; se desloca com facilidade; joga tanto de frente para ser lançado, quanto de costas para o gol fazendo o pivô. Não é um estilista, mas dentro da área é respeitado pelos adversários.

Nilmar é um velocista. Arranca de uma hora para outra surpreendendo os marcadores. Não é especificamente um homem de área, mas sabe como se comportar dentro dela. Finaliza bem e as vezes até cabeceia. Mas é a terceira ou quarta opção na lista de Dunga.

Antes dele estariam na preferência de Dunga: Ronaldo Fenômeno; Adriano, o Imperador; e o próprio Luis Fabiano.

Pato cabeceia bem; é rápido; sabe finalizar como poucos; tem um domínio de bola da melhor qualidade; dribla com facilidade, mas vem sendo convocado sistematicamente e ainda não conseguiu definir sua posição ou “cavar” um lugar entre os titulares.

Alexandre PatoEu não sei se Pato é homem de área como Ronaldo ou um meia ofensivo como era Pelé por exemplo, vindo de trás, como Kaká, que não chega a ser um meia armador à antiga; mas sim um meia de ligação-ofensivo.

Eu gostaria de ver Nilmar, e sua velocidade, ao lado da velocidade de Kaká, que só joga para frente.

E justifico: eu disse aí em cima que o Alexandre Pato ainda não se definiu ou não deixaram ele se definir, como meia atacante, porque não acredito que ele seja um jogador do tipo Ronaldo, Luis Fabiano, Adriano, Grafite – apesar de Grafite jogando na Alemanha onde foi artilheiro do campeonato, tem recuado para partir em velocidade para o ataque.

Assim, como Grafite não está entre os convocados, acho que o Dunga vai de Nilmar, contra o Paraguai.

E você?

Autor: Michel Laurence Tags: , ,

Comentário | 13:30

Atores ou Jogadores?

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Dé, o AranhaSeria legal eleger quem é o maior ATOR do futebol brasileiro.

Aquele que engana, que tapeia, que ludibria os árbitros e os ingênuos como eu, fingindo ter sofrido faltas que não existiram.

Eu me lembro do Dé, que além desse apelido (seu nome verdadeiro é Domingos, e hoje é comentarista) tinha outro: Aranha, não sei bem por que. Só sei que o Dé era um especialista em enganar os árbitros. Ele conseguiu vários pênaltis pelos clubes por onde passou, tropeçando dentro da área, no próprio calcanhar. Batia com o pé direito no calcanhar do pé esquerdo e caia espetacularmente. Era perfeito. Ninguém conseguia perceber. Vinha na corrida e assim que um adversário chegava perto dele, trançava as pernas e caia. Parecia mesmo ter sido atingido pelo oponente.

Mas ontem vendo o jogo entre Cruzeiro e Internacional não sei afirmar apesar da câmera mais próxima, do replay em slow-motion, etc se o Kleber – aquele que foi revelado pelo São Paulo e que defendeu o Palmeiras – fingiu ou se realmente foi derrubado com falta.

Só sei que aquele péssimo árbitro – Antonio Hora Filho, deixou o jogo correr. Kleber reclamou na hora – sem trocadilho – mas não adiantou.

Na sequência o Inter ganha o escanteio, Andrézinho cobra, Magrão sobe de cabeça e marca.

Quando a bola chegou ao centro do campo para o Cruzeiro dar a saída, a televisão mostrou claramente Kleber dizendo para o juiz:

- Se o senhor marca a falta que sofri, nada disso teria acontecido.

Pode ter sido falta ou não, mas o fato é que se o juiz dá a falta o Inter não teria feito o gol e a história seria outra.

Dentro do campo é diferente. Lá de cima, na cabina é uma coisa; aqui no meu sofá e na televisão é outra; no campo fica a bronca do jogador ou o engano do árbitro.

 

(Um dia desses vou contar um “causo” do Dé Aranha)

Autor: Michel Laurence Tags:

sexta-feira, 5 de junho de 2009 Comentário | 14:30

O FANTASMA QUE NUNCA MORRE!

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O Fantasma das historias em quadrinhosSabe aquele fantasma das histórias em quadrinhos?

Aquele que nunca morre?

Aquele que nas histórias dos gibis tem mais de 400 anos.

Cuja fantasia de máscara preta e roupa meio roxa passa de pai para filho?

Pois é para mim, que vivo há 70 anos, o fantasma das histórias que mexeram com minha imaginação quando garoto, é a Seleção do Uruguai.

Cada vez que a Seleção Brasileira vai jogar contra o Uruguai vem a história de 1950, o Maracanazo dos uruguaios, a derrota na final da Copa do Mundo de 1950 para os uruguaios.

Essa história habitou a minha infância.

Depois voltou quando homem fui cobrir a Copa de 70, no México, pela revista Placar e cruzamos nas semi-finais com o Uruguai. Enfiamos 3 a 1, de virada, sem choro nem vela.

Pensei, bom, agora o fantasma morreu!

Que nada!

O danado ressurge a cada jogo pela Copa América, pelo Sul-Americano, pelo Pan-Americano, e por qualquer outra competição que surgir por aí, 0como essa de amanhã pelas Eliminatórias da Copa do Mundo.

Agora é o Lugano que ressurge com a tal história do fantasma, dizendo que a seleção do Uruguai “sempre foi uma pedra no sapato da seleção brasileira”!

Pelo menos ele poderia ter dito que a pedra é na chuteira.

Logo o Lugano que, se não fosse o ex-presidente do São Paulo, Portugal Gouveia, estaria até hoje por lá defendendo provavelmente o Defensor, ou outro clube qualquer bem menos importante.

Hoje ele está fazendo um belo pé de meia na Turquia – onde também teve a ajuda de um brasileiro ilustre, Zico, que foi técnico do Fenerbach – e poderia ter reconhecimento pelo futebol brasileiro ao invés de ficar me fazer perder a paciência.

Seleção Brasileira da Copa de 70Para mim esse fantasma está bem enterrado pelos caças-fantasmas Pelé – que deu no goleiro Mazurkiewicz um dos maiores dribles da história do futebol mundial –  Tostão, Jairzinho – que um certo Matosas procura até hoje – Gérson,  Rivelino – que fez um golaço em passe de Pelé – e principalmente Clodoaldo que de primeira emendou um lindo passe de Tostão, marcando o gol de empate ainda no primeiro tempo.

 

Aliás esse lance tem uma história: Gérson vendo que estava sendo quase caçado em campo, inverteu por conta própria, de posição com Clodoaldo. Surpreendeu a seleção do Uruguai e o resto dessa maravilhosa história você já conhece.

É preciso avisar ao Lugano por quem tenho a maior simpatia, que se espera com essa lembrança ganhar o jogo na véspera, nada mais antipático e bobo. Eu acho que nenhum dos jogadores – nem ele – que estarão em campo amanhã viram ou sabem como foi o jogo de 50.

 

 

 

Autor: Michel Laurence Tags: ,

quinta-feira, 4 de junho de 2009 Comentário | 13:48

NOITE DOS DES-CONTENTES!

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RonaldoAs duas semi-finais da Copa do Brasil serviram para mostrar claramente que o Corinthians precisa urgente de um descanso.

Que o Vasco arrumou um time.

Que o Inter não é essa força toda que andam falando por aí.

E que o Coxa poderia ter passado se não levasse o terceiro gol no Beira-Rio.

Eu sei – vocês vão dizer que “se” não vale, que Inês é morta, etc… – mas quando a gente vê times como esses se matando em campo para conseguir ultrapassar seus limites, a vontade que dá é de torcer por eles.

Por falar em vontade, o Carlos Alberto – mesmo com todos os defeitos que deixam o técnico Dorival Júnior de cabelos cada vez mais grisalhos – está de volta ao time dos grandes jogadores do futebol brasileiro da atualidade. Pelo menos no jogo de ontem a noite, no Pacaembu, ele fez, principalmente no primeiro tempo uma partida tecnicamente irrepreensível.

Comandou, jogou, chutou, organizou, reclamou, brigou e até exagerou no teatro das faltas que recebe – mais um de seus defeitos.

Acho que falta também ele se dar conta que estando de volta ele não precisa mais fazer essas demonstrações de “pavio curto” que estragaram sua passagem pelo Corinthians e por vários outros clubes.

Ninguém está aqui para duvidar de sua hombridade.

Agora, não sei o que está acontecendo com o Corinthians.

Não sei se foi o fato de que os jogadores encasquetaram que bastava o empate em 0 a 0 para se classificarem, mas o time não jogou nada. Ficou preso, sem criatividade e nem as mudanças que Mano fez durante o segundo tempo surtiram algum efeito.

Além do mais, Ronaldo pareceu pesado novamente. Com dificuldade para se movimentar. O tempo parado por causa da contusão pode ter influído, mas a sensação que deu é que ele perdeu a condição física que tinha alcançado até uns quatro jogos atrás.

Jorge Henrique também não estava 100 por cento e se – olha o “se” aí novamente – não fosse a defesa milagrosa do Felipe naquela cabeçada do Elton ainda no primeiro tempo, acho que o time e a torcida estariam agora amargurando uma desclassificação.

Leio que Mano Menezes deve poupar Ronaldo e Jorge Henrique nos jogos do Brasileirão. Será que essa é a solução? Ou seria ao contrário deixar que eles jogassem para que recuperassem o ritmo? O “descanso” que falei no início é para outros jogadores que estão visivelmente esgotados física e mentalmente.

E leio também que Dorival Júnior atribuiu o empate aos erros do Leonardo Gaciba.  Acho que não tem nada a ver. Se houve erros da arbitragem foram normais e se eles aconteceram foi para os dois lados. Mas não me lembro de nenhum erro grosseiro, a não ser um puxão de camisa do Wiliam no Elton dentro da área, mas que foi completamente impossível de ser visto pelo juiz (o lance foi em um escanteio e os dois estavam encobertos por vários outros jogadores).

Acho também que na minha análise de ontem acertei legal.

Fico feliz.

Agora vamos à final.

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