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Arquivo da Categoria Comentário

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012 Comentário | 18:17

Visitante ilustre,

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é assim mesmo, todo mundo quer tirar foto com ele.

Na primeira foto, ele, o grande Sakai-san, com seu cultivado “bigodão”, poeta de mão cheia, famoso, e  eu, almoçando no Ponto Chic, onde foi inventado o sanduíche Baurú. Está escrito na toalhinha na mesa. Foi um alvoroço danado. Sakai quase ficou sem almoçar de tantos autógrafos que teve de distribuir.

Na outra foto, um “pentelho” que não sossegou enquanto não tirou uma foto com o grande Sakai-san.

Até o grande Tin-Tin, quando soube da presença do Sakai-san, apareceu no Ponto Chic para dar um abraço no ilustre poeta.

Sakai-san prometeu voltar o ano que vem, ou este ano mesmo se meu grande editor, José Luiz Tahan, da Editora Realejo, conseguir lançar meu esperado e aclamado livro.

Foi divertido!

Autor: Michel Laurence Tags:

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012 Comentário | 15:03

Vida de boleiro!

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Juan revelado no São Paulo, vai para o Flamengo. Arrebenta, todo mundo diz no Rio, que é jogador para resolver o problema da lateral esquerda na seleção.
Um ano depois, Juan já não é unanimidade, continua um bom jogador, mas já não está nas graças da mídia e principalmente na da torcida.
Com o passar do tempo Juan vai se transformando em um problema para o Flamengo. O jogador se julga no direito de ganhar igual ou mais do que as grandes estrelas do time.
Passa a ter atrito com a diretoria do clube.
Passa a ter visível má vontade com o clube.
Consegue se libertar do Flamengo e se transfere para o São Paulo.
Chega no São Paulo dizendo que está feliz porque voltou para a sua “segunda” casa  (a primeira é a de sua família).
Não é querido pela torcida.
O time não está bem e ele não consegue – assim como Júnior César que revezou com ele até ser cedido ao Flamengo – se firmar.
O São Paulo contrata Cortez, do Botafogo, e Juan se sente ameaçado.
Juan demonstra querer sair do São Paulo.
O Santos tem interesse em sua contratação.
São Paulo e Santos acertam os detalhes para a transferência.
Juan faz uma proposta financeira (R$250.000,00 por mês, mais luvas e 3 anos de contrato assinado) absurda segundo os dirigentes santistas que se desinteressam pela contratação.
O São Paulo se diz constrangido e critica Juan.
Juan diz que quer ir para o exterior.
O representante de Juan diz que recebeu uma consulta dos dirigentes do Vasco.
Mas Juan comprou recentemente um apartamento na zona oeste, em São Paulo e quer ficar por aqui.
Onde irá jogar Juan, que já foi a solução para a lateral-esquerda da seleção?

Autor: Michel Laurence Tags:

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012 Comentário | 16:14

Um xará que joga bola!

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Um grande amigo (Amalfi) me liga:

- Michel, você viu que tem um cara no Flamengo com o teu nome?

- Como é que é, Amalfi? Você bebeu?

Aí, o Amalfi, que trabalhou comigo na Rede Record, me explica que “o número 5 do time de juiniores do Flamengo se chama Lorran”!

- Eu vi, Amalfi, eu vi o garoto jogar! Ele joga muito, mas é muito nervoso, quer briga a toda hora! E Lorran não é meu nome!

- É, mas você viu o primeiro nome dele?

- Não – respondo.

Michel Lorran em ação pelo Fla na Copa SP

- Pois é – continua o bom Amalfi -, o garoto se chama Michel, igualzinho ao teu! Michel Lorran te lembra alguma coisa?

Comecei a rir e consegui dizer:

- Amigo, só pode ser coincidência, mais nada!

Mas lá no fundo de minha cabeça começou a se assanhar o “bichinho” da curiosidade:

- Você acha que alguém achou meu nome bonito e colocou no filho?

- Você andou por lá, Michel? – perguntou as gargalhadas o grande Amalfi.

- Deixa de grossura, cara. Vou consultar o Google e ver se tem alguma informação sobre o garoto. Um grande abraço, Amalfi, e obrigado.

Desliguei e corri para o Google, e aí estão a foto e as informações sobre o Michel Lorran.

Nome Completo: Michel Lorran Rodrigues Mota

Data de Nascimento: 10 de Janeiro de 1993 (19 anos)

Local de Nascimento: Barra do Garças – MT

Posição: Volante

1° Jogo: 27 de março de 2011 (Flamengo 3×3 Madureira)

(Tambem já jogou pelo Fluminense)

Autor: Michel Laurence Tags: , , , , ,

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012 Comentário | 15:04

Messi vai ganhar, porque não tem ninguem!

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Daqui a pouco Messi vai receber sua terceira Bola de Ouro da FIFA… disputando com… ninguém.
Xavi é um grande jogador, mas não um inesquecível craque.
Cristiano Ronaldo é na minha opinião, limitado. Sabe correr e chutar e disputa um campeonato em que faz muitos gols porque joga em uma das duas melhores equipes da Espanha, contra times pobres em caras de qualidade.
Então, vai ganhar o Messi, porque dos três é o melhor, sem ser um craque de bola.
Quando falo em craque, falo de caras como Ronaldo Fenômeno, Zinedine Zidane, Ronaldinho Gaúcho, Romário, Beckenbauer. Cruiff, Maradona, e até de Beckhan (de quem nunca fui muito fã)isso sem querer recuar muito no tempo.
E assim sem ter com quem se medir – já que Neymar falhou na sua primeira tentativa – Messi vai se transformar no MAIOR ganhador da Bola de Ouro sem ser o MAIOR.
Coisas da FIFA que reluta até hoje em olhar para a América do Sul e a África – onde existem jogadores como Drogba e até Eto’o, que seriam merecedores de pelo menos aparecer entre os três finalistas.
Essas são coisas que nos levam a pensar que a FIFA vai onde tem o dinheiro e combate os que não estão enquadrados naquilo que ela gosta e determina.
Não pensem voces que sou contra o Messi! Não, não sou! Acho, como todo mundo aliás, que o Messi é um belo jogador. Apenas não acho justo ele se transformar no maior ganhador da Bola de Ouro sem ser o maior.
Autor: Michel Laurence Tags:

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012 Comentário | 14:31

Devo! Não nego! Pago quando puder!

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Leio aqui no iG a matéria sobre a dívida do Palmeiras com o atacante Ewerthon. Antes do acordo ele era – a dívida – de R$3.200.000,00 de direito de imagem e direitos trabalhistas.

Ainda ma gestão Bellucci, o Palmeiras conseguiu reduzir o total da dívida para R$1.700.000,00, divididos da seguinte maneira: R$600.000,00 de direito de imagem e R$1.100.000,00 de direitos trabalhistas.

A única coisa imposta pelo jogador foi a de uma multa grande caso houvesse um atraso na quitação da dívida.

O atraso aconteceu e agora a dívida do direito de imagem passou para R$1.200.000,00.

O Palmeiras está apurando de quem é a culpa.

O futebol brasileiro dá a impressão que 600 mil reais não é nada, mas a realidade não é essa.

O clube pagar uma dívida é complicado. Rola no tempo e passa a não ocupar um espaço.

Outro dia encontrei com um ex-grande treinador. Ex porque nesse encontro ele me disse que deixou de ser técnico de futebol.

Perguntei por que? E ele respondeu:

- Porque estou cansado e minha mulher também não agüenta mais ficar trocando de cidade a toda hora. Parei!

- É, mas essa mudança de clube acaba dando um grande dinheiro. Você mesmo deve estar hoje recebendo de 3 clubes diferentes!

Ele sorriu triste:

- Se isso fosse verdade seria uma beleza. Hoje não sei quantos clubes me devem, e sabe quando vou receber? Nunca, meu amigo! Nunca!

- Como nunca? – ainda argumentei – quem deve tem que pagar!

- Não sei como é na carreira de vocês jornalistas, mas na de boleiro e de treinador posso te garantir que a gente sabe que quando um clube te manda embora, você recebe o mês e um “cala a boca” acrescentado de “olha, assim que entrar dinheiro no caixa a gente te chama para fazer um acordo”! E pronto, é assim, meu amigo!

Será que quando o Palmeiras “descobrir” quem deixou a dívida com o Ewerthon dobrar, vai cobrar da pessoa que errou e vai pagar o jogador? Ou tudo vai cair no esquecimento rolando nos tribunais.

Autor: Michel Laurence Tags:

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011 Comentário | 15:24

Encontros de fim de ano!

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Fernando Fernandes me liga:

- Vamos almoçar!

- Tenho gravação do programa – respondo – só se for depois das duas!

- Chega na hora que você puder, vamos te esperar!

Chego no restaurante bem tarde, o programa atrasou, acho que não vou encontrar mais ninguém.

Lá estão eles, falando em voz alta. O único jornalista que conheço que fala baixo… sou eu.

Chego na mesa e com o Fernando sorridente, estão Oliveira Andrade, um dos maiores narradores que conheço, de humor negro e constante; Juarez Soares que eu não via fazia muito tempo, jogamos muitas peladas um contra o outro, ele pelo time da Folha de São Paulo e eu pelo do Jornal da Tarde na década de 60; e o Zeca Maraston, um contador de histórias insuperável e um “fazedor” de programas de televisão como poucos. Na mesa umas sobras de várias feijoadas (foi na quarta-feira, dia tradicionalmente de feijoada em São Paulo, junto com a de sábado) e prováveis algumas caipirinhas e cervejas.

No teto do restaurante bandeiras para todos os gostos, até a de Cuba e a do Flamengo.

Fim de ano, almas em paz, sobram elogios e recordações.

Falamos de grandes amigos, Rivelino, Gérson – o Canhotinha de Ouro – Pelé, Tostão…

- Adoro o Tostão, convidei ele para trabalhar com a gente na Cultura, mas não deu – explico.

- Trabalhei com ele na Band – lembra Fernando – durante a Copa da França, em 98.

- Me lembro, ele até me entrevistou não para a Band, mas para uma rádio. Fiquei tão espantado que nem me lembro o que respondi – recordei.

- Olha – continua Fernando – uma vez a bola do treino da seleção caiu perto de mim e comecei a tocar com um colega. A bola batia na canela da gente e o Tostão olhando. Esperei um pouco e toquei pra ele. Ele me devolveu com um simples tapa na bola. Continuei com as caneladas com o companheiro, até que Tostão falou: vocês não jogam nada. Dá aqui!

Fernando sorri:

- Joguei a bola pra ele. Ele dominou na canhota e começou a fazer as embaixadas. A bola não caia e começou a juntar curiosos. O treino da seleção ficou em segundo plano, neguinho aplaudia a cada firula que Tostão fazia. Aí ele devolveu a bola para o roupeiro da seleção.

Fernando continuou:

- Fui lá e dei um abraço nele. Tostão parecia acordar de um sonho e me disse: “essa é a primeira vez que chuto uma bola depois que parei de jogar”! Ele parecia feliz.

- Pois é – emendou o Maraston – depois que ele se formou como médico ficou um tempão sem ir ao estádio, ou falar de futebol. Chegaram a dizer que ele tinha ódio do futebol. Ele me garantiu que ia ao estádio disfarçado, para não ser reconhecido. Vai ver que ia mesmo. Futebol tá no sangue.

- Esse negócio que futebol está no sangue é pura verdade – comecei a contar.

- Por que? – perguntou Oliveira.

- Bem – continuei – é que no fim  da Copa de 86, no México, eu estava trabalhando na extinta TV Manchete, quando passei pelo corredor no centro de TV e lá estavam conversando o Gerson, o Rivelino e op Pelé. Rivelino e Gérson trabalhando na Band, Pelé na Globo. Cheguei e fiquei ouvindo. Sentamos no chão no corredor!

Enquanto tomava um fôlego, olhei para a turma e senti que o pessoal da mesa ao lado também estava prestando atenção.

- Chegou um cara, não sei de onde, e falando em inglês disse: “vocês três sem uma bola não existe”, jogou uma bola de papel enrolada com fita durex e continuou andando e rindo. Fiquei esperando para ver a reação dos três. De repente Gérson agarrou a bola e mesmo sentado no chão tocou para Rivelino, o Reizinho do Parque de prima tocou para Pelé e ficaram os três brincando com a bolinha de papel enquanto ela resistiu. Os três riam e tiravam sarro um do outro como crianças.

Parei e completei depois de reparar no efeito que a historinha tinha causado:

- Olha, tantas câmeras de televisão naquele prédio que reunia redes do mundo inteiro e nenhuma para registrar aquele momento mágico.

- É isso – falou Juarez – nos somos uns privilegiados!

- Na verdade somos os maiores fãs desses caras! – acrescentei.

- Uma vez na Europa – retomou Juarez – não me lembro se foi em 82, reuniram para um jogo beneficiente, o Puskas, um húngaro e um dos maiores jogadores do mundo de todos os tempos; o Just Fontaine, artilheiro da Copa de 58, e recordista até hoje com 13 gols; o Eusébio, o maior jogador português de todos os tempos, artilheiro da Copa de 66 com 9 gols e o Uwe Seeler, um alemão baixinho, fantástico, artilheiro e que rivaliza até hoje com Franz Beckenbauer como o maioor jogador alemão da história.

E naquele jeito malandro que só o Juarez sabe fazer, perguntou:

- Poucos deuses do futebol? Aí, esperei que tirassem a fotografia dos quatro juntos e quando estavam quase terminando, eu que ia fazer parte do outro time, corri, me coloquei na ponta-esquerda daquela fantástica linha e pedi: “tira a foto” para um grande amigo.    

E ele sorriu com gosto.

- Esperei alguns meses antes que o “amigo” fotógrafo conseguisse me mandar a foto, mas valeu a pena. Eu mostrava a foto para os amigos e contava: “só joguei 15 minutos, fiz um gol e eles todos vieram me abraçar”. Acrescentar apenas uma mentirinha a uma foto dessas não é maldade nenhuma.

Oliveira riu, aquele sorriso triste dele, e explicou:

- Sabe, não tenho uma história dessas para contar. Locutor fica lá em cima na cabine e tem pouco contato com os jogadores. Uma vez o Galvão Bueno acho que foi narrar um grande prêmio de Fórmula-1, e sobrou pra mim a narração de um jogo da seleção na Paraíba se bem me lembro.

Todos nós ficamos esperando o fim da história.

- Eu estava feliz – continuou Oliveira Andrade – não era comum sobrar um jogo da seleção para eu narrar nos tempos da TV Globo. Eu estava já na cabine, pronto para narrar o jogo, quando bateram na porta, um homem risonho, colocou a cabeça para dentro da cabine e perguntou com aquele sotaque nordestino: “é Galvão, é?”.

Caimos na gargalhada.

Rachamos a conta. Levantamos e quando chegamos na calçada pedi ao Juarez:

- Escuta se a história for verdadeira – e sorri – me manda a foto que prometo devolver depois de publicar no meu blog!

Juarez prometeu:

- Pode deixar, mando, sim! E olha – acrescentou ele olhando para a minha pobre e velha bengala – vou te mandar de presente uma bengala. Eu coleciono bengalas… tenho umas 70 e poucas bengalas lá em casa. Vou mandar uma para você.

Meu Deus, final de ano é assim mesmo!

FELIZ ANO NOVO PARA TODOS (menos para “alguém, alguééémmmm”)

Autor: Michel Laurence Tags:

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011 Comentário | 15:29

FELIZ NATAL – do Pelé

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Amigos, o Pelé é um dos meus amigos que me ajudaram e muito na minha carreira.
Não fosse ele e as reportagens que me deu, provavelmente não teria um décimo das coisas que consegui na minha vida profissional.
Como ser amigo do Pelé sempre me deu muita sorte, vou estender a todos vocês meus amigos do Jogo Quase Perfeito, os votos de um Feliz Natal que ele me mandou junto com esse cartão de Boas Festas.
Um grande abraço a todos, meu muito obrigado e viva o Natal – ohohohohohohoh
Autor: Michel Laurence Tags:

domingo, 18 de dezembro de 2011 Comentário | 14:50

Sem contestação!

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A vitória do Barcelona foi sem contestação, sem apelação, sem choro.

Mas ainda não estou convencido que no momento o Barcelona seja um time imbatível.

Isso simplesmente porque o Santos não jogou.

O primeiro tempo foi ridículo.

Neymar disse com todas as letras que o Barcelona deu uma verdadeira aula de como se joga futebol.

Uma aula que ele assistiu de pertinho.

Não estou desdizendo tudo o que falei a respeito de Neymar.

Ele é um jogador fantástico, o que ele conquistou até agora prova isso.

Apenas acho que ele como o time todo, não jogou o primeiro tempo. Não se apresentou para dizer: “dá pra mim que eu resolvo!”.

Ficou devendo.

Ficou evidente também que o time não estava mentalmente preparado para uma final contra o considerado melhor time do mundo.

Alguns jogadores  como Durval e Danilo ficaram paralisados.

Não sei se o fato de o Santos não disputar o Campeonato Brasileiro como deveria, sob a desculpa de estar se preparando para esse mundial, não tenha sido uma estratégia errada.

Acho que a importância do Mundial extrapolou na cabeça dos jogadores.

Acho que o Muricy não percebeu isso e se percebeu não tinha mais como consertar.

A derrota não é culpa de apenas um jogador. É de todos, mas Ganso só vai voltar a jogar o que um dia jogou, dentro de mais um ano, um ano e meio. Contra o Barcelona roubaram duas bolas dele sem que percebesse.

O Santos como o Cruzeiro, vendeu jogadores demais.

Alguns fizeram muita falta, como Jonathan e Alex Sandro.

Outros vão perder seus lugares, porque ficou provado que precisa ser feita uma reformulação no elenco.

Estou afirmando essas coisas sem deixar de reconhecer o valor desse time que ganhou tudo o que pode ganhar.

Mas contra o Barça esse time mostrou que não consegue jogar sob pressão, como já havia sido comprovado em outra final contra o Santo André, pelo Campeonato Paulista.

Parabéns ao Barcelona.

Messi é um grande jogador, Xavi também e os espanhóis nem precisaram do Iniesta que apareceu pouco.

Vamos ver como vai ser o destino do Santos daqui para frente. Acho que a base é essa, porque o ano que vem alguns desses mesmos jogadores estarão em condições de enfrentar essas mesmas dificuldades que hoje foram pesadas demais para eles.

Autor: Michel Laurence Tags:

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011 Comentário | 14:33

Santos ou Barcelona? (ou será Neymar x Messi?)

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De repente a pergunta parece ser uma válvula de escape para quem sai ileso ou machucado do Campeonato Brasileiro.
Vez por outra aqui na redação alguém me pergunta:
- Quem você acha que vai vencer? O Barcelona ou o Santos?
Acho que a pertunta traz atrelada outra pergunta “se Neymar é melhor do que o Messi?”
Acho que é legal o Santos ter convidado Pelé para fazer parte da delegação.
Pena que a verba não tenha dado para levar junto o Lima, o Pepe, o Dorval, o Coutinho, o Zito, o Dalmo, o Mengalvio, o Gilmar e todos os outros que fizeram parte das vitórias de 62 e 63.
Eles só trariam bons fluídos e com eles a mentalidade vitoriosa!
Sinceramente, se a gente for analisar com imparcialidade, acho que o Barcelona está mais preparado, apesar de nos últimos tempos ter andado claudicando – teve mais derrotas do que em anos anteriores.
O Santos ainda me parece em formação, ficou muito tempo sem o time titular completo e deixou de colocar os 11 melhores em campo em vários jogos.
Mas ao mesmo tempo Neymar vai começar o que se pode chamar de “carreira internacional”.
Se ele vencer com o Santos nun ca mais poderão dizer que não sabem “quem é Neymar”!
O time do Barcelona toca a bola em velocidade. Iniesta, Xavi e Messi são infernais.
A gente não pode dizer a mesma coisa do Santos. Falta um pouco de velocidade dependendo de qual jogador está com a bola.
Ganso ainda é uma incógnita! Se estiver bem ao lado de Neymar bem, pode desequilibrar.
Resta sabe se Elano vai conseguir jogar – ou pelo menos repetir um pouco do futebol que jogou quando voltou ao Brasil.
Henrique e Arouca tem que jogar muito para frear as arrancadas de Messi.
Mas nesse aspecto o Santos tem a vantagem de conhecer bem o Barcelona que joga a toda hora na tela de nossas televisões, enquanto não creio que Pepe Guardiola – um técnico inteligente – tenha tantas informações sobre Henrique ou Arouca.
Para finalizar acho que o Santos tem chance – isso se passar pelo Monterrey, do México ou pelo Kashiwa Reysol, do Japão – que será (um ou outro) o adversário do Peixe antes de enfrentar o Barcelona.
Que vai ser emocionante, isso pode ter certeza que vai ser e que Muricy sabe o que deve fazer, isso também é uma certeza.

Autor: Michel Laurence Tags: , , , ,

domingo, 4 de dezembro de 2011 Comentário | 20:34

Sócrates, eternamente campeão!

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Não vou me meter em saber onde você está!

Apenas tenho a sensação que você que deixou todos nós com lágrimas nos olhos, deve estar agora chorando de tanto rir.

Sabe, doutor, me lembro de poucas coisas.

Me lembro de você chegando do Botafogo de Ribeirão Preto para o Corinthians, porque para o Juca Kfouri, um garoto naquela época, era a chegada de um novo messias à Terra Santa.

Me lembro de você e Casagrande, me contando no vestiário do Maracanã, depois de um jogo no Rio, o que movia vocês e a Democracia Corintiana. Me lembro que você queria me explicar tintim-por-tintim, a ponto de atrasar a saída do ônibus para o Santos Dumont.

Me lembro de um passe de calcanhar para Zenon ficar na cara do gol.

Me lembro de uma entrevista que você deu para o Juarez Soares, quando ele ainda era repórter da TV Globo, na Espanha. pouco antes da Copa de 82, no meio de colunas e ruinas que lembravam a Grécia de antes de Cristo.

Me lembro de você chutando da entrada da área no ângulo de Desaev, na vitória dobre a ex-URSS, por 2 a 1. na Copa da Espanha, em 82.

Me lembro de você em Paris, na Copa da França, em 98. Você era nosso comentarista e uma vez você me disse quando eu estava embatucado escrevendo um texto: “a palavra é objetivo”. E era.

Me lembro de você enfiando pela cabeça camisa, gravata e paletó, tudo de uma vez só, e sentando no cenário, para um programa extra.

Me lembro de você gravando um disco, cantando.

Me lembro de você e teu irmão Raí tomando um chope, comigo, numa churrascaria, e aí apareceu o PVC, da ESPN-Brasil.

Me lembro de suas amizade e carinho com o Trajano.

Eu disse que me lembrava de poucas coisas. Acho que me lembro de muitas coisas. A admiração dos franceses por você em 98. Meu Deus, tantas coisas.

Pois é, agora vou me recordar para sempre que o Corinthians foi campeão brasileiro em 2011, no dia em que você nos deixou.

Se você, amigo leitor, ouvir sem mais nem menos sinos dobrando, pode ter certeza que os sinos dobram pelo meu amigo doutor.

Autor: Michel Laurence Tags:

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