Causos do Futebol – O “Contrato de Gaveta”!

O Brasil é o centro que abastece de jogadores os clubes do mundo inteiro há muito tempo.
Sempre surgiram por aqui grandes garotos jogando bola.
E continua surgindo.
Agora mesmo São Paulo e Internacional de Porto Alegre disputam na Justiça o direito de ter Oscar, um meia de grande talento, vestindo a camisa do clube.
O Santos bancou Neymar desde seus 11 ou 12 anos, pagando salário e apartamento para a família do garoto em Santos.
Tudo isso para que nenhum aventureiro atravessasse o futuro do garoto no clube.
Os cuidados que os clubes tem hoje com suas descobertas e revelações foram em consequência de que antigamente não era assim.

Gérson, Canhotinha de Ouro
Gérson,o que ficou conhecido como O Canhotinha de Ouro, campeão do mundo em 1970, no México, surgiu no Flamengo, no final da década de 50, vindo de Niterói. Um dia Flávio Costa, que foi o técnico da seleção brasileira na Copa do Mundo de 1950, preocupado com os estragos que Garrincha fazia nas defesas cariocas, pegou o garoto
Gérson nos juvenis e o colocou em campo para dar o primeiro combate a Garrincha e proteger o grande Jordan. Garrincha deu um tremendo “baile” nos dois, a ponto de Gérson cair exausto na linha de fundo, junto a bandeirinha de escanteio, de tanto correr atrás do Mané.
Em consequência João Saldanha foi lá em Niterói e facilmente convenceu o garoto Gérson a trocar o Flamengo pelo Botafogo.
Foi um negócio da China, de graça, com o Flamengo tentando de todos os jeitos ter de volta o garoto gênio da bola.
No Botafogo apareceu um garoto esguio, rápido, ágil, que jogava um futebol maravilhoso: seu nome? Nei, pai do Dinei que defendeu o Corinthians por muitos anos.
Outro caso famoso aconteceu numa noite escura. Dirigentes do Corinthians foram até General Severiano, e convenceram Nei à custa de uma provável polpuda quantia, a se mudar para São Paulo. Um golpe que nem toda a malandragem de João Saldanha poderia prever. Nei defendeu o Corinthians por vários anos

Paulo César Caju
Outro que foi seduzido pelo grande Botafogo dos anos 50 e 60 foi Paulo César Caju, que era morador da favela do Pinto, na Gávea, e surgiu no futebol de salão do Flamengo. Paulo César foi adotado pelo ex-lateral direito e técnico do Botafogo, Marinho. Não custou muito para que Paulo César se transferisse para General Severiano e se transformasse em um dos maiores jogadores de futebol de todos os tempos.
Foi assim que surgiu o famigerado “contrato de gaveta”, que é assinado pelo pai ou mãe da promessa, que só era usado para defender os direitos dos clubes sobre seu jovens jogadores.
Hoje a Lei Pelé protege os clubes que são eficientes em revelar garotos bons de bola.
As fugas e os “roubos” só acontecem atualmente se o clube cometer algum erro jurídico, que é o que São Paulo e Internacional estão discutindo.









Eu estava lá com a Rede Record tentando cobrir a Copa do Mundo de 98, na França.
- Eu me chamo Edvaldo!
Apesar da saudade Dida fazia furor entre os aspirantes. Nos coletivos, ele fazia 3, 4 gols na defesa titular, que formada por seus ídolos, Garcia, Tomires e Pavão; Jadir, Dequinha e Jordan. O problema é que os titulares no ataque eram o paraguaio Benitez e o fantástico Evaristo.





