Um futebol ridículo!
A Nota Oficial do Departamento de Futebol do Flamengo reclamando quanto a arbitragem do jogo de sábado, contra o Santos, e assinada pelo Vice-Presidente de Futebol, Marcos Braz, publicada pelo iG, é simplesmente ridícula… e perigosa.
Estranho o fato de pessoas como o presidente (licenciado), Márcio Braga, permitir que tal documento seja divulgado pela mídia.
As reclamações são numeradas.
Na primeira, o vice-presidente “ratifica” a opinião expressa depois do jogo considerando “absurda” (essa não entendi) e “escandalosa” a arbitragem.
Na segunda, o vice-presidente muda de assunto e diz ter “estranhado” a punição imposta aos atletas do Barueri, que foram impedidos de jogar contra o São Paulo.
O terceiro tópico diz que “a diretoria do Flamengo está atenta aos comportamentos pouco habituais de árbitros e dirigentes na reta final do Campeonato Brasileiro”.
O item 4 é terrível: “ao afirmarmos que o árbitro não poderia sair impune do Maracanã, direcionamos nossos reclamos – explica do senhor Braz – às autoridades desportivas e não a torcida”.
O parágrafo 5 é de uma indecência maior ainda: “O Flamengo estimula sua torcida para atuar ordeira e pacificamente com o 12º jogador, e repudia antecipadamente, qualquer atitude violenta contra árbitros e dirigentes”.
Cobri o Flamengo lá pelos idos de 65/66. Acompanhei como jornalista uma excursão dos juvenis promovidos ao time profissional da qual faziam parte Fio (que depois virou o Maravilha de Jorge Benjor); Itamar e Mário Braga, que fizeram sucesso no Bahia; Tinteiro, um lateral-esquerdo; Juarez, grande meia que também brilhou no Bahia; e que foi comandada pelo técnico Flávio Costa.
Aprendi muitas coisas com esse senhor que vivia amargurado por ter perdido a Copa de 50, mas dono de uma personalidade tão forte, que conseguia superar o que chamavam de “desgraça” e continuar sua vida orientando jovens como a garotada que citei.
Garanto a vocês que naqueles tempos os dirigentes do Flamengo, como o Flávio Soares de Moura, não incentivavam seus torcedores a bater em juiz e dirigentes dos clubes adversários.
Autor: Michel Laurence - Categoria(s): Comentário Tags:
Acho que pelo tamanho de meu comentário você ganhou do Miltom. Nao fique preocupado em ganhar .De Muzambio ,este estado dentro de Minas, todo mundo escreve para coluna dele. Eh lugar grande!!
Carlos
Carlos,
o Mílton Neves está com uma inveja danada. Nunca, ninguém escreveu tanto para ele.
Um abraço e obrigado.
Mas continue escrevendo. No fim das contas PRECISO GANHAR DO MÍLTON NEVES.
EU JÁ GANHEI DO MILTON NEVES? E VOCÊ?
Nunca, Ricardo, nunquinha da vida.
Se você ganhou me ensina a fórmula.
Vé-lá não venha com aquele linguajar!!!!!
Um grande abraço e VAMOS GANHAR DO MÍLSON NEVES.
Sabe de uma coisa Michel os blogs futebolisticos juntamente com as diretorias dos clubes e torcedores estão se transformando no ‘MURO DAS LAMENTAÇÔES’.
De torcedor até que da para aceitar tanto patati e patatá, porém penso que os responsaveis pelas contratações e pela administração dos clubes da para desconfiar da tentativa do desvio do fóco.
Erro de arbitragem sempre existiu e sempre existirá agora colocar todo possivel fracasso sobre as costas de um arbitro é muita sacanagem.
Exemplo: um determinado time passa 90 minutos martelando e não conseque marcar um mísero golzinho o juiz da um acrecimo de 3 minutos e termina zero a zero aí o cartola diz que o time não ganhou porque deveria ter dado mais dois minutos.
É culpa do juiz ou incompetencia do time?
Ora…faça-me o favor!…é muita lamentação e pouca ação.
A imprensa e o torcedor tem todo o direito de analisar e criticar, mas os cartolas deveriam se ater a resolver os problemas das equipes.
Et comme dirait Pierre, point final.