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06/12/2007 - 12:44

Um futebol “quase” rico

Podem acreditar:

vi Osvaldo de Oliveira vibrando feito um louco com um gol de seu time lá no Japão; vi um gol lindíssimo — o de Rodrigão — completamente impedido, talvez cego pela beleza do lance, ser validado pelo árbitro Vagner Tardelli e outro do mesmo Palmeiras legalíssimo ser anulado pelo bandeirinha por impedimento; ouvi alguém dizer que Flamengo tinha exercido seu direito ao conseguir fazer o Tribunal de Justiça Desportiva voltar atrás e liberar o Maracanã para sua torcida no jogo contra o Atlético Paranaense. Esquisito, não é?

Vi o Ronaldo Fenômeno jogando bola. Fazia tempo. Também já parou, machucado… de novo.

Vi mais um estádio cair e causar a morte de simples torcedores. Rapidamente assim de cabeça lembro da Vila Belmiro caindo nos tempos de Pelé; do Morumbi nos tempos das vacas magras; do Maracanã nos tempos de lotar as arquibancadas; de São Januário já nos tempos quase eternos de Eurico Miranda e vários outros.

Mas o da Fonte Nova, foi demais. Abriu-se uma cratera na arquibancada. Imagine, o cimento cedeu sob os pés dos pobres espectadores. Pelo buraco caíram sete torcedores que morreram no local. Aí vem a SINAENCO — o Sindicato de Arquitetos e Engenheiros da Bahia — e diz que avisou em relatório depois de uma vistoria, que o estádio não tinha a menor condição. Pronto, a SINAENCO fez o seu papel. Avisou, se foram tomadas as providências é com outro departamento. Aí vem o governador do estado e numa declaração bombástica, daquelas de deixar todo mundo perplexo, sem tempo para raciocinar, que vai implodir a Fonte Nova.

Que loucura, que País é esse?

Autor: Michel Laurence - Categoria(s): Sem categoria Tags:

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2 comentários para “Um futebol “quase” rico”

  1. www.muiloko.com.br/r disse:

    achei bem legal o seu post. dá uma olhada aqui… http://www.muiloko.com.br/ref5

  2. Helio R. Araujo disse:

    Esse meu caro é o país onde foi encontrado um dinheiro para montar um dossiê contra um candidato e o único que continua preso é o dinheiro.

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