27/11/2009 - 18:06

Li que o São Paulo foi perdoado pela invasão de um torcedor no Morumbi.
Li que algumas pessoas acharam a decisão da Justiça correta.
Não sei se vou abordar um assunto perigoso, mas não posso deixar passar em branco.
Sempre que falam em invasão de campo, quando vejo pessoas invadindo um campo, uma quadra, uma pista, me vem a imagem da tenista Monica Seles sendo esfaqueada nas costas por um “suposto” admirador da linda esportista.

Seles depois da agressão tentou voltar a ser o que era, isto é a número um do mundo, a número um do ranking feminino, e nunca mais conseguiu sequer chegar perto disso.
Sua carreira praticamente acabou e ela cansada das tentativas se afastou.
Acho que o esporte dá muita sopa para o azar se tratando de segurança.
Pelé só faz pouco tempo se convenceu que precisava de seguranças para garantir suas eternas peregrinações.
Antes ele vivia brincando dizendo: como é que vou saber se os que eu contratar ou os que vierem fazer minha segurança não são os que querem me seqüestrar?
Verdade! Pode acontecer.
Mas olho as piscinas, as quadras, os estádios, as pistas – o maluco que interrompeu a maratona nos jogos de Atenas prejudicando o maratonista brasileiro Vanderlei Cordeiro de Lima.
Não poderia ter acontecido outra coisa?
Fico com muito medo de abordar essas coisas porque ao denunciar posso estar despertando interesses de indivíduos mal intencionados.
Mas é só olhar o Morumbi e ver quantas vezes ele já foi invadido.
Ou o Pacaembu onde já aconteceram até mortes.
As invasões da pista de Interlagos – o que dizem ser uma tradição!
As quadras de basquete e vôlei, com dezenas de agressões e com meia dúzia de policiais para tentar conter turbas de duas/três mil pessoas.
O velho estádio de Wembley que sempre se orgulhou dos jogadores terem contato civilizado com os torcedores, até o francês Cantona sair no sopapo com um mais atrevido. E hoje o novo estádio de Wembley com seu “alambrado” de acrílico.

Acho que uma invasão nunca deveria ser perdoada. Seja onde fosse, assim como acho que a responsabilidade dos dirigentes dos esportes também deveria ser questionada. Afinal, as verbas que retiram tanto dos jogos que promovem como as que recebem dos respectivos governos, e que nunca nos são explicado o destino que lhes coube, deveriam pelo menos servir para garantir a segurança dos espectadores.
Aqueles que perdoam com tanta facilidade é bom que recordem que o Papa João Paulo II levou dois tiros, apesar de toda segurança que sempre envolveram os papas. Hoje o Papa anda em um carro de acrílico “blindado”.
Autor: Michel Laurence - Categoria(s): Notícias
Tags: campeonato brasileiro, São Paulo
26/11/2009 - 15:23
Hoje somos nós que apanhamos de goleada e saímos de campo querendo briga.
Antigamente, no tempo de Zizinho, Didi, Zito, Pelé e canhoteiro era goleada de 8, 9 a favor da gente.
Tanto assim que o santos depois do bicampeonato da libertadores em 62/63 não quis mais disputar a taça porque as rendas não eram divididas. O santos jogando em quito dava um caminhão de dinheiro, estádio lotado, quando os equatorianos vinham jogar na vila todo mundo sabia que era goleada na certa e quase ninguém ia. Não tinha graça.
Dava prejuízo e o santos preferiu sair fazendo amistosos pelo mundo.
Recebia cotas fabulosas para a época. 100/120 mil dólares por jogo, com uma parcela especial para Pelé, que tinha a obrigação de entrar em campo.
Em paris Pepe fez um gol batendo falta do meio da rua e o público a partir daí passou a exigir que ele batesse todas as faltas, inclusive as contra o… Santos. Coisa de louco.
Mas vamos deixar os bons tempos de lado, apesar de me incomodar profundamente ver o fluminense apanhar de cinco.
O time da L.D.U. não é tão bom assim!
Todo mundo sabe que a altitude muda o jogo. Então para que armar correria para cima deles?
Vi o santos jogar em la paz, três bujões de oxigênio a beira do campo.
Depois de um pique até Pelé passava por um dos bujões colocava a máscara sobre o nariz, respirava durante alguns segundos, sem deixar o campo, e voltava para o jogo.
O santos e todos os times que iam jogar em la paz, tocavam a bola. Cansavam de explorar a melhor técnica. Até que num certo momento o ataque dava certo e os gols começavam a sair, um atrás do outro.
Ontem o fluminense deu a sorte de fazer 1 a 0 com alguns segundos de jogo, era só prender a bola, “cercar” o adversário. Deixar que eles ficassem nervosos, deixar a torcida reclamar.
Vão dizer: pô, Michel, falar é fácil, quero ver na prática!
O que acho é que o medo da altitude é tanto, que psicologicamente os times já entram derrotados.
Eu sei… E se acontecer alguma coisa, deixar de ganhar todos os mais de três “dígitos” como diz meu grande amigo riba Karlovich. Voltar a viver na miséria.
O temor é terrível, transforma leões em cordeiros, ainda mais quando se trata de dinheiro.
Vai ver que foi por isso que o jogo mudou. Antigamente “eles” tinham medo de dar vexame diante de seus torcedores. Hoje somos nós que temos medo… E acabamos perdendo mesmo, as vezes até de goleada como ontem.
Autor: Michel Laurence - Categoria(s): Comentário
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25/11/2009 - 22:25

Não sei sinceramente o que foi mais bonito: a volta do América, com seu uniforme maravilhoso, ou Romário, o grande Romário, cumprindo a promessa que fez a seu pai, falecido, de jogar pelo menos uma partida oficial pelo América.
Romário fez mais do que isso, além de entrar em campo e jogar os 30 minutos finais da partida que fez o América voltar ao grupo de elite do futebol carioca, ele reorganizou o departamento de futebol do clube e voltou a reunir milhares de torcedores – que, segundo a lenda, cabiam dentro de uma Kombi (uma mentira atroz) –, e que hoje lotaram o belo estádio de Edson Passos, onde o América conquistou o título da segunda divisão do futebol carioca.
É uma coisa emocionante ver que ainda existe amor pelos pais, principalmente quando envolve nomes que parecem nem estar aí para nada e de repente se transformam em guias, em líderes, que antes nunca quiseram ser.
Autor: Michel Laurence - Categoria(s): Notícias
Tags: america, campeonato carioca b, Romário
24/11/2009 - 13:41
Acho que já contei essa história, mas como tem muita gente nova visitando o blog vou contar de novo. É que ontem conversando com amigos no lançamento da revista da espn, comandada pelo meu amigo josé roberto maluf, alguém me fez lembrar da história. Então lá vai.
No lançamento do placar, em março de 1970, na capa da revista vinha como brinde uma moeda dourada com a efigie de pelé num dos lados e a árvore da abril do outro.
Foram cunhadas milhares dessas moedas e sobrou um montão.
Quando embarcamos para cobrir a copa do méxico o josé maria de aquino deu a ideia de levar as moedas que sobraram para dar de presente. Veio um caixote com milhares de moedas. Ninguém queria ficar responsável pelo caixote, afinal era enorme e pesava.
Não sei como mas o caixote acabou embarcando e desembarcando em guadalajara.
Ficamos num hotelzinho que não era lá essas coisas, numa das avenidas mais movimentadas de guadalajara. Uma noite depois de uma pauleira danada, chagamos cansados no hotel, e como a gente sempre fazia estacionamos os carros – três imensos dogde dart – em frente ao hotel e fomos dormir.
Algum tempo depois o funcionário que ficava a noite, bateu nas portas de nossos quartos gritando que estavam rebocando nossos carros.
Descemos apavorados e chegando na calçada vimos um tenente do exército mexicano comandando a operação de rebocar nossos carros.
Falamos com o tenente, explicamos que éramos jornalistas brasileiros, que estávamos em guadalajara para cobrir a copa. O militar ouviu tudo pacientemente e apontou em direção onde começava a avenida. Quando olhamos praticamente todo o exército mexicano estava engalanado, pronto para comemorar a data da independência do méxico com um desfile maravilhoso.
Argumento vai, argumento vem, o tenente sorria. A gente tentava explicar que não sabíamos do desfile, que era só deixar os carros para a gente poder guardar na rua ao lado. E o tenente irredutível.
Foi quando o zé maria sacou uma moeda do pelé de um dos bolsos do pijama e disse:
- señor, um regalo para usted, una moneda de pelé! (senhor, um presente, uma moeda de pelé!).
O jovem militar incrédulo olhou para a moeda e quase desmaiou de alegria. Saiu correndo e mostrou a bendita “moneda de pelé” para um militar com mais galões do que ele. Voltou correndo e perguntou:
- outra moneda, por favor!
Zé maria entregou outra, não sei o que ele fazia com tantas moedas no bolso do pijama.
Aí foi a vez do engalanado militar mostrar para supostamente para nós, um general, que sorriu de satisfação.
Em segundos nossos carros foram recolocados em seus devidos lugares e nos os colocamos na rua ao lado.
Quando voltamos o desfile militar já tinha começado.
O tenente sorria, o superior a ele sorria e fomos até agradecidos com gestos pelo general, em pé em seu jipe.
Benditas “monedas de pelé”. Bendita ideia do josé maria de aquino.
Autor: Michel Laurence - Categoria(s): Causos do Futebol
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22/11/2009 - 16:00
Vi Ronaldinho Gaúcho e Pato ganhando do Cagliari.
Não sei o que o pessoal está querendo, mas acho que o Gaúcho está cada vez melhor. O passe “de prima” que ele deu para o gol de Pato, foi fantástico, assim como a cabeçada de Pato no segundo gol marcado por Borriello, no rebote do goleiro Marchetti, foi magistral.
Dida também fez uma bela partida. Alguém vai dizer: que bela partida, Michel? O cara levou 3 gols. Só que salvou outros tantos e não falhou em nenhum dos 3 que levou.
E com isso vamos ouvir por mais uma semana a fábula de que Leonardo está reinventando o futebol ofensivo na Itália, com o time do Milan. Ora, até o Dunga reinventa com Ronaldinho Gaúcho pela esquerda e Pato pela direita, sem ter que marcar ninguém. Só que hoje o time levou 3 e fez 4; amanhã pode levar 4 e não fazer nenhum.
O João Saldanha definiu muito bem esse negócio de jogar muito à frente ou muito atrás: “O futebol é que nem cobertor curto. Se você cobre a cabeça, descobre os pés, e vice-versa!”.
Perfeito, como sempre foi o João.
Agora estou no aguardo de Botafogo e São Paulo – não sei, não, acho que é um jogo perigoso para o São Paulo; Sport e Fluminense – algo me diz que o Fluminense pode tropeçar; Flamengo e Goiás – acho que o Flamengo vai atropelar; e Atlético Mineiro e Internacional que jogam suas últimas esperanças. Pior, se der empate os dois estão praticamente fora.
A adrenalina vai correr solta.
Até depois da rodada.
Autor: Michel Laurence - Categoria(s): Notícias
Tags: Alexandre Pato, campeonato brasileiro, campeonato italiano, ronaldinho gaúcho
21/11/2009 - 14:31
Não sei se vocês repararam, mas depois que o francês Henry meteu a mão naquela bola contra a Irlanda e deu passe para o gol da vitória, todos os recentes (e até velhos) erros de nossas arbitragens, foram praticamente banidos dos noticiários.
Continuaram as reclamações sobre as suspensões impostas pelo STJD aos três jogadores do São Paulo, mas os erros dos juízes que apitou e disse que não apitou; que anulou um gol legítimo, etc, etc, etc foram completamente esquecidos, até as reclamações infantis, porém perigosas, do presidente do Palmeiras passaram para o segundo plano.
Ou melhor, tudo foi encostado como coisa velha.
Sabem por quê?
Porque se um juiz lá da Suécia com toda a educação e civilização do seu país, erra grosseiramente (e eu acho que ele NÃO tinha como ver o toque de Henry – que justificou o lance com explicações nojentas e pretensiosas) por que os nossos não podem errar?
E aí pronto, está tudo justificado, ninguém mais se dá ao trabalho de saber porque Obina e Maurício se agrediram; o que levou Carlos Eugênio Simon a anular o gol de Obina e vai por aí!
Depois tem gente que reclama quando alguém nos classifica de forma ofensiva e errada.
Autor: Michel Laurence - Categoria(s): Notícias
Tags: arbitragem, campeonato brasileiro, eliminatórias da copa, obina
19/11/2009 - 13:31
Terminou o jogo do Palmeiras – do qual vou falar adiante – fui ver o final do Fluminense contra o Cerro Porteño, do Paraguai.
Rapaz, vi o Fluminense fazer o segundo gol, o da virada, o que garantia o Tricolor na final da Sul-Americana, quando estourou uma daquelas brigas que aconteciam antigamente, em estádios sem proteção, e com jogadores se enfrentando como guerreiros. Socos, rabos de arraia, rasteiras, de tudo e a polícia tentando apaziguar sem conseguir, até perder a paciência.
E aí foi um tal de “empurrar” os paraguaios túnel abaixo com direito a cassetadas e safanões.
Até a coisa voltar ao normal, quando apenas Diguinho, do Fluminense foi expulso, os corações de todos inclusive os dos membros das comissões técnicas do Fluminense e do Cerro, batiam a mil.
Aí, não sei por que, disseram que foi uma briguinha a toa, sem importância, acho que quiseram “proteger” o espetáculo, como se toda aquela loucura não tivesse existido, não tivesse acontecido.
Achei tão bobo! Evidente que quem assistia ao jogo viu que a pancadaria foi feia e da grossa. Essas coisas acontecem, a adrenalina vai a mil, um sorri, outro é mal perdedor, estoura a confusão, até na Inglaterra.
Acho que é querer ser “mais realista do que o rei”!
Outra briga horrorosa foi a de Obina e Maurício, na saída para o intervalo de Grêmio e Palmeiras. Maurício tentou acertar um tapa, Obina revidou com um soco, os dois foram expulsos, o Palmeiras ficou com nove em campo e depois os “brigões” foram afastados do clube.
Até agora não vi nenhuma explicação para a briga.
Acho que o Obina queria que o Maurício tivesse colocado a cabeça na hora em que o argentino Máxi Lopez levantou o pé para dominar a bola, na hora do primeiro gol do Grêmio.
Realmente se o zagueiro avança a cabeça (mas também não sei se dava tempo) o juiz poderia ter dado “jogo perigoso” do argentino e o gol não sairia.
Não sei se foi isso. Estou deduzindo pela reação dos dois.
Aí insinuaram que tem um “racha” entre os jogadores.
Também não sei se isso existe na hora que entra em campo.
Acho que não. Já vi gente que não se falava, beijar no rosto o autor “inimigo” do gol da vitória.
Autor: Michel Laurence - Categoria(s): Comentário
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17/11/2009 - 14:51

Fábio Simplicio, e jogou hoje pela seleção brasileira.
Você já jogou em campo em cima de um morro?
Eu joguei, no Rio de Janeiro, era rapazote!
O campo era meio … inclinado!
Só quem atacava para baixo era o time da casa.
Não havia troca de campo no segundo tempo; nem sorteio para ver quem dava a saída ou escolhia o campo no início do jogo.
Quem ia discutir? Lá em cima, o campo cercado por gente olhando feio!
Era aceitar para sair de lá com vida.
Um dia me contaram uma história sobre um garotinho que aprendeu a jogar bola em cima de um morro, aqui em São Paulo.
Uma história emocionante que já foi checada e é verdadeira.
O garotinho vivia numa casa de pobre com a família. A mãe, o pai, a avô e muitas tias, irmão, irmã.
Pagavam para morar.
O dono do terreno – não se sabe até hoje se era realmente o dono – se divertia ameaçando a família. Era desumano.
Numa dessas idas até a casa para cobrar uma dívida, viu o garotinho jogando bola.
- De quem é esse menino?
- É meu neto! – respondeu a avó com aquele jeito humilde.
- Eu troco a casa por esse menino – falou o homem ameaçador – e a dívida de vocês está perdoada!
Já chorando a avó respondeu:
- O senhor não tem vergonha? Onde já se viu? Não estamos mais no tempo da escravidão!
O homem que certamente viu que o menino tinha futuro com uma bola nos pés, respondeu gritando:
- Então, tá! Não quero mais receber e vocês tem até amanhã para deixar a casa!
O menino mesmo pequeno daquele jeito, gritou de volta:
- Ainda vou comprar essa casa para a minha avó!
Foi um corre-corre danado. Dois dias depois estavam morando em outra casa. O menino crescendo, foi fazer teste no São Paulo.
Foi vivendo com uma ajuda de custo. Foi tratado com cuidado, dentista, médicos, fisioterapeutas, e principalmente comida.
Um dia teve uma chance no profissional.
Com o primeiro dinheiro que ganhou foi no homem da antiga casa. Sorrindo, comprou ‘a vista’ terreno e barraco.
- Uma pena que minha avó não esteja mais aqui para ver isso.
O homem envergonhado resmungou:
- Sabia que você ia ser bom de bola.
Hoje provavelmente depois de seis temporadas na Itália, Fábio Simplício construiu uma bela casa para a mãe e o pai e certamente deve ter um olho na pobreza dos que precisam ser ajudados.
Autor: Michel Laurence - Categoria(s): Causos do Futebol
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16/11/2009 - 18:04

O Flamengo leva!
Se todo mundo arrisca seu palpite, vou arriscar o meu.
O Flamengo leva!
Vamos analisar: o Palmeiras está na pior situação, com 59 pontos e joga contra o Grêmio na quarta-feira, lá no Olímpico. E o Grêmio não perde na sua casa faz tempo. Depois pega um Atlético-MG desesperado no Palestra. O Galo também precisa da vitória para entrar no G4 (o Palmeiras também precisa vencer para se manter entre os quatro); e finalmente o Palmeiras enfrenta um Botafogo que voltou a viver um clima de insegurança, no Engenhão.
Vamos lá: com boa vontade o Verdão consegue quatro pontos e chega aos 63. Mesmo que faça 6 pontos só chega aos 65, três pontos a frente do São Paulo.
O Tricolor Paulista pega o Botafogo no Engenhão, jogo difícil, ainda mais agora com a evolução do Fluminense que ameaça a permanência do Botafogo na primeira divisão. Depois vai ao Serra Dourada enfrentar o Goiás – outro time difícil de ser batido – e finalmente joga em local a ser definido contra um Sport dominado. Acho que o São Paulo, dos 9 pontos em disputa, vai levar 6 e pula de 62 para 68 pontos.
O Flamengo joga contra o Goiás no Maracanã; pega um Corinthians desmotivado no Pacaembu e recebe o Grêmio sem maiores aspirações no Rio. O Flamengo é o único, na minha opinião, que pode fazer os 9 pontos e chegar à 69.
Acho que vai dar Flamengo.
Agora vão me crucificar!
Autor: Michel Laurence - Categoria(s): Notícias
Tags: campeonato brasileiro, flamengo, palmeiras, São Paulo
15/11/2009 - 20:11
Agora segura pelo rabo!.
No páreo sobraram São Paulo, Flamengo e Palmeiras.
O São Paulo sempre acha uma maneira de arrancar a poucas rodadas do fim. E aí também é difícil derrubar o time de Rogério Ceni.
O Mengão reencontrou os bons tempos e vai chegar com tudo. A vitória sobre o Sport no Recife mostrou isso.

E o Palmeiras, aos trancos e barrancos (ou será aos prejuízos e benefícios?), vai se agüentando.
De qualquer forma, com erros terríveis e acertos normais das arbitragens, o Brasileirão vai chegando a um final empolgante.
Aí fiquei com um ouvido em Recife e os dois olhos acompanhando o jogo do Avaí com o Corinthians.
Não valia nada, mas é legal ver o sucesso que o Silas vai conquistando.
O árbitro – Francisco de Assis Almeida Filho –, um cearense emergente da crise da arbitragem, que quase ninguém tinha visto apitando até hoje, deu um pênalti a favor do Avaí que só ele viu.
William – veja só como o futebol é engraçado –, que surgiu no Santos na mesma leva de Robinho e Diego, que dava carona para Robinho no seu Fusca novinho em folha (hoje Robinho deve andar de Ferrari, Mercedez ou qualquer outra marca), bateu o pênalti e marcou
Marquinhos fez contra e empatou para o Corinthians.
William fez outro e botou o Avaí de novo na frente.
Balbuena fez uma falta violenta e foi expulso. O juiz acertou.
E, no finalzinho, Léo Gago, que joga bem e bate forte na bola, fez o terceiro.

Agora está acontecendo uma coisa muito esquisita no Corinthians: Ronaldo está batendo faltas e escanteios e recuando para lançar os atacantes. Mas o atacante é ele. Quem deveria estar na área para cabecear as faltas e os escanteios é ele. Sem ele lá no meio, assustando e enganando os marcadores, o Corinthians perde muito.
Será que foi ele quem inventou essa nova moda?
Ou será que foi só uma inspiração no jogo de hoje?
Tomara que seja, a gente não pode perder Ronaldo lá no “melê da zona do agrião”, como se dizia antigamente. É com ele jogando ali que a gente vai poder fazer campanha para o Dunga chamar o Fenômeno para a Copa da África.
Autor: Michel Laurence - Categoria(s): Notícias
Tags: adriano, campeonato brasileiro, Corinthians, flamengo, ronaldo
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