09/02/2010 - 13:30
Fiquei aqui aguardando a lista sair.
Achei que Dunga seria um novo homem.
Ganhou crédito, fez um bom trabalho (hoje em dia fazer um bom trabalho é classificar a seleção para a Copa. Antigamente era ganhar de todo mundo).
Devolveu o espírito de seleção à seleção (se realmente esse espírito tinha acabado).
Mas, não!
O Dunga continua o Dunga.
E eu continuo discordando de suas convocações.
Quem manda é ele, eu não mando nada, mas tenho o direito de discordar. Acho que mais uma vez a convocação não foi ao encontro do anseio do povo, se não estou confundindo “anseio do povo” com o meu particular.
Se essa convocação é a convocação para a Copa nos não vamos surpreender niguém.

Cá entre nós, convocar Felipe Mello que não está jogando nada na Juventus (eu convocaria o Cristian, aquele que jogou no Corinthians e no Flamengo); Júlio Baptista, que não tem nenhuma qualidade a não ser a de correr feito um louco e ser amigo do Kaká; Michel Bastos, que foi convocado apenas uma vez; Ramires, que sumiu do mapa – se estivesse jogando bem, mesmo estando no Benfica, que não tem mais uma grande repercussão mundial, a gente ficaria sabendo; o goleiro Doni, que nunca teve nenhuma expressão no futebol brasileiro e mundial e…. (agora lá vai!) deixar o Ronaldinho Gaúcho; o Pato e o Neymar de fora, mostra que nosso técnico da seleção continua o mesmo.
Tomara que tudo dê certo, o Brasil precisa, mas que é decepcionante, pode ter certeza que é!
Autor: Michel Laurence - Categoria(s): Notícias
Tags: dunga, Seleção brasileira
09/02/2010 - 13:27

Um dos livros mais bonitos já editados sobre o Pelé foi lançado ontem, durante a festa da passagem da Copa do Mundo, pelo Memorial da América Latina, em São Paulo: Pelé 70.
O livro em tamanho gigante é ilustrado pelas melhores 84 fotos da carreira de Pelé e abriga escritores maravilhosos como Roberto Muylaert, Xico Sá; José Roberto Torero e humildemente um texto meu.
O livro editado pela Realejo, de Santos, é lindo, você que gostam de futebol tem que ter na estante de casa.
Autor: Michel Laurence - Categoria(s): Recados
Tags: pelé
07/02/2010 - 19:12
O futebol brasileiro tem coisas que ninguém sabe explicar.
Ainda está bem clara em minha memória a volta de Ronaldo Fenômeno!
Uma primeira participação assustadora, quando cheguei a pensar que ele não tinha condições ainda de jogar e a volta triunfante no segundo jogo com um, gol de cabeça que deu a vitória contra o Palmeiras com direito a quebrar alambrado e tudo.
Na Europa, onde todos o davam como acabado, foi um assombro!”
Agora foi Robinho, um pouco mais prematuro do que Ronaldo.
Logo no primeiro jogo, também sendo poupado, com quase todo mundo achando que sua escalação no banco de reservas tinha sido apenas mais uma jogada de marketing, ele entra e faz o gol da vitória sobre o São Paulo.
Ele tinha tentado duas vezes. As duas passando pertinho.
Na terceira ele conseguiu o gol e não foi um gol qualquer.
Um gol de calcanhar que provavelmente vai cair feito uma bomba na Inglaterra, onde o Manchester City vai se sentir frustrado.
A volta foi fantástica, provando que o futebol bem jogado também é eficiente e pode dar vitórias.
Mas quero ressaltar duas coisas:
1º – a substituição inteligentíssima que Ricardo Gomes fez tirando Washington, que não estava jogando mal, e fazendo entrar Cleber Santana. Assim ele devolveu a velocidade ao time que chegou a dar a impressão que ia vencer depois do gol de empate de Roger;
2º – a defesa do Santos, onde Edu Dracena fez uma partida impecável ao lado de Durval. Parece que depois de muito tempo o Santos finalmente montou uma defesa.
Foi bonito ver o time inteiro do Santos e todos os reservas abraçarem um a um o herói do dia.
E é bom também dizer que o time do São Paulo vem aí e vai chegar mais uma vez na Libertadores e em todas as competições que disputar.
Autor: Michel Laurence - Categoria(s): Notícias
Tags: campeonato paulista, robinho, santos
07/02/2010 - 15:11

Carlos Eugênio Simon
A FIFA divulgou a lista dos árbitros que vão estar na Copa do Mundo da África do Sul.
Entre os 30 (trinta) nomes indicados estão os do brasileiro Carlos Eugênio Simon – que irá a sua terceira Copa – e o do sueco Martin Hansson.
O Simon é aquele que andou sendo o protagonista das maiores confusões das arbitragens no Brasil. Erra mais do que eu falando russo.
O outro se você não se lembra é aquele árbitro que validou o gol de mão no passe com a mão de Thierry Henry, da França, para Gallas fazer o gol contra a Irlanda, no Estádio de Paris.
A Irlanda chora até hoje sua desclassificação “injusta” para Copa.
Ao lado dos dois, o que já é um temor, estão árbitros do Cazaquistão, da Arábia Saudita, da China, de Mali.
Quer dizer prepare-se para um show de horrores na Copa.
E torça para a seleção ir bem, e o Simon ter que voltar rapidinho ao Brasil.
Autor: Michel Laurence - Categoria(s): Comentário
Tags:
05/02/2010 - 17:21
Eu moro na Vila Romana.
Um bairro como o nome indica, fundado por italianos.
Então as ruas têm os nomes de imperadores romanos: Júlio César; Marco Antonio, Cassio, Coriolano. etc..
O bairro é lindo, mas está meio abandonado (talvez não seja o único).
Ruas esburacadas, árvores que nunca são podadas, bocas de lobo entupidas, praças – as poucas que existem – mal tratadas.
Não tem estrutura.
Recentemente, o Sondas abriu um supermercado. Imediatamente, quase no mesmo dia, o Pão de Açúcar inaugurou um também.
Mas o bairro é lindo, casinhas dos dois lados das ruas, lembra a São Paulo do início do século…claro!
Em tudo, inclusive na sujeira.
Você já deve ter adivinhado, quando chove é uma desgraça.
Não tão grande quanto aquela sofrida pelos bairros ainda mais pobres e mais longínquos.
Mas mesmo assim desastrosa.
Anteontem choveu e faltou luz das 17:00 às 21:30.
Acho que só voltou porque o Corinthians ia jogar contra a Ponte Preta na tela da Globo.
Ontem choveu de novo!
A luz apagou e só voltou às 02:00 da madrugada.
Acho que era porque o Santos jogava. Não tem lá muita importância.
Luz de vela, sombras pelas paredes, gatos estranhando a falta de claridade. Um deles queimou o bigode.
A tela da TV apagada.
O computador silencioso.
O ventilador de enfeite na sala.
Eu não tenho rádio de pilha.
9 horas da noite.
O Santos devia estar entrando em campo.
Eu queria ver o jogo. Até pensei em ir no bar ao lado de casa, mas lá também estava faltando luz.
A idéia de sair por São Paulo procurando um bairro com luz e um restaurante com televisão não me seduziu.
Entrei dentro do carro da minha mulher e liguei o rádio.
O rádio estava horroroso.
- Eu te disse – gritou minha mulher – que tínhamos que trocar o rádio do carro.
O chiado me deixou louco.
Me senti um homem das cavernas.
Solitário, dentro das trevas, esperando ser atacado por um tigre dentes-de-sabre.
Horrível.
Pensei: “amanhã, os leitores do blog se o Santos perder, vão ficar pau da vida comigo, achando que só falo mal do Corinthians, do Palmeiras e vez por outra do São Paulo”.
Fui dormir.
Ainda bem que minha cama estava ali ao invés daquele chão duro e frio do tempo das cavernas.
Pelo menos isso.
Calculei amanhã vejo o jogo do Santos contra o Santo André e depois escrevo.
A NET só voltou as 11hs30.
Fiquei a manhã de hoje inteira sem computador e sem TV.
Aí uma boa alma – talvez tendo pena do meu sofrimento (como será que ele descobriu) – colocou no ar um compacto.
Rapaz, tomei um susto: que gol foi aquele do Neymar?
O que esse garoto sabe de bola é espantoso.
Sei que vão cair matando, mas o Robinho vai ter que jogar muito para ofuscar o brilho do garoto Neymar, que hoje completa 18 anos.
Garoto, feliz aniversário e que seu futuro seja mais feliz ainda.
Autor: Michel Laurence - Categoria(s): Notícias
Tags: campeonato paulista, santos
04/02/2010 - 13:05
Não adianta!
Tem alguma coisa no time do Corinthians que não funciona.
Talvez seja a lentidão de alguns de seus jogadores, o que não deixa de ser preocupante quando a gente sabe que os mexicanos aprontam correria; os equatorianos confiam na altitude; etc…
Vou dar um exemplo: o Roberto Carlos deu um carrinho fantástico que foi parar no banco de reservas não me lembro contra quem; aí domingo contra o Palmeiras ele deu outro e foi expulso. Ele só não foi expulso no primeiro porque não acertou ninguém a não ser acho que um funcionário do Corinthians.
Mas por que Roberto Carlos foi obrigado a dar dois carrinhos (que na Europa não são considerados faltas como aqui no Brasil) incríveis?
Porque vendo que não havia a cobertura, isto é alguém saindo para combater o adversário pela ponta direita, ele teve que num esforço danado se recuperar. Mas por que não tinha ninguém na cobertura?
Porque alguns jogadores são lentos!
Os homens da defesa nunca foram de cobrir as costas dos laterais.
Talvez o Chicão dé de vez em quando essa ajuda ao Alessandro!
Mas o Willian nunca cobriu as avançadas de André Luís o ano passado.
Quem tinha que estar cuidando das costas do Roberto seria o segundo volante.
Ano passado esse papel era desempenhado pelo Cristian. Agora não existe esse jogador a não ser o Elias, mas ele não consegue socorrer o tempo todo seus companheiros, mesmo que tenha a maior boa vontade do mundo.
Ontem, Mano Menezes usou de todos os recursos para evitar o desastre que acabou acontecendo.
E aí ficou evidente que o Tcheco joga bola e que o Danilo também joga, mas os dois não tem a velocidade que o time precisa.
Não é culpa deles, nem de ninguém, é que acontece, simplesmente isso, acontece! Como já aconteceu quinhentas mil vezes, ou a linha dos sonhos do Flamengo que incluía Romário, Edmundo e Sávio faz parte de um tempo esquecido?
Essa linha não andou.
Os jogadores não se “encaixavam” – quem gosta de usar essa expressão é o grande Pepe – como os atuais do Corinthians não se encaixam.
Soma-se a isso o fato inegável da ausência de Ronaldo Fenômeno – o que justifica qualquer problema.
E mais o descontentamento visível de Dentinho com a presença de Iarley.
E aí você tem problema para formar o time que você queria para a Libertadores.
Experiência eles tem, todos sabem jogar, todos já fizeram coisas admiráveis e até inesquecíveis, mas… falta alguma coisa!
E não sei se dá tempo de consertar.
A procura por dois times: um para jogar a Libertadores e outro para as competições “caseiras”, mais uma vez não está dando certo.
Outro dia um grande jogador do passado me disse:
- Jogador tem que jogar. As vezes gente jogava terça, quinta e domingo e estávamos felizes da vida.
É evidente que meu amigo não está totalmente certo porque o futebol ficou muito mais rápido.
Mas se você quer um time unido e encaixado tem que fazer ele jogar, até a coisa pegar… nem que seja no tranco.
Autor: Michel Laurence - Categoria(s): Comentário
Tags:
03/02/2010 - 17:29
Quando Ronaldo chegou para o Corinthians ninguém se preocupou em perguntar em qual posição ele ia jogar.
Todo mundo sabia que a partir daquele momento a 9 era dele.
No caso do Robinho tudo é muito diferente.
Ele não é Ronaldo, nem sei se ele virá a ser.
Só sei que a grande pergunta do momento é “onde Robinho irá jogar?” e mais “quem vai sair para ele entrar?”.
Ontem fui comer uma pizza com a rapaziada.
Conversa vai, conversa vem… PIMBA … surgiu a pergunta:
- Como você acha que o Dorival vai armar o time? – foi a pergunta rascante do Riba Karlovich, aquele ator da peça “Toc..Toc”!
Fiquei olhando para os meus velhos companheiros Cleber Machado e o Oliveira Andrade e arrisquei:
- Acho que o Dorival vai colocar do meio campo para frente: Rodrigo Mancha e Arouca; Marquinhos e Paulo Henrique Ganso; Neymar e Robinho. Um 4-2-2-2 como o Brasil na Copa.
O Cleber avisou:
- Duvido! Ele vai jogar com Rodrigo Mancha, Arouca e Paulo Henrique Ganso; Neymar (ou Robinho), André e Robinho (ou Neymar). Um 4-3-3 como o Zagallo gosta. E o Dorival também.
A conversa continuou, eu discordando do Cleber, argumentando que a formação que ele achava que seria escolhida por Dorival era “jogar talento fora”.
- Não sei – ele responde – não sei, mas é preciso ter um homem de área finalizando o que os outros caras são capazes de construir.
Fui para casa.
Hoje de manhã abri a internet e lá estava:
“Dorival faz o primeiro treino com Neymar, André e Robinho se revezando no ataque.
Acho que o Cleber deve estar sorrindo.
Autor: Michel Laurence - Categoria(s): Notícias
Tags: campeonato paulista, robinho, santos
02/02/2010 - 14:18

César Maluco
Comecei minha carreira cobrindo o América para a Última Hora, do Rio.
Vi surgir no América o Edu, irmão de Zico, o Antunes, ídolo do Fluminense, onde foi artilheiro do Campeonato Carioca, e o Nando, um lateral que jogou muitos anos pelo Bahia, todos jogadores de bola.
Todos com um talento danado, inclusive uma irmã que completava o time quase imbatível, diga-se de passagem, de futebol de salão da família jogando no gol.
Logo a seguir, em 1965, fui cobrir o Flamengo, que foi campeão carioca nesse mesmo ano.
Os juvenis do Flamengo também foram campeões, e com eles surgiu um grande número de jogadores maravilhosos.
Entre eles, César, da família Lemos, que foi quase tão numerosa em jogadores de bola quanto a Antunes. Depois de César, surgiram Caio “Cambalhota”, ídolo do Atlético Mineiro, e Luisinho “Tombo”, ídolo no Flamengo. Caio dava “cambalhotas” depois de seus gols; Luisinho passou a ser “tombo” por ordem das torcidas e dos narradores.
César só foi “Maluco” por ordem e graça do grande narrador de futebol Geraldo José de Almeida.
César era desse time e fez história batendo o recorde de gols do campeonato de juvenis. Mas apesar disso tudo e das chances conquistadas pelas mãos do técnico Armando Renganeschi no time titular, acabou sendo trocado pelo Ademar Pantera com o Palmeiras.
César jogou por 12 anos no Palmeiras, é o segundo maior artilheiro da história do clube, com 180 gols – só perde para Heitor que fez 284 entre os anos 30 e 40.
Geraldo José de Almeida – pai do atual narrador Luis Alfredo – teve a coragem de chamar César de “maluco” num jogo contra o Corinthians em que ele sumiu com a bola, quando o Palmeiras perdia por 2 a 1. César arrumou uma confusão, foi expulso e na passagem para o vestiário escondeu a bola do jogo – naquele tempo só tinha mais uma durante os jogos – embaixo da camisa. O jogo só recomeçou 10 minutos depois, e aí o Corinthians poderia ter goleado se continuasse normalmente. Mas, até achar outra bola, o time “esfriou”, e a partida terminou em 2 a 1. Geraldo então disse:
- Esse César é completamente maluco.
Pronto, o homem que saía correndo em direção à torcida depois de seus gols, formando um “V” com os dedos, e que subia pelo alambrado do Pacaembu para comemorar junto dos torcedores, se eternizou como César “Maluco”.
Mas foi com o time de juvenis do Flamengo – sem César -, reforçado pelo Fio, que ainda não era o Maravilha de Jorge Ben, que também ainda não era Benjor, que vivi uma das maiores experiências da minha carreira.
Fui convidado para acompanhar o time que o Flamengo resolveu testar em uma excursão aos Estados Unidos, México e norte da América do Sul.

Fio
No primeiro jogo contra o time profissional da Roma, da Itália, em Nova Iorque, empate glorioso, 1 a 1.
No México, vitória sobre o América, no estádio Azteca, 1 a 0, gol de Fio, um gol memorável, em que ele recebeu a bola pela direita e foi driblando os defensores do América sobre a linha de fundo, sem deixar a bola sair, até chegar perto do gol. Balançou o corpo para o lado de dentro do campo, fingindo que ia cruzar para quem viesse entrando. O goleiro deu um passo para dentro do campo. Foi o bastante para Fio enfiar a bola entre ele e a trave. A torcida mexicana aplaudiu durante uns 5 minutos.
Um dos últimos jogos foi em Lima, no Peru, contra o Sporting Cristal.
Estádio lotado, os meninos do Flamengo – Juarez, um meia excelente, que depois jogou no Bahia; Itamar e Mário Braga, que também jogaram no Bahia; Dercy, irmão de Denílson, do Fluminense; Tinteiro, um lateral-esquerdo, irmão de Germano, quem casou com uma princesa belga; Ivan, um bom goleiro; e principalmente o ponta-direita Clair, que pronunciavam Cla-ir, mas que em francês quer dizer “Claro”, que jogava uma barbaridade, mas não chegou a vingar verdadeiramente – convencidos que seriam aproveitados como é próprio da juventude, entraram de salto alto. Resultado, no fim do primeiro tempo o Sporting Cristal vencia por 4 a 0.
Na entrada do vestiário, Flávio Costa, técnico do Brasil na Copa de 50 e que dirigia o time nessa excursão para avaliar um por um, me disse:
- Se quiser pode entrar, mas você não pode escrever o que vai acontecer!

Flávio Costa
Topei na hora. Não ia perder uma oportunidade dessas.
O time, envergonhado, foi sentando nos bancos do vestiário, procurando se refrescar, quando Flávio Costa começou a falar:
- Vocês não tem vergonha? Eu sei – e aos poucos o velho treinador começou a gritar -, eu sei que vocês estão pouco se lixando (o termo usado não foi bem esse), ninguém conhece vocês por aqui. Quem vai levar porrada sou eu (e aí ele gritava parecendo um louco). Amanhã vão dizer: o técnico que perdeu a Copa de 50 perdeu outra – e foi cada vez mais se enervando.
De repente, um dos garotos disse:
- Ora, seu Flávio, o senhor está exage….
Não completou a frase.
Levou um tapa de mão aberta no rosto que chegou a estalar.
O garoto quis reagir, levantou, mas provavelmente, pensando na pobreza que a mãe dele enfrentava, voltou a sentar.
Ficou um ambiente terrível.
Não sei explicar se foi o resultado da “sacudidela”, como diria Flávio Costa no hotel depois do jogo, mas o time de garotos do Flamengo enfiou 2 a 0 nos profissionais do Sporting Cristal no segundo tempo.
Perdeu o jogo por 4 a 2, mas saiu de campo de cabeça em pé.
Autor: Michel Laurence - Categoria(s): Causos do Futebol
Tags: Causos do Futebol
01/02/2010 - 15:17
Corinthians

Não sei se vou ser compreendido.
Vou tentar.
Acho que a vitória do Corinthians sobre o Palmeiras, seu mais terrível rival, não convenceu.
Vão dizer:
- Pó, meu, o Corinthians perdeu o Roberto Carlos logo no início do jogo, agüentou o rojão e venceu.
Só que se isso de vencer é importante, importante é também ver que o time não jogou o que se esperava.
Só se defendeu.
Mas, vão dizer:
- Garantiu o 1 a 0!
Eu sabia que ia ser difícil. Não sei se “garantir o 1 a 0” foi apenas o que justificou o pouco jogo apresentado.
- Sem Ronaldo é difícil!
É verdade sem Ronaldo tudo fica mais difícil, só que o time não conseguiu uma única jogada realmente importante depois da expulsão de Roberto Carlos.
Não sei se de tanto se preocupar em armar um time para a Libertadores o Corinthians não se esqueceu de ter um time para todas as ocasiões.
Vão argumentar de novo:
- Mas se o Mano não se preocupasse, não estaria sendo criticado?
Acho que sim.
Agora, a minha dúvida é se esses jogadores escolhidos a dedo vão se encaixar e formar um time forte. Pelo que vi não sei se Ralf, Elias, Tcheco e Danilo formam um meio de campo forte.
A única coisa que sei é que Jorge Henrique, apesar das muitas e importantes contratações, continua sendo o cara que decide, e que ontem a vitória pode ser atribuída ao goleiro Felipe.
Palmeiras

Nesse início de Campeonato Paulista o Palmeiras me parece estar com os mesmo problemas do ano passado.
Acho o técnico Muricy Ramalho que tanto admiro, nervoso.
Um nervosismo que penso estar sendo passado para o time.
Fora o fato de não ter um homem de área.
Ontem todo mundo falou que Diego Souza fez muita falta.
Eu acho que Diego faz falta sempre, mas o que falta mesmo é um bom goleador lá na frente. Um daqueles caras que conseguem duas bolas em 90 minutos e fazem pelo menos um gol.
São Paulo

O São Paulo vende mais do que compra, e é evidente que nem sempre os jogadores que compra estão a altura dos que foram vendidos.
E também existe o fato de o técnico Ricardo Gomes ser um homem de personalidade e querer dar ao time um novo estilo de jogo.
Ter personalidade e lutar por aquilo que acredita não pode ser classificado como defeito.
Mas hoje já vi o Rogério Ceni, que é uma espécie de “eminência parda” além de excelente goleiro dizer que “o time está lento”!
Acredito que essa não seja uma função – ainda mais pública – do grande goleiro inteligente.
Só pode provocar problemas. Se quer falar, fala lá dentro e que ninguém nos ouça.
Robinho

Faltou o Hino Nacional.
Faltou a bandeira do Brasil.
Faltou emoção!
Não foi desta vez que vi o esporte brasileiro realizar um festa a altura das que a gente vê sendo feitas nos Estados Unidos.
Ontem, na festa do futebol americano, o Pro Bowl, teve bandeira, teve hino cantado por um quarteto de sucesso, teve fanfarra – que praticamente não existe mais no Brasil e tudo isso em menos de 10 minutos.
Na festa de Robinho teve Pelé – desvalorizado; um conjunto que se esforçou em se comunicar com a torcida e não conseguiu, um sol de 40 graus, e uma festa tão insólita que o presidente do clube não sabia o que dizer.
Robinho depois deu uma coletiva na qual se saiu muito bem.
Deu sem pestanejar suas explicações inclusive sobre itens embaraçosos como sua saída do Real Madrid e agora a forçada de barra para deixar o Manchester City.
- No Real não acho que eu tenha fracassado redondamente. Pode não ter sido tudo que eu queria, mas fui duas vezes campeão espanhol, portanto não foi um “grande fracasso”. No City realmente não fui bem.
Ele ainda teve oportunidade de dizer que “não voltou só para ir a Copa, mas que voltou para também ser campeão pelo Santos”.
Se Robinho se sair tão bem em campo, acho que o Santos pode esperar fazer uma bela campanha nesses seis meses e a seleção pode ter de volta um jogador que desequilibra.
Autor: Michel Laurence - Categoria(s): Notícias
Tags: campeonato paulista, Corinthians, palmeiras, santos, São Paulo
30/01/2010 - 22:29
É muito legal ver esse Santos muito bem definido pelo meia Wesley como “uma molecada danada”.
Hoje a molecada não contou por exemplo com a proteção da arbitragem, que parecia ao contrário incentivar os jogadores do Oeste a marcarem cada vez mais forte, deixando de marcar faltas evidentes, e entradas desleais. Eu que vinha poupando as arbitragens das críticas que vinham – com razão – sofrendo, fico me perguntando para onde querem levar o futebol, para uma guerra de gladiadores?
Prefiro o lançamento milimétrico de Neymar para Marquinhos, que redundou no primeiro gol do Santos.
Prefiro o toque de um zagueiro do Oeste entre as “canetas” de Neymar, a outro que fingiu levar um tapa no rosto do mesmo Neymar, para se livrar de uma expulsão depois de uma entrada violenta.
Não gosto de intimidações.
O zagueiro do Oeste Rivaldo, que não honra o nome, tentou intimidar Neymar, dedo em riste, assim como o André Luis que fez a mesma coisa, e aí aconteceu algo estranho: os moleques se revoltaram, furiosos, encararam os provocadores jogadores do Oeste.
Não tenho nada contra o Oeste que até veste uma simpática camisa com as mesmas cores da do Flamengo. Apenas acho que tentaram combater a velocidade do time moleque com a intimidação. E veja bem, acho que o time do Oeste tem recursos, pode até fazer bonito no Paulistão-2010. Tem bons jogadores e um técnico que me disseram ser inteligente.
Mas é muito legal ver o Léo incentivar com dribles e jogadas de classe os garotos a criarem, a colocar a inventiva em campo, a surpreender o adversário.
Foi legal ver Robinho sendo recebido pelos garotos com alegria. Ser abraçado pelo Léo, acho que o único remanescente da equipe de 2002 no atual elenco do Santos, como se abraça um velho e querido companheiro.
Acho que o Santos vai lotar a Vila segunda-feira quando vai apresentar oficialmente Robinho como sua mais recente contratação.
Acho também que os moleques de Wesley podem ser chamados de “Velozes e Furiosos”. Velozes como é preciso ser no futebol de hoje em dia, e Furiosos para se fazerem respeitar. Afinal, ser jovem não é sinônimo de ser bobo.
Autor: Michel Laurence - Categoria(s): Notícias
Tags: campeonato paulista, santos
Voltar ao topo