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	<title>Indiana Silva, por Rodrigo Silva &#187; Primeira Guerra Mundial</title>
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	<description>Arqueologia, história do Brasil e curiosidades</description>
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		<title>Feliz Natal&#8230;o filme</title>
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		<pubDate>Mon, 01 Dec 2008 21:48:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>indianasilva</dc:creator>
				<category><![CDATA[História contemporânea]]></category>
		<category><![CDATA[História e cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
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		<category><![CDATA[Primeira Guerra Mundial]]></category>

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Feliz Natal&#8230; 
Por enquanto, ao menos até o dia 25, é o nome de um filme fantástico, um dos mais belos que vi nos últimos tempos.
Em 1914 eclodiu a Primeira Guerra Mundial colocando em lados opostos austríacos e alemães de um lado, ingleses e franceses de outro. Mesmo com ingleses e franceses sendo adversários históricos, curiosamente, nas duas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://colunistas.ig.com.br/indianasilva/files/2008/12/2512.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-1901" src="http://colunistas.ig.com.br/indianasilva/files/2008/12/2512.jpg" alt="Capa do filme Feliz Natal" width="202" height="300" /></a></p>
<p><strong><span style="color: #ff0000">Feliz Natal&#8230; </span></strong></p>
<p><span style="color: #000000"><strong>Por enquanto, ao menos até o dia 25, </strong>é o nome de um filme fantástico, um dos mais belos que vi nos últimos tempos.</span></p>
<p>Em 1914 eclodiu a Primeira Guerra Mundial colocando em lados opostos austríacos e alemães de um lado, ingleses e franceses de outro. Mesmo com ingleses e franceses sendo adversários históricos, curiosamente, nas duas guerra mundiais (ou na Grande Guerra &#8211; 1914 a 1945, de acordo com alguns historiadores) eles lutaram lado a lado.</p>
<p>Mas o mundo, no final do ano de 1914, ainda era o mundo do século XIX, das antigas convenções, das antigas etiquetas e da antiga guerra, muito diferente do que apareceria depois.</p>
<p>Apesar de toda guerra ser brutal, até 1914 um código de conduta quase cavalheiresco imperava nos exércitos. Estar nos exércitos, ao menos para os oficiais &#8211; muitos deles nobres &#8211; era uma honra e uma tradição secular familiar.</p>
<p>Nas trincheiras da Primeira Guerra Mundial, no final do ano de 1914, um fato que hoje soa quase surreal ocorreu entre os exércitos inimigos.</p>
<p>Na noite de natal o exércitos acordaram uma trégua festiva, afinal, como escreveu o historiador Jacques Le Goff, se há algo que pode ser identificado como fundador e unificador da cultura européia, este algo é o cristianismo.</p>
<p>Independentemente do lado que defendiam na guerra todos, ou quase todos, eram cristãos.</p>
<p>Durante a trégua os soldados de ambos os lados sairam das trincheiras para confraternizar com os adversários, com quem, até há pouco, trocavam balas. Cantaram canções natalinas, compartilharam o pouco que tinham, mostraram fotos de família.</p>
<p>No dia seguinte ainda disputaram partidas de futebol até que, lembrados pelos seus superiores &#8211; em seus quartéis generais aquecidos e perto de suas famílias &#8211; foram obrigados a voltar para a carnificina. A sequencia da história foi horrível e inaugurou a era da guerra total, na qual dizimar o adversário é sinônimo de vitória.</p>
<p>O filme Feliz Natal conta esta história de um modo sensível. É um filme de guerra contra a guerra, bem ao gosto dos europeus.</p>
<p>Sem grandes cenas de batalha, sem cenários gigantescos e sequências interminaveis de balas e explosões como O Resgate do soldado Ryan, Feliz Natal (Joyeux Nöel no original, produção de um monte de países) investe na qualidade da história e na sensibilidade do público. Lindo demais, e um ótimo filme para ver e perceber como os sentimentos podem ser tão contraditórios na vida.</p>
<p>  </p>
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		<title>Primeiro de Agosto de 1914, o início da 1 Guerra Mundial</title>
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		<pubDate>Thu, 07 Aug 2008 10:38:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>indianasilva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[História contemporânea]]></category>
		<category><![CDATA[Europa]]></category>
		<category><![CDATA[França]]></category>
		<category><![CDATA[Império Austro-húngaro]]></category>
		<category><![CDATA[Inglaterra]]></category>
		<category><![CDATA[Primeira Guerra Mundial]]></category>

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		<description><![CDATA[
A 1 de agosto de 1914 teve início o conflito armado mais traumático da história recente.
Muitos, e eu mesmo durante muto tempo, imaginam que a Segunda Guerra Mundial foi o evento bélico mais significativo e traumático da história contemporânea.
Esse imaginário se formou graças a diversos motivos: ao fato de ter o nazi-fascismo como inimigo direto, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://colunistas.ig.com.br/indianasilva/files/2008/08/19141.jpg" alt="" /></p>
<p>A 1 de agosto de 1914 teve início o conflito armado mais traumático da história recente.</p>
<p>Muitos, e eu mesmo durante muto tempo, imaginam que a Segunda Guerra Mundial foi o evento bélico mais significativo e traumático da história contemporânea.</p>
<p>Esse imaginário se formou graças a diversos motivos: ao fato de ter o nazi-fascismo como inimigo direto, por causa do genocídio contra judeus, ciganos, etc, por conta do mundo pós Guerra dividido em dois gigantescos blocos.</p>
<p>Obviamente que ninguém está estabelecendo uma disputa entre qual foi o pior conflito da história, para os afetados &#8211; direta e indiretamente &#8211; por cada um dos conflitos isso é uma indignidade e um desrespeito com o sofrimento do outro.</p>
<p>Mas trata-se de uma mudança de parâmetro, de escala de conflito, de impacto sobre as populações.</p>
<p>Quando estourou a Primeira Guerra Mundial o mundo ocidental vinha do chamado &#8220;século burguês&#8221; ou da &#8220;era das luzes&#8221;. Após as revoluções burguesas no final do século XVIII e dos conflitos até meados do XIX, a Europa havia entrado em uma era de relativa estabilidade.</p>
<p>Mesmo os conflitos gerados pelo surgimento do movimento operário e do comunismo criavam conflitos locais e curtos, sem ameaçar a estabilidade a médio prazo.</p>
<p>Esse período foi marcado por uma constante revolução tecnológica, por uma certa arrogância científica no qual se ufanava dos feitos humanos. O luxo financiado com dinheiro da burguesia em expansão invadia os salões fazendo reviver quase o esplendor da nobreza antes das revoluções do final do século XVIII e começo do XIX.</p>
<p>A Guerra Frnco-Prussiana foi um prelúdio do que viria a partir de 1914, mas ninguém podia saber disso. Quando o assassinato do Arquiduque Frederico Ferdinando da Áustria-Hungria, em Sarajevo, precipitou os acontecimentos que fizeram eclodir a guerra apenas parte das pessoas tinha noção de como suas vidas, e o mundo, mudariam radicalmente.</p>
<p>Até o começo da Primeira Guerra Mundial os conflitos eram contados em dezenas, as vezes centenas de milhares de mortos, dessa vez eles seriam contados em milhões.</p>
<p>Cargas de cavalaria &#8211; de Hussardos &#8211; investiam contra tanques, grupos de guardas eram bombardeados por aviões ou queimavam sob efeito de gases mortíferos, invenções do tal &#8220;progresso científico&#8221; que fazia o orgulho da burguesia européia.</p>
<p>A Primeira Guerra Mundial foi um rito de passagem do mundo contemporâneo, foi a perda definitiva da inocência. Um estadista disse &#8220;as luzes da Europa se apagaram e não voltaremos a vê-las se acenderem nesta vida&#8221;. Estava certo.</p>
<p>Hoje cresce a adesão dos historiadores a interpretação que vê as duas Guerras Mundiais como um único conflito, separados por um armistício de duas décadas. Em verdade a Segunda Guerra Mundial tinha seus motivos em grande medida, mas não somente, ligados diretamente ao revanchismo das nações perdedoras do primeiro conflito, humilhadas e deixadas em situação precária pelos vencedores.</p>
<p>Recentemente foi lançado um filme sobre o primeiro natal passado nas trincheiras entre a França e a Alemanha na Primeira Guerra Mundial: &#8220;Feliz Natal&#8221; (Joyeux Nöel). Lindo, um dos melhores filmes que vi em alguns anos.</p>
<p>Naquele Natal de 1914 as tropas presas nas trincheiras saíram para confraternizar e realizar uma trégua natalina &#8211; o que foi verdade -, o filme aborda a guerra sem ser um &#8220;filme de guerra&#8221;, com muita sensibilidade e sem os maniqueísmos que geralmente imperam nos filmes de conflitos.</p>
<p>Para quem quiser dar uma olhada mais a fundo na história do conflito recomendo &#8220;História ilustrada da Primeira Guerra Mundial&#8221; de John Keegan, &#8220;A Sagração da Primavera&#8221; de Modris Eksteins e o acompanhamento jornalístico feito por Julio de Mesquita na Europa e editado há alguns anos em quatro volumes fartamente ilustrados.</p>
<p>Quem preferir romance pode ler &#8220;Nada de novo no front&#8221; de Erich Maria Remarque ou &#8220;Adeus às armas&#8221; de Ernst Hemingway, ambos maravilhosos.</p>
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