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18/06/2008 - 01:09

Camelô de barco: tem na China e na Amazônia

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Remando, vendedores ambulantes alcançam barcos com turistas

Não canso de falar por aqui das grandes e surpreendentes diferenças culturais e sociais que encontrei na China. Mas nesse mundão que às vezes é pequeno nem tudo é assim tããão diferente. Logo no início do cruzeiro de Guilin a Yangshuo pelo Rio Li ali do último post, me chamaram a atenção dois barquinhos pequenos de bambu que se aproximavam muito rapidamente, apesar de serem conduzidos por remos, do nosso barco grande cheio de turistas. Assim que nos alcançaram, os fortes chineses que estavam nas pequenas canoas logo mostraram a que vieram: vender bugigangas supostamente típicas. Tudo acontece muito rápido – os barquinhos deslizam pelas águas até chegar à embarcação maior, seus condutores os amarram e pegam carona no motor do navio, para então oferecer produtos enquanto ficam meio pendurados no lado de fora. Como todos os bons negociantes chineses, mesmo nesta posição, realizam o ritual da pechincha completo.

Enquanto admirava a destreza dos vendedores/barqueiros chineses e duvidava de que poderiam ter sucesso nas vendas, minha mãe lembrou de uma viagem que fez pelo Rio Amazonas. Lá, no canal de Breves, segundo ela me contou, também índios em pequenas canoas vivem de oferecer produtos típicos, como palmito e camarão seco, para turistas que passam em cruzeiros.


No Rio Amazonas, mudam os produtos oferecidos pelos locais de barco (Foto: Irmgard Klix)

Autor: Tatiana Klix - Categoria(s): Barco, Yangshuo Tags: , , , , , ,
17/06/2008 - 18:08

Para chegar a Yangshuo, vá de barco

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Barcos turísticos viajam em fila no mesmo horário pelo Rio Li

Já fiz minha declaração de amor por Yangshuo, no sudoeste na China, cinco posts atrás. Agora vou fazer campanha pelo cruzeiro no Rio Li que faz o deslocamento de Guilin até lá. O guia John, que me levou na companhia da minha mãe e da Jana no primeiro dia em Guilin a uma série de lugares, bem que tentou convencer que a melhor maneira de viajar até a cidade seria de carro, porque também é a mais rápida. Assim, ainda segundo o John, chegaríamos mais cedo e teríamos mais tempo para aproveitar o dia. De fato, a viagem de barco leva cerca de cinco horas e de carro, uma. Mas o passeio é daqueles em que não se perde tempo, se ganha em prazer. Para que pressa se é possível desfrutar confortavelmente de uma vista linda? A bordo do barco pode-se observar a paisagem formada por picos de carste (formações rochosas de calcário) para todos os gostos, além de vilas típicas de pescadores e barquinhos de bambu ao longo do rio.

O passeio parte às 8h da manhã do porto em Guilin. É possível comprar os tíquetes no próprio local, mas acabamos reservando no hotel – o que é bem comum – e cedinho uma Van nos buscou para ir até o barco. Por razões que o meu chinês não entendeu, todas as embarcações saem no mesmo horário. E são várias bem parecidas, cheias de turistas – muitos reunidos em grupos com guias de bandeirinhas na mão. O embarque chega a ser um pouco confuso, mas uma vez que nos instalamos no barco, tudo foi bem. O cruzeiro, por 500 yuans, inclui almoço a bordo e guias que falam um pouco de inglês. Se a idéia for economizar, dá para encarar barcos mais simples destinados preferencialmente a chineses. Mas para isso é preciso se esforçar, não só para se comunicar e entender o que se passa, mas para conseguir lugar num desses. Nos locais onde perguntamos com nossos olhos não puxados, só nos ofereceram o com preço para estrangeiro.

Chegando em Yangshuo, muita gente aproveita para conhecer rapidinho a região e volta no mesmo dia para Guilin, só que de ônibus. Há vários pacotes que organizam todo o dia dos viajantes, mas como eu já falei, não recomendo. É muito bom ficar em Yangshuo, pelo menos uma noite.

Autor: Tatiana Klix - Categoria(s): Barco, Guilin, Yangshuo Tags: , , , , ,
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