Camelô de barco: tem na China e na Amazônia

Não canso de falar por aqui das grandes e surpreendentes diferenças culturais e sociais que encontrei na China. Mas nesse mundão que às vezes é pequeno nem tudo é assim tããão diferente. Logo no início do cruzeiro de Guilin a Yangshuo pelo Rio Li ali do último post, me chamaram a atenção dois barquinhos pequenos de bambu que se aproximavam muito rapidamente, apesar de serem conduzidos por remos, do nosso barco grande cheio de turistas. Assim que nos alcançaram, os fortes chineses que estavam nas pequenas canoas logo mostraram a que vieram: vender bugigangas supostamente típicas. Tudo acontece muito rápido – os barquinhos deslizam pelas águas até chegar à embarcação maior, seus condutores os amarram e pegam carona no motor do navio, para então oferecer produtos enquanto ficam meio pendurados no lado de fora. Como todos os bons negociantes chineses, mesmo nesta posição, realizam o ritual da pechincha completo.

Enquanto admirava a destreza dos vendedores/barqueiros chineses e duvidava de que poderiam ter sucesso nas vendas, minha mãe lembrou de uma viagem que fez pelo Rio Amazonas. Lá, no canal de Breves, segundo ela me contou, também índios em pequenas canoas vivem de oferecer produtos típicos, como palmito e camarão seco, para turistas que passam em cruzeiros.

No Rio Amazonas, mudam os produtos oferecidos pelos locais de barco (Foto: Irmgard Klix)


Tatiana Klix