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Arquivo da Categoria eu viajante

08/10/2009 - 21:22

Meu ida&volta de volta

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Demorou bem mais do que eu queria, mas o ida&volta voltou ou eu voltei para o ida&volta (não decidi ainda quem mais se enrolou no trajeto Porto Alegre-São Paulo). Se vão quase cinco meses desde o post de despedida na casa velha até este novo, em nova cidade e vizinhança (física e online). Além da tradicional procastinação, excesso de novidades me atrapalharam: novo emprego, novos amigos, novas rotinas, novos perrengues, novo supermercado (tem Záffari aqui – com acento -, mas é longe da minha casa), novas baladas, novo trânsito (e novas multas), nova faxineira, muitos novos restaurantes dão trabalho, viu?

O gosto por viagens – ainda bem – continua o mesmo, mas depois de 30 anos morando em Porto Alegre e 11 trabalhando na mesma empresa, descobri também um novo sentimento: é bom mudar. De modo que nesta nova etapa, o blog também vai mudar um pouco, não apenas na aparência e de endereço. Além do papo sobre viagem, vou arriscar por aqui algumas impressões sobre Sampa e sobre ser nova na cidade. Se a coisa ficar muito egobairrista, podem me xingar, mas com educação, que a casa nova continua sendo de muito respeito.

Questões de ordem

Por que o WordPress é tudo na vida, consegui importar todos os posts do blog hospedado no portal clicRBS para cá. Ficou quase tudo bem direitinho ali embaixo, mas sobraram alguns erros em links e categorias que serão arrumados aos poucos, no ritmo da minha insônia.

O blog tem novo endereço: colunistas.ig.com.br/idaevolta/. O velho, www.idaevolta.com.br, ainda aponta para a versão antiga, mas logo se muda para o iG também.

Autor: Tatiana Klix - Categoria(s): Vivendo em São Paulo, eu viajante Tags:
14/02/2009 - 03:16

A melhor maneira de conhecer o Valentine’s Day

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Balões na festa de St. Valentine s Day em Stockton, California

Alguém poderia ter me contado que o Valentine’ s day era uma data parecida com o Dia dos Namorados, mas não exatamente igual.  Poderia ter me explicado que além dos casais apaixonados, amigos e familiares também trocam presentes e abraços carinhosos no dia 14 de fevereiro nos Estados Unidos. Poderia ter me mostrado fotos tiradas no refeitório de uma escola americana tomado por balões coloridos e cheios de gás recebidos como mimo e carregados por estudantes. Mas ninguém me disse nada (e eu também não fui atrás da informação). Ainda bem, porque das várias marcantes experiências do meu intercâmbio em uma High School em New Bern, na Carolina do Norte, lááá em 1993, a descoberta deste dia está entre as mais emocionantes.

Com 17 aninhos, há apenas um mês nos Estados Unidos e  ainda arranhando no inglês, já teria achado observar tudo isso que eu descrevi ali em cima muito interessante, mas participar da festa foi daquelas coisas que não tem preço. Já era de tarde, estava admirada com a quantidade de presentes e balões que meus colegas haviam trocado durante todo o dia, quando no meio de uma aula de matemática meu nome foi chamado pelo alto-falante da sala e fui convidada a ir até a secretaria da escola. Que nervoso que me deu. E não é que eu fui achando que tinha feito algo errado e voltei com o balão mais bonito de todos recheado com uma boneca de porcelana lindíssima, de deixar  todas as minhas coleguinhas babando!? O presente era dos meus pais americanos, Mary e Bob, que junto com as irmãs Cherie e Tammy me receberam like family durante seis meses.

Nesta semana que passou, após alguns anos de desencontros, minha mãe me achou no Facebook. O reencontro não poderia ter vindo em melhor hora. Poder mandar  hoje um email de happy valentine’s day para aqueles que eu tanto amo e que me ensinaram de forma tão especial o que é o valentine’s faz o meu dia muito feliz.

A propósito: Feliz Dia de São Valentim! E que tal comemorar a data nos Estados Unidos no próximo ano?

A propósito 2: Alguém sabe se os balões ainda são os presentes mais populares do Valentine s day?

Autor: Tatiana Klix - Categoria(s): eu viajante Tags: , , , ,
10/02/2009 - 11:36

Somos todos turistas e viajantes

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Adoro minhas fotos de lugares turísticos!!! Da esquerda para a direita, de cima para baixo: Torre de Pisa (Itália), Projeto Tamar na Praia do Forte (Bahia), Riquixá em Pequim (China), Burro em Santorini (Grécia), Pelourinho em Salvador (Bahia), Torre Eiffel em Paris, Acrópoles em Atenas (Grécia), Corcovado no Rio de Janeiro, Muralha da China, Pentágono em Washington (EUA)

Não é nova, mas está sempre em pauta a discussão sobre as diferenças entre viajantes e turistas. Os viajantes seriam “descolados, cidadãos do mundo, cosmopolitas, bonitos, espertos, não viajam de pacote, falam 37 línguas, odeiam McDonald´s e conhecem todos os lugarzinhos de todas as cidades (…)”, segundo J. Pinto Fernandes escreveu na coluna O Turista Razoável da revista Viagem e Turismo este mês. Os turistas, seres que ele defende e contra os quais condena o preconceito, seriam os que estão “sempre com uma câmera na mão e nenhuma ideia na cabeça”.

Será? “De onde vem esta bobagem?” é como reclama Fernandes na mesma coluna. Nesta fogueira, o blogueiro mais viajante (ou turista?) do Brasil Ricardo Freire também não gosta de botar lenha e é ainda mais enfático para dizer que não há diferença. No último post em que tocou no assunto, buscou a referência do viajante Paul Theroux, escritor de Viajando de trem através da China (Riding the Iron Rooster), para fechar questão:

“Se vocês fazem questão de classificar as pessoas que saem temporariamente de casa em duas categorias, então lá vai: nós (e todos os outros que viajam como nós, um pouco melhor, um pouco pior) somos os turistas. Os Theroux são os viajantes.”

E eu? Confesso que às vezes sou meio metida e bem que prefiro a palavra viajante, tento ser descolada, evito comer McDonald´s, não gosto de agências de viagens e pacotes, gosto de conhecer lugarzinhos escondidos e falar mal de turistas que se empoleiram na frente da Monalisa! Mas também adoro tirar fotos em lugares clássicos, como a Torre Eiffel e o Cristo Redentor, e já me meti em muita indiada gostosa e bem turística. Do que concluo que não tem muita diferença mesmo. Todos somos um pouco turistas, um pouco viajantes, às vezes mais, às vezes menos. E é muito chato não se render aos lugares populares só para manter a pose de cosmopolita. Vai dizer?

Autor: Tatiana Klix - Categoria(s): eu viajante Tags: , ,
02/12/2008 - 23:44

Galícia no jornal

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Minha viagem para a Galícia já apareceu por aqui em tempo real. Ainda quando estava na Espanha e na primeira semana depois da volta postei e troquei algumas experiências e impressões da província que me encantou. Hoje, mais ou menos dois meses depois, o caderno Viagem de Zero Hora publica em suas páginas centrais a reportagem que produzi a partir das informações que captei durante passeio.

Mais do mesmo? Espero que não. Como entusiasta do jornalismo na web (e das variantes de conteúdo que só a internet permite), sei bem reconhecer as qualidades do jornal impresso e procurei organizar e concatenar as informações para levar aos leitores um recorte mais contextualizado do que o que rolou no ida&volta. Ao ver as páginas impressas, me ocorreu que é mais ou menos isso que a gente faz quando vai contar uma viagem lá pela quinta vez, algumas semanas depois da volta para casa. É ou não é? Espero ter conseguido.

Em ZH: Encontre a Galícia em Pontevedra
No ida&volta: mais posts sobre a Galícia

Autor: Tatiana Klix - Categoria(s): eu viajante Tags: , ,
22/10/2008 - 19:09

Penso no dólar, nas viagens que fiz e queria fazer

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Dólar fechando em alta de novo e penso pela milionésima (ou milionésima primeira) vez nos meus planos de viagem para o próximo ano. Queria ir para Nova York, ainda quero, mas será que vai dar? Ok, também tenho pensamentos mais abrangentes, me preocupo com a crise, em quanto tempo ela ainda vai durar e que duras conseqüências pode trazer, em como possivelmente estejamos vivendo um momento histórico (mais um, tem passado rápido essa história, hein?), que talvez o capitalismo deixe de ser como vem sendo. Tento ler e consumir informações que tornem um pouco menos abstratos os números e termos de economês que pouco fazem parte do meu repertório normalmente. E volto a pensar no dólar, no meu salário em reais e nas minhas viagens… Guardo num cantinho dos meus pensamentos meus pilas investidos em fundos de ações (maldita idéia, sempre me dei tão bem com os de renda fixa) e que vão precisar ficar lá até a crise passar, se passar. E penso no dólar, e em quantos lugares do Brasil eu não conheço e em outros tantos que conheço e adoro e que talvez esteja na hora de voltar. E penso que pelo menos não gastei nada no cartão na minha ida à Galícia e viajei para a China no primeiro semestre! E penso no dólar de novo, e em como a gente se acostuma com ele mais baixo, e como é ingênuo, esquece que não vai ficar assim para sempre e que deveria ter aproveitado mais.

Too late. Melhor lembrar disso na próxima vez e parar de pensar no dólar por uns tempos.

Autor: Tatiana Klix - Categoria(s): eu viajante Tags: ,
07/10/2008 - 03:04

O Faro de Vigo e eu

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Com esforço e boa vontade dá para ver que sou eu ali na foto à esquerda na capa do jornal Faro de Vigo, né? Bem, se não der para ver, juro que não tô mentindo. Eu e o colega Silvio Giannini, colaborador da revista Gula e publisher da Time Out no Brasil, fomos clicados na abertura da Ferpalia, a feira de turismo da Galícia, e acabamos na capa do jornal. Quequeachô?

Autor: Tatiana Klix - Categoria(s): eu viajante Tags: ,
18/09/2008 - 00:37

Galícia e Madonna nos próximos posts

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Pontevedra, na Galícia, meu destino mais próximo. Por enquanto, a foto é do flickr

A coisa anda meio parada por aqui. Confesso, tô num momento “crise criativa” para escrever sobre viagem sem estar viajando. Sabe como é, aquele papo chato de correria do dia-a-dia e bla, bla, bla. A notícia boa é que as próximas viagens já estão marcadas. E são duas: Galícia no fim do mês e Madonna em dezembro. Ufa, o blog tá salvo!

Explico:

Dia 29 embarco para a Espanha, participar de um “programa para periodistas brasileiros” promovido pelo governo da Galícia, imagino que passar bem por uma semana. Vai ser bem diferente do tipo de viagem que faço normalmente, com visitas guiadas, jantares temáticos e etc. Ah, mas aposto que vai fazer um bem para a minha pele…

Em dezembro vou para o Rio, de novo por uma semaninha, para ver o show da Madonna. Neste caso vai ser bem do meu jeito – sem pacote (fiquei parte de uma madrugada e um dia inteiro na frente do site da Tickets for Fun desgraçada para comprar ingresso), dormindo na casa de amigos e o que é melhor: com minhas amigas do coração Paola, Cacá e Léo. Com esse quarteto reunido fazia tempo que não rolava nada além de Porto Alegre. E isso com certeza vai fazer bem para a pele e para a alma!

***

PS: Vai ficar faltando a Mari e a Jana, que ficarão cuidando da Cecília na barriga da Mari por aqui. Bem, não dá para querer tudo, né?

Autor: Tatiana Klix - Categoria(s): eu viajante Tags: , , , , ,
07/09/2008 - 19:44

Porto Alegre – Floripa – Itapema – Porto Alegre

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Estive quatro dias fora de casa. Foi um tanto de trabalho, outro de passeio e visita familiar. Na quinta, voei para Floripa, onde encontrei frio, vento, chuva, colegas e amigos na redação do clicRBS de Santa Catarina. Sexta, de ônibus, parti para Itapema, onde moram minha vó e minha mãe, que passou esta semana por uma cirurgia (nada grave), a Suzi, uma guaipeca, e o Kaiser, um cachorro chique. O frio também foi junto, o que até combinou com o fim de semana de mimos em família. O retorno hoje foi de bus até Florianópolis, de novo, e avião para Porto Alegre. Tempo bom, mas ainda com frio, me seguiu na despedida e também na chegada na hora do pôr-do-sol, que tava lindão no fim do domingo.

Ou seja, nada de programas turísticos. Só um pouco de paisagem, boa companhia, comida e cheiros diferentes dos da rotina. E já tá muito bom.

***

Balanço aéreo: vôos de ida e de volta absolutamente no horário!
Balanço rodoviário: engarrafamento na saída e na chegada em Florianópolis. E estamos apenas em setembro.

Autor: Tatiana Klix - Categoria(s): eu viajante Tags: , , , , ,
12/08/2008 - 23:38

Bandeirinhas, excursões, mala e outras chatices

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Guias com bandeirinhas são muito irritantes!

Uma semana de silêncio depois, retomo pelos meus gostos, again. Incentivada pela Cássia, que confessou que não gosta de viajar, mas voltou da Europa bem feliz e convicta que viajar é preciso (parece contraditório, mas ela explica essa história bem direitinho lá no Dia se Espatifa), destilarei um pouco de mau humor, com uma listinha de coisas que eu também NÃO curto em viagens. Aí:

# Guias com bandeirinhas
# Bandos de turistas que vão atrás de guias com bandeirinhas
# Bandos de turistas (geralmente japoneses) que se atravessam na frente de tudo e todos para tirar fotos, principalmente em museus
# Excursões. Detesto ter que fazer exatamente o que alguém decide que várias pessoas têm que fazer
# Filas. O Ricardo Freire disse (e eu concordo) no livro 100 Dicas para Viajar Melhor: Quem gosta de filas deve passar as férias na Disney
# Avião. Aqui, uma ressalva, gosto da possibilidade que só o avião tem de me transportar rapidamente para qualquer lugar. Gosto também da sensação de estar no aeroporto, fazer o chek-in e saber que em algumas horas estarei longe. Mas não gosto dos atrasos, dos overbooking, das conexões, de estar no avião em si. E não é que eu tenha medo, mas não gosto da sensação de estar presa, de ficar com os pés inchados, dor nas costas.
# Transformar férias em maratona. Conhecer 10 países em 14 dias, nem pensar
# Malas pesadas, embora às vezes carregue mais bagagem do que gostaria
# Perder coisas pelo caminho. E eu SEMPRE perco
# Deixar para arrumar a mala nas últimas horas antes da viagem. E eu SEMPRE deixo
# Planejar demais o roteiro, de modo que não dê para mudar de idéia durante a viagem
# Companhia de viagem que reclama de tudo – de preços, comidas, perrengues até (e principalmente) das pessoas dos lugares visitados

Autor: Tatiana Klix - Categoria(s): eu viajante Tags: ,
26/07/2008 - 19:40

O que eu gosto

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Na foto em Paris, coisas que gosto: hospedagem em casa de amigos e café da manhã com compras deliciosas do súper

Sábado de folga, dia bonito na rua, mas não botei o nariz para fora de casa. Momento internet (mesmo de folga, não largo o vício) para fazer um postzinho à toa. A inspiração vem do Banho de Loja, da Maria Paula, que adora falar dos próprios gostos. Aqui vão alguns dos meus, temáticos de viagem (porque eu gosto de muitas outras coisas além de viajar, viu?):

Gosto de:

- Planejar viagens por conta, sem agências (aliás, odeio agências, acho geralmente incompetentes)
- Não planejar demais, não reservar todos os hotéis, as passagens, os passeios. É bom poder decidir e mudar de idéia on the road
- Bons hotéis, mas não os sem personalidade, tipo Blue Tree, que são iguais em todo o mundo. Melhor os com requinte local. Se precisar, gosto também dos bem simples, desde que limpinhos. E se precisar meeesmo, topo albergues, desde que limpinhos…
- ADORO café da manhã de hotel
- Se não tiver café, gosto também de fazer compras no súper e comer no quarto ou na praça
- Viajar de trem
- Carregar pouca mala, mas nem sempre consigo
- Fazer compras, mas não demais. Tem uma hora que cansa, fico nervosa com o excesso de peso e o saldo do cartão de crédito
- Ler guias antes de viajar, levá-los junto, mas não seguir tudo que eles dizem
- Ler livros sobre ou de autores dos locais que vou visitar (e já visitei)
- Receber dicas de quem já esteve nos destinos ou, melhor, de quem mora nos locais
- Ficar hospedada em casa de amigos
- Experimentar culinárias diferentes, comer comida local – fujo do McDonald’s em viagem
- Fazer anotações. Levo sempre um caderninho, para registrar onde estive, endereços de locais bacanas, preços etc
- Não tornar as anotações uma obsessão
- Fotografar, mas não o tempo todo
- Aproveitar o dia para conhecer bem as cidades ou curtir a natureza (aí depende de onde a gente tá, né?)
- Conhecer a noite e prejudicar alguns diazinhos para isso

-Tanta coisa. Uma hora dessas postarei o que não gosto. Adiantando, no topo da lista estarão os guias com bandeirinha na mão!

Autor: Tatiana Klix - Categoria(s): eu viajante Tags:
15/07/2008 - 00:16

A viagem para a China da minha mãe

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Mãe e filha na Muralha da China

A minha mãe, a Irmgard Klix, já apareceu aqui no ida&volta algumas vezes. Primeiro,  contribuiu com uma série de posts sobre o tour que fez pela América Latina até Machu Picchu. Depois, foi citada nos relatos da nossa viagem para a China. Agora, ela volta a escrever sobre impressões e sentimentos que teve nesta que foi uma experiência para lá de surpreendente e marcante. Aproveito a introdução do belo texto que vem a seguir para reparar um descuido meu. Mesmo tendo contado várias das passagens que tivemos juntas na China, não havia escrito com propriedade o quão maravilhoso foi tê-la por perto e como me sinto feliz por ter uma mãe tão companheira até para interromper as férias e ir ao encontro de uma tragédia. É a melhor do mundo, viu?

Viajar para a China, por Irmgard Klix

Bem, viajar é algo que aprendi com meus pais e ensinei a meus filhos. Numa visão evolucionista, podemos dizer que a cada geração há o aprimoramento desta questão, pois hoje tenho uma filha que se transformou numa verdadeira viajante.

Quando jovem eu lia bastante sobre a China nos livros da Pearl Buck, nos sobre a história do comunismo chinês iniciado a partir da longa caminhada de Mao Tze Tung, sobre Confúcio, Marco Pólo etc etc e de uma forma não muito  precisa sempre imaginei um dia  conhecer o país.

A oportunidade se apresentou de forma concreta quando a Janaína Silveira, amiga e colega de profissão da Tatiana, foi residir temporariamente em Beijing, oportunizando-nos a possibilidade de a visitarmos sem nos sentirmos somente turistas, mas um pouco participantes do dia-a-dia. Decisão tomada, embarcamos rumo à China e pudemos efetivamente ver, sentir e viver muitas realidades desse país onde tudo é gigantesco, desde a área até o número de habitantes.

Quem acompanha os blogs das duas jornalistas sabe de algumas histórias de nossa estada por lá, mas quero relatar um pouco da minha experiência pessoal na passagem pela área do terremoto. Tenho dito para as pessoas que não basta viajar para China para ter emoções fortes, mas é necessário estar acompanhada de duas jornalistas e haver um terremoto para  elevarmos à enésima potência  o contato com o diferente, o inusitado  e o que há de mais humano em qualquer civilização.

Quando decidimos ir para a área de terremoto deixamos de ser turistas para então nos colocarmos como pessoas envolvidas numa tragédia que atingiu milhares de pessoas naquilo que há de mais trágico, que vai desde a perda de documentos, objetos, pessoas, casas, entes queridos até a vida. Os aspectos emocionais envolvidos numa tragédia como esta são os mais infinitos e os medos a que somos submetidos em situações extremas nos colocam diante da finitude do ser humano – tão presente mas tão negada por nós humanos.

Os after-schoks (pequenos tremores de acomodação da placa tectônica) que se sucedem a um terremoto da magnitude deste que ocorreu em 12.05.08 chegam aos milhares e, num deles que nem foi tão pequeno – algo em torno de 5,6 na escala Richter -, eu estava no sétimo andar de um prédio de apartamentos em Chengdu. Acompanhava uma moradora de origem espanhola que estava em pânico, sem condições de permanecer em sua casa e buscávamos roupas e documentos para acomodá-la em outro local onde se sentisse mais segura. Para mim foi uma experiência extrema, pois realmente senti medo que o prédio desabasse, mas precisei lidar com o forte pânico da pessoa que eu estava acompanhando.

A China para mim, além de ser um país de belas paisagens, de uma civilização absolutamente diferente da nossa, de uma espiritualidade centrada no crescimento interno de cada um, de muita comida gostosa com temperos exóticos e muito aromáticos, de pessoas e instituições muito controladoras, de uma língua muito complexa, de um nacionalismo exacerbado é também composta de um povo que responde com muita solidariedade, trabalho árduo e humanidade quando se faz necessário, como no caso do terremoto que atingiu milhares de pessoas.

Autor: Tatiana Klix - Categoria(s): Terremoto na China, eu viajante Tags: , ,
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