iG

Publicidade

Publicidade

Arquivo da Categoria Yangshuo

03/07/2008 - 20:30

Shangrila, um parque temático chinês

Compartilhe: Twitter

Shows de minorias étnicas chinesas estão entre as atrações do parque Shangrila, em Yangshuo

Voltando à China no ida&volta, finalmente me puxei para editar um vídeo com imagens que captei amadoramente por lá. São do parque Shangrilá, a 16 quilômetros de Yangshuo, no sudoeste da China. O complexo, que fica numa área rural com um cenário natural incrível, cercado por plantações de arroz e picos arredondados de carste (as formações rochosas típicas da região formadas de calcário), tem várias atrações dignas de um parque temático, montado para o turismo.

Na chegada, quando estive lá com a Jana e a minha mãe, fomos convidadas a fazer um passeio de barco em um lago. Tudo é típico, quase uma montagem cenográfica, começando pelo barco, passando pelos funcionários caracterizados, as construções de arquitetura local até as apresentações de minorias étnicas. Durante o passeio, na margem do lago, grupos de chineses com roupas que representam a cultura de povos asiáticos fazem apresentações de música e dança quando os turistas se aproximam. Depois, esquecem que são de minorias e esperam até a visita de um novo grupo. Chega a ser um pouco surreal, a ponto de termos nos perguntado se algumas mulheres que estavam lavando roupa no lago faziam parte da encenação ou realmente precisavam lavar ali.

Tirando o meu preconceito em relação a “shows para inglês ver”, é preciso dizer que é tudo muito bem cuidado, das roupas dos atores às instalações, e portanto, também muito lindo! Infelizmente, a guia do barco que nos acompanhou – embora tenham nos dito que era a única bilíngue no local – tinha vergonha de falar. A menina, devidamente trajada como chinesa e com um chapéu de bambu em formato de cone, só sabia rir. Ficamos sem saber mais detalhes sobre as etnias, o que muito teria me interessado.

Depois da volta no lago, é a vez de apreciar o artesanato das tais minorias étnicas com novamente uma demonstração de como é feito. O trabalho é muito bonito e, obviamente, está para vender em várias lojinhas.

Melhor do que esta descrição toda, são as imagens. Confere aí!

PS: Minha visita ao Shangrila ocorreu no dia 12 de maio, quando um terrível terremoto atingiu a província de Sichuan. Num lugar tão lindo como esse, sem um tremorzinho para contar a história, era difícil de acreditar que não muito longe de lá estava acontecendo uma trabédia.

Como chegar ao parque Shangrila

Em Guilin e Yangshuo, agências de turismo locais organizam passeios guiados. Alguns deles, com orientação em inglês.

De Yangshuo, é muito perto. É possível optar por pegar um ônibus público na rodoviária da cidade e descer bem na frente do parque. Para isso, é claro, é bom pedir para alguém escrever o nome do local em mandarim para mostrar ao motorista.

>>Veja no flickr do ida&volta: mais fotos da visita ao Parque Shangrila

Autor: Tatiana Klix - Categoria(s): Yangshuo Tags: , , ,
18/06/2008 - 01:09

Camelô de barco: tem na China e na Amazônia

Compartilhe: Twitter

Remando, vendedores ambulantes alcançam barcos com turistas

Não canso de falar por aqui das grandes e surpreendentes diferenças culturais e sociais que encontrei na China. Mas nesse mundão que às vezes é pequeno nem tudo é assim tããão diferente. Logo no início do cruzeiro de Guilin a Yangshuo pelo Rio Li ali do último post, me chamaram a atenção dois barquinhos pequenos de bambu que se aproximavam muito rapidamente, apesar de serem conduzidos por remos, do nosso barco grande cheio de turistas. Assim que nos alcançaram, os fortes chineses que estavam nas pequenas canoas logo mostraram a que vieram: vender bugigangas supostamente típicas. Tudo acontece muito rápido – os barquinhos deslizam pelas águas até chegar à embarcação maior, seus condutores os amarram e pegam carona no motor do navio, para então oferecer produtos enquanto ficam meio pendurados no lado de fora. Como todos os bons negociantes chineses, mesmo nesta posição, realizam o ritual da pechincha completo.

Enquanto admirava a destreza dos vendedores/barqueiros chineses e duvidava de que poderiam ter sucesso nas vendas, minha mãe lembrou de uma viagem que fez pelo Rio Amazonas. Lá, no canal de Breves, segundo ela me contou, também índios em pequenas canoas vivem de oferecer produtos típicos, como palmito e camarão seco, para turistas que passam em cruzeiros.


No Rio Amazonas, mudam os produtos oferecidos pelos locais de barco (Foto: Irmgard Klix)

Autor: Tatiana Klix - Categoria(s): Barco, Yangshuo Tags: , , , , , ,
17/06/2008 - 18:08

Para chegar a Yangshuo, vá de barco

Compartilhe: Twitter

Barcos turísticos viajam em fila no mesmo horário pelo Rio Li

Já fiz minha declaração de amor por Yangshuo, no sudoeste na China, cinco posts atrás. Agora vou fazer campanha pelo cruzeiro no Rio Li que faz o deslocamento de Guilin até lá. O guia John, que me levou na companhia da minha mãe e da Jana no primeiro dia em Guilin a uma série de lugares, bem que tentou convencer que a melhor maneira de viajar até a cidade seria de carro, porque também é a mais rápida. Assim, ainda segundo o John, chegaríamos mais cedo e teríamos mais tempo para aproveitar o dia. De fato, a viagem de barco leva cerca de cinco horas e de carro, uma. Mas o passeio é daqueles em que não se perde tempo, se ganha em prazer. Para que pressa se é possível desfrutar confortavelmente de uma vista linda? A bordo do barco pode-se observar a paisagem formada por picos de carste (formações rochosas de calcário) para todos os gostos, além de vilas típicas de pescadores e barquinhos de bambu ao longo do rio.

O passeio parte às 8h da manhã do porto em Guilin. É possível comprar os tíquetes no próprio local, mas acabamos reservando no hotel – o que é bem comum – e cedinho uma Van nos buscou para ir até o barco. Por razões que o meu chinês não entendeu, todas as embarcações saem no mesmo horário. E são várias bem parecidas, cheias de turistas – muitos reunidos em grupos com guias de bandeirinhas na mão. O embarque chega a ser um pouco confuso, mas uma vez que nos instalamos no barco, tudo foi bem. O cruzeiro, por 500 yuans, inclui almoço a bordo e guias que falam um pouco de inglês. Se a idéia for economizar, dá para encarar barcos mais simples destinados preferencialmente a chineses. Mas para isso é preciso se esforçar, não só para se comunicar e entender o que se passa, mas para conseguir lugar num desses. Nos locais onde perguntamos com nossos olhos não puxados, só nos ofereceram o com preço para estrangeiro.

Chegando em Yangshuo, muita gente aproveita para conhecer rapidinho a região e volta no mesmo dia para Guilin, só que de ônibus. Há vários pacotes que organizam todo o dia dos viajantes, mas como eu já falei, não recomendo. É muito bom ficar em Yangshuo, pelo menos uma noite.

Autor: Tatiana Klix - Categoria(s): Barco, Guilin, Yangshuo Tags: , , , , ,
12/06/2008 - 19:11

Cotidiano na China 4: Dentista de porta aberta

Compartilhe: Twitter

Enquete: Será que os rapazes ali parados estão esperando uma consulta ou são  dentistas aguardando pacientes? Não sei, nunca saberei, só deu tempo para tirar a foto de dentro do ônibus, numa estrada perto de Yangshuo.

Quem arrisca um palpite?

Autor: Tatiana Klix - Categoria(s): Yangshuo Tags: ,
11/06/2008 - 13:37

Para conhecer Guilin, vá a Yangshuo

Compartilhe: Twitter

Desde o início do planejamento da viagem para a China, Guilin, na província de Guangxi no sudoeste da China, estava no meu roteiro. Por indicação da amiga para lá de viajante Fernanda (que aliás, é mãe do Bruno desde a semana passada!), escolhi o destino pensando em encontrar – depois da correria das grandes e obrigatórias cidades Pequim, Xangai e Honk Kong – um pouco de sossego em meio à natureza e a típicas paisagens chinesas. Ao chegar, descobri que Guilin não chega a ser exatamente uma cidade bucólica com seus 1,3 milhão de habitantes (o que é considerado pouco para os padrões chineses), mas fica, sim, numa região linda, linda de morrer, cercada daquelas montanhas de picos arredondados formados de cálcario – os carstes – que estão no nosso imaginário quando se pensa em cenários chineses. Mas para curtir mesmo a região, o gostoso é viajar mais 70 quilômetros até Yangshuo, uma cidade menor e que assim como Guilin fica na beira do Rio Li, com um astral muuito bacana e paisagens incríveis para gostos aventureiros ou não.

idaevolta_yangshuo2

Quando fui para lá, não tinha noção de que gostaria tanto de Yangshuo, que é um reduto de mochileiros, e me instalei num hotel em Guilin por dois dias, para depois me deslocar de barco pelo Rio Li (a melhor parte, que vem num post a seguir) até a cidadezinha pernoitar uma noite, que acabaram sendo duas. Logo de cara, lembrei de Morro de São Paulo, não pela paisagem, mas pelo jeito turístico despojado, por suas várias pousadinhas ou pequenos hotéis charmosos mas com preços bem acessíveis, suas ruazinhas estreitas e uma área central onde não se pode andar de carro, seus muitos restaurantes e bares que servem da típica comida chinesa até cardápios internacionais, além de lojinhas e feirinhas, é claro. Neste ambiente meio moderninho, tem tradição por todos os lados: nas construções ainda muito típicas chinesas, nas plantações de arroz na área rural em que se vê trabalhadores atolados na água vestindo chapéu de bambu, nos barquinhos pequenos que parecem de filme no Rio Li (que ficam ao lado dos grandes dos cruzeiros turísticos, é verdade), nas paisagens montanhosas, nos pagodes, no artesanato das etnias locais, nas bicicletas como principal meio de transporte. E como tudo lá é uma mistura do novo com o velho, também pode-se dizer que é a terra dos ambulantes e da pechincha, no estágio mais selvagem, em que os vendedores que começam a negociação com o preço lá no alto depois vão buscar os clientes uma quadra adiante para oferecer o mesmo produto por até cinco vezes menos.

idaevoltayangshuo

Para quem gosta de esporte radical, também lá há muitas opções – aliás, a cidade é bem procurada por quem quer escalar os tais picos de carste, fazer trilhas de bike ou passeio de balão. Só me arrisquei no rafting de bambu pelo Rio Yulong, que de radical tem pouco, é muito mais um passeio tranqüilo, em que a gente senta e olha maravilhado a paisagem (os turistas, no caso) e um chinês guia o barquinho feito de bambu pelo rio que tem algumas quedas de água, todas bem leves e divertidas.

yangshuo

Depois de tanta coisa, só dá mesmo para concluir lá pelo título. Para conhecer Guilin, o melhor é se hospedar em Yangshuo. De lá, vale o passeio para a já mais famosa e desenvolvida cidade da província de Guangxi.

yangshuo1

Autor: Tatiana Klix - Categoria(s): Yangshuo Tags: , ,
08/06/2008 - 15:26

A Jana também é pop

Compartilhe: Twitter

Em Guilin, Jana posa para fotografia

A Jana, titular do China in Blog que agora deve estar fazendo sucesso no Vietnã, vez que outra experimenta seus momentos de celebridade na China. E não é pelas palhinas que dá em festas de estrangeiros em Pequim. Suas feições ocidentais e de nariz grande (como os chineses chamam o pessoal que não é da Asia) são um atrativo para aqueles que não estão acostumados a ver e conviver com ocidentais. Não acontece em grandes cidades, onde a mistura já é mais comum, mas em viagens ao interior, a cena da foto acima pode ser bem freqüente. Mês passado, quando estava com ela no outro lado do mundo, fomos paradas algumas vezes por chineses para tirar fotografias, que se divertiam muito com a função. A Jana, sempre muito simpática, já deve fazer parte de alguns álbuns de família.

Imaginar que nossos narizes avantajados possam fazer sucesso é no mínimo curioso, mas olhando minhas fotos da viagem consigo entender o fascínio que o diferente consegue exercer. Tenho várias, por exemplo, de chineses usando aqueles típicos chapéus de bambu em forma de cone. Provavelmente, para quem o acessório não é nada mais do que uma maneira de se proteger do sol, minha atitude de fotografar deve ter parecido um tanto estranha.


No parque Xangrila, em Yangshuo, funcionária veste o famoso típico chapéu de bambu

Autor: Tatiana Klix - Categoria(s): Yangshuo Tags: , ,
30/05/2008 - 17:16

Cotidiano na China 3: Cobrador fumante

Compartilhe: Twitter

Se fosse no Brasil, este poderia ser um post-denúncia: Cobrador fuma dentro de ônibus no horário de trabalho. Mas é na China e lá ninguém se incomoda com isso. Como diria a minha mãe, uma não-fumante, é o paraíso dos fumantes. Fuma-se quase em qualquer lugar – no saguão do hotel, no restaurante até durante o café da manhã, na loja, no trem, na farmácia, no táxi e até dentro do ônibus, como aparece na foto que tirei em Yangshuo, no sudoeste da China. Numa cidade pequena, a liberação do cigarro ainda é mais notável que nas grandes de milhões de habitantes. Pequim, por exemplo, com a proximidade da Olimpíada, ganhou uma lei banindo o cigarro de locais públicos, e os taxistas (embora nem sempre cumpram a regra) também não podem pitar no carro.

***

Na foto, além do cobrador fumante, aparecem duas garrafinhas de cor verde, que são de chá gelado (nem sempre tão gelado, mas vá lá). São ótimos, de vários sabores (flores, jasmim, verde, limão etc) e fiquei viciada neles para refrescar. Vendo a imagem, já deu saudade.

Autor: Tatiana Klix - Categoria(s): Yangshuo Tags: ,
Voltar ao topo