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Arquivo da Categoria Destinos

22/11/2009 - 21:50

Penedo do alto e por terra

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Na onda de colaborações familiares, publico hoje um post que a minha mãe Irmgard escreveu para este blog já há alguns meses e estava guardado na gaveta. O depoimento é sobre Penedo, no Alagoas, que eu ainda não conheço, mas pelo que diz aí embaixo, devo conhecer:

“Conheci Penedo nos anos 70 do alto, quando era comissária de bordo (vulgo aeromoça) da Transbrasil, que pousava por lá em vôo saído de São Paulo-Congonhas às 6h da manhã e ia até Recife chegando às 17h, pingando por nove aeroportos: Rio de Janeiro–Santos Dumont, Vitória (ES), Caravelas (BA), Ilhéus (BA), Salvador (BA), Aracaju (SE), Penedo (AL) , Maceió (AL) e finalmente Recife (PE). Viajava-se em aviões turbo hélice, portanto a uma altitude e velocidade menor que a dos atuais a jato, e para chegar a Penedo voava-se ainda mais baixo, por se tratar de um trajeto curto (165 quilômetros de Aracaju e 164 quilômetros de Maceió).

A vista majestosa da foz do Rio São Francisco e da cidade de Penedo – antiga e com casarões coloniais – ficaram retidas na minha memória, assim como a vontade de conhecer a região por terra e tomar contato com a sua história. Pois neste mês de junho de 2009, depois de 37 anos, fui visitar a região e não me decepcionei.

O Baixo São Francisco, onde se encontra a cidade de Penedo, inicialmente habitada pelos índios Caetés, perto da foz do Rio São Francisco, foi explorada pioneiramente pelo navegador Américo Vespúcio, em 4 de outubro de 1501, dia de São Francisco de Assis. Depois disso, a história da cidade se misturou com a do país e, por isso, abrigou sempre uma elite econômica, política e culturalmente favorecida, que tem sua memória recuperada em um museu particular que me surpreendeu pelo vasto acervo e sua organização em atualizados conceitos de preservação.

Outro aspecto que me impressionou positivamente são as inúmeras restaurações de igrejas, prédios públicos e particulares realizadas com verbas públicas fornecidas pela Caixa Econômica Federal, o que considero um alento e a esperança de que finalmente estamos resgatando a memória deste nosso país tão rico em acervo arquitetônico e cultural a ser preservado.

Além da imponente história e do acervo arquitetônico, Penedo oferece gastronomia rica em frutos do rio e do mar e belos passeios por ilhas fluviais, praias desertas, dunas e lagoas – tudo parte do delta do Rio São Francisco. Entre as atrações naturais está o pôr-do-sol sobre o rio São Francisco, lindo. Embora não me atreva a qualificá-lo como mais ou menos belo, na região é considerado “o mais bonito de todos”.

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Na cidade, me hospedei no hotel também chamado São Francisco, construído em 1962, com arquitetura avançada para aquele tempo, tanto que ainda é o prédio mais alto da cidade. O local possui um cinema (ora desativado e precisando ser recuperado), restaurante, duas piscinas e lanchonete e foi sede de diversos festivais do cinema nacional. Toda esta história e da própria família que que teve o arrojo de criar o complexo de lazer pode ser conferida em mostra explicativa.

Resumindo, digo que vale a pena visitar a região e usufruir das belezas naturais, arquitetônicas e culturais”.

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Por Irmgard Klix

Autor: Tatiana Klix - Categoria(s): Penedo Tags: , , ,
09/11/2009 - 14:42

Dicas para entrar no clima de Berlim

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Hoje, queria acordar em Berlim. Quer dizer, se eu pudesse escolher mesmo, queria ter ido na semana passada, a tempo de chegar para o show do U2. Se eu estivesse lá, talvez  teria me hospedado no Ostel, um albergue que também faz as vezes de hotel (ou vice-versa) com astral e decoração DDR. Como acordei em São Paulo, minha participação nas comemorações dos 20 anos da queda do muro de Berlim vai ser com a reciclagem de um post sobre o tal Ostel que não derrubou o muro, que escrevi em de 30 de março do ano passado. Nada mais temático, não? Imagino que deva estar lotado, mas também imagino que quem estiver lendo este post neste dia 9 não deve estar procurando hospedagem para hoje em Berlim.

De lambuja, já que o assunto do dia é Berlim (depois da Geyse e da Uniban, claro), indico também um romance coisa mais fofa e sensível sobre a vida na DDR (O Charuto Apagado de Churchill, de Thomas Brussig, Ed. LPM), um especial sobre a queda do muro, ou melhor, dois (o da casa iG e o do The New York Times), uma reportagem sobre turismo em Berlim bem atual (Visit Berlin’s brave new world, do Times Online) e um álbum no flickr, de onde eu surrupiei as fotos para ilustrar este post (Mau Alcântara – Berlim).

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Autor: Tatiana Klix - Categoria(s): Berlim Tags: , , ,
15/10/2009 - 11:22

Passeio muito alemão em Pomerode

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O Klix ali do nome não nega minha metade germânica. É aquela que ensina que tudo deve ser organizado, funcional, planejado (embora a outra parte brazuca pelo-duro nem sempre deixe). Com ela, se aprende a gostar de cucas, carne de porco, galinhada, língua com ervilha e ricota, se acostuma com jardins floridos e muito bem cuidados, e – acima de tudo – se cultiva as origens. Dentro desse contexto, visitas a colônias e redutos alemães no Brasil, como a serra gaúcha e o Vale do Itajaí, em Santa Catarina, são programas bem conhecidos meus.

Nesse locais, tudo é sempre muito limpinho, com lindos gramados, se come bons filés com nata e joelhos de porco em restaurantes típicos, ou deliciosas tortas de maçã em confeitarias, se compra malhas ou roupas de cama boas e baratas, e se admira cidades cartesianas, com chalés recém pintados, na maioria das vezes imitando arquitetura europeia.

Na expectativa de mais uma vez curtir tudo isso, aproveitei um dia lindo de sol de abril e fui a Pomerode, no Vale do Rio Itajaí-Açú, em Santa Catarina. A cidade de 25 mil habitantes, como diria a minha mãe (que além de Klix, também se chama Irmgard), é “um brinco” e fala muito alemão, língua que, apesar de tudo isso que eu contei, ainda estou brigando para aprender de verdade. Para combinar com o ambiente, o programa estava germanicamente organizado por ela, que conhecia a região.

Primeiro, uma parada bem mulherzinha na loja (direto da fábrica) das porcelanas Schmidt, onde apesar dos ótimos preços e da excelente qualidade dos produtos, eu me comportei, sempre lembrando das porcelanas Renner do enxoval da Oma Klix que foram parar na minha casa.

Em seguida, uma visita à loja e fábrica Cristais Di Murano, o ponto italiano do passeio. Que nem em Murano, em Veneza, lá se pode observar os operários trabalhando na modelagem dos cristais, queimados em fornos trazidos da Itália, onde também parte dos funcionários foi fazer o treinamento. Neste caso, não foi difícil não gastar, porque os produtos não são exatamente o meu número, mas de graça se assiste ao espetáculo que é o trabalho de transformação do vidro escaldante em cristal, com forma e cor.

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Seguindo o roteiro, já era hora do almoço e de comer comida alemã, claro. No restaurante Siedlertal, a pedida foi um prato variado da casa, para matar a saudade de tudo que se tem direito (joelho de porco, raíz forte, chucrute, salsicha Bock, batata e marreco, se não me falha a memória),  e cerveja Eisenbahn, fabricada na vizinha Blumenau.

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eichamel3Mas foi só na hora da digestão que tive certeza que o título da cidade (“a mais alemã do Brasil”) é mesmo verdade. Mais do que cópias rebocadas à la Gramado, Pomerode tam casas lindas e muuito bem preservadas no estilo eixamel, aliás, o maior número delas fora da Alemanha, algumas inclusive tombadas na Rota do Eixamel. Num trajeto de 16 quilômetros de chão batido, em uma área bem rural, as cerca de 70 casas de tijolos aparentes com a madeira fazendo a função de vigas não foram construídas para “turista ver”, mas são as residências dos imigrantes que vivem até hoje nelas, devidamente identificadas em plaquinhas com os nomes das famílias: Sievert, Zumach, Haut…. A mais antiga delas, de 1867, é a Wachholz, e está sendo restaurada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e tudo. Quase de não acreditar que estamos no Brasil.

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Ainda impressionada com tanta história preservada (e por ironia essa rota não estava nos planos, porque a minha mãe até então nao sabia da existência dela), a  próxima parada foi de chutar o balde. Ou o que mais se pode fazer em um lugar chamado Torten Paradies? Nham…

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Já na saída da cidade, tarde livre para compras na Karsten, onde eu não me segurei. Para orgulho da minha vó, que tem fixação por comprar toalhas, me esbaldei e renovei parte do meu enxoval. Nada mais típico para encerrar uma programação alemã.

Onde é a Rota do Eixamel

Início: Rua Testo Alto, próximo ao Pórtico Norte.
Informações: (47) 3387.2627 / 3387.3420

Autor: Tatiana Klix - Categoria(s): Pomerode Tags: , , , ,
08/10/2009 - 23:22

O Parque Lage é aqui do lado

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Em homenagem ao Rio, olímpico e sempre lindo, recomeço lembrando meu primeiro feriado de vida paulistana. Ou tem sentido se mudar para São Paulo e não aproveitar o fato de estar tão mais perto de lugares tropicais e sair daqui sempre que possível? Tipo, de Porto Alegre, ir ao Rio de Janeiro é uma baita Viagem, com merecida caixa alta. Passa por chulear uma promoção de passagem, emendar várias folgas ou tirar férias. Daqui, virou “uma viagenzinha pra Floripa”.

Pois lembrei do 9 de julho – quando me aventurei com a amiga Léo rumo ao Rio de carro e tudo – ao assistir (e me emocionar!) ao vídeo que tão bem vendeu a cidade maravilhosa para os gringos em Copenhague. É que lá pelas tantas, entre uma imagem incrível e outra (e eu me perguntando por que mesmo não escolhi viver lá) aparece o Parque Lage, que conheci num dia “do tipo não deu praia” no feriadão.

No vídeo aparece um frame do casarão, elegante, onde tem um lindo pátio, uma escola de arte e  um café, o du Lage, o primeiro ponto explorado por nós no parque. Não era fim de semana, então não fizemos o programa tradicional e já me recomendado para o local – o café da manhã -, mas posso dizer que o almocinho na beira da piscina tornou a vida bem mais ou menos, para mais, claro.

A ideia era só fazer uma pausa com fins gastronômicos, antes de seguir rumo ao Instituto Moreira Salles, na Gávea, mas o programa acabou se arrastando pela tarde toda.  Além dos limites do casarão, o Lage tem jardins típicos europeus, muita mata atlântica aos pés do Corcovado, uma gruta, um aquário construído com argamassa imitando pedra (meio caído, é preciso dizer), lagos, cachoeiras e trilhas que levam até o Cristo.

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A disposição não era tanta, mas meio sem querer, na companhia de um guarda florestal que fez as vezes de guia, subimos um bom pedaço do morro, com a recompensa da vista para a Lagoa Rodrigo de Freitas de um lado e de cachoeiras do outro. O mesmo guarda que nos adotou, seja por falta de serviço ou simpatia pelos nossos belos olhos castanhos, contou que no verão é comum turistas e moradores subirem pelas mesmas trilhas para fazer piquenique e se banhar nas quedas de água no meio do mato. Não era o caso para um dia quase nublado de julho, mas – extasiadas pela natureza – saímos de lá prometendo voltar com biquíni por baixo.

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Onde fica: Rua Jardim Botânico, nº 414
Quando fica aberto o parque: todos os dias, das 7h às 17h
Quando fica aberto o café: de segunda a quinta, das 9h às 22h30, e de sexta a domingo, das 9h às 17h30

Autor: Tatiana Klix - Categoria(s): Rio de Janeiro Tags: , , ,
13/04/2009 - 00:36

Feliz Páscoa em Gramado

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Eu bem que tentei conhecer o novo e moderno Zoo de Gramado nesta Páscoa. O passeio estava na programação do feriado entre amigos desde antes da viagem, mas passou de sexta para sábado, para domingo e definitivamente para uma próxima ida à serra gaúcha. A visita aos bichinhos da fauna brasileira acabou substituída por programas gastronômicos e por dar tempo à preguiiiça (não necessariamente nesta ordem). Dá uma olhada no roteiro e diz se eu preciso me arrepender?


No restaurante Colina Verde, vista linda e bolinhos de aipim deliciosos

1 - Sexta perto do meio-dia, a subida para a Serra a partir de Porto Alegre deu-se pelo caminho mais longo - a BR-116, Via Nova Petrópolis - mas também mais bonito e onde está o indicadíssimo Colina Verde. A comida é colonial (diz o Guia Quatro Rodas que é a melhor do Brasil) e o cardápio mistura pratos alemães e italianos. Na sexta santa, tinha mais peixe do que normalmente, mas não faltaram os tradicionais matambre recheado, carne de porco e a linguiça alemã, para os menos católicos. Da mesa cheia, o que mais gostei foi do pão da entrada (parecia de batata), do bolinho de aipim e da linda vista do alto da colina. 

2 – A noite foi dedicada à tradição: bacalhau feito em casa pelo Sérgio. Delicioso. 

3 – Sábado começou com café da manhã na rua principal de Gramado (a Borges de Medeiros), seguido por compras de chocolates. Da Planalto, saí com uma sacola cheia (a maioria para dar de presente, registre-se) e essas fotos da fábrica de chocolate que fica no segundo andar da loja:

chocolate

4 – Quase as três da tarde, o Romanus (que é parente do Baumbach, em Porto Alegre), com comida suíça e alemã novamente, foi escolhido para o almoço. Meu destaque vai para a batata suíça, cuja receita o garçom me assoprou. É mais ou menos isso:

Cozinhar as batatas com casca, de preferência vermelhas, até subir a fervura;
Rerservar na geladeira até o outro dia para pegar consistência;
Descascar e ralar as batatas;
Preparar em uma frigideira com manteiga (do mesmo jeito que se faz omelete) e acompanhamentos a gosto (bacon, cebola, queijo etc). 

5 - Em casa, janta do Sérgio de novo: galinhada e salada de batata com bacalhau. De sobremesa, chocolates. 

6 – Domingo, para ameninzar, teve um almoço mais leve, em um restaurante com buffet por quilo, mas a despedida foi com uma para lá de respeitável apfelstrudel da Leckerhaus.

Tá bom ou quer mais? Feliz Páscoa, by the way.

Autor: Tatiana Klix - Categoria(s): Gramado Tags: , , ,
05/04/2009 - 21:59

Ajuda para a Páscoa

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Para quem ainda não planejou o feriadão de Páscoa e está pensando na Serra Gaúcha, vai uma dica dos colegas do hagah que pode ajudar. Opções de hospedagem, restaurantes, lojas de chocolate (nham) e passeios estão reunidas num servição em www.hagah.com.br/pascoa.

Sobre a mesma região, foi publicada hoje em ZH uma reportagem com novidades na Serra. Tem um novo e moderno zoo, cinema em quatro dimensões e tour pelas fábricas de chocolate (nham de novo). Deu vontade? Boa sorte.

Eu estarei por lá, espero, aproveitando o primeiro frio do ano.

Autor: Tatiana Klix - Categoria(s): Gramado, Guia, Sites Tags: , , ,
02/04/2009 - 19:06

Roteiro de livrarias. Aproveite enquanto existe

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El Ateneo, em Buenos Aires

Muito do que se faz em viagens depende da parceria. Na companhia da editora de moda Paola, por exemplo, olhei muito mais vitrines e conheci muito mais lojas de luxo e estilistas (do tipo Dior e Louis Vitton) do que jamais fiz (ou farei) em toda a minha vida. Com a Cacá, bem antes de ela imaginar que se tornaria uma editora de livros, entrei e entrei de novo em muitas livrarias pela Europa. Foram tantas, com preços tentadores ao mercado brasileiro, que a Cacá foi com uma mochila e voltou com uma bolsa de viagem a mais para carregar os livros que comprou pelo caminho. Por isso, este post é dedicado a ela e um agradecimento ao soutravelers3, de onde tirei as duas dicas a seguir, para quem quer incluir livrarias em seus roteiros de viagem:

Most interesting Bookstores é um diretório com as mais interessantes livrarias do mundo. Não tem muita informação, mas as fotos são lindas!

Bookstore Guide é um blog/guia de livrarias em toda a Europa, com impressões, informações e localização delas.

Para ilustrar, escolhi uma foto (do lukas_y2k, via flickr) da maravilhosa El Ateneo, em Buenos Aires. É minha contribuição para restabelecer o ego dos argentinos depois do chocolate 6×1 de ontem.

***

Por último, vai uma reflexão do tipo “sinal dos tempos”. Ontem, fomos, eu e Cacá, na Livraria Cultura. A Cacá tava procurando (e não encontrou) um livro sobre um tema bem específico. Frustrada por só poder procurar títulos em ordem alfabética de autor,  concluiu que as livrarias físicas, em lojas, já não têm mais muito sentido. Sim, a Cacá, não a editora de internet aqui. É aquele papo do senhor cauda longa, sobre os limites das prateleiras que não existem nos meios digitais. Tal conclusão é mais que um bom motivo para prestar atenção nas dicas ali em cima e visitar as livrarias logo, antes que desapareçam.

Autor: Tatiana Klix - Categoria(s): Blog, Buenos Aires, Guia, Sites Tags: , ,
23/03/2009 - 02:17

Banho de argila em Morro de São Paulo

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Enquanto espero o post que o colega e gamer Diego Guichard me prometeu escrever sobre Morro de São Paulo com as novidades do verão, recorro ao meu álbum pessoal para sugerir uma atividade muito divertida aos que planejam viajar para lá: o banho de argila. A coisa acontece na praia da Gamboa, onde há uma erosão de argila que - dizem os locais - faz bem para a pele. Se é verdade, não sei, mas a brincadeira é tri, daquelas para virar criança por alguns momentos. Eu virei, pelo menos. A Caren Baldo e o Cristiano Silveira, com quem estive em Morro de São Paulo em 2004, também.
Banho de argila em Morro de São Paulo
Olhando agora estas fotos, só fico me perguntando quem tirou elas e como a câmera sobreviveu. Juro que não lembro. Alguma ideia Cris e Caren?

Como chegar

Vários passeios de barco de agências locais incluem uma parada na Praia da Gamboa para o banho de argila, mas também é possível caminhar até lá, a partir do cais do morro (para o lado contrário das primeira, segunda, terceira e quarta praias). O tempo estimado de caminhada é de 30 minutos.

Autor: Tatiana Klix - Categoria(s): Morro de São Paulo Tags: , ,
26/02/2009 - 19:19

Bistrô e sorveteria em Buenos Aires

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Meu carnaval foi de um pouco de praia no litoral gaúcho e outro pouco de trabalho na então pacata Porto Alegre. Mas entre os muitos que debandaram daqui no feriadão estão os meus amigos queridos e antenados Chico e Elisa. O casal foi para Buenos Aires e, como sempre, voltou com muitas fotos e dicas de lugares bem bacanas. Separei duas para mostrar aqui, segundo as palavras do Chico e as imagens da Elisa:

O Bistrô Oui Oui, pequeno e acolhedor, é dos mais charmosos do momento. Tem delicinhas para bicar. Importante: levem dinheiro, pois nao aceita cartão de crédito!


Crédito: Elisa Prenna

A tradicional sorveteria Persicco fica em Palermo e para muitos têm o melhor sorvete da Argentina, batendo até o do Freddo.

Parece bom, hein Elisa?

Autor: Tatiana Klix - Categoria(s): Buenos Aires Tags: , ,
04/02/2009 - 01:31

Praia Grossa, um refúgio preservado em Itapema

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Neste fim de semana fiz uma rápida viagem para um lugar bem conhecido. Fui a Itapema, em Santa Catarina, onde mora minha mãe e para onde vou frequentemente desde a infância. Antes de partir, torcia para que o sol aparecesse e planejava fazer o que sempre gosto: curtir praia, comer frutos do mar, ler, sestear. O tempo foi ótimo, fiz tudo isso e, de quebra, ainda aproveitei uma nova descoberta, a Praia Grossa.

A pequena baía de areia grossa e com mar de arrebentação forte bem na beira, atrás do morro do Cabeço até ilha que demarca o início do hotel Plaza Itapema faz parte de uma área particular. Já a conhecia vista de cima (do morro) ou do mar (em passeios de barco), mas nunca havia estado na praia propriamente dita. Incrível, porque é muito perto do canto de Itapema, meu velho conhecido.

Ocorre que em outros períodos chegar até o mar também implicava em fazer uma invasão a uma propriedade. Por determinação da lei, isso acabou e a passagem de pedestres a partir do topo do morro do Cabeço agora deve ser liberada. Ao decidir fazer o passeio, minha mãe e eu estávamos, portanto, preparadas para descer (e depois subir na volta) a pé, o que seria uma boa caminhada. Seria, se não tivéssemos encontrado uma guarita com um funcionário fazendo o registro dos visitantes na entrada, mas orientando-os a descer de carro. Chegando lá embaixo, uma nova surpresa foi descobrir que não éramos nem de perto as primeiras a ter a mesma ideia. Muitos carros já estavam estacionados na sombra (arriscaria em uma centena) e veranistas e moradores desfrutavam do refúgio – onde a água é incrivelmente cristalina e a mata atlântica ainda está presente – tão próximo de outras praias movimentadas e urbanas.

Foi uma delícia pegar praia, como se diz, no paraíso ainda preservado, e espero voltar lá sem ter como surpresa a degradação da natureza. Para isso, é só seguir as placas!

Na volta, não me contive e parei em cima do morro, de onde se tem uma visão maravilhosa da região, para tirar umas fotos. Dá para acreditar que do outro lado da Praia Grossa tem tantos prédios na orla?

Diquinha: Não tem comércio na Praia Grossa. Se quiser passar o dia na beira do mar, leve bebidas ou lanchinhos. E depois carregue de volta o lixo que produzir, é claro.

Autor: Tatiana Klix - Categoria(s): Itapema Tags: , , ,
22/01/2009 - 01:38

O melhor de Ibiraquera é a vista para a lagoa

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O pôr-do-sol no patio de casa na Lagoa de Ibiraquera

Finalmente baixei e organizei minhas fotos do Ano-Novo. Antes da chuva, consegui tirar algumas do pôr-do-sol na lagoa de Ibiraquera, que ficava bem atrás da casa em que me hospedei. Não é uma vista para o mar, mas merece entrar na seleção de visuais incríveis costeiros do ida&volta. E merece bem mais que o próprio mar na Barra de Ibiraquera.

Conhecia pouco do balneário localizado em Imbituba e confesso que a praia não tá na minha lista de 10+, mas a lagoa tem seu valor. É ela que faz do lugar não ser só mais um no litoral, daqueles que a gente nem se lembra bem algum tempo depois de visitar, e dá motivos para ir até lá. Não me dei conta disso no primeiro dia, quando fiquei um pouco decepcionada com o vento da praia – evento esse que atrai muitos kitesurfistas para Ibiraquera –, mas ao fazer meu balanço de 2008 e alguns planos para 2009 na beira da lagoa, bingo, matei a charada! Muita gente se diverte nela praticando windsurf (de novo o vento, que não me atrai), andando de caiaque, nadando, ou apenas admirando a vista.

O que mais é bom fazer em Ibiraquera

- Comer no Tartaruga, praticamente o único restaurante do balneário. Tem frutos do mar do bom e do barato.

- Surfar. Dizem que é, mas eu me abstenho de opinar mais a respeito.

- Caminhar até a Praia do Rosa. Tem que atravessar por uma trilha um morro depois da praia da Luz, bem leve, tirada de letra até pela fumante aqui. E de novo, a vista lá de cima é linda, para os dois lados.

- Descansar, relaxar, fugir da muvuca. A praia tem pouquíssima estrutura de restaurantes, comércio, bares (só um, na verdade, o Ibira Café). Em feriados movimentados, chega a ser um oásis perto da confusão que fica no Rosa, por exemplo.



A trilha para a Praia do Rosa e a vista compensadora de cima do morro

O que eu não achei tão bom

- O vento, já falei, faz a gente comer areia na beira da praia.

- O deslocamento na redondeza. A linda lagoa deixa o povo que está na Barra de Ibiraquera meio ilhado. Para ir ou voltar de Garopaba, do Rosa e até a Praia da Luz, ali do lado, só atravessando pela água. De carro, é preciso ir até a BR-101 e entrar em outro trevo.

- A falta de bares na praia. Ok, gosto de lugares pouco agitados, mas um botequinho para vender milho, caipirinha, pastel de camarão na beira do mar faz falta, né?

Autor: Tatiana Klix - Categoria(s): Imbituba Tags: , , ,
12/01/2009 - 14:54

Queria estar com a Praia do Frade à vista

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Praia do Dentista, na ilha da Gipoia, em Angra

A Roberrrrta, minha colega queridíssima e carioca, foi para a terrinha dela no fim do ano e voltou com uma contribuição de babar para a nossa tag  “vista para o mar“. É de Angra, mais precisamente, do Hotel do Frade, na praia de mesmo nome. É lá que eu queria estar agorinha. Tu não?

De cima para baixo, da esquerda para a direita, as vistas são:

1 – Do campo de golfe no Hotel do Frade
2 – Do Pico do Frade no fim da tarde
3 - Da praia, do hotel e do Pico do Frade ao fundo
4 - Da Igreja da Piedade, na ilha da Gipoia
5 – Das Ilhas Botinas (cartão postal de Angra)
6 – Dos golfilhos da Baía da Ribeira
7 - Da praia do Hotel do Frade

Para curtir no mar todas estas paisagens a dica é fazer um passeio de catamarã ou lancha. Quem organiza os aluguéis é a Mambo Jungle.

Autor: Tatiana Klix - Categoria(s): Angra dos Reis, Vista para o mar Tags: , , , ,
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