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20/10/2009 - 03:30

Záffari, nosso super e assunto preferido em São Paulo

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zaffari

Morar em São Paulo não é exatamente uma ideia original. Desde que me conheço por gente tem gaúcho vivendo aqui. Do ano passado para cá, então, foi uma debandada geral, pelo menos entre conhecidos meus e conhecidos de conhecidos jornalistas, publicitários e afins. De modo que quando me mudei já tinha bons amigos habituados na cidade, e outros chegaram depois. Esses amigos, por sua vez, conhecem outros amigos que vieram ou ainda vão vir. Quando a gente se dá conta, tá andando com um monte de gaúcho e demora pra começar a falar paulistês (ou nunca chega a isso), que nem os brasileiros em Londres que não aprendem inglês.

zaffari1

Nesses encontros da comunidade, além das conversas que a a gente teria em qualquer lugar do mundo – cinema (Distrito 9 é o pior filme de todos os tempos, viu?), futebol (ainda bem que o Inter não quer mesmo ser campeão), literatura, viagens, fofocas -, sempre rola um papo de estrangeiro: “Alguém tem uma faxineira para indicar?, Como as garagens dos prédios de São Paulo sao apertadas, né?, Qual é o melhor caminho para chegar em tal lugar? “. É muito “tu” e “bah” sem estranhamento até que, por qualquer motivo (de um “o que tu fez hoje? a “como é que se faz este risoto?” ), chega a hora do assunto preferido, o Zaffari, que a gente chamaria de “super” se estivesse em Porto Alegre. Mas não é qualquer super, é o ZÁFFARI, que em São Paulo tem acento, mas é igualzinho aos que conhecemos, ou seja, muito melhor que qualquer supermercado da cidade.

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As qualidades, de tão óbvias, são também consensuais, mas nem por isso deixam de ser repetidas exaustivamente – o Záffari tem nata, erva e plaquinhas que indicam o que está disposto em cada corredor, tem muita variedade, é limpo e organizado, tem empacotador e os caixas (treinados, é claro, por gaúchos que vieram de Porto Alegre só para isso!) são muito eficientes e educados. O tom do debate esquenta quando vem a indignação pela incompetência dos outros supermercados (“por que eles não tentam fazer igual?”) e a perplexidade diante da apatia dos paulistanos com tão preocupante questão (“como eles não enxergam a diferença e não acham todos os outros ruins?”). Há ainda, casos mais graves, de gente que conta que leva mais de meia hora no trânsito para fazer compras lá toda semana ou dos que já procuram apartamento na região para morar pertinho.

Não é o meu caso, que moro longe, sou vizinha de um Extra (ah, o Extra) e me convenci que não serei uma frequentadora do super dos gaúchos. Já andava me acostumando e liderando uma campanha “vamos parar de falar do Záffari”, até que não resisti e num momento resgatar raízes me toquei até o bairro Pompéia para fazer o rancho. Ok, admito que voltei torcendo para  nenhum vizinho me encontrar com as sacolas na mão e me tirar para louca. Mais tarde, já entre gaúchos, não tive como deixar de ser quem puxou o nosso assunto preferido, porque o Záffari tem nata, erva e é muito, mas muito mais organizado…

Onde fica

Av Turiaçú, 2100

Autor: Tatiana Klix - Categoria(s): Vivendo em São Paulo Tags: , , ,

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21 comentários para “Záffari, nosso super e assunto preferido em São Paulo”

  1. Vera disse:

    Sim, é ótimo, só falta os Iogurtes Do Tambo, e então o Zaffari SP fica perfeito!!!!!

  2. Rafaela disse:

    Adorei o blog e mais ainda este post sobre o Zaffari. Quando eu era criança costumava ir ao Zaffari, quando a rede ainda tinha supers no interior do RS. Fiquei muitos anos sem ter contato, mas só de ver este post, me deu uma saudade danada. Tomara que um dia a rede chegue ao Rio. Os supermercados daqui, mesmo o Zona Sul, são horríveis!!! E nem tem mu-mu!
    Beijos

  3. Marcos Sartori disse:

    Naum adianta, Zaffari é Zaffari…

  4. Magerson disse:

    Moro há quase 4 anos em São Paulo e fiquei decepcionado com os supermercados daqui. Quando chegou o Zaffari, respirei aliviado. Agora acabou o “contrabando” que fazia com quem quer que fosse a Porto Alegre para trazer mu-mu, Pastelina, Nata e outros produtos que não encontrava por aqui. Espero que abram outros, principalmente aqui na região da Paulista.

  5. Joanna disse:

    Puxa, ver este comentário da Tatiana me deixou mais tranquila…pensava q só os gaúchos que vivem em Floripa, sentiam falta de uma super, SUPER!!!Pelo visto nada se compara aos Bourbons e Zaffaris da vida…nem em terras paulistanas (tão populares por seus hábitos apurados á mesa) o que me surpreendeu…
    Mas a gauchada onde chega á tudo revolucina para melhor (pelo menos em sua maioria).
    Desejo á tudos os gaúchos ‘DESPATRIADOS” sucesso e força, para ajudar onde estiverem, a melhorar o nosso querido Brasil!!!

  6. quaresma disse:

    é impressionante como isso pode fazer diferença… mas faz. ainda mais pra quem, como eu, morava na lima e silva bem na frente de um zaffari.
    enquanto não abre um aqui na berrini, fico usando o pão de açucar e fingindo que é zaffari… pura ilusão.

  7. Anacris disse:

    Chegando atrasada, só para responder à Cacá. Os caixas do Pão de Açúcar também perguntam se faltou algo. De tanto eu responder, agora no da Francisco Morato tem uma ilha de produtos Hemmer e nata nos refrigerados \o/

  8. Moisés Pereira disse:

    Sempre considerei o Zaffari um “SUper” diferenciado, mas não imaginava que fosse tanto o impacto num dos maiores centros comerciais do mundo. Eta gauchada. . . Não tem jeito mesmo. E eu que pensei que o nosso último produto de exportação fosse o Grêmio.

  9. Ana Manssour disse:

    Oi, Tatiana!

    Sou uma das gaúchas da área da comunicação que está por aqui há quase cinco anos. Com uma diferença: moro em São Bernardo do Campo – que para quem não sabe, é mais ou menos como morar em Canoas, cidade da região metropolitana gaúcha, que faz limite com a capital.

    Se conheces quem leva meia hora toda semana pra ir ao Záfffari São Paulo, nós daqui levamos cerca de uma hora, uma hora e meia, dependendo do trânsito. Claro que com isso não dá para ir toda a semana, mas a gente procura ir pelo menos uma vez por mês e é programa da família toda, só não levamos a gata e a cachorra. Chega a dar briga quando a gente diz que foi e as filhas não sabiam e não foram junto! rs

    E, quem faz “rancho” é gaúcho, os outros fazem “cesta básica”. Se bem que, fala sério, até onde sei, “cesta básica” são os gêneros de primeira necessidade. “Rancho” são as compras da semana, ou do mês, e que embora até contenha gêneros de 1ª necessidade, também vem recheado de coisas nem tanto.

    Ah, e além de nata e erva-mate, lá no melhor supermercado do mundo – o Zaffari -, a gente também encontra Pastelina, sagu, arroz doce e ambrosia a granel, pão cacetinho e cervejinha, NEGRINHO e BRANQUINHO (sem côco ralado!), além dos copos e outras bugigangas enfeitados com as cores e distintivos dos times do Brasil: Grêmio e Internacional!

    E só para corroborar: quando inaugurou o Zaffari São Paulo (me recuso a escrever com acento) nós fomos lá para tirar foto oficial com o Esquilo, colocamos no Orkut e mandamos pra Deus e o mundo por e-mail. Precisavas ver a tsunami de inveja branca que geramos ao redor do país e do planeta! Todos os gaúchos conhecidos morando em outros estados e no exterior ficaram babando e sonhando em um dia também terem um Zaffari perto deles!

    E pra quem insiste em dizer que o Zaffari é mais caro que os outros, fica a seguinte observação: – É mais caro sim, e a gente paga com prazer pela satisfação de ir num Supermercado (assim mesmo, com”S” maiúsculo) bonito, limpo, organizadíssimo, com atendimento impecável, produtos de 1ª qualidade, “manos” para empacotar as compras e levar o carrinho até o carro da gente e colocar tudo no porta-malas.

    Eu sou Zaffari. Mas como tá muito longe, no dia-a-dia faço compras no Sonda (que coincidentemente também é uma rede de gaúchos de Erechim) que lembra bastante o estilo Zaffari de ser!

    Beijinhos.

  10. Marcie disse:

    descupaê…expatriada nunca tinha ouvido falar do Záffari. Coloco na lista de lugares pra ir na próxima viagem à Sampa?

  11. Cacá disse:

    Em que outro supermercado o caixa pergunta para a gente “achou tudo o que procurava?”. No further questions, your honour. Quanto ao preço, não me lembro de o Nacional com suas frutas semi-putrefatas ser mais barato que o Zaffari. Aqui em São Paulo, o Pão de Açúcar certamente não é (embora alguns Pão de Açúcar tenham placas indicando o que há em cada corredor, diferentemente do Extra). Enfim, vida longa ao Zaffari e seus comerciais melosos!

  12. Acredite, os paulistanos notam a diferença. Ao menos alguns.
    Conheci o Zaffari ano passado, quando o Bourbon abriu aqui em SP. Moro relativamente perto e fui na inauguração. Foi amor a primeira vista.
    Não conhecia os produtos gaúchos, mas a organização, limpeza e atendimento fazem uma diferença… Principalmente quando você compara com o Extra. (Como assim tem mais gente trabalhando nos caixas, é mais limpo e organizado e é só 10/15% mais caro que o Extra que é uma baderna)
    Ai depois de um tempo você começa a olhar com mais carinho para aquele monte de produtos do Sul e ali descobre maravilhas, como os chás da Prenda ou o sorvete de uva da Sorvelândia… E no fim, acaba as relações com o Extra, porque é duro de aguentar os corredores cheios de caixas de papelão vazias. O Wal-Mart ainda é aceitável, ao menos.

    E Renato, o Zaffari é mais caro mesmo, a preocupação deles é mais com a loja e o atendimento (*cof* bem-estar do cliente *cof*) do que com os preços. Claro, porque sabem que tem quem se disponha a pagar mais por uma loja melhor.

  13. Renato Klix Pereira disse:

    Tati, esqueceste de comentar que é o supermercado mais caro de Porto Alegre e que de tanto eles roubarem dos gaúchos abriram filial em Sao Paulo.

    Assinado: Mais uma vítima do Zaffari

  14. SERGIO COTAIT disse:

    UMA BELEZA ! COMPREI UM PRODUTO EM UMA COMPRA QUE NAO SABIA ONDE ; DEIXO NO ESTOQUE ,QUANDO EXPERIMENTEI ADOREI E NAO SABIA DE ONDE ERA , CORRI VARIOS SUPERMERCADOS , ATACADISTAS E NADA E ME LEMBREI DO ZAFFARI QUE SURPRESA BOA ! ! TEM QUE ABRIR AQUI NO BAIRRO DO PARAISO MAS SEM ESCADA ROLANTES . SUCESSOS .

Os comentários do texto estão encerrados.

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