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29/09/2008 - 15:33

Ah, Paris!

Terceiro dia em Paris, o primeiro de bateção de perna depois de um finde de descanso matando a saudade da família. Não fui em desfile algum até o momento e aproveitei para flanar por um dos bairros mais célebres da cidade, que eu não conhecia muito bem: Saint-Germain. Descobri cantos lindos e charmosos, cheios de história, animados, turísticos em alguns momentos e, acima de tudo, únicos.

Existem dois Saint-Germain, sabiam? Um mais classudo, sóbrio e imponente e outro mais jovem, boêmio e cheio de vida. No primeiro ficam os prédios ministeriais, é o lado político do bairro, cheio de construções poderosas, carrões e bandeiras francesas pra todo lado. É por ali que fica o lindo museu Rodin, com seu jardim bucólico e estátuas gigantes. Coisa fina. Apesar de todo o charme parisiense chic, perde a graça quando se chega no lado de Saint-Germain des Près.


Que tal morar num lugar desses, no interior de um páteo silencioso, em pleno coração de Paris?

Caminhando pelo Boulevard St. Germain ( a ordem em Paris, como sabem, é caminhar, caminhar, caminhar… ) chega-se ao Café de Flore e ao Deux Magots. Pausa para duas cervejinhas Kronenbourg e pé na estrada rumo a um dos cantos mais charmosos que eu já tinha visto na Cidade Luz. De antenas ligadas no streetstyle parisiense, reparei que os meninos continuam afiados. Os cabelos estão maiores e bagunçados, os paletós sequinhos e as calças, baixas e afuniladas. Nas minhas andanças pelas ruelas de St.Germain em um determinado momento, dei de cara com uma saída de colégio ( ou Lycée, afrancesando a coisa ). Pronto. Festival de adolescentes estilosos, bem vestidos e cheios de atitude. Chega a dar raiva a capacidade de ser cool sem fazer esforço. Dá para reparar que não tem muita montação artificial nos looks. As jaquetas de couro são onipresentes e os lenços no pescoço são hit entre meninas e meninos.


Saída do Lycée ( e meu paizinho em primeiro plano, de costas e cabeça branca…rs)

Chegando no “baixo St.Germain”, nota-se vida efervescente. Ali foi arquitetada a Revolução Francesa. Depois das guerras, surgiram os primeiros bares, cabarés e casas de shows alimentados a base de muito jazz, jovens boêmios com desejo de liberação e bebida a rodo. Fora que tem cantinhos e residências tão lindos que dá vontade de chorar.

Nas andanças pelo bairro localizei talvez um novo tipo de street art. Esse mosaico de pastilhas, com desenho parecendo um Space Invader ( Atari, lembram? ) aparece em várias esquinas. Ainda é um mistério para mim, mas juro que se descobrir mais a respeito, posto aqui.

Autor: justum - Categoria(s): moda Tags: , , ,
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