O melhor e o pior de NY?
A pergunta acima é quase uma pegadinha quando se trata de avaliar a moda masculina desfilada na temporada de Nova York. Isto porque nem tudo é assim tão péssimo e tampouco bom que chegue a empolgar. O que é triste, porque fica uma sensação de indiferença, de vazio, como se absolutamente nada de relevante tivesse sido apresentado. Basta comparar com o que vimos em Paris, e até em Milão.




Alguém falou para o Thom Browne que ele era o representante-mor da alfaiataria de vanguarda, que ele tinha muito talento, e ele acreditou. Ele e mais um monte de gente, já que suas primeiras filas, geralmente, reúnem nomes de peso da imprensa e do showbiz. Apesar de alguns acertos, nunca consegui confiar totalmente nesse moço. Seus shapes e proporções “esquisitos” servem mais como uma forma de “mostrar serviço” do que indicadores de que sua moda vá mudar a maneira dos homens se vestirem. Aliás, tarefa tão difícil no circuito off-Manhattan quanto a nossa aqui no Brasil. Não posso levar a sério alguém que propõe que o homem passe por quase palhaço ao vestir suas roupas. Acima, alguns exemplos do “talento” de Browne.




Na outra ponta está ele, o senhor de NY, Marc Jacobs. Não que tenha reinventado a roda com sua coleção fofa e repleta de elementos militares para a Marc, sua segunda linha. Mas, pelo menos, a roupa é de verdade, possível, com combinações no mínimo charmosas. Aliás, não dá para exigir mais do que isso da semana de NY. Band of Outsiders, Robert Geller e Michael Bastian seguiram este caminho igualmente. E tá ótimo.




























