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17/05/2010 - 19:31

Moda no Rio, parte 1

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Pessoal, já estou devidamente instalado no Ipanema Plaza, em plena Farme de Amoedo, no Rio de Janeiro para a cobertura do Senac Fashion Business, que rola até sexta com as coleções de verão de muita gente bacana. Fico aqui até quarta-feira, quando volto para SP para preparar a parte 2 da temporada carioca, o Fashion Rio. Hoje teve desfile da Nicole Abramoff, feminino, delicado, romântico. Daqueles com muito tule e frufru. Roupa de mocinha pra casar, sabe?  Pelo lado dos homens, o destaque da semana deve ser mesmo o Akihiro Hito, novo talento radicado em Brasília, que desfila na quarta-feira dentro do Rio Moda Hype. Combinei uma entrevistinha com ele, que subo aqui no dia do desfile. O moço anda ocupado.

Agora tchau que eu vou preparar para a festa de abertura do evento, com apresentação da coleção da Barbara Bela.

Autor: justum - Categoria(s): moda Tags: , , , ,
13/01/2010 - 15:13

Davi e Golias

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Ontem foi um dia bom para os homens no Fashion Rio. Logo de cara, mais um desfile poderoso e impecável da Redley que, na despedida do alemão Jurgen Oeltjenbruns do comando criativo da grife – até o fechamento deste post não havia sido revelado o nome de quem assumirá o posto, mas Emilene Galende e Julia Valle permanecem na equipe de estilo -, voltou a desfilar nas salas do evento e não mais em externa como vinha fazendo. Na outra ponta, Rique Groove, premiado como estilista revelação em 2008 que, pela primeira vez ocupava horário solo no line-up, depois da extinção do Rio Moda Hype (uma pena, pois era um bom celeiro de talentos, num formato muito bem resolvido). O resultado? Bem, digamos que foi um pouco diferente do alcançado pela Redley.

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Rique Groove

Claro que não cabe aqui a comparação entre uma grife e outra, há um abismo de estrutura e história que faz toda a diferença mas, enquanto a Redley sabe muito bem o que seu cliente quer e dá seu recado desde o primeiro momento, Rique parece não saber ainda que onda pegar, dispersando energia e criatividade em conceitos “funny” que não acrescentam absolutamente nada ao closet masculino. Rique precisa entender que a era Moda Hype passou, que ele agora ocupa lugar de destaque num evento de grande porte e que o prêmio que ganhou leva consigo toda uma responsabilidade e cobrança do métier. De certa forma, Henrique Gonçalves é uma aposta de renovação do nicho masculino brasileiro. Talvez ele ainda seja um diamante bruto, precisando de lapidação e paciência para brilhar, talvez seja apenas um cometa, que se mostrará irrelevante para o mercado, impiedoso com derrapadas como as que vimos ontem.

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Rique Groove

Mar Revolto é o título do último disco de Carlinhos Brown, mas também foi assim batizada a coleção de inverno de Rique Groove. O universo marítimo foi, portanto, o fio condutor do desfile. Muito neoprene, fazendo alusão aos surfistas e mergulhadores, (boas) parkas fininhas e um belo trabalho no tricô de ponto largo, remetendo às redes dos pescadores. Sabemos que transparências e brilhos, no entanto, tendem a afastar o mais fashionista dos homens. E foi esse o principal erro que Rique cometeu. As delicadas peças do primeiro bloco são até bonitas de se ver, mas dificilmente vão emplacar na vida real. As calças e blazers acetinados brilham demais e tem erros de modelagem. Homem nenhum, por mais moderno e cuca fresca que seja, consegue digerir uma combinação de long john de neoprene com paletó black tie recortado. As calças de gancho baixo, quase saruel, são boas. Rique tem crédito e merece uma atenção especial, pois já provou ter talento, mas precisa encontrar seu rumo rápido se quiser ser realmente mais do que uma revelação no mercado masculino. Para ser relevante, a moda masculina precisa ser possível.

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Redley

Quanto à Redley, bem, o que mais dizer? Mais uma coleção cheia de objetos de desejo, calças esportivas e cheias de recortes, jaquetas irresistíveis, casting escolhido a dedo, tênis botinha pra ter já, mochilas de mil e uma utilidades. Destaque para a camisaria, novidade bem cortada, de shape slim e para as estampas geométricas, desconstruções obtidas de fotos do Google Earth. Sim, porque o tema da coleção eram os nômades urbanos, seres (como nós) que transitam de uma tribo a outra, de um ambiente a outro, de um estilo a outro com a maior naturalidade e segurança. Tudo começou com uma foto de um surfista tomando o metrô em NY, de prancha e tudo. Imaginem a cena…De estilista novo, vamos ver se a grife continua tão bem aprumada. Tomara que sim.

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Redley

Fotos: Charles Naseh/Chic

Autor: justum - Categoria(s): moda Tags: , , , , , ,
06/06/2009 - 11:52

Welcome to Rio

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As primeiras impressões dos primeiros desfiles do primeiro dia do Fashion Rio de verão 2010 são positivas. Para o evento em geral também, que ganhou estofo ao migrar para os hangares do Pier Mauá, com produção mais bem acabada e um charme a mais. Boa a iniciativa de Paulo Borges de importar os chefes de segurança que fazem a SPFW há anos e que já conhecem as pessoas, tornando tudo mais educado e eficiente no incontornável corpo-a-corpo que somos obrigados a fazer a cada entrada de desfile ou apenas para circular no evento. Ontem aconteceram as apresentações dos novos talentos do Rio Moda Hype e, mesmo sem nenhum destaque escancarado, a sensação é que o nível dos participantes é homogêneo, coerente e promissor. O formato dos desfiles é ideal, com shows enxutos e uniformes, com a moçada indo direto ao ponto e mostrando aquilo que têm de melhor. A Casa de Criadores teria muito o que aprender com o evento carioca. Não tem troca de cenário e nem apresentação com 68 repetitivos looks. Entre os novos masculinos, destaque para a R.Groove, já escolhida como revelação no Prêmio Moda Brasil do ano passado. Não encanta, mas mostra a que veio, principalmente na primeira metade do desfile, onde uma alfaiataria honesta se diverte com deliciosas bermudas e calças com uma brisa de Rio de Janeiro soprando. Relax, portanto. Blazer sequinho, de mangas curtas e estampado. Rique ainda inventou sua versão do boyfriend blazer feminino aplicado aos meninos. Neste caso seria o blazer de quem? Do pai? Daddy blazer. Na segunda parte, quando envereda pelo streetwear puro e simples sua nota média baixa um pouco, mas ainda assim passa de ano.

Boas novas também para as meninas (que poderão ler a respeito em alguns dos blogs da barra aí do lado), que devem ficar de olho na dupla da Lore, na Stefania e em Julia Valle. Mesmo sem fazer oficialmente parte do novo Fashion Rio, pode-se dizer que o Rio Moda Hype nos deu calorosas boas-vindas à Cidade Maravilhosa. Dia 2 começando…

Autor: justum - Categoria(s): moda Tags: , , , , , , , , , ,
16/01/2009 - 11:43

Fast Fashion al mare

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Muita gente me cobrou um post sobre a Bianca Graham Ferreira, que apresentou sua coleção de inverno em evento off ontem de manhã. Infelizmente, eu tinha gravação com o GNT Fashion ( fomos na casa do Ruy Castro, conversar com ele sobre a Carmem Miranda, homenageada do SPFW. Ruy é o biógrafo da Pequena Notável e o papo foi uma delícia ), portanto não pude comparecer. Ouvi os mais variados elogios a respeito de Bianca, que é filha de Ricardo Ferreira, o Sr. Richard’s, e confio na opinião de feras como a Glorinha Kalil. “O filho do cara que veste Richard’s vestia Osklen. Agora ele tem mais uma ótima opção, no meio do caminho, igualmente simpática e bem feita”, comentou comigo no lobby do hotel. Pelo que vi na net, Bianca veio para ficar. Quem quiser saber mais, recomendo o post do Oliveros no Fora de Moda, bem completo.

A grande surpresa do evento, para mim, foi a Ausländer, grife local, famosa entre os modernos por suas camisetas irresistíveis e bem humoradas. A gente sempre fica apreensivo quando um camiseteiro se aventura na moda propriamente dita. Os resultados podem ser desastrosos. Neste caso, bingo! Tudo funciona. Reproduzo aqui a minha crítica para o site de Lilian Pacce:

“A carioca Ausländer queria deixar de ser apenas a “grife das camisetas engraçadas”, hype entre os modernos locais. Conseguiu. Para seu primeiro desfile, inventou para si um blog de streetstyle imaginário, em que propõe looks aos personagens fotografados. E o que é que se vê nas ruas? Tendencinhas diluídas, encaixadas em propostas divertidas, jovens e despretensiosas, para ir da faculdade à balada. Daiane Conterato abre o primeiro bloco – todo em preto e branco – com um vestido acima do joelho que causaria sensação em qualquer festa mais chic. Os meninos que vem logo atrás, também alvinegros, ganham ótimas calças, secas e confortáveis, skinnies ou cenouras, mais curtas e usadas com sapatos tipo Oxford ou os docksides do momento. Quer navy? Tem boas jaquetas, com os galões característicos, também estampados em camisetas e moletons. Prefere college? Sem problema. Xadrezes decoram vestidinhos e os paletós já vem com os badges da turma. Tem pitadas de militarismo e rock também, misturadas à boa alfaiataria, de ótimo acabamento e completadas com algumas gravatinhas borboleta, outro hit global. Boa idéia a de brincar com o pied de poule estampando-o em moletons e nos sapatos. Mostra bom humor. Se não revoluciona a moda brasileira, a grife tem o mérito essencial do fashion business, que é criar desejo de consumo. Ou seja, a Ausländer apresentou tudo o que se espera de uma marca de fast fashion e, mesmo que esse não seja o futuro dela, já começou sua nova trajetória com o pé direito. Taí a revelação do evento.”

Teve moda masculina também no Rio Moda Hype, pelas mãos de Alisson Rodrigues, que tem boas idéias e parte sobre boas bases. Tem potencial. A acompanhar.

Fotos do Charles Naseh, do Chic.

Autor: justum - Categoria(s): moda Tags: , , , ,
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