26/06/2009 - 20:27

Fila final de Kris Van Assche
Calor dus infernus aqui em Paris, diria meu amigo Vitor Angelo. Ta dificil chegar intacto ao fim do dia, principalmente nessa maratona que é cruzar a cidade N vezes de metrô para ir ao desfile seguinte. Acham que subir e descer escadas na Bienal é duro? Experimentem isso aqui e verão. E vai até tarde igual. O desfile do Galliano acabou 9 e meia da noite (se bem que o sol não se põe antes das dez e pouco) e ainda tinha o Raf Simons a muitas estações de distância…Mas tudo bem, vale a pena, quando a moda não é pequena. E hoje não foi. A começar pelo desfile de Kris Van Assche.



Convidados recebidos ao som de bossa nova, dia lindo, tudo parecia conspirar a favor. Conspirou, e eu tive que engolir seco, pois é notoria a minha birra com o Kris, principalmente por causa de suas fracas coleções para a Dior Homme, pos-Slimane. Mas o belga mandou super bem com uma coleção de ares étnicos, essencialmente em preto e branco, cheia de sobreposições frescas, com muito algodão e alfaiataria. Tudo muito confortavel, solto, amassado, como pede a moda masculina atual (visitei os salões Rendez-Vous e Tranoï, dirigidos a novos talentos – e nem tanto -, e a mania impera. Depois conto). Com styling matador, a coisa toda ficou nova, sem ranço folclorico e com uma pegada street precisa. Uma bela camisaria, djellabahs sobrepostos a calças de barras quilométricas que, por sua vez, levavam por cima bermudões dignos de jogadores da NBA, mas de alfaiataria, com pregas. Nos pés, sandalionas com tiras coloridas, coturnos ou sapatos tipo derbies. O casting era todo de meninos mestiços, afros, com cara de arabe ou de indio. Todos lindos de morrer. E pra fechar com chave de ouro, a trilha era irresistivel, um rap suingado, a la M.I.A. Muito bom!


O pequeno host de Tim Hamilton, Nyima Ward e a bagunça na entrada da sala (detalhe:a fila de entrada dos modelos era ali no meio. Surreal!)
No desfile seguinte, de Tim Hamilton, bagunça total. A sala era micra, dentro do prédio da bolsa de Paris, onde acontecem varios desfiles e também o salão Tranoï. Ai imperou a camaradagem na porta, com o assessor liberando o convidado e mais 2,3,4…7! Com convite ou sem, tanto fazia. Ai, como era de se esperar, a sala lotou antes da hora, fecharam-se as portas e um monte de gente teve que dar meia volta. Mesmo com convite, Diane Pernet inclusa. Que saudade da organização brasileira! Valeu por ter conhecido o pequeno Nyima Ward, de 12 anos, filho descolado da assessora de imprensa, que fazia as vezes de host, recepcionando os convidados. Ainda dava tempo de correr pra ver John Galliano, meio longe dali, mas valeu a pena. Ele merece um post exclusivo, né?
Autor: justum - Categoria(s): Sem categoria
Tags: John Galliano, Kris Van Assche, Rendez-Vous, Tim Hamilton, Tranoï
07/10/2008 - 15:36

Na minha visita ao Rendez-Vous – salão destinado a novos talentos e idéias alternativas na moda -, descobri, sem querer, a participação de Alexandre Herchcovitch no projeto Six Scents, que reúne, anualmente, seis estilistas para, junto com seu perfumista preferido, desenvolverem uma fragrância especial. Os perfumes em questão têm tiragem de dois mil exemplares, serão vendidos em..seis pontos escolhidos a dedo e tem renda revertida para a DAA ( Designers Against AIDS ). Além de Alexandre – que escolheu Joachim Correll para desenvolver seu aroma -, participam do Six Scents Bernard Willhelm, Cosmic Wonder Light Source, Gareth Pugh, Jeremy Scott e Preen. Legal, não? Ah! O perfume do Alê se chama Urban Tropicalia, é o número 1, é fresh e tem umas notinhas frutadas deliciosas. Pode ser usado tanto por homens quanto por mulheres, anytime. Eu quero!

Autor: justum - Categoria(s): moda
Tags: Alexandre Herchcovitch, Rendez-Vous, Six Scents
03/10/2008 - 15:06
ELE e ELA: Minha homenagem ao desfile matador da Givenchy aqui em Paris. Menino, não é que esse Riccardo Tisci é bom mesmo? E o tanto de brasileira na passarela dele? Ana Claudia (volta triunfal), Isabeli, Daiane, Aline, Raquel e até a Barbara Berger.


CURTINHAS: – E o tanto de Keffieh no pescoço dos(as) parisienses? Pensaram que era só no Brasil? Nananina. Um em cada esquina de cada arrondissement. – Havaianas dominando a Europa: Em cada loja descolada aqui, tem um corner daquelas que não soltam as tiras (na Citadium tem uns quatro). A Alpargatas acabou de inaugurar seu escritório europeu, em Madri, com três filiais na própria Espanha, França e Inglaterra. Os investimentos em cinco anos devem bater na casa dos 150 milhões de dólares e a projeção é triplicar as vendas até 2013, que hoje são de quatro milhões (!) de pares por ano. Custam entre 18 e 40 Euros cada, mas os exemplares bordados de cristais Swarovski atingem 200. – Docksides também pegaram por aqui. É grande o número de meninos que andam com os seus pela capital francesa. Quanto mais detonado, melhor. (por falar em Docksides, e o da Osklen que é IDÊNTICO ao de John Varvatos? Feio, hein?). – Colette virou high-tech e streetnewravekidssneakermania. Modinha hype. Chata. – Na minha opinião, a grife maismais para homens é a YSL. Chique demais, com informação. – Jaqueta de couro preta é item obrigatório. Todo mundo tem a sua. Mais ou menos biker é questão de gosto.- Um dia eu ainda vou achar explicação para o fato de se comer bem em QUALQUER bistrô de Paris. Custo-benefício excelente. – Hoje fui visitar o Rendez-vous, salão de novo estilistas que acontece paralelamente aos desfilões em si e organizado em parte pelo coletivo Surface to Air. Tem de um tudo. Sérvios, japoneses, espanhóis, belgas…brasileiros (a Imitation and Disguise, de acessórios). Ciceroneado pela Vidya, diretora do salão – que me revelou ter tido conversas com o pessoal da Luminosidade e deve visitar o SPFW em janeiro -, fiquei super impressionado com alguns nomes e adorei conversar com estilistas coreanos, fofíssimos, que manjam muito de alfaiataria masculina e nada tem a ver com o pessoal do Stand Center. Falo mais disso em breve. E os nossos novos talentos vivendo de Casa de Criadores…
Autor: justum - Categoria(s): moda
Tags: Givenchy, Havaianas, Paris, Rendez-Vous