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29/05/2010 - 12:51

Perde-se aqui, ganha-se ali

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Segundo dia de Fashion Rio e, surpresa, desta vez a Redley não será o destaque do evento. Não que a coleção seja ruim, longe disso, mas faltou emoção, menos burocracia na apresentação – que teve um quezinho de Osklen, se me permitem a comparação. Dito isso, claro que deve ser levado em consideração o momento de transição pós-Jurgen Oeltjenbruns, diretor de criação recém saído da grife e que deu poder quase que total aos meninos durante boas temporadas. A coisa agora mudou de figura e as meninas cresceram. “A intenção era essa mesmo”, revelou Emilene Galende, rosto novo na equipe de estilo,  numa conversa informal pós-desfile. Continuam os recortes, as geometrias espertamente localizadas e a acertada mistura de esporte com alfaiataria que fez a fama dos garotos nos últimos anos. Estão lá os recortes estratégicos da gestão anterior, agora mais pontiagudos, basicamente em versão triangular, desenhando vestidos de seda curtinhos e soltos o suficiente para assumir o efeito pára-quedas que Poiret consagrou no início do século passado. Bem femininos. Funcionam bem no berinjela com mostarda, uma das gostosas combinações de cores que a marca propõe para o verão. A veia utilitária, no entanto, não desaparece e surge nas mochilas acopladas às costas de um ou outro. Acessórios que, em formato real, não emocionam. Grandes e complicadas por demais, destoam da leveza das saias e das peças em linho wash da camisaria masculina. Os meninos ganham a maioria das peças tecnológicas, como as bermudas e calças folgadas, feitas em náilon fininho, vinil e Tyvek – colorido, tem belo efeito visual, mas trata-se de um material ingrato para o calor dos trópicos, visto que não respira nada. Bons os tênis iate em versão botinha vazada, modernos e confortáveis para pisar sem medo na passarela de sal grosso, ideal para abrir os caminhos da temporada fashionista. Talvez sirva para a grife também

Por outro lado, a Totem, com seu festival de prints retrôs e a querida Simone Nunes desenhando a coleção acertou mais no masculino do que no feminino. Eu acho. Tudo bem relaxado, como pede o Rio. Boas camisas, shorts curtinhos de shape esportivo e calças folgadas idem. Tudo colorido, psicodélico, a cara da grife, a cara do verão brasileiro. Honesta e despretensiosa, a coleção não inventa a roda, mas acerta justamente ao manter-se fiel ao que seu público anseia, acrescentando uma pitadinha de elegância a mais no uniforme dos calçadões deste Brasil.

Autor: justum - Categoria(s): moda Tags: , ,
09/03/2010 - 10:54

Tem Cópia na Redley

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Vem parceria boa por aí. O fotógrafo brasileiro radicado em NY Vavá Ribeiro, mais o designer Tonho e a jornalista e colunista de Vogue Carolina Overmeer se juntaram para criar a Cópia. Ao contrário do que o nome indica, o lance aqui é de exclusividade. Cópia é um selo nascido para expandir a obra de artistas e outros criativos para produtos em tiragem de série limitada, garantindo-lhes autenticidade. E, para o primeiro projeto da Cópia, a outra parte é a Redley.

Sob curadoria da Layana Thomaz, estilista e figura querida do Rio, foram desenvolvidos dois modelos de camisetas, um poster e um shape de skate, onde estarão impressas fotografias de Vavá, primeiro de quatro artistas que farão parte do projeto em 2010. Cada peça possui um selo especial com assinatura, numeração e tiragem.


Poster cuja imagem estampa também as camisetas

Layana desembarcou há pouco de Paris, vinda de um período de estudos justamente para pensar em novas plataformas e possibilidades de expansão de seu trabalho na moda. “Meu grande desafio foi unir dois potenciais distintos, o de uma grande marca, com visibilidade e criatividade, como a Redley, com o de um selo independente, com todo seu frescor e singularidade”, explica a fofa.


Shape do skate

Sobre as imagens de Vavá a estampar as peças, elas foram colhidas nos arquivos do fotógrafo – que é também surfista dos bons nas horas vagas, sabiam? – e são todas estudos de expressão corporal e androginia. “Me interesso pela ambiguidade dos seres humanos. Essas imagens não são decisivas. Se você olhar bem, vai ver que é difícil distinguir masculino e feminino. Cada uma possui sutilmente uma presença de ambos os lados”, conta o carioca. A ideia de Vavá é desafiar os sentidos, já que na fotografia nem sempre o mais interessante é o que se vê, mas o que se sente.

O lançamento acontece amanhã dia 10 de março, na loja da Redley em Ipanema. Layana montou especialmente para a ocasião, junto com o músico Eduardo Vila Maior, uma banda de cordas formada por cinco meninas – 2 violinos, um violoncelo, um contrabaixo acústico e uma guitarra – que tocarão ao vivo um repertório de clássicos do rock. Imagens de Vavá Ribeiro, mixadas pela vídeo-artista Cila MacDowell, serão projetadas na fachada da loja.

Muito bacana o projeto. Ironicamente, me despeço, neste caso, desejando vida longa à Cópia.
”

Autor: justum - Categoria(s): moda Tags: , , , , ,
13/01/2010 - 15:13

Davi e Golias

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Ontem foi um dia bom para os homens no Fashion Rio. Logo de cara, mais um desfile poderoso e impecável da Redley que, na despedida do alemão Jurgen Oeltjenbruns do comando criativo da grife – até o fechamento deste post não havia sido revelado o nome de quem assumirá o posto, mas Emilene Galende e Julia Valle permanecem na equipe de estilo -, voltou a desfilar nas salas do evento e não mais em externa como vinha fazendo. Na outra ponta, Rique Groove, premiado como estilista revelação em 2008 que, pela primeira vez ocupava horário solo no line-up, depois da extinção do Rio Moda Hype (uma pena, pois era um bom celeiro de talentos, num formato muito bem resolvido). O resultado? Bem, digamos que foi um pouco diferente do alcançado pela Redley.

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Rique Groove

Claro que não cabe aqui a comparação entre uma grife e outra, há um abismo de estrutura e história que faz toda a diferença mas, enquanto a Redley sabe muito bem o que seu cliente quer e dá seu recado desde o primeiro momento, Rique parece não saber ainda que onda pegar, dispersando energia e criatividade em conceitos “funny” que não acrescentam absolutamente nada ao closet masculino. Rique precisa entender que a era Moda Hype passou, que ele agora ocupa lugar de destaque num evento de grande porte e que o prêmio que ganhou leva consigo toda uma responsabilidade e cobrança do métier. De certa forma, Henrique Gonçalves é uma aposta de renovação do nicho masculino brasileiro. Talvez ele ainda seja um diamante bruto, precisando de lapidação e paciência para brilhar, talvez seja apenas um cometa, que se mostrará irrelevante para o mercado, impiedoso com derrapadas como as que vimos ontem.

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Rique Groove

Mar Revolto é o título do último disco de Carlinhos Brown, mas também foi assim batizada a coleção de inverno de Rique Groove. O universo marítimo foi, portanto, o fio condutor do desfile. Muito neoprene, fazendo alusão aos surfistas e mergulhadores, (boas) parkas fininhas e um belo trabalho no tricô de ponto largo, remetendo às redes dos pescadores. Sabemos que transparências e brilhos, no entanto, tendem a afastar o mais fashionista dos homens. E foi esse o principal erro que Rique cometeu. As delicadas peças do primeiro bloco são até bonitas de se ver, mas dificilmente vão emplacar na vida real. As calças e blazers acetinados brilham demais e tem erros de modelagem. Homem nenhum, por mais moderno e cuca fresca que seja, consegue digerir uma combinação de long john de neoprene com paletó black tie recortado. As calças de gancho baixo, quase saruel, são boas. Rique tem crédito e merece uma atenção especial, pois já provou ter talento, mas precisa encontrar seu rumo rápido se quiser ser realmente mais do que uma revelação no mercado masculino. Para ser relevante, a moda masculina precisa ser possível.

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Redley

Quanto à Redley, bem, o que mais dizer? Mais uma coleção cheia de objetos de desejo, calças esportivas e cheias de recortes, jaquetas irresistíveis, casting escolhido a dedo, tênis botinha pra ter já, mochilas de mil e uma utilidades. Destaque para a camisaria, novidade bem cortada, de shape slim e para as estampas geométricas, desconstruções obtidas de fotos do Google Earth. Sim, porque o tema da coleção eram os nômades urbanos, seres (como nós) que transitam de uma tribo a outra, de um ambiente a outro, de um estilo a outro com a maior naturalidade e segurança. Tudo começou com uma foto de um surfista tomando o metrô em NY, de prancha e tudo. Imaginem a cena…De estilista novo, vamos ver se a grife continua tão bem aprumada. Tomara que sim.

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Redley

Fotos: Charles Naseh/Chic

Autor: justum - Categoria(s): moda Tags: , , , , , ,
11/06/2009 - 16:33

Balancinho Fashion Rio

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Vocês devem ter percebido que foi duro arrumar assunto para a criação de posts regulares sobre o Fashion Rio. Pelo simples fato de que os homens sumiram das passarelas. Pouquíssima moda masculina foi vista ao longo da semana e o que desfilou não empolgou tanto assim. Não sei se é uma tendência para o futuro, mas é para coçar a cabeça. No geral, a opinião é que o evento ganhou estofo, peso e personalidade. Produção, estrutura e organização foram quase impecáveis. No line-up, bem, sem a presença dos supérfluos eliminados no paredão da degola (se bem que o Ivan Aguilar fez muita falta para quem se liga em moda para meninos), não houve extremos. Ficou tudo meio uniforme, flertando com a tênue linha da média, às vezes um pouco acima, em outras logo abaixo. Desastre não houve, tampouco brilho exacerbado, e eu tô aqui fazendo minha listinha das grifes que deveriam sucumbir à próxima faxina, com critérios de relevância pura e simples. Qualquer dia revelo pra vocês. E, em terra de cego, quem tem olho é rei. Ou rainha. Lenny Niemeyer continua em seu trono, demonstrando uma incrível capacidade de superação, estação após estação, sem dar sinais de esgotamento. Com coleção minimalista inspirada nas aves de rapina, a santista mais carioca do planeta fincou o cetro no topo do Fashion Rio e de lá não sai, de lá ninguém a tira. Nem a Redley. 

Por mais que se reconheça o trabalho minucioso de Jurgen Oeltjenbruns à frente da Redley (que iniciou as comemorações de seus 25 anos nesta temporada), com roupas de acabamento impecável, materiais de primeira e construção refinada, é visível o abismo entre o inverno e este verão. Uma identidade foi criada, é bem verdade, mas fica difícil requentar uma fórmula quando ela já atingiu o topo. Manter o nível é complicado, mas necessário. Não morro de amores por esse desfile não, mas a Redley continua rendendo looks fortes para eles, apesar da falta de novidade. Coisa que poderíamos cobrar da Ausländer, que fez um desfile tão jovem e despretensioso na última temporada, mas que precisa tomar cuidado para não se perder na tentativa de ser o que não é.

Não que o desfile tenha sido ruim, longe disso, mas a vontade de ser “chic e cool” demais pode tirar a grife dos trilhos em que parece ter tomado posição. Enquanto no inverno havia o tom frenético das ruas, das tendencinhas e da noite, para o verão a ordem é fazer festa não mais em club, mas na piscina. Os homens até que se deram bem, com cardigãs deliciosos, jeans clarinhos e branco, muito branco. Talvez a ex-grife-das-camisetas-engraçadas ainda esteja orientando sua bússola rumo a um DNA autêntico. A seguir…

E foi só. Pobrinho para a moda masculina, cada vez mais coadjuvante e sem representantes dispostos a sair da mesmice. Reflexões, reflexões… Que venha a SPFW!

 

Autor: justum - Categoria(s): moda Tags: , , , , , ,
18/05/2009 - 12:40

Ele, por ela

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A vida segue. Depois da excelente (e providencial) viagem a Nova York, na semana passada, este blog volta à ativa justamente com seu mais novo editorial. Sobre os dias em NY, faltou dizer que, além do papo com Justin e da Milla Jovovich no check-in, cruzamos com o próprio Robert de Niro em seu papel de boss do Greenwich Hotel, andando de lá pra cá. Edward Norton e Jenniffer Aniston (estonteante!) eram mais duas das celebridades hospedadas no local por conta do Tribeca Film Festival, que acontece ali pertinho, a passar diante de nossos olhos. Tipo Red Carpet! E eu até já gosto mais de Nova York. Camila Sarpi e Marcelo Gomes trataram de me mostrar um outro lado da cidade, muito mais charmoso e interessante. E os americanos estavam bem mais calmos dessa vez. Vai entender. Adorei bater perna pelas galerias de arte de Chelsea com Camila, onde também paramos para conhecer as lojas da Comme des Garçons e da Balenciaga, verdadeiras galerias fashion. Para os que sentiram falta de mais posts nos últimos dias, digo que estive ausente por conta da trip e de uma gripona (não, não é suína) que consumiu o fim-de-semana mas, entre cobertas e remedinhos, deu para preparar as fotos da matéria e conferir todos os créditos.

Este editorial talvez tenha sido o mais gostoso de fazer desde que estreamos o formato aqui no Hypercool, por alguns motivos: Trata-se de moda masculina, vestida em menina. No caso, a bela Izabel Hickmann (irmã da Ana) que, com um rosto anguloso e atitude nonchalante, se revelou excelente escolha para as fotos. É uma brincadeira deliciosa e que tem tudo a ver com os dias de hoje. E existe coisa mais sexy do que mulher vestida com as nossas roupas? Outra coisa: a locação. Fotografamos tudo em uma vila inteira em demolição, na rua da Consolação (que vai virar shopping!! Oi?), explorando e (re)aproveitando ruínas, cantos escondidos e objetos encontrados nos escombros. Descobri, sem querer, que minha querida vizinha da frente, Patricia Coelho, morou em uma das casas, contribuindo, inclusive, diretamente para o charme de uma das fotos. Ei-las, portanto.

SHE, BOY

FOTOS: Mariana Maltoni – EDIÇÃO: Sylvain Justum – STYLING: Sator Endo – BEAUTY: Renner Souza (Abá Mgt)- MODELO: Izabel Hickmann (Way)


Camiseta Osklen, casaco Zapalla


Casaco Redley, tricô M.Officer e bermuda V.Rom. Cinto Fasolo, meias Trifil e desert boot Kildare (participação especial de Luciana Curtis e Paulo Ferreira, em campanha vintage da Triton. Painel encontrado em uma das casas)


Colete Doc Dog, regata João Pimenta e calça Redley. Cinto Lacoste e tênis All Star Converse. (Sim, o vulto no canto da foto sou eu. Mas ficou bom, não?).


Jaqueta Colcci, regata João Pimenta e calça Ronaldo Fraga. Coturnos Triton, colar e pingente Camila Sarpi


Tricô Gant, calça Alexandre Herchcovitch, meias Motore e sapatos Cospirato


Jaqueta Triton, cardigã Arturo Minelli, calça Osklen e coturnos Triton


Pólo V.Rom, gravata borboleta F&G Couture e calça João Pimenta. Sapatos Cospirato e cinto João Pimenta


Blazer militar Ivan Aguilar, regata Diesel Black Gold e calça Amapô. Cinto João Pimenta, tênis All Star Converse, colar e pingente Camila Sarpi


Maxicolete Diesel Black Gold, calça João Pimenta, sapatos Cospirato, colar e pingente Camila Sarpi.

ONDE ENCONTRAR:

Redley – (21)3294-9191
M.Officer – (11) – 3587-9378
V.Rom – (11)3063-5823
Fasolo – (54)3255-2500
Trifill – (11)3598-2178
Kildare – (51)3593-7833
Doc Dog – (11)3063-3343
João Pimenta – (11)3034-2415
Lacoste – (11)3083-2400
All Star Converse – (54)3285-2800
Colcci – (47)3247-3000
Ronaldo Fraga – (11)3816-2181
Triton – (11)3085-9089
Camila Sarpi – (11)3477-3384
Osklen – (11)3083-7977
Zapalla – (11)30444-1163
Gant – (11)3083-3574
Cospirato – (51)3561-7777
Arturo Minelli – (11)3862-6356
F&G Couture – (11)2142-0217
Ivan Aguilar – (27)3345-8139
Diesel Black Gold – (11)3082-4937
Amapô – (11)3063-4206
Alexandre Herchcovitch – (11)3063-2888

Autor: justum - Categoria(s): moda Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,
13/01/2009 - 01:06

Do mato ao asfalto

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Gente, tá corrido, mas arrumei um tempinho (curto) pra dar satisfação a vocês. A vida masculina no Fashion Rio de inverno 2009 despertou hoje com mais uma prova de poder da Redley, que realizou, no bucólico Parque da Tijuca, mais um de seus impecáveis desfiles. Cartela de cores sob medida, em tons terrosos e outros tantos derivados do cenário que nos rodeava; tricôs de primeiro mundo (mais para o frio da terra do estilista da marca, o alemão Juergen Oeltjenbruns, do que para o nosso, é bem verdade…), desenvolvidos mineiramente pelos cariocas em Belo Horizonte; bermudas folgadas, num patchwork de cores geometrizadas, de acabamento perfeito, lindas jaquetas e mais um monte de objetos de desejo para o próximo inverno. Poderoso. Quase repetitivo, se pegarmos as coleções recentes da Redley mas, melhor assim. Já pensou se fosse repetição de erros? Em time que está ganhando não se mexe, dizem…

Fechando o dia, a TNG confirma sua real vocação: jeanswear rápido, direto, pronto pras ruas, sempre com alguma referência esportiva. Podem até questionar o formato datado do desfile, as pirações stylísticas de Regina Guerreiro (que, desta vez até entrou nas palmas, ao final do desfile, junto com o Tito Bessa e convidados…) ou falta de ousadia na alfaiataria, por exemplo, mas ainda considero esta coleção melhor do que a anterior. São boas as camisetas de cores cítricas e referências geométricas, como os patchworks formando triângulos. Ponto também para algumas lavagens do jeans, carro-chefe master da grife, portanto dono de maior atenção. A esbranquiçada é a mais interessante. Só não precisava de tanta jardineira, né? A peça se desdobrou em todos os tons de indigo e de sarja, cada hora com uma cara, mas sem acrescentar muito em termos de informação de moda. Mas…a gente não espera tanto da TNG, não é mesmo? Pelo menos entrega o que se propõe a entregar.

Curiosidade: Pelos corredores, andam chamando esta edição do FR de “edição botânica”, tantos são os desfiles com inspiração em plantas, flores, vegetação…uma coisa Eco total. Té amanhã.

 

Autor: justum - Categoria(s): moda Tags: , , ,
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