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23/10/2009 - 12:36

Jun Takahashi explica o inverno da Undercover

undercoverundercover

A loja-muito-legal-online The Corner.com vende, entre outros, Martin Margiela, Ann Demeulemeester, Helmut Lang e Raf Simons. E acaba de fechar com a japonesa Undercover. Para comemorar a chegada da coleção de inverno 2010 criada por Jun Takahashi, a The Corner botou no ar um vídeo/entrevista com o designer, explicando suas inspirações e sua visão do mercado de moda como um todo. Bem legal. E tem pencas de imagens de bastidores do último desfile, realizado durante a perna italiana da temporada de moda internacional.

Clicaí e assiste. (Por motivos #$%^&*#% técnicos, eu não estou conseguindo postar vídeos no blog, portanto me contento em fornecer o link, até segunda ordem, sorry)

Autor: justum - Categoria(s): moda Tags: , , , , , ,
31/08/2009 - 19:45

O outro lado da moeda

Já aqui, com a campanha de inverno 2009/10 de Raf Simons, a coisa muda de figura. Ao contrário da pompa do post abaixo, neste caso até o mais clássico fica moderno, com detalhes tão pequenos de nós todos, mas que fazem a maior diferença.

Autor: justum - Categoria(s): moda Tags:
29/06/2009 - 07:18

Os belgas


Raf Simons

Hum…sou fã dos belgas, adoro (mesmo) a moda minimalista e meio dark deles, os cortes precisos e a sabedoria de fazer muito com pouco. Devo confessar, porém, que, nesta temporada, eles me decepcionaram um tantinho. Sei lá, vai ver eu é que estou com vontade de ver algo mais do que o bem cortado low-profile, do que a moda artsy de qualidade, do que o intelectual acima do comercial. Gosto, sim, das coleções de Raf Simons, Ann Demeulemeester e Martin Margiela mas, depois de ver YSL, Rick Owens e os japoneses, dá uma murchada, entendem? Simons foi minucioso nos shapes, como de costume (e os costumes, ternos, estavam lá, sempre impecáveis), adicionando um detalhe esperto aqui e outro ali, enquanto Ann declarou que buscava uma nova sensualidade masculina. Se conseguiu? Bem, estavam todos os meninos de peito nú, com peças delicadamente femininas, numa atitude de androginia rocker instigante. Achei, no entanto, que ela se afastou um pouco demais de seu universo new romantic tão característico, e tudo ficou um degrau abaixo. Faltou peso.


Ann Demeulemeester

Quanto a Martin Margiela, bem, a gente já sabe que o moço-que-não-aparece gosta de uma roupa “nada” que, muitas vezes, só se torna desejável pelos materiais com que é feita e não pelo design. A gente compra mais pelo apelo cult da etiqueta branca do que pela excelência da criação. É tudo uma grande provocação da parte dele, na verdade. O anti-moda. Na coleção de verão 2010, vai ser de novo a mesma coisa. Tudo branco (ou quase), desenhos clássicos, com uma pitadinha a mais em uma ou outra peça. Achei bobo. Elegante, mas discutível em alguns looks. Eu já falei aqui que eu gosto do que é belo. O estranho e provocante tem seu grande valor na moda, também gosto disso. Agora, o bobo, sem sal e sem história, esse não me pega não. E, infelizmente, Margiela entrou nessa categoria, pelo menos nesta estação. 


Maison Martin Margiela

Autor: justum - Categoria(s): moda Tags: , ,
02/03/2009 - 21:02

Jil Sander e por quê eu amo moda

 

Eu sei que aqui é espaço do Bolinha, que a bandeira hasteada no Hypercool é a de uma vida mais elegante para os homens deste Brasil, com mais informação relevante, bom gosto etc…Acontece que, por mais que minha paixão seja moda masculina, o amor é mesmo pela moda em si. E aí incluo o que as mulheres vestem. O que é belo é belo e pronto. Por isso faço questão de não deixar passar em branco este momento em que acabo de ver as fotos do último desfile da Jil Sander, marcado pelo triste anúncio do fechamento de sua principal fábrica em Hamburgo, na Alemanha, com justa homenagem de Raf Simons à chefe do ateliê, Christel Von Kiedrowski. Mas não é pela hora difícil que venho aqui, não – depois querem que a moda pare de falar em crise…O que me emocionou e motivou o post é o que sempre deveria motivar os textos e conversas sobre moda: a roupa. 

Que coleção magistral construiu Raf Simons! Digo construiu porque ali existe uma verdadeira arquitetura da roupa, um diálogo com a arte, com o que há de belo no planeta e na história. Afinal, moda não é também isso? Escapismo, sonho, emoção. Tá certo que os tempos são bicudos, que é preciso fincar o pé no chão, sem extravagâncias, reafirmar a identidade e tudo o mais que temos lido e escutado por aí. Mas não dá pra ser SÓ isso. Haja monotonia nas coleções vistas nos últimos meses! Preto, preto, DNA, identidade, preto, preto…Ainda bem para a moda que existem estilistas como Marc Jacobs e Raf Simons, que chutam o balde, que reafirmam a identidade da grife, sim – alguém discorda que em ambas coleções isso foi cumprido brilhantemente?-, mas dando algo a mais, injetando informação, novidade no tradicional. As melhores coleções que tenho visto, tanto masculinas, quanto femininas, são as que aproveitaram a deixa de apostar naquilo que a marca faz de melhor para, em cima disso, enriquecer esse repertório e não simplesmente requentar o arroz com feijão. Entendem a diferença?

Inspirado no ceramista francês Pol Chambost, Simons ousou, sem abusar. Acendeu estrategicamente sua cartela de cores, construiu, provocou. Enfim, fez algo pela moda. Coisa que muito nome mais graúdo não teve peito de fazer nesta “época de crise”. He got balls! Para as mulheres que mesmo assim preferem o certo em lugar do incerto, tudo bem. Podem escolher um dos Little Black Dresses matadores do final do desfile. 

Bravo, Raf Simons! E parabéns, mulheres, por serem alvo de momentos como este.

Autor: justum - Categoria(s): moda Tags: , , , ,
26/01/2009 - 16:28

J’ aime Paris – Part 1

Antes de abordar o que eu mais tenho gostado e o que de mais relevante vem acontecendo na semana de moda masculina de Paris, queria responder ao Junior Tavares, leitor que me pediu opinião sobre alguns desfiles de Milão. Junior, eu não mencionei a DSquared, a Moschino, a Etro, o Zegna e nem o Ferragamo simplesmente porque eles não apresentaram nada de novo, em suas coleções ultra comerciais e caretas. Os irmãos Caten estão presos a uma fórmula e não desapegam de jeito nenhum, previsíveis; Moschino faz umas graças, mas não acrescenta nada ao nosso repertório; a Z Zegna -que desfila em NY- é muito mais legal do que a linha mãe, clássica e careta demais, e a Etro, bem, essa também não me encanta não. Milão, em geral, é bem boring. Já Paris…

Impressionante o abismo de criatividade de uma capital para a outra. Os desfiles da capital francesa são quase todos bons! O nível de aproveitamento é incomparável. Claro que temos que levar em consideração o momento criativo e econômico global, isso respinga também por lá, mas mesmo assim…cheira a novidade, sabe? A começar pelos castings. De onde sai tanto menino incrível? Tô bem animado com o que vi até agora. Balancinho rápido: muuuuito preto, sobreposições mil, paletós de um e dois botões, calças amplas -tem até versão pantalona cropped na YSL!-, novo olhar sobre a alfaiataria, botas pesadas nos pés. Vamos lá.

YVES SAINT LAURENT

Incrível como Stefano Pilati entendeu as transformações do homem deste novo século. Suas coleções são desafiadoras, frescas, chics. E ainda prova que não parou no tempo aliando o show real a vídeos sensacionais. O novo é assinado por Inez Van Lamsweerde e Vinoodh Matadin e tem o ator Michael Pitt como único protagonista, reagindo a uma voz feminina muito da sensual que recita um texto em que estão embutidas as principais infos sobre a coleção, como tecidos, cores e shapes. Clica aqui pra ver (é o primeiro videozinho da esquerda). Mestre!

RAF SIMONS

Gênio do corte e da nova alfaiataria, já desafiou nossas percepções sobre a silhueta masculina com sua coleção para a Jil Sander, semana passada -aquela que lembra bem a do João Pimenta. Em sua linha pessoal, começa bem tradicional, quase careta, até explodir em criatividade com suas peças bicolores, com mangas cítricas, sobremangas arredondadas e shape slim. Brilhante!

RICK OWENS

É a primeira coleção exclusivamente masculina de Rick Owens. Começou muito bem. Tudo tem a cara dele, um Mad Max moderno, com muito couro, preto na veia, sobreposições delícia. Um look mais poderoso que o outro, difícil até escolher foto. Gosto muito.

NUMBER (N)INE

Japonês é fogo. Takahiro Miyashita vem tirando do anonimato a Number (N)ine com muito talento. Apaixonado por grunge e punk, tirou inspiração para esta coleção de um quarto de hotel no Alaska, onde ficou preso por causa do mau tempo durante uma de suas viagens. Cortinas, sofás, objetos de decoração, tudo serviu de referência. O resultado é de se cortar. Confiram vocês mesmos.

KRIS VAN ASSCHE

Todos que me acompanham sabem do meu bode pelo Kris Van Assche. Acho que ele não substituiu à altura o Slimane na Dior e suas coleções solo sempre beiraram o cafona. Pois bem, paguei a língua. Em seu inverno 2009, o rapaz mesclou muito bem alfaiataria e utilitarismo, brincou com shapes e proporções, trouxe algo novo a seu próprio repertório. As calças amplas funcionam bem e as sobreposições são inteligentes, de bom gosto. Grata surpresa.

Continua no próximo post.

Autor: justum - Categoria(s): moda Tags: , , , , ,
14/08/2008 - 21:57

Sobre o homem ser a nova mulher…

Matéria bem legal no JC Report sobre a “feminilização” do homem do século 21. Fala basicamente da aproximação cada vez maior entre o universo masculino e o feminino, coisa que quem acompanha moda e comportamento já se deu conta. Além do boom da cosmética para eles (essencial para a onda grooming), a matéria cita as sutilezas andróginas das coleções de Raf Simons, Prada, Jil Sander e Comme des Garçons, e a importância de Bowie (na fase Ziggy Stardust) para toda essa modernidade metro, über ou o sexual que seja. Tem homem usando meia-calça, pasme! Vale a leitura. Posto aqui as fotos que ilustram o artigo.


Raf Simons, Jil Sander e Comme des Garçons, tudo summer 09


Prada e…..meia-calça masculina!

Autor: justum - Categoria(s): moda Tags: , , , , , ,
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