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17/07/2009 - 18:36

Prada Fall 2009

Olha que linda a campanha masculina de inverno 2009 da Prada. Fotos do feríssima Hedi Slimane. Tem imagens do prêt-à-porter e da linha eyewear. Não me empolguei muito com o último desfile ( o de verão 2010 ) mas, neste caso, tiro o meu chapéu.

Autor: justum - Categoria(s): Sem categoria Tags: , ,
23/06/2009 - 21:15

A não-cobertura da temporada de Milão

Morri de sono ao conferir as coleções masculinas de verão 2010 (deles) desfiladas até hoje em Milão. Por isso vou poupar meus dedos já gastos pós-SPFW e guardar a cabeça fresca para a temporada parisiense, sempre mais criativa e que eu vou acompanhar diretamente da Cidade Luz. Embarco amanhã e o próximo post já sobe fazendo biquinho. Ah! Quer saber qual foi o sonífero milanês que causou este não-post? Apesar de ser uma temporada de verão, o que vimos foi uma cartela sóbria, apagada, conservadora, com pouco frescor também nas idéias, comerciais e bestas ao extremo. Nenhuma grife arrancou mais do que um sorriso de canto de boca pelo que vi. Nem a Burberry, de quem eu sempre gosto. Boa alfaiataria, e só. Maldita recessão.


Bottega Veneta, Burberry Prorsum e Gucci


Jil Sander, Prada e Undercover

 

Autor: justum - Categoria(s): moda Tags: , , , , , ,
25/01/2009 - 22:16

Milão e a crise

Com um certo atraso, tendo em vista o tsunami SPFW da última semana, só agora consegui focar na temporada internacional de desfiles masculinos para o inverno 2009/10, que já passou por Milão e continua acontecendo em Paris. O balanço de Milão é chocho, com poucas surpresas, coleções extremamente comerciais, monocromáticas e de fácil consumo. É a crise batendo à porta.


Looks da Gucci, Dolce e Gabbana e Alexander McQueen

Dolce & Gabbana, Gucci, Alexander McQueen, Prada. Grifes fortes com coleções apenas corretas e desprovidas de grandes novidades. Ganha pontos quem experimenta um pouco mais, como Neil Barrett e Vivienne Westwood. Mesmo se nem tudo é bom, esses nomes tem o mérito de propor algo além do trivial. Engraçado notar que o grau de conservadorismo cresce proporcionalmente ao tamanho da maison. Quanto maior a marca, menos riscos se corre. E, vendo as fotos européias, dá pra perceber também que o que acabamos de ver na temporada brasileira está super em sintonia com o que acontece lá fora. Globalização master.


Vivienne Westwood e Bottega Veneta


Prada e Jil Sander

As cores dominantes são as sóbrias, muito cinza e preto (a coleção da Prada é 90% black, a da Jil ”Pimenta” Sander é boa e passeia por todos os tons de cinza), às vezes intercaladas com uma cor mais acesa. Muito exercício sobre a alfaiataria, alternância de tecidos sóbrios ou com brilho -tipo flamboyant, mesmo-, naturais e sintéticos. O abotoamento dos paletós é o duplo, que funciona melhor no frio inverno europeu do que aqui nos trópicos -é feito para usar fechado-, por isso não deve pegar no Brasil tão cedo. A opção são os dois botões. Calças continuam secas, poucas skinnies, algumas cenouras, dando sinais de folga cada vez maior.


Looks da coleção de Giuliano Fujiwara

Dentro dos que eu gosto mais, a novidade é o Giuliano Fujiwara, japa radicado em Milão que, como todo japonês vai além do básico, sem perder, porém, a consciência comercial. No entanto, meu preferido na temporada milanesa é mesmo o Neil Barrett. Com propostas inteligentes de trompe l’oeil, calcadas em peças clássicas, sugerindo, disfarçando, escondendo, ele mostrou que ter criatividade para se destacar mesmo privilegiando o foco nas vendas é essencial nos tempos bicudos de hoje.


Neil Barrett

Paris já começou e, pelo que vi, trazendo, como sempre, alguns sopros de criatividade a mais do que Milão. Logo mais falo a respeito.

Fotos do WWD

Autor: justum - Categoria(s): moda Tags: , , , , , , ,
09/12/2008 - 16:49

O homem da Casa, dia 1

Primeiro dia ontem da edição de inverno 2009 da Casa de Criadores e o desfile mais relevante para os meninos foi, sem dúvida, o de João Pimenta. Valem umas linhas sobre a Phergom também, vai, já que, apesar do tema batido, se saiu melhor no campo masculino do que no feminino. Não adiantou o discurso de que quis fugir do óbvio fazendo uma coleção sobre o rock. As cores escuras estavam lá, a silhueta ajustada a la Axl Rose ( influência do natimorto álbum Chinese Democracy? ), com suas leggings de plush, dividiu espaço com algumas formas mais soltas, bem mais interessantes. Ponto para as jaquetas e para as camisetonas amplas, que de rock não tinham nada. Se a preocupação era fugir dos clichês, trabalhando com um tema já tão usado, melhor seria escolher outra cartela, outro fio condutor, outra inspiração, ou se libertar dela e fazer a melhor moda possível. Quem precisa de temas engessados?

Pela primeira vez saí bem impressionado por um desfile de João Pimenta. Explico o porquê da minha resistência a seu trabalho: eu sou super a favor da tentativa de fugir da mesmice na moda masculina e reconheço que João luta bravamente para conseguir isso ao longo de sua carreira. O que me incomoda é a invencionice pura e simples. Quando não há objetivo e quando a experimentação não vai a lugar algum, por mais que se tenha méritos, não há evolução. É mais ou menos como a firula no futebol: um belo drible, uma jogada enfeitada, é muito legal de se ver, como espetáculo, mas se não há objetividade rumo ao gol, ou seja, se o drible não passa de mera fantasia e não resulta em nada, acaba sendo inútil, perdendo o sentido. E eu acho que o evento em si peca nesse aspecto como um todo já há algum tempo, já falei disso aqui no blog. Ah, trata-se de laboratório? Ok, acho válido. Mas pra onde vão esses novos talentos sem uma direção comercial concreta, que os faça alçar vôos mais altos do que improvisar um desfile a cada seis meses no shopping Frei Caneca? E duvideodó que a maioria se contente disso e ache que está tudo bem assim, vendendo pra uma minoria, mas fiel aos seus ideais mais profundos.

Pois bem, ontem João enfeitou rumo ao gol. Primeiro eu adorei a cartela, simples, direta, preto no branco. E haja preto. E um pouquinho de branco. Deu peso à sua ( boa ) alfaiataria, de formas inusitadas mas, que tiradas do contexto circense da apresentação, podem funcionar sim. Bem, nem todas, mas tá valendo. Buscando incorporar formas femininas em suas propostas, João botou a pulga atrás da orelha dos mais céticos com relação ao futuro da moda para homens, meio como faz Miuccia ao fragilizar ao máximo seus meninos a cada coleção desfilada ( aliás, eu vi um tanto de Prada diluída na coleção do Pimenta, pra ser bem sincero ). As anquinhas vêm lá da corte francesa, as transparências e a pele à mostra são mais recentes. Boa mistura. Até os sapatos eram “de menina”. Boa também a idéia das amarrações nas costas, com referência hospitalar, e honra ao mérito para os acessórios. Lindos. Quero o cinto fininho já! João: valeu mesmo. Os inconformados com o marasmo na moda masculina agradecem.

Fotos: Charles Naseh/Chic

Autor: justum - Categoria(s): moda Tags: , , , ,
14/10/2008 - 11:58

Esqueci!

Fiz um mega post sobre a edição masculina de inverno da T Style Magazine e esqueci de dar a dica da coluna da Suzy Menkes que lá está. Tem que ler pra entender os rumos de uma nova sensualidade masculina, que a gente tem visto nas últimas temporadas, onde ombros, tórax e até barriga viraram foco de grifes como Prada e Burberry. Vai lá.

Autor: justum - Categoria(s): moda Tags: , , ,
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