Fazendo valer o lema de que uma imagem vale mais do que mil palavras, resolvi fazer meu último post europeu apenas com fotos tiradas ao longo da temporada. Tem Estocolmo, Paris, desfiles, rua, pessoas. Acho que dá pra vocês entrarem um pouco no que foram meus felizes 18 dias no Velho Continente. Embarco amanhã e logo, logo subo o primeiro post paulistano. Até já.
O hotel em Estocolmo e a bela capital sueca
Minha turma durante a semana sueca
Poste sueco e o streetstyle off de Estocolmo
Acreditem, é um porta-banana. Vitrine do Beyond Retro, maior brechó de Estocolmo
T-Shirt souvenir e, já em Paris, um dos quadros de Murakami
Desfile Issey Myiake e de Bernard Whilelm
Meus pés, brancos depois de um desfile no Jardin des Tuileries e a Uniqlo invadindo Paris
Desfile Vivienne Westwood e streetstyle no Jardin des Tuileries
Julia-ê laiá-Restoin-Roitfeld, na porta da Vuitton
Os últimos dias foram bem corridos, culpa do acúmulo de trabalho e dos preparativos para minha temporada européia. Como expliquei em post anterior, embarco hoje para Estocolmo, na Suécia, e em seguida finco pé por 15 dias em Paris. Claro que vou atualizar o blog com assuntos daqui e de lá no melhor ritmo possível, mas quem quiser me seguir pelo Twitter, já pode fazê-lo. Criei uma conta especialmente para a viagem. Procure por @SylvainJustum e acompanhe meus dropzinhos diretamente do velho continente. Volto já!
Pois é, gladiadoras pegaram e infestaram o verão europeu, sobretudo entre as mulheres. Entre os homens, elas pipocaram aqui e ali na semana de moda de Paris. Nas ruas, vi bem poucas, mas não duvido que peguem por lá. Me perguntaram se eu acho que pode pegar por aqui, já que vivemos em clima tropical, calor, tal…Neste século, eu duvideodó. Acho mais fácil vaca voar. Se eu gosto? Olha, eu adoraria que no Brasil tivéssemos homens com ousadia suficiente para experimentar, independente de gosto pessoal, mas ainda acho que ou você é o Marc Jacobs ou esqueça. Abaixo, os novos exemplares da Givenchy e Marc assumindo as suas.
Essa semana recebi uma indicação quente das fuefas Fernanda e Cris, da Oficina de Estilo, e aqui estou repassando-a a vocês, leitores. Trata-se do sensacional blog Coûte que Coûte (custe o que custar, em francês), auto-intitulado painel de novidades insignificantes na moda, arte, design e cultura pop. Não se deixe enganar pela ironia da qualificação. O conteúdo postado não tem nada de insignificante, muito pelo contrário, é de altíssimo nível. Dividido em seções como música, filmes, feminino e masculino, o blog filtra e reproduz em seu espaço o que há de mais bacana acontecendo em cada um dos nichos. Pode ser um editorial, uma campanha, um produto incrível, uma exposição…É tudo muito bem selecionado e lindo de se ver. Clique altamente recomendável e satisfação garantida. Para os que se ligam no universo de menino, indico especialmente a seção MEN, de onde saíram as imagens abaixo.
A outra dica para o finde é musical. Tá sabendo do show da banda indie mais cult do momento, o Friendly Fires, dia 17 de Agosto, no Studio SP (antes passa pelo Rio, dia 15)? Ah, não conhece Friendly Fires? Assiste o vídeo de “Paris” (me ganhou também pelo título e pela letra…hehe) e entenda o burburinho. Gostou? Corre comprar ingresso porque o lugar é pequeno e vai esgotar em dois tempos! À venda no próprio Studio SP, na American Apparel e na Japonique, loja delícia de trecaiadas e guloseimas japonesas que a gente adora amar, ali na Vila Madalena. A Japonique é de um casal querido, Marcelo e Jana Tahira, aproveita pra conhecer e fazer a festa. Duvido você sair de lá sem comprar nada. Preços para o Friendly Fires: R$ 70 (primeiro lote) e R$ 90. No Rio, R$ 50 e depois R$ 60.
Minha temporada parisiense vai chegando ao fim, falta pouco para afivelar as malas de volta a São Paulo, e é chegada a hora de fazer um balancinho do que vi por aqui, nas ruas e nas passarelas, dando direção do que devemos pensar em adotar para o nosso próximo verão. Como sempre, os desfiles são um bom termômetro, mas as ruas são o imediato, o que há de mais quente ( de acordo com as temperaturas francesas, lá em cima, ao contrário das brasileiras ) e por onde devemos nos guiar em primeiro lugar.
A semana de desfiles de verão 2010 estabeleceu o seguinte: chegou ao fim a era skinny, de tempero rocker, que dominou anos a fio a moda masculina desde o tsunami Slimane, divisor de águas e de suma importância para os holofotes que se acenderam sobre os homens há algum tempo. A silhueta agora é solta, relaxada, com muita alfaiataria misturada a tecidos leves como o linho e o algodão. Calças estão mais folgadas, com o gancho baixo e pregas, numa charmosa piscadela aos anos 30, década maior da elegância masculina. As canelas estão de fora, os braços e o peito também mas, se você não segura a onda, tudo bem, existem opções mais cobertas para garantir boa estampa mesmo assim. Paletós continuam secos nos ombros e braços, mas esticam e sobram na parte de baixo, sempre com dois botões. Dior e Comme des Garçons são bons exemplos. Sobreposições estão com tudo, principalmente com um bom jogo de comprimentos, misturando às vezes esporte e formalidade, num resultado street delicioso. As túnicas marroquinas, os famosos djellabahs, são item fundamental nessa brincadeira, além de serem uma excelente solução para o calor. Além das bermudas, cada vez mais inseridas no guarda-roupa europeu ( e por que não no brasileiro, já que faz tanto calor em nossas terras? ), secas, de alfaiataria, ou de shape mais solto, às vezes tanto que mais parecem saídas das quadras de basquete. Puro conforto, bem de acordo com os amassados e retorcidos característicos da comfort fashion atual. Tem MUITO. A moda masculina está mais étnica do que nunca, vimos isso nos castings e nas referências das coleções, inspiradas no Oriente ( Dries Van Noten ), nas Arábias ( Givenchy, Galliano ) ou nos países muçulmanos ( Kris Van Assche ). Cotas, portanto, são desnecessárias neste momento. Na cartela, o preto e o branco reinam, seguidos de perto por cinzas e tons areiosos, dignos dos maiores desertos do planeta. Cores pintam sim, suaves e lavadas, por vezes um tantinho mais acesas ( Paul Smith ), puro verão. Nos pés, tem um pouco de tudo: derbies, desert boots, tênis de cano alto e, sim, sandálias gladiadoras ( Lanvin, Kris Van Assche ), onipresentes também nas ruas de todos os arrondissements de Paris.
Os homens parisienses são bem confortáveis quanto ao que usar na vida real. Calor pede roupas leves, chama conforto, portanto é hora de esquecer preconceitos e aderir às bermudas ( vi muitas alternativas por aqui, algumas bem elegantes ), sandálias e tecidos naturais. Calças têm sempre barras dobradas, é uma coqueluche, combinadas com tênis flats brancos, espadrilles e até com nossas inseparáveis Havaianas. Camisas: sempre de mangas longas, dobradas até ficarem curtas, muito mais elegantes do que as de mangas curtas. Óculos: os Wayfarer não morreram e reinam absolutos. Tem modelos novos lindos de morrer. Para eles ou para elas.
Vale aqui um toquezinho sobre o que as meninas andam usando também : sandálias gladiadoras ( epidemia total ), bolsas Longchamp ( aquelas de náilon ) de todas as cores e tamanhos e muito short, jeans, de algodão ou meio masculino. Ah! E todos, homens ou mulheres, de scarfs de verão no pescoço, aqueles fininhos, quase transparentes, que não esquentam, mas dão um belo toque final ao look. Acho que é isso, espero não ter esquecido nada, se lembrar, acrescento aqui. Vejo vocês no Brasil, a partir de domingo. Au revoir!
Aprendi uma coisa durante a temporada de moda de Paris: nunca despreze um convite para o desfile de uma grife pouco conhecida, obscura e com menos apelo do que os grandes nomes, você pode se arrepender. Por pouco isso não aconteceu comigo. Ocorre o seguinte: assessores de imprensa que cuidam de apresentações badaladas trabalham também para marcas menores, iniciantes (ou nem tanto), com menos visibilidade. Claro que a gente sempre quer assistir aos maiores e melhores, mas acaba sendo incluído no sitting destes nomes alternativos também. Recebi convite para os desfiles da franco-italiana U-NI-TY e da coreana Wooyoungmi e hesitei, “será”? Bom, como não tinha nada a perder em conhecer, a curiosidade falou alto e lá fui eu.
A U-NI-TY nasceu em 2004 e tem como mote misturar o charme e o conforto do vintage com elementos clássicos do guarda-roupa masculino, além de uma pitadinha de militarismo aqui e ali. O que eu vi na coleção de verão 2010 foi exatamente isso. Coletes, chapéus, alfaiataria em padronagens clássicas como o Príncipe de Gales, tudo tradicional, mas com shape atual. É uma grife comercial, sim, mas que tenta fugir do convencional dando ares cool a peças fáceis de usar, que não chocam homem algum e que poderiam sair direto da passarela para seu guarda-roupa. Tudo que muito homem procura quando olha para a moda. Calças folgadas, mais curtas, linho, jeans cru ou destroy, blazers levinhos e amassados, bem na pegada comfort que domina a moda atual. Para arrematar, scarfs de verão no pescoço, daquelas que não esquentam, só acrescentam estilo. E nos pés, sandálias de couro. Parênteses: está na hora de nós, brasileiros, que vivemos num país tropical, com calor de rachar no verão, deixarmos pré-conceitos e julgamentos de lado para adotar, finalmente, roupas que condizem com nosso clima. As sandálias e as tais bermudas urbanas, que deram tanto o que falar há pouco tempo pelos blogs afora, estão em cada esquina de Paris. E com resultados bem elegantes, sim senhor. Se você segura a onda e acha que tem a ver com seu estilo, pode abusar. Até eu, antes reticente, estou cada vez mais convencido de que pode dar certo. Prometo tentar no próximo verão. Voltando à U-NI-TY: nem tudo funciona, tem até umas peças meio duvidosas mas, no geral, é uma grife super honesta. Pode servir de exemplo para muita gente no Brasil.
O caso da Wooyoungmi é diferente. A grife completa em 2009 seus 50 anos (!) e, como a maioria dos orientais, tem uma boa dose de conceito embutida na roupa e na apresentação. Construção: essa é a palavra-chave a ser lembrada quando se analisa uma roupa feita pelos coreanos que por aqui pipocam durante a temporada de moda ( conheci outra grife, no salão Rendez-Vous, chamada Hoon, que me deixou boquiaberto com o primor de acabamento de sua alfaiataria ). A Wooyoungmi tem loja no Marais e desfila em Paris desde 2003. Sua linha masculina foi lançada em 1988 e, para o verão 2010, buscou inspiração no universo dos pintores. De telas ou de parede, tanto faz. Antes do desfile, realizado no Palais de Tokyo, um vídeo projetava e demonstrava diversas técnicas de pintura, com um resultado artsy super poético. Quanto às roupas, construção, lembram? Então tome zíperes e aberturas inusitadas, efeitos de trompe l’oeil que simulam shorts e bermudas sobrepostas a calças, silhueta folgada e uma bela alfaiataria com pegada esportiva. A cartela de cores lembra a dos uniformes de pintores, desde o azul característico dos macacões até os cáquis, presentes em lindos trench-coats amassados. Conceito com qualidade. Adorei.
Ah! Outra coisa que me fez perceber que não se deve desprezar os pequenos é que todo mundo vai em todos os desfiles. De Didier Grumbach a boa parte da imprensa especializada, todos estão ali para conferir o novo, que amanhã poderá ser o hot ticket.
Para os que gostam de uma moda mais contida, mais tradicional e mais “madura”, em Paris tem também. Ótimos exemplos puderam ser vistos nas passarelas de Paul Smith e Lanvin que, com uma soberba coleção, muda de caminho sem, no entanto, abandonar suas raízes. Lucas Ossendrijver e Alber Elbaz continuam provocando, questionando formas e materiais, brincando com a tênue linha da androginia. Dá pra reconhecer inclusive, as anquinhas nas calças que pudemos ver na coleção de inverno de João Pimenta, que provou estar super em sintonia com o momento da moda global. Ousadias como as sandálias “semi-gladiadoras” (elas estão por toda parte nas ruas de Paris, uma verdadeira invasão, sobretudo nos pés femininos) e brilhos nos materiais se somam à ironia dos falsos bigodes a la Salvador Dalí. Excelente!
Lanvin
Paul Smith mandou bem também, com um desfile que começa variando os tons de cinza, até terminar em total looks de tons pastel e outros mais fortes como o roxo e o turquesa. Tudo bem cortado, seco, com folga no gancho de algumas calças. Detalhe: zero gravatas. Camisas abotoadas até o colarinho, terno ou paletó. Só. Será o fim do nó na garganta? Veja no vídeo a festa da fila final, ao som de Thriller, outra homenagem a Michael Jackson, seguindo o que fizeram Galliano e Hermès.
Como invariavelmente acontece, os representantes japoneses da semana de moda parisiense não decepcionaram, com coleções sensíveis, deliciosas, cheias de xadrezes e cores, puro desejo fashion. Junya Watanabe continua com sua paixão pela reinterpretação de clássicos do vestuário ocidental, principalmente norte-americano. Jeans irresistíveis, paletós sequinhos e cartela de cores precisa. Mandou bem.
Rei Kawakubo faz arte com sua Comme des Garçons. Há quem diga que parou nos anos oitenta, que é roupa pra japonês, pra palhaço, que é impossível de usar etc…Eu, antes de tudo, gosto do que é belo, e confesso que quase choro com as coleções da CDG. Dessa vez não foi diferente. Patchworks, cores, xadrezes, calças soltas, paletós relaxados. Lindo demais. Vejam e formem sua própria opinião.
O primeiro desfile de John Galliano a gente não esquece. Dior não vale, o clima é outro. E minha primeira vez foi em grande estilo, ao final de mais um dia lindo de sol em Paris, numa piscina pública desativada onde grafiteiros exercitam sua nobre arte. O lugar é gigante, com vários andares e mirantes onde o povo ficou dependurado para ver melhor a performance toda. Fomos recebidos com um coquetel refrescante de boas-vindas, num bar improvisado logo na entrada e muito providencial, tendo em vista o calor de sauna que fazia lá dentro. A coleção é inspirada em Napoleão Bonaparte e suas batalhas, mais precisamente uma realizada no Egito que, por sua vez, liga referências com Peter O’Toole e seu Lawrence da Arábia. Tendência Oriente, eu digo (lembram de Van Assche e Dries?).
Eu nunca fui muito fã da estética Gallianista, rebuscada e poluída demais pro meu gosto. É tanta informação que fica difícil até identificar o que é roupa de verdade. E os meninos que desfilam me lembram os do Lino Villaventura, então já viu, né? Mas, fazendo o exercício de limpar o styling dramático de seus beduínos, sobram algumas boas peças utilitárias, esportivas e em couro emarfanhado, bem atual. É tudo um streetwear disfarçado. Os sneakers a la Dunk nos pés não me deixam mentir. O jeans é feio e o bloco de underwear é constrangedor. Enfim, nada que vá mudar a moda mundial, mas valeu pela locação absurda, pelo ambiente ouriçado e, claro, por Galliano em si ao final. Impagável. Vejam no vídeo.
Pronto! Ca estou eu em Paris, ja na maior loucura por conta de textos pendentes e, sobretudo, dos primeiros desfiles da temporada masculina de verão. Dia longuissimo o meu ontem. Cheguei de manhã, às 11h30, no vôo 459 da Air France (tudo tranqüilo nesse, viu?) e em poucas horas já estava cruzando a cidade para meu primeiro desfile. Jean-Paul Gaultier desfilou a nova linha Gaultier2, misto de resort com casualwear que me pareceu confusa, no geral. Primeiro pelo excesso de casacos tipo marinheiro (o navy é um classico de JPG que sempre aparece em suas coleções), pesados e queeeeentes demais para um desfile de verão. Segundo que a feminilização que o estilista impôs a seus meninos teve resultados um tanto quanto irregulares. Coletes frente-unica (Prada, anyone?), tops tomara-que-caia de paetês ou -mais cool- em jeans, resultado de uma parceria com a Levi’s, e calças de boca larga, quase pantalonas. Un peu trop, eu diria. O desfile, que aconteceu na Salle des Fêtes, espaço para eventos que pertence ao proprio estilista, teve la seus bons momentos. A alfaiataria misturada a peças esportivas funciona, assim como algumas peças listradas que, em alguns momentos porem, beiram o circense. Nos pes, Converse pra todo mundo. Bem abaixo do esperado, com cara de linha B requentada.
Dries Van Noten
O meu segundo desfile do dia, esse sim valeu a pena. Tudo diferente. A começar pelo publico que, no JPG era mais blasé, meio posudo e carudo demais. No show do belga Dries Van Noten – realizado de cara para a rua, na escadaria do prédio da Bolsa parisiense - muito japonês, igual a todas as temporadas de moda na Europa, mas havia uma galera muito, mas muito cool. A começar pelo staff, amabilissimo e chic ao extremo, com atitude meio artsy, low profile até. E as roupas de Dries são algo de muito atual. Sempre com a pegada étnica que ele tanto adora -dessa vez foi uma estampa repetida em diversos tons nas camisas, calças e até nos sapatos. Chique e relaxado, sem pretensão, a imagem do homem elegante em sua essência, e não pela etiqueta que carrega na roupa. O que guardar: abotoamento duplo ou de dois botões nos paletos, calças de gancho baixo, pregas e comprimento na canela, sem meias. Alias, este é o caminho adotado por muita gente na platéia do desfile e pelas ruas de Paris, em clima estival, com calor humido e direito a chuvinha de verão que quase melou o desfile. Os ombros dos paletos vêm mais armados (no JPG também faziam uma espécie de ponta), mas o shape ainda é seco. Meu look preferido é um dos postados aqui, com uma peça que eu chamei de cache-cardigã, por ser uma mistura de cache-coeur e cardigã, très chic! Ah! A trilha saia de um carro de som ambulante parado no meio da praça em frente, e era péssima, por sinal. E, enquanto os convidados de Gaultier combinavam de rachar um taxi na saida do desfile, os de Dries Van Noten iam embora de metrô mesmo. Muito mais cool, não acham?
Louis Vuitton
Também gostei da Louis Vuitton, assinada por Paul Helbers sob supervisão de Marc Jacobs. Colorida, fresca e atual, a coleção tem pegada street mas sem fugir demais de suas raizes. Agrada aos mais jovens e também aos mais maduros, que é pra não ter discussão. Muita cor neutra com momentos acesos- amarelo e azul, sobretudo -, looks veranis deliciosos e trilha idem, que misturou Lou Reed e Cat Power (vai no show dela, dia 18?? Tem que ir!).
(Sorry again pela falta de acentuação mas, por problemas técnicos, estou postando de um comp francês, que não possui as mesmas regras).