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06/07/2010 - 19:21

Christophe Lemaire, verão 2011

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Olha que simpático o verão do Christophe Lemaire, que não definiu ainda sua situação na Lacoste e é o atual nome por trás da Hermès feminina – sua primeira coleção substituindo Jean Paul Gaultier sai em Outubro. Aconteceu em Paris, durante a semana de Haute -Couture.

Fotos: FirstView

Autor: justum - Categoria(s): moda Tags: , , ,
28/06/2010 - 15:22

Alfaiataria de primeira

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Dois bons exemplos de alfaiataria bem feita, moderna e de universos opostos, mostrando que ela não morreu não. Pelo contrário, está cada dia mais versátil. A sempre boa grife coreana Wooyoungmi, ousando (e acertando) uma silhueta retangular com pegada de laboratório e Sir Paul Smith, arrasando em clima rock setentista viajandão.

WOOYOUNGMI

PAUL SMITH

Autor: justum - Categoria(s): moda Tags: , ,
28/06/2010 - 14:37

Kenzo delícia

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Uma das boas surpresas da semana parisiense foi o frescor navy, urbano e utilitário da Kenzo. Confesso que eu não vinha dando a menor bola para o trabalho do Antonio Marras, mas quando bati o olho nas fotos dessa coleção, dei a mão à palmatória. O charme a mais ficou por conta de algumas mulheres, que o estilista colocou para desfilar a roupa dos meninos. Delicioso.

Autor: justum - Categoria(s): moda Tags: , ,
27/06/2010 - 06:16

Gênio

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Se você quer saber até onde chegou a evolução da moda masculina atual e, de quebra, quer ter ideia de pra onde ela vai, recomendo uma olhada no último desfile de Raf Simons, ocorrido ontem à noite em Paris. Numa mesma coleção, Raf te dá o costume perfeito, preto, seco, alinhado, de proporções milimétricas, e transforma o homem em mulher. Ou vice-versa. Saias, vestidos, paletós sem mangas, calças boca-de-sino, remixadas de coleções anteriores, assim como algumas outras peças afinal, comemorava-se 15 anos de grife solo do belga. No fundo, é tudo muito novo, desafiador, provocante. Ele conta que o estalo para a carreira de estilista se deu durante um desfile de Martin Margiela, que lhe arrancou lágrimas. A carreira de designer de móveis estava ficando para trás – apesar dele ainda realizar projetos especiais esporadicamente. Sorte a nossa. Tomara que, ao ver essa coleção, outros jovens talentos despertem para a continuidade do exercício da moda masculina.

Autor: justum - Categoria(s): moda Tags: , ,
27/06/2010 - 05:31

O clássico e o novo

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Com o calor brasileiro que faz atualmente em Paris, está cada vez mais difícil manter a elegância até o final do dia. Mas os fashionistas até que conseguem, já que não tem vergonha de usar roupas leves, bermudas, sandálias e, ainda assim, ficar elegantes. Ou seja, a nossa eterna desculpa de não ligar para moda por conta do clima e da busca do conforto não cola mais, ok? Hoje fui ver dois desfiles que ilustram muito bem esse pensamento.

Damir Doma é croata, radicado na Alemanha, mas suas criações tem clima oriental forte, meio muçulmano até. E são muito chics, sim senhor! Na primeira olhada, parece um monte de pano enrolado, torcido, disforme. Analisando melhor, aparecem peças muito bem cortadas, confortáveis e perfeitas para climas quentes como os do oriente, o nosso ou o europeu atual. Ao ver as fotos, dá pra ter a falsa sensação de morrer de calor, por conta das várias camadas de tecido sobrepostas, mas os materiais são leves, fáceis de usar. Gaze de algodão, cashmere de seda, linho – unanimidade nas coleções -, em cinza, caqui ou preto. Muito shape saruel nas calças, shorts com ganchos lá embaixo, alfaiataria fresca, nova, em formas volumosas que me fizeram pensar de novo: que legal que a moda masculina não é mais só terno e gravata, que existe uma variedade crescente de silhuetas, que o clássico pode, sim, conversar com o novo e que o céu é o limite! Damir Doma – que lançou seu masculino em 2007, depois de passar pelas mãos de Raf Simons – é legítimo representante da nova geração, convém prestar muita atenção em nomes como o dele.

Fechei o dia com o bombado desfile da Hermès, no Petit Palais – onde está em cartaz a bela expo de Yves St Laurent -, com a nata da moda presente – até Carine Roitfeld foi conferir o masculino da grife. Posso dizer que me surpreendi. Estava esperando uma moda correta, mas séria, clássica por demais, sem muita novidade. Teve tudo isso, mas funcionou. Graças a uma lufada de juventude, que não deve chocar o fiel (e tradicional) consumidor da marca, mas talvez conquiste clientes mais novos também. Foi uma bela seqüência de peças deliciosas, materiais idem, cartela clarinha, soft, perfeita para o verão. Calças secas, jaquetas e blazers slim, ternos brancos, pitadas de cor em chamois fininho, tudo leve, com cara de confotável, altamente desejável. Eu fiz uma listinha…rs. Ah! Nos pés, ótimas espadrilles com cara de mocassim e sandálias rasteiras muito elegantes. Nós que vivemos num país tropical deveríamos aprender a usar as sandálias de verão (me incluo nessa). Não faz sentido nos privarmos desse toque fashion tão apropriado. Por aqui já pegou.

Autor: justum - Categoria(s): moda Tags: , , ,
26/06/2010 - 07:30

Boa fase de Kris Van Assche

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Parei pra ver melhor o desfile de Kris Van Assche a pedido do colega Teté Almeida e confirmei minhas impressões da temporada passada. A fase do belga é boa. Depois de um período meio desgovernado tanto em sua grife solo quanto na Dior Homme, Kris parece ter encontrado um caminho, que passa por pitadas orientais – faixas com pinta de obi a acinturar os paletós – e uma forte pegada street, que baixa a pompa da alfaiataria tradicional. São excelentes as calças de cintura alta, pregueadas ou acetinadas, mais folgadas, com jeitão próprio das ruas mesmo, quase a la hip hop. Adoro os loooks monocromáticos em cinza, chics que só. E aqui fica a prova que uma simples regata ou uma t-shirt, se usadas com estilo, podem vir a ser o mais fashion dos looks.

Autor: justum - Categoria(s): moda Tags: , ,
26/06/2010 - 06:59

Exercícios masculinos

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Stefano Pilati continua experimentando, desafiando, atingindo limites. Os da fronteira entre masculino e feminino com a qual a Yves St Laurent vem flertando há algumas estações. Esta coleção não me empolga como a anterior, que era primorosa, mas tem uns momentos bem interessantes, para iniciados. Aqui, o legal não é apenas ver se funciona ou não nas ruas, se eu gosto, tu gostas ou ele gosta. Como eu mencionei no post sobre os japoneses, é fascinante, para quem gosta de moda masculina, reparar nos exercícios que vem acontecendo na silhueta do homem, nas brincadeiras, sutilezas e a liberdade para experimentar que temos hoje em dia. Mais do que saber se o paletó do verão vai ter 2, 3 ou nenhum botão, o tesão está em ver a evolução do homem em geral. Tomara que isso chegue no Brasil, cedo ou tarde, porque antes tarde do que nunca.

Clica aqui para ver o vídeo que fez parte da apresentação da coleção. É sobre o trabalho do lendário tatuador americano Mark Mahoney. Claro que ele e outros participantes do filme vestem YSL.

Autor: justum - Categoria(s): moda Tags: ,
25/06/2010 - 19:08

Só pra registrar…

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…meu amor pelo Rick Owens. Sem mais.

Autor: justum - Categoria(s): moda Tags: ,
24/06/2010 - 21:10

Paris primavera/verão 2011, day 1

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A temporada masculina de Paris começou a todo vapor. Em muitos sentidos. Meu dia começou cedo, com Issey Miyake, e só terminou às 20hrs, depois do belo desfile de Dries Van Noten, às margens do rio Sena. Os termômetros subiram por aqui, e foi duro aguentar os 27 graus indo de um canto a outro da cidade, para assistir aos shows em locações com ventilação precária em sua maioria – estamos bem mal acostumados com o ar condicionado das nossas salas do Fashion Rio e SPFW, viu? Por fim, a fumaça dominou a boca de cena de Jean Paul Gaultier que, inspirado em Marrakesh, montou uma verdadeira sauna como cenário.

Miyake adora uma textura, um patchwork, uma forma um tanto desengonçada, mas sabe ser muito elegante também, misturando tudo isso. Em alguns momentos me lembrou nosso Ronaldo Fraga, em outros um alfaiate de mão cheia da Savile Row. É um universo único criado por Dai Fujiwara que, no fundo, não está nem aí para as direções da moda masculina atual.

Juun J foi quem mais me surpreendeu. Não sabia direito o que esperar, conhecia pouco, mas a trupe moderna que se amontoou na entrada logo antes da abertura das (confusas) portas deu a pista. Bingo. Tapa na cara. Uma das imagens mais modernas que eu vi recentemente, junto com Rick Owens. Esporte, alfaiataria impecável, leggings, ceroulas, sandálias. Muito preto, algum branco. Linho, couro, malha, náilon fininho, tudo junto e misturado, num infindável repertório sobre a jaqueta Perfecto. Não é uma moda para qualquer um, definitivamente, mas é tão instigante ver alguém chutar a porta e “inventar” alternativas poderosas para o antes limitado closet masculino. Desfile forte. Fortíssimo.

Em seguida veio a Vuitton, outra que explorou viagens, diferentes etnias e suas culturas – olha a tendência aí. Amazônia, China e Escandinávia se misturaram em uma coleção sofisticada, com materiais muito nobres, onde a seda reinou em muitas variantes. Muito cáqui, tons terrosos e pinceladas de cores mais acesas, que Paul Helbers faz questão de acrescentar, apesar da sisudez do homem europeu – isso e os seus itens preferidos da coleção ele me contou em entrevista no backstage, que deve virar materinha na Homem Vogue em breve. Careta demais e com alguns shapes bem esquisitos, não me pegou, apesar de ser uma coleção correta.

Gaspard Yurkevich faz o que quer com a alfaiataria. Constrói, desmonta, cola, ajusta. Incontáveis e espertas variações de paletós e calças muito bem cortados, secos e curtos – outro caminho sem volta, preparem as canelas. Valeu.

Jean Paul Gaultier, como você leu acima, investiu no Marrocos – Mario Queiroz o fez com a Turquia, olha a referência étnica aí -, encheu de homens barbados a passarela e mandou bem nas calças e jaquetas em tecidos rústicos, nos tricôs de ponto largo e nas boas túnicas que pintam mais longas que os paletós. Teve releitura da Saharienne, modelo travesti e Simpathy for the Devil na trilha. Abusado esse Gaultier. Em determinado momento, entendemos porque o convite era um óculos 3D. Havia um bloco em que as estampas podiam ser vistas melhor com a ajuda do acessório. Diverte mais do que acrescenta. Mas suas propostas para a moda praia (ou seria moda sauna?) flertam perigosamente com o cafona. Desnecessário.


Fechar o dia tomando uma cerveja à beira do Sena – um carrinho distribuía gratuitamente aos convidados -, olhando o sol brilhar no céu às oito da noite e ainda assistir a um belo desfile, não tem preço. Tem coisas que só Dries Van Noten faz por você. De um lado, a “sala do desfile”. De outro, o Sena. Que delícia esse cenário todo e a coleção, leve e militar, com jeans manchados incríveis, bermudas sequinhas e cardigãs sensacionais. Dá vontade de usar TODAS as calças. E o casting? Impecável, todos os meninos de cabelo de recruta lambidinho, imberbes. Até esqueci que o dia tinha sido tão pesado, em dia de greve nos transportes parisienses e com o pés pedindo arrego. Amanhã tem mais.

Autor: justum - Categoria(s): moda Tags: , , , , , ,
04/03/2010 - 21:35

Gareth para eles

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Teve porção masculina no desfile de Gareth Pugh, na temporada de inverno 2011, em Paris. E, se as mulheres andam evoluindo bem, adquirindo relevância comercial enquanto respiram o conceitual, pelo lado dos homens a coisa ainda não engrenou. Apesar de respirarem o mesmo ar guerreiro de Rick Owens, ainda tem ali uma tênue linha entre a elegância e o cafona que me incomoda. Vai ver é questão de olhar. Acho os meninos de Gareth Pugh apenas regulares.

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Autor: justum - Categoria(s): moda Tags: , ,
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