Sábado tem show em SP da gatíssima e talentosa Chan Marshall, mais conhecida como Cat Power, autora de baladas lindas, lindas (e um tanto depressivas em alguns momentos) e canções deliciosamente folks. Para quem não conhece direito, vale ressaltar que ela está em seu oitavo álbum, tem 37 anos e quase largou tudo por causa de problemas com o alcoolismo, em 2006, ano do lançamento do excelente álbum The Greatest. Neste vídeo abaixo, ela conta, em entrevista para o NY Times, um pouco sobre a transição das trevas para a fase mais feliz dos dias de hoje. Logo depois, apresentação ao vivo de Maybe not, no Late Show, para se ter idéia do que nos espera logo mais. Eu vou e vc?
De volta à casa após um bem-vindo respiro francês e aproveitando que falei do último filme de Woody Allen no post anterior, vou finalmente falar da edição masculina de inverno 2008 da T Style Magazine, cuja versão impressa peguei durante a semana de Nova York e que pode ser vista, em versão internética aqui. Qual a relação entre Vicky Cristina Barcelona e a T Magazine? O galã principal, oras. Javier Bardem esbanja charme e elegância no filme e muito sex-appeal na capa da revista do New York Times, que tem, além de uma entrevista deliciosa com o cabrón namorado da Penelope – clicado por Jean-Baptiste Mondino – muito mais coisa boa no recheio ( ou nos links ).
Barre Fly, inspirado em Rudolf Nureyev
Os editoriais são lindos, as always, e vou destacar, por questão de gosto o Barre Fly, fotografado por Matthew Brookes e inspirado em Nureyev e o Chips off the Old Bloc, de Mark Segal, que dá um caminho todo novo para peças clássicas da alfaiataria ( styling precioso ). Tem também a matéria Noman’s Land, com imagens lindas, lindas de Laurence Passera, e a seção Pickup Pix, editorial fixo feito com peças “ditas” mais em conta do que as utilizadas nos demais editoriais e onde reina o xadrez. Ressalto a preferência pelas fotos em PB nos editoriais ( eu amo fotos em preto e branco! ).
Converse, por um Ramone e o lar de Francisco “CK” Costa
Tem uma coisa que ficou mais legal na versão virtual do que na impressa: o perfil do Justin Timberlake. Na net, tudo se resume a um vídeo muito bem editado, com imagens da infância e dos últimos trabalhos do garoto-prodígio e com trilha-tema da William Rast ( grife de JT ), e a um mural que compila tudo o que se vê no vídeo, pra que a gente possa ler também na tela do computador o quanto esse cara influencia a moda hoje em dia ( até YSL se rendeu ), assim como suas preferências artísticas e de vida. Bem legal.
A Lelê Toniazzo já escreveu sobre isso no Tangerine e eu levanto de novo a lebre: por que será que os americanos, caretas e supercomerciais, conseguem fazer uma revista – de jornal!!! – tão legal, com idéias simples e bem executadas e a gente aqui fica sempre preso na eterna questão de que o nosso leitor não entende?? Ou será que o norte-americano médio – mesmo em NY – é tão mais evoluído que o brasileiro? Editores, wake-up!