
De volta à casa após um bem-vindo respiro francês e aproveitando que falei do último filme de Woody Allen no post anterior, vou finalmente falar da edição masculina de inverno 2008 da T Style Magazine, cuja versão impressa peguei durante a semana de Nova York e que pode ser vista, em versão internética aqui. Qual a relação entre Vicky Cristina Barcelona e a T Magazine? O galã principal, oras. Javier Bardem esbanja charme e elegância no filme e muito sex-appeal na capa da revista do New York Times, que tem, além de uma entrevista deliciosa com o cabrón namorado da Penelope – clicado por Jean-Baptiste Mondino – muito mais coisa boa no recheio ( ou nos links ).

Barre Fly, inspirado em Rudolf Nureyev
Os editoriais são lindos, as always, e vou destacar, por questão de gosto o Barre Fly, fotografado por Matthew Brookes e inspirado em Nureyev e o Chips off the Old Bloc, de Mark Segal, que dá um caminho todo novo para peças clássicas da alfaiataria ( styling precioso ). Tem também a matéria Noman’s Land, com imagens lindas, lindas de Laurence Passera, e a seção Pickup Pix, editorial fixo feito com peças “ditas” mais em conta do que as utilizadas nos demais editoriais e onde reina o xadrez. Ressalto a preferência pelas fotos em PB nos editoriais ( eu amo fotos em preto e branco! ).

Editorial Chips Off the Old Bloc

Noman’s Land

Pickup Pix, xadrez mais em conta
A matéria sobre a nova cena artística de Berlim é muito legal, assim como o perfil do Hercules & Love Affair ( eles estão por toda parte, surreal! ) e o depoimento de Marky Ramone sobre o Converse All Star que, como sabem, está completando 100 anos. Boa também a matéria que revela a casa de Francisco Costa, um misto de minimalismo mineiro com o clássico tradicional de seu companheiro de longa data John De Stefano.


Converse, por um Ramone e o lar de Francisco “CK” Costa
Tem uma coisa que ficou mais legal na versão virtual do que na impressa: o perfil do Justin Timberlake. Na net, tudo se resume a um vídeo muito bem editado, com imagens da infância e dos últimos trabalhos do garoto-prodígio e com trilha-tema da William Rast ( grife de JT ), e a um mural que compila tudo o que se vê no vídeo, pra que a gente possa ler também na tela do computador o quanto esse cara influencia a moda hoje em dia ( até YSL se rendeu ), assim como suas preferências artísticas e de vida. Bem legal.

A Lelê Toniazzo já escreveu sobre isso no Tangerine e eu levanto de novo a lebre: por que será que os americanos, caretas e supercomerciais, conseguem fazer uma revista – de jornal!!! – tão legal, com idéias simples e bem executadas e a gente aqui fica sempre preso na eterna questão de que o nosso leitor não entende?? Ou será que o norte-americano médio – mesmo em NY – é tão mais evoluído que o brasileiro? Editores, wake-up!