Cada um com seu Marc…
Sorry, gente, não agüentei. Competição acirrada para maior vergonha alheia do ano. No próximo post, voltamos à nossa programação normal.
Sorry, gente, não agüentei. Competição acirrada para maior vergonha alheia do ano. No próximo post, voltamos à nossa programação normal.



Renzo Rosso está mesmo disposto a rivalizar com os maiores diretores de conglomerados de luxo do planeta. À frente de seu grupo Only the Brave, ele já detém o direito comercial da Diesel, DSquared2, Maison Martin Margiela, Viktor & Rolf e Vivienne Westwood. A bomba da quarta-feira dá conta de que a mais nova aquisição é a linha masculina de Marc Jacobs, tirada das mãos da poderosa LVMH. O contrato assinado é de cinco anos e começa a valer já na coleção de primavera-verão 2010. A porção feminina não está incluída na transação.
Opinião das partes: “Sempre admirei o trabalho de MJ, sua independência criativa e a sua capacidade para criar novas tendências”, diz Rosso. Será que continua assim? Já Robert Duffy, presidente da Marc Jacobs Internacional, é curto e grosso: ” Se é bom para Margiela, também é bom para nós”. Então tá.

Vista do quarto em que ficamos hospedados – Maria e eu – na segunda metade da viagem
Estou de volta, depois de uma semana bem corrida e cheia de trabalho em Nova York. Teve gravação do GNT Fashion, do RGtv/PRAtv, desfiles, textos, jantares, festinhas e, last but not least, um pouquinho de compras, que afinal ninguém é de ferro. E você acompanhou um pouquinho aqui no Hypercool, espero que tenha sido legal. Devem sobrar alguns postzinhos na próxima semana a respeito de coisas vividas lá.


CK: porque a gente gosta mesmo é de mulher bonita, e não esquisita
Dos desfiles, o mais lindo de todos a que eu assisti foi o da Calvin Klein, feminino, magistralmente executado pelo mineiríssimo Francisco Costa – um querido, capaz de peitar a PR da casa para dar a melhor matéria aos veículos brasileiros -, talento que admiro cada dia mais. Ao som delicadíssimo de piano, roupas tridimensionais, minimalistas – claro – que, dobradas viram uma folha de tecido para serem carregadas mais praticamente nas viagens jet-setters da cliente da grife. E funciona. E é lindo. Marc Jacobs foi a estrela da semana mas, ao contrário de Francisco, usa e abusa de mil recursos de styling para criar sua imagem, o que ajuda a causar impacto. Eu confesso que me emociona mais o exercício de repensar as formas e contornos das roupas e do corpo da mulher que vi na CK. A trajetória de Francisco Costa é muito surreal, ele é muito bom! A apresentação da Diesel Black Gold também me agradou. Jeanswear sofisticado, com peças matadoras, que são puro desejo consumista. Poderoso.
O que dizer da cidade? Realmente, o streetstyle novaiorquino é afiado, com gente descolada em cada esquina, sem medo de apostar em inovações de estilo que só fazem as pessoas ficarem mais interessantes ( mas é uma elite pensante, que absorve bem a informação, porque o norte-americano médio – eu esse eu vi muito também -, que horror! ). É uma identidade forte, típica de NY, que talvez não se encontre em nenhum lugar do mundo. A cidade é um termômetro de tendências, assim como Londres, que indica o que realmente foi visto nas passarelas e vingou. Os homens aderiram total à bermuda urbana, usando com camisa e gravata – borboleta ou fininha -, blazer, jaqueta, às vezes em versão curtinha, quase short, outras mais compridas, na altura do joelho. Vi alguns exemplos muito legais. E não eram nada ridículos, ao contrário do que se pensa muitas vezes quando se imagina o look. Eu que também duvidava que pudesse mesmo pegar, agora estou totalmente convencido de que é possível. Única recomendação básica: tenha bom senso. Nem todo mundo segura, ok?
Legal também, óbvio, a quantidade de opções de consumo que a Big Apple oferece. Você encontra qualquer coisa em Nova York. Tem todas as lojas mais legais, opções gostosas pra comer – adorei conhecer o Prêt À Manger, que depois descobri ser inglês, fast food saudável, um em cada esquina – e relativamente baratas. Um jantar de médio para bom, em um lugar gostosinho, não é mais caro do que em SP não. E tem todos os museus incríveis que a cidade oferece. Apesar de tudo isto, sei não.
Sendo frio e pragmático, o que é que Nova York oferece de interessante para quem não é um fashionista com sede incontrolável de gastar? Ah, os museus. Ok, legal, mas isso é sazonal, depende das exposições e é pouco para quem se dispõe a viajar 10 horas para conhecer uma cidade. Comer bem? Vale pela curiosidade, porque se falarmos de qualidade, come-se tão bem quanto em São Paulo ( pelo mesmo preço razoável ) ou Paris. Acham os motoristas de SP estressados? Haha. Tudo muda quando se fica 15 minutos nas avenidas de Nova York. Surreal. E como gostam de uma buzina! Sem contar a grosseria permanente, para qualquer coisa. Babacas. Repito: os parisienses são um primor de educação e doçura se comparados aos novaiorquinos.
Resumindo: a cidade é uma panela de pressão constante, onde muita coisa acontece e onde é importante fazer escala para entender certas coisas, aprimorar o olhar sobre a moda como business ( ao contrário da arte européia ), além de conferir in loco tudo o que a gente vê nos seriados e lê nas revistas. Vale, claro, mas não me impressionou. Talvez seja o caso de voltar com outro olhar. Mas, sem chauvinismo, não chega aos pés de Paris ou Londres, com toda sua história e charme a céu aberto. Anda bem que no fim do mês tem esse respiro na minha vida.
Marc Jacobs ao final do desfile da Marc, irmã caçula de sua linha principal. Parece que ele está acreditando mesmo no fundamento da saia masculina.
E o look do Marc Jacobs ao final de seu desfile, ontem aqui em Nova York? De saia preta, desafiou os mais puritanos e deve criar novo fashion statement entre os mais ousados. Teve saia para menino também na Y-3.
Que tal?