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17/06/2010 - 23:11

Tchau Sampa, bonjour Paris

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Fim da temporada brasileira de verão 2011. Desfile agora, só ano que vem, mesmo. Mas não aqui no Hypercool, que embarca domingo para Paris, a fim de trazer tudo sobre a temporada masculina internacional. Os desfiles acontecem lá de 24 a 27 de junho e você vai poder acompanhar os highlights por aqui.

No balanço do SPFW, saldo positivo para os homens, que tiveram boa moda, ideias frescas e até duas das imagens mais fortes da temporada: Alexandre Herhcovicth e João Pimenta. As críticas dos desfiles vocês já leram nos posts anteriores ou no blog LP, portanto vou fazer apenas meu top 5 geral, como fiz ao fim do Fashion Rio, ok?

- ALEXANDRE HERCHCOVITCH (FEM)

- ALEXANDRE HERCHCOVITCH (MASC)

- OSKLEN

- REINALDO LOURENÇO

- MARIA BONITA

Menção honrosa para a Tufi Duek, que mandou bem no minimalismo, para a Neon, que sabe bem quanto vale o show e para o estreante João Pimenta que, se não apresentou novidades de fato para a moda masculina, pelo menos pode se gabar de ter arrebatado a plateia com uma imagem de moda das mais fortes.

Autor: justum - Categoria(s): moda Tags: , , , , , , ,
14/06/2010 - 01:19

Pimenta no dos outros

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A imagem de moda masculina criada pelo estreante João Pimenta talvez esteja muito à frente de seu tempo para que possa ser analisada apenas como mais uma coleção difícil no line-up do SPFW. Explico: num País onde a maioria dos homens ainda está esboçando um interesse por moda, onde o rosa ainda é tabu em algumas regiões e onde optar por uma silhueta skinny pode semear dúvidas sobre sua orientação sexual, mesclar Império com surfe, abusando de rendas e jabôs em peças com shape esportivo pode parecer insanidade. Mas não é. Quem acompanhava os desfiles de João na Casa de Criadores sabe que sua moda nunca foi de fácil digestão. Sua paixão por moda feminina – e ele já declarou que prefere fazer roupa para mulheres – vem fazendo com que explore a tênue linha entre os dois universos, de maneira sempre delicada e inteligente, o que nos faz olhar para ele como se enxerga um oásis no deserto criativo da moda masculina brasileira. Para o verão 2011, muitos macaquinhos (ou seriam short johns?) e macacões (long johns?), calças amplas, pregueadas, de cintura lá em cima, às vezes até de alma clochard. Paletós aqui são casacas, blazers podem virar fraques com desenhos da fauna e flora nacional, graças ao uso de jacquard para tapeçaria, que volta em bermudas de shape d´água.  São interessantes as construções que remetem às alças nadadoras das regatas, com recortes característicos das vestimentas mais radicais, adaptadas ao linho em cru e preto, basicamente. E que flertam perigosamente com figurino. A melhor peça do desfile é o macacão-paletó, uma sofisticada brincadeira que pode funcionar comercialmente. Sim, porque esse é o maior desafio de João nesta nova fase, na fila A da moda brasileira. Ao mesmo tempo em que se comemora o fato da nossa moda masculina conseguir produzir uma imagem tão forte, cobra-se uma maior relevância comercial do rapaz, sob o risco de acabar virando folclore. Mas tenhamos calma. É apenas a concretização de uma aposta que, num futuro próximo, esperamos, seja realidade. Vale lembrar sempre que, para ser relevante, a moda masculina precisa ser possível.

Autor: justum - Categoria(s): moda Tags: ,
26/04/2010 - 19:35

Welcome to the jungle, João Pimenta

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João Pimenta foi anunciado hoje como novo reforço masculino no line-up do SPFW. Grande desafio, mas super merecido. O Eduardo Viveiros, do Chic, fez uma ótima entrevista com ele, vale a pena ler (tirei um parágrafo, que achei genial, vê lá embaixo). João tem a cabeça que o mercado masculino precisa atualmente: aberta, inquieta, mas ainda pé-no-chão. Boa sorte.

“Nada foi testado na moda masculina, fica todo mundo centrado naquele quadradinho, achando que é o que eles querem. Mas não é, ainda mais no Brasil. Parece estranho, mas é verdade. A gente não tem uma elegânciadefinida, uma imagem padrão, como os europeus. Tem gente que se veste de tudo quanto é jeito. Por isso que eu acho que tem uma abertura maior, pela mistura de estilos, cabeças, raças, classes sociais”.

“E aí você tem o espaço, mas não tem o produto. Por mais modernas que sejam, as marcas ainda ficam naquele padrão pra vender, sem modelagem, sem forma, sem nada. Tem gosto pra tudo, como diria minha mãe”.

Autor: justum - Categoria(s): moda Tags: , ,
26/11/2009 - 12:37

João Pimenta é rei em terra de cego

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Que fique claro desde a primeira linha que eu acho, sim, que a Casa de Criadores merece e precisa existir no cenário da moda brasileira. O que lhe falta, na minha opinião, é foco e capacidade de síntese. Quando parecia que ficava mais claro que o evento deveria ser enxugado, eis que ele infla, passando de três para seis dias. É louvável a busca por novos formatos, por mais interação com seu público e por alimentar um papel pensante na moda com a inclusão de palestras e debates na programação. Até aí, ok. Mas alguém me explica o porquê do Walério Araújo desfilar sozinho na segunda-feira? E nos dias de desfiles no shopping Frei Caneca – aqueles nos quais a gente volta pra casa perto da meia-noite, com a sensação de que não devia ter saído – falta, a meu ver, uma peneira muito maior dos participantes, um rigor no quesito moda e criação que se perdeu há algum tempo. Ou será normal a gente sair de uma sessão de cinco ou seis desfiles lembrando apenas de um?

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Esse um, ontem, foi, de novo, João Pimenta. Dando seqüência ao seu exercício de mixar universo feminino com masculino, João fragilizou vaqueiros e matutos que, apesar de serem marmanjos barbados, andam sem cerimônia por seus hectares a bordo de vestidos de cintura marcada, aventais e babados, muitos deles. Depois de realizar desfiles monocromáticos em branco e preto, desta vez os tons escolhidos eram terrosos, derivados de marrons, ferrugem e alaranjados, numa camuflagem típica da lama da fazenda. Muito linho, sarja e camurça, em uma silhueta que começou volumosa e terminou ultraskinny, sempre acompanhada de botinhas tipo Zebu, cano médio ou alto. Excelentes as jaquetinhas curtas usadas sobre os ombros. Tudo com acabamento impecável, consistente, bem-amarrado. Como tem que ser uma coleção, se quiser ter o mínimo de futuro comercial. Tá, tudo bem, nem tudo o que o João Pimenta faz é possível, usável, de fácil digestão, mas é o que mais próximo chega da palavra moda – no sentido amplo da palavra, se é que me entendem – no line-up da Casa de Criadores.

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Pra mim – e eu já dei essa opinião ao vivo para os mais próximos -, um evento de novos talentos não deve ter o formato de Fashion Week independente. Não se sustenta. O melhor exemplo desse tipo de projeto vem de Londres (de onde mais viria?) e se chama Fashion EastFashion Fringe, New Gen, Vauxhall Fashion Scout ou On/Off, eventos que acontecem PARALELAMENTE à Fashion Week local, garantindo mídia e público especializado. Maria Prata fez um belo post a respeito, há pouco tempo. Aí eu pergunto: por quê insistir em ser grande, em montar equações para se encaixar no calendário, se a receita está lá, toda pronta para ser adaptada e, assim, ter mais chances de ser relevante no cenário fashion local? Sabe quantos estilistas desfilam no Fashion Fringe? Três. Devidamente selecionados e aprovados previamente a partir de critérios muito bem definidos. Não dá pra querer ser uma mistura de SPFW com Pense Moda. Com 30 desfiles medíocres enfileirados em uma semana de evento, não dá mesmo para almejar a consistência que um evento como a Casa de Criadores merece ter. Cada um no seu quadrado.

Quero dizer que esta crítica é construtiva, pois a CdC é o único evento que temos para a turma mais nova e eu quero mais é que estes tenham seu espaço para fazer desabrochar seu talento. Vou continuar indo aos desfiles, como forma de demonstrar meu apoio, claro, mas pelo bem do evento, de quem desfila e da moda nacional como um todo, há de se evoluir, por favor.

Autor: justum - Categoria(s): moda Tags: , , , , , , , ,
28/05/2009 - 12:44

Oasis no deserto

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Primeiro dia da 25a. edição Casa de Criadores. Resultado: abaixo da média. E eu tenho o prazer de anunciar que a noite só não foi um flop total por conta do cada vez mais maduro João Pimenta. Sim, a moda masculina roubou a cena ontem, lá no shopping Frei Caneca, desbancando apostas certas como o talentoso Gustavo Silvestre que, desta vez, perdeu-se em fragmentos de suas coleções anteriores, resultando num caleidoscópio de vestidos sem-inspiração.

João, ao contrário, caminha a passos largos para consolidar-se como nome relevante na moda masculina tupiniquim. Isto porque ele parece estar entendendo que conceito e comercial podem e devem andar juntos, seguindo aquela linha tênue que separa a informação de moda do choque que afasta o homem de qualquer avanço que se lhe propõe. Para o verão, João foi chafurdar na fazenda, assumindo um universo caipira que, na verdade, pode estar em qualquer cidade do mundo.

Ao contrário de seu último desfile, onde o pretume imperou, os looks do verão são todos clarinhos. Muito branco, cru, off-whites e afins. João dá seqüência ao exercício de redefinir as formas masculinas incorporando shapes e materiais delas em um inteligente jogo de proporções, onde a fluidez (conseguida com o corte em viés das peças, técnica emprestada do universo…delas) conversa com a rigidez, onde o skinny e as formas amplas convivem em plena harmonia. São excelentes os paletós sequinhos, porém compridos, com uma pitada de militar, sobrepostos a túnicas esvoaçantes em camadas ou a camisas de renda, no melhor estilo Paul Smith encontra Prada. Boas também as calças de gancho baixo mais curtas, as famosas pula brejo da fazenda, usadas, como efeito de styling, com as indefectíveis botinas tipo Zebu. Com o sapato certo, são looks deliciosos pro verão. Tem até pelerine pra meninos, que os mais abusados e delicados certamente vão gostar. Eu amo o paletó com debrum de couro marrom, em algodão orgânico e com cara de faroeste. Tenho dúvidas ainda sobre os adamascados, mas ok, é preciosismo. Mesmo não sendo tão forte quanto sua coleção anterior, do ponto de vista da imagem, o verão de João Pimenta é refresco para os olhos masculinos. Experimentem.

Autor: justum - Categoria(s): moda Tags: , ,
18/05/2009 - 12:40

Ele, por ela

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A vida segue. Depois da excelente (e providencial) viagem a Nova York, na semana passada, este blog volta à ativa justamente com seu mais novo editorial. Sobre os dias em NY, faltou dizer que, além do papo com Justin e da Milla Jovovich no check-in, cruzamos com o próprio Robert de Niro em seu papel de boss do Greenwich Hotel, andando de lá pra cá. Edward Norton e Jenniffer Aniston (estonteante!) eram mais duas das celebridades hospedadas no local por conta do Tribeca Film Festival, que acontece ali pertinho, a passar diante de nossos olhos. Tipo Red Carpet! E eu até já gosto mais de Nova York. Camila Sarpi e Marcelo Gomes trataram de me mostrar um outro lado da cidade, muito mais charmoso e interessante. E os americanos estavam bem mais calmos dessa vez. Vai entender. Adorei bater perna pelas galerias de arte de Chelsea com Camila, onde também paramos para conhecer as lojas da Comme des Garçons e da Balenciaga, verdadeiras galerias fashion. Para os que sentiram falta de mais posts nos últimos dias, digo que estive ausente por conta da trip e de uma gripona (não, não é suína) que consumiu o fim-de-semana mas, entre cobertas e remedinhos, deu para preparar as fotos da matéria e conferir todos os créditos.

Este editorial talvez tenha sido o mais gostoso de fazer desde que estreamos o formato aqui no Hypercool, por alguns motivos: Trata-se de moda masculina, vestida em menina. No caso, a bela Izabel Hickmann (irmã da Ana) que, com um rosto anguloso e atitude nonchalante, se revelou excelente escolha para as fotos. É uma brincadeira deliciosa e que tem tudo a ver com os dias de hoje. E existe coisa mais sexy do que mulher vestida com as nossas roupas? Outra coisa: a locação. Fotografamos tudo em uma vila inteira em demolição, na rua da Consolação (que vai virar shopping!! Oi?), explorando e (re)aproveitando ruínas, cantos escondidos e objetos encontrados nos escombros. Descobri, sem querer, que minha querida vizinha da frente, Patricia Coelho, morou em uma das casas, contribuindo, inclusive, diretamente para o charme de uma das fotos. Ei-las, portanto.

SHE, BOY

FOTOS: Mariana Maltoni – EDIÇÃO: Sylvain Justum – STYLING: Sator Endo – BEAUTY: Renner Souza (Abá Mgt)- MODELO: Izabel Hickmann (Way)


Camiseta Osklen, casaco Zapalla


Casaco Redley, tricô M.Officer e bermuda V.Rom. Cinto Fasolo, meias Trifil e desert boot Kildare (participação especial de Luciana Curtis e Paulo Ferreira, em campanha vintage da Triton. Painel encontrado em uma das casas)


Colete Doc Dog, regata João Pimenta e calça Redley. Cinto Lacoste e tênis All Star Converse. (Sim, o vulto no canto da foto sou eu. Mas ficou bom, não?).


Jaqueta Colcci, regata João Pimenta e calça Ronaldo Fraga. Coturnos Triton, colar e pingente Camila Sarpi


Tricô Gant, calça Alexandre Herchcovitch, meias Motore e sapatos Cospirato


Jaqueta Triton, cardigã Arturo Minelli, calça Osklen e coturnos Triton


Pólo V.Rom, gravata borboleta F&G Couture e calça João Pimenta. Sapatos Cospirato e cinto João Pimenta


Blazer militar Ivan Aguilar, regata Diesel Black Gold e calça Amapô. Cinto João Pimenta, tênis All Star Converse, colar e pingente Camila Sarpi


Maxicolete Diesel Black Gold, calça João Pimenta, sapatos Cospirato, colar e pingente Camila Sarpi.

ONDE ENCONTRAR:

Redley – (21)3294-9191
M.Officer – (11) – 3587-9378
V.Rom – (11)3063-5823
Fasolo – (54)3255-2500
Trifill – (11)3598-2178
Kildare – (51)3593-7833
Doc Dog – (11)3063-3343
João Pimenta – (11)3034-2415
Lacoste – (11)3083-2400
All Star Converse – (54)3285-2800
Colcci – (47)3247-3000
Ronaldo Fraga – (11)3816-2181
Triton – (11)3085-9089
Camila Sarpi – (11)3477-3384
Osklen – (11)3083-7977
Zapalla – (11)30444-1163
Gant – (11)3083-3574
Cospirato – (51)3561-7777
Arturo Minelli – (11)3862-6356
F&G Couture – (11)2142-0217
Ivan Aguilar – (27)3345-8139
Diesel Black Gold – (11)3082-4937
Amapô – (11)3063-4206
Alexandre Herchcovitch – (11)3063-2888

Autor: justum - Categoria(s): moda Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,
09/12/2008 - 16:49

O homem da Casa, dia 1

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Primeiro dia ontem da edição de inverno 2009 da Casa de Criadores e o desfile mais relevante para os meninos foi, sem dúvida, o de João Pimenta. Valem umas linhas sobre a Phergom também, vai, já que, apesar do tema batido, se saiu melhor no campo masculino do que no feminino. Não adiantou o discurso de que quis fugir do óbvio fazendo uma coleção sobre o rock. As cores escuras estavam lá, a silhueta ajustada a la Axl Rose ( influência do natimorto álbum Chinese Democracy? ), com suas leggings de plush, dividiu espaço com algumas formas mais soltas, bem mais interessantes. Ponto para as jaquetas e para as camisetonas amplas, que de rock não tinham nada. Se a preocupação era fugir dos clichês, trabalhando com um tema já tão usado, melhor seria escolher outra cartela, outro fio condutor, outra inspiração, ou se libertar dela e fazer a melhor moda possível. Quem precisa de temas engessados?

Pela primeira vez saí bem impressionado por um desfile de João Pimenta. Explico o porquê da minha resistência a seu trabalho: eu sou super a favor da tentativa de fugir da mesmice na moda masculina e reconheço que João luta bravamente para conseguir isso ao longo de sua carreira. O que me incomoda é a invencionice pura e simples. Quando não há objetivo e quando a experimentação não vai a lugar algum, por mais que se tenha méritos, não há evolução. É mais ou menos como a firula no futebol: um belo drible, uma jogada enfeitada, é muito legal de se ver, como espetáculo, mas se não há objetividade rumo ao gol, ou seja, se o drible não passa de mera fantasia e não resulta em nada, acaba sendo inútil, perdendo o sentido. E eu acho que o evento em si peca nesse aspecto como um todo já há algum tempo, já falei disso aqui no blog. Ah, trata-se de laboratório? Ok, acho válido. Mas pra onde vão esses novos talentos sem uma direção comercial concreta, que os faça alçar vôos mais altos do que improvisar um desfile a cada seis meses no shopping Frei Caneca? E duvideodó que a maioria se contente disso e ache que está tudo bem assim, vendendo pra uma minoria, mas fiel aos seus ideais mais profundos.

Pois bem, ontem João enfeitou rumo ao gol. Primeiro eu adorei a cartela, simples, direta, preto no branco. E haja preto. E um pouquinho de branco. Deu peso à sua ( boa ) alfaiataria, de formas inusitadas mas, que tiradas do contexto circense da apresentação, podem funcionar sim. Bem, nem todas, mas tá valendo. Buscando incorporar formas femininas em suas propostas, João botou a pulga atrás da orelha dos mais céticos com relação ao futuro da moda para homens, meio como faz Miuccia ao fragilizar ao máximo seus meninos a cada coleção desfilada ( aliás, eu vi um tanto de Prada diluída na coleção do Pimenta, pra ser bem sincero ). As anquinhas vêm lá da corte francesa, as transparências e a pele à mostra são mais recentes. Boa mistura. Até os sapatos eram “de menina”. Boa também a idéia das amarrações nas costas, com referência hospitalar, e honra ao mérito para os acessórios. Lindos. Quero o cinto fininho já! João: valeu mesmo. Os inconformados com o marasmo na moda masculina agradecem.

Fotos: Charles Naseh/Chic

Autor: justum - Categoria(s): moda Tags: , , , ,
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