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09/01/2010 - 13:16

Futuro negro

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Comecei o segundo dia carioca com caminhada na praia, seguida de água de côco e visita à expo de Sebastião Salgado. Nada mau para recuperar as energias de um loooongo primeiro dia, que começou às 6 e meia da matina. Gravações e desfiles, debaixo de um calor de 37 graus. Welcome to Fashion Rio. Na passarela, meninos só na Ausländer. E, sendo sincero, foi fraco.

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Com o batidíssimo tema roqueiro, a (antes?) promissora grife de Ricardo Brautigan escureceu o inverno carioca com uma estética gótico-roqueira-hellraiser-punk que não surpreende mais ninguém. Perfectos em todas as suas derivações, leggings e camisetas com frases de efeito, looks a la Axl Rose (será que é porque a banda vem ao Brasil este ano?). Ponto positivo para o tricô de ponto largo, meio destroyed – que eu gostaria de saber como vai se traduzir comercialmente – e para os tênis botinha. Enfim, uma coleção que não acrescenta nada de mais à marca e nem ao público, já que a informação contida ali datou há tempos. O look Mad Max foge completamente do frescor apresentado, por exemplo, na primeira participação da Ausländer no evento, onde tendencinhas de rua e de blogs tinham sabor de um delicioso fast fashion, pronto para seduzir gregos e troianos em busca de estilo a jato. Desta vez, ficou pretensioso. Não precisa.

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Autor: justum - Categoria(s): moda Tags: , ,
04/01/2010 - 13:14

Feliz ano novo!

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E lá vamos nós! Começaram os anos 10 do século 21, com eclipse no dia da virada. Bom presságio? É o que veremos ao longo deste ano, repleto de eventos especiais. Tem até Copa do Mundo! Para nós, fashionistas, 2010 já começa a todo vapor, pois aí vem a temporada de inverno, que começa dia 08 com o Fashion Rio e emenda com o SPFW. E, paralelamente, tem a temporada masculina internacional, que o Hypercool vai acompanhar de perto, trazendo os highlights aqui pra vocês, entre um post “nacional” e outro.

Este post de boas-vindas traz uma dica bem legal de livro para quem gosta de moda masculina. Ganhei de Natal da minha irmã e recomendo o “One Hundred Years of Menswear”, de Cally Blackman. Tem o David Bowie na capa e faz um apanhado bem minucioso e didático do que de mais relevante aconteceu no século 20. Muito legal. Bem, vamos nessa. Que a semana tá só começando.

100yrs

Autor: justum - Categoria(s): moda Tags: , , ,
22/12/2009 - 20:39

Até a volta!

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Férias! Todo mundo já deve estar afivelando as malas e torcendo pra São Pedro ajudar, poupando o fim-de-ano dos dilúvios recentes. Na moda, contagem regressiva para a temporada de inverno 2010, que começa dia 08, com o Fashion Rio e segue com a SPFW. Este blog entra também em recesso, retornando de turbinas ligadas para as semanas de moda. Incluo aí a temporada masculina internacional, que acontece meio que simultaneamente à nossa. Por motivos óbvios – afinal, estarei escalado pelo GNT Fashion e site Lilian Pacce para a cobertura do FR e SPFW -, terei que pular os desfiles de inverno 2010 dos meninos, mas pretendo retomar a cobertura no meio do ano. Ano que vem promete! Vamos cruzar os dedos!

Deixo vocês com a campanha masculina de verão da Lanvin, fotografada e estrelada pelo casal Inez van Lamsweerde e Vinoodh Matadin. Perturbadora, não? Bom Natal a todos e um 2010 de muita elegância pra todos nós!

start herestart here

Autor: justum - Categoria(s): moda Tags: , , , , , ,
24/06/2009 - 10:44

Para pensar enquanto Paris não vem

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Descobri hoje, por acaso, graças a uma indicação do estilista Ivan Aguilar, este post assinado e publicado em seu blog pelo Alcino Leite Neto, editor de moda da Folha de S.Paulo. Trata da situação em que se encontra a moda masculina desfilada nos principais eventos do País, sobretudo no Fashion Rio. Por favor, leiam. Diz muita coisa.

 

OBSERVAÇÃO SOBRE O FASHION RIO E A MODA MASCULINA

O Fashion Rio vinha apresentando um repertório crescentemente rico de moda masculina, como já tivemos oportunidade de ressaltar, Vivian Whiteman e eu. A considerar, porém, os desfiles que exibiram roupas para homens na última edição, exceto por um look ou outro da Redley e da TNG, parece que só existem consumidores adolescentes no país. A falta de grifes que estejam realmente dispostas a criar moda para homens, e não para teenagers, se revelou agora uma das principais carências do Fashion Rio.

Existe ainda no meio da moda brasileira _inclusive entre a crítica_ uma grande ojeriza com a imagem do homem maduro (e falo daquele de 30 anos ou mais), que é associada à caretice e à velhice. Tem gente na plateia dos desfiles que parece ter ânsias de vômito diante da exibição de um terno bem talhado, se este não for na cor laranja e com bordados de toy-art. Com medo de parecerem antiquadas, as marcas que criam para homens traçam um raciocínio simplista, que consiste em associar a moda masculina à roupa para garotos.

O fato de os homens serem menos ousados que as mulheres nas escolhas de seus looks não implica que não haja nada a acrescentar ao design masculino de roupas. Fosse assim, não haveria uma semana de moda masculina em Milão, seguida de outra em Paris. Mirassem apenas os adolescentes, as grandes grifes internacionais voltadas para homens (ou também para homens) quebrariam em dois tempos.

Se isso ocorre no Brasil, é porque têm sido poucas as tentativas, por parte das grifes com efetivo interesse no design, de reformar a imagem masculina madura. Elas praticamente entregaram às marcas de perfil conservador a tarefa de engendrar o look dos homens no país, desprezando um imenso mercado e a possibilidade de introduzir aos poucos novidades a esse público tão desconfiado da moda.

E por que os homens desconfiam da moda? Porque são raras as grifes empenhadas em exibir nas passarelas _sem sensacionalismos e sem propor a eles que cruzem a fronteira dos gêneros sexuais_ novas opções de imagens e roupas para o trabalho, as festas e o lazer.

Para esses homens, os desfiles não passam de coisas para mulheres ou gays. A distância que eles criam da moda _e a moda deles_ promove o que se vê nas ruas brasileiras, particularmente no inverno: os ternos mal feitos, os casacos desengonçados,  os jeans em profusão e as camisetas hegemônicas, vorazes, que devoram toda pretenção do estilista ao design e à criação. Sem falar na numerosa quantidade de “homens feitos” que se vestem como rapazinhos indo para o colégio.

Se há um longo caminho para o design de roupas femininas se firmar no Brasil, no campo da moda masculina esse percurso é longuíssimo.

   


Autor: justum - Categoria(s): moda Tags: , , , ,
11/06/2009 - 16:33

Balancinho Fashion Rio

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Vocês devem ter percebido que foi duro arrumar assunto para a criação de posts regulares sobre o Fashion Rio. Pelo simples fato de que os homens sumiram das passarelas. Pouquíssima moda masculina foi vista ao longo da semana e o que desfilou não empolgou tanto assim. Não sei se é uma tendência para o futuro, mas é para coçar a cabeça. No geral, a opinião é que o evento ganhou estofo, peso e personalidade. Produção, estrutura e organização foram quase impecáveis. No line-up, bem, sem a presença dos supérfluos eliminados no paredão da degola (se bem que o Ivan Aguilar fez muita falta para quem se liga em moda para meninos), não houve extremos. Ficou tudo meio uniforme, flertando com a tênue linha da média, às vezes um pouco acima, em outras logo abaixo. Desastre não houve, tampouco brilho exacerbado, e eu tô aqui fazendo minha listinha das grifes que deveriam sucumbir à próxima faxina, com critérios de relevância pura e simples. Qualquer dia revelo pra vocês. E, em terra de cego, quem tem olho é rei. Ou rainha. Lenny Niemeyer continua em seu trono, demonstrando uma incrível capacidade de superação, estação após estação, sem dar sinais de esgotamento. Com coleção minimalista inspirada nas aves de rapina, a santista mais carioca do planeta fincou o cetro no topo do Fashion Rio e de lá não sai, de lá ninguém a tira. Nem a Redley. 

Por mais que se reconheça o trabalho minucioso de Jurgen Oeltjenbruns à frente da Redley (que iniciou as comemorações de seus 25 anos nesta temporada), com roupas de acabamento impecável, materiais de primeira e construção refinada, é visível o abismo entre o inverno e este verão. Uma identidade foi criada, é bem verdade, mas fica difícil requentar uma fórmula quando ela já atingiu o topo. Manter o nível é complicado, mas necessário. Não morro de amores por esse desfile não, mas a Redley continua rendendo looks fortes para eles, apesar da falta de novidade. Coisa que poderíamos cobrar da Ausländer, que fez um desfile tão jovem e despretensioso na última temporada, mas que precisa tomar cuidado para não se perder na tentativa de ser o que não é.

Não que o desfile tenha sido ruim, longe disso, mas a vontade de ser “chic e cool” demais pode tirar a grife dos trilhos em que parece ter tomado posição. Enquanto no inverno havia o tom frenético das ruas, das tendencinhas e da noite, para o verão a ordem é fazer festa não mais em club, mas na piscina. Os homens até que se deram bem, com cardigãs deliciosos, jeans clarinhos e branco, muito branco. Talvez a ex-grife-das-camisetas-engraçadas ainda esteja orientando sua bússola rumo a um DNA autêntico. A seguir…

E foi só. Pobrinho para a moda masculina, cada vez mais coadjuvante e sem representantes dispostos a sair da mesmice. Reflexões, reflexões… Que venha a SPFW!

 

Autor: justum - Categoria(s): moda Tags: , , , , , ,
08/06/2009 - 11:56

Fashion Rio, day 3: Cadê os homens?

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Estamos entrando no terceiro dia de Fashion Rio e moda para meninos, até agora, só alguns parcos looks da TNG. E do primeiro bloco, porque do meio para o fim a situação fica constrangedora. Ombros gigantescos, paletós quadrados, shapes errados e antigos. Alguém resgata a Regina Guerreiro dos anos 80, pelamordedeus? Eu adoraria ver a próxima lista de degolas do evento. Tenho meus palpites…Por ora, algumas fotos salvadoras da parcela safari da apresentação da grife de Tito Bessa (e de Regina, né? Que tudo ali é dedo dela…).

 

Autor: justum - Categoria(s): moda Tags: , ,
06/06/2009 - 11:52

Welcome to Rio

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As primeiras impressões dos primeiros desfiles do primeiro dia do Fashion Rio de verão 2010 são positivas. Para o evento em geral também, que ganhou estofo ao migrar para os hangares do Pier Mauá, com produção mais bem acabada e um charme a mais. Boa a iniciativa de Paulo Borges de importar os chefes de segurança que fazem a SPFW há anos e que já conhecem as pessoas, tornando tudo mais educado e eficiente no incontornável corpo-a-corpo que somos obrigados a fazer a cada entrada de desfile ou apenas para circular no evento. Ontem aconteceram as apresentações dos novos talentos do Rio Moda Hype e, mesmo sem nenhum destaque escancarado, a sensação é que o nível dos participantes é homogêneo, coerente e promissor. O formato dos desfiles é ideal, com shows enxutos e uniformes, com a moçada indo direto ao ponto e mostrando aquilo que têm de melhor. A Casa de Criadores teria muito o que aprender com o evento carioca. Não tem troca de cenário e nem apresentação com 68 repetitivos looks. Entre os novos masculinos, destaque para a R.Groove, já escolhida como revelação no Prêmio Moda Brasil do ano passado. Não encanta, mas mostra a que veio, principalmente na primeira metade do desfile, onde uma alfaiataria honesta se diverte com deliciosas bermudas e calças com uma brisa de Rio de Janeiro soprando. Relax, portanto. Blazer sequinho, de mangas curtas e estampado. Rique ainda inventou sua versão do boyfriend blazer feminino aplicado aos meninos. Neste caso seria o blazer de quem? Do pai? Daddy blazer. Na segunda parte, quando envereda pelo streetwear puro e simples sua nota média baixa um pouco, mas ainda assim passa de ano.

Boas novas também para as meninas (que poderão ler a respeito em alguns dos blogs da barra aí do lado), que devem ficar de olho na dupla da Lore, na Stefania e em Julia Valle. Mesmo sem fazer oficialmente parte do novo Fashion Rio, pode-se dizer que o Rio Moda Hype nos deu calorosas boas-vindas à Cidade Maravilhosa. Dia 2 começando…

Autor: justum - Categoria(s): moda Tags: , , , , , , , , , ,
05/06/2009 - 14:16

Até já!

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Só uma palavrinha pra me desculpar pelo sumiço da última semana. Foi por motivos de trabalho maior, acreditem. E a temporada de moda está apenas começando. A partir de hoje, o Hypercool se muda para o Rio de Janeiro, onde estarei cobrindo o Fashion Rio. Prometo atualizar mais freqüentemente este blog que vos escreve, com o que de melhor acontecer no campo masculino. Por enquanto é só pessoal, até já!

Autor: justum - Categoria(s): moda Tags: ,
17/01/2009 - 16:00

Acabou!

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Pronto. Primeira metade da temporada cumprida. Terminou ontem o Fashion Rio, edição de inverno 2009, e lá vem o São Paulo Fashion Week. O último dia programou dois desfiles exclusivamente masculinos em seu line-up, Complexo B e Ivan Aguilar, e até que o saldo é positivo. Nada de excepcional, diga-se de passagem ( até o Ivan Aguilar, muito aguardado por mim, pode fazer melhor, e ele sabe disso, né Ivan? ), mas vimos boas coisas na passarela. Desastre não houve. Vamos a eles ( as seen on lilianpacce.com.br )

 

“Acabou em samba, suor e cerveja a edição de inverno 2009 do Fashion Rio. Ninguém melhor do que a carioquíssima Complexo B poderia ter encerrado a edição mais quente – meteorologicamente falando– da história do evento. Fazendo homenagem à Lapa, a grife de Beto Neves martelou os clichês para gringo ver do Rio de Janeiro como o malandro vestido de branco, o isopor cheio de cerveja dos ambulantes e o mix de sambas clássicos e recentes na trilha. Parece óbvio demais? Talvez, mas no campo da moda – que é o que interessa, no fim-, até que a grife passa no teste. No conceito da Complexo B, uma profusão de xadrezes veste a fauna que povoa a zona boêmia às sextas-feiras, seja na sempre simpática dupla bermuda-jaqueta (ou blazer), seja num costume total look ou até num macacão folgado, street até dizer chega, assim como os diversos crashes de estampas. Estampas que, de quadrinhos, contam histórias sob os arcos, impressas em calças secas e camisas de tricoline, enquanto outras manchadas em tie dye colorem até o top da namoradinha do malandro, vide o simpático look de Guisela, usado com shortinho de veludo. Brilhos, cílios postiços, maquiagem, rendas, meias-calças e acessórios dourados feminizam o macho bling-bling dos trópicos, culminando no vestido paetizado desfilado rebolativamente por um travesti. O ator Milton Gonçalves fecha tudo sambando e preparando a “galera” a avançar nos isopores recheados de cerveja Devassa. Sim, everybody loves Rio, já dizia Nizan.” 

 

“Ivan Aguilar resolveu que era hora de amadurecer seu homem e, para isso, mergulha em vinhos, chocolates e cafés, que emprestam suas tonalidades encorpadas à cartela da coleção. O modelo de elegância é o do homem inglês, que toma chá e ouve Beatles, depois de caminhar pela Savile Row e abastecer o closet com boas calças secas, de shape armadura e comprimento reduzido. As do primeiro bloco, em tons de beges e cáqui, são irresistíveis. Mais must-haves: os cardigãs de tricô, curtos e, principalmente, os longos. Combinados e sobrepostos às jaquetas militares – clássicas de Ivan, que empobrecem, porém, quando feitas no tafetá ou no shantung – são autênticos looks urbanos que todo homem deveria experimentar no inverno. Tente também as bombers, com um quê de college por conta do xadrez e combine-as com as belas camisas em patchwork de Liberty e listras. É tiro certo. Pesaram um pouco as botinhas em vinil preto by Puma, cujo brilho ofuscou a classe de muitas entradas. Em contrapartida, aplausos para o sensacional trabalho no tricô feito à mão por bordadeiras do Espírito Santo, vazado e em shape maxi, por vezes arrematado por pele de coelho. Mais palmas para o macramê em couro da primeira jaqueta. Très chic! Ivan está crescendo a passos largos em seu segmento, mas precisa tomar cuidado com a literalidade nas referências gringas. Não precisa, mesmo.”

Fotos: Charles Naseh/Chic

Autor: justum - Categoria(s): moda Tags: , , ,
16/01/2009 - 11:43

Fast Fashion al mare

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Muita gente me cobrou um post sobre a Bianca Graham Ferreira, que apresentou sua coleção de inverno em evento off ontem de manhã. Infelizmente, eu tinha gravação com o GNT Fashion ( fomos na casa do Ruy Castro, conversar com ele sobre a Carmem Miranda, homenageada do SPFW. Ruy é o biógrafo da Pequena Notável e o papo foi uma delícia ), portanto não pude comparecer. Ouvi os mais variados elogios a respeito de Bianca, que é filha de Ricardo Ferreira, o Sr. Richard’s, e confio na opinião de feras como a Glorinha Kalil. “O filho do cara que veste Richard’s vestia Osklen. Agora ele tem mais uma ótima opção, no meio do caminho, igualmente simpática e bem feita”, comentou comigo no lobby do hotel. Pelo que vi na net, Bianca veio para ficar. Quem quiser saber mais, recomendo o post do Oliveros no Fora de Moda, bem completo.

A grande surpresa do evento, para mim, foi a Ausländer, grife local, famosa entre os modernos por suas camisetas irresistíveis e bem humoradas. A gente sempre fica apreensivo quando um camiseteiro se aventura na moda propriamente dita. Os resultados podem ser desastrosos. Neste caso, bingo! Tudo funciona. Reproduzo aqui a minha crítica para o site de Lilian Pacce:

“A carioca Ausländer queria deixar de ser apenas a “grife das camisetas engraçadas”, hype entre os modernos locais. Conseguiu. Para seu primeiro desfile, inventou para si um blog de streetstyle imaginário, em que propõe looks aos personagens fotografados. E o que é que se vê nas ruas? Tendencinhas diluídas, encaixadas em propostas divertidas, jovens e despretensiosas, para ir da faculdade à balada. Daiane Conterato abre o primeiro bloco – todo em preto e branco – com um vestido acima do joelho que causaria sensação em qualquer festa mais chic. Os meninos que vem logo atrás, também alvinegros, ganham ótimas calças, secas e confortáveis, skinnies ou cenouras, mais curtas e usadas com sapatos tipo Oxford ou os docksides do momento. Quer navy? Tem boas jaquetas, com os galões característicos, também estampados em camisetas e moletons. Prefere college? Sem problema. Xadrezes decoram vestidinhos e os paletós já vem com os badges da turma. Tem pitadas de militarismo e rock também, misturadas à boa alfaiataria, de ótimo acabamento e completadas com algumas gravatinhas borboleta, outro hit global. Boa idéia a de brincar com o pied de poule estampando-o em moletons e nos sapatos. Mostra bom humor. Se não revoluciona a moda brasileira, a grife tem o mérito essencial do fashion business, que é criar desejo de consumo. Ou seja, a Ausländer apresentou tudo o que se espera de uma marca de fast fashion e, mesmo que esse não seja o futuro dela, já começou sua nova trajetória com o pé direito. Taí a revelação do evento.”

Teve moda masculina também no Rio Moda Hype, pelas mãos de Alisson Rodrigues, que tem boas idéias e parte sobre boas bases. Tem potencial. A acompanhar.

Fotos do Charles Naseh, do Chic.

Autor: justum - Categoria(s): moda Tags: , , , ,
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