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12/08/2010 - 18:24

Personagem da Semana: Maxime Perelmuter

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Ele voltou. Menino do Rio, que nos provoca arrepios com sua moda masculina afiada, Maxime Perelmuter suspendeu por quatro anos sua participação na temporada de desfiles nacionais e, com a British Colony, fez comeback comentado no último Fashion Rio. Sua coleção de verão é a resposta para os que usam o calor tropical como desculpa para não se vestir bem ou não ligar para moda. Cartela clarinha, em looks de construção elaborada, onde brilha um raro talento para produzir uma alfaiataria impecável (dâ uma olhada nas referências do rapaz e entenda de onde vem tal tino). Tudo é novo, fresco, desejável. Um alento para a nossa estagnada moda masculina. Veja abaixo dois dos looks do desfile e o bate-bola que tive com Maxime onde, além de provar ser carioca da gema com suas dicas, demonstra uma visão tranquila sobre a moda do homem brasileiro. Welcome back.

1 – Bio: “Maxime Perelmuter, 31 anos, Rio de Janeiro, formado em marketing, estilista”

2- Qual sua relação com moda? Como foram seus primeiros passos? “No campo profissional,  digo que é minha vida, onde busco cada vez me tornar melhor no que faço e mais completo dentro do meu business, que é varejo de vestuário. No plano pessoal, convivo com moda desde que nasci, através do meu pai, Georges Henri (também estilista, ícone carioca morto nos anos 80). Frequentava o escritório, ia a lançamentos e sempre tive contato nas recepções em casa com diversas pessoas do mercado, de Maria Cândida (da Maria Bonita, outro baluarte também falecido), Maitê Proença e Paulo Strega (um dos grandes vitrinistas do Rio de Janeiro nos anos 80)”

3 – Grifes Preferidas: “British Colony (uso muito o que faço), Comme des Garçons, Jil Sander e Raf Simons”

4 – Hobbies: “Surf, Yoga e um drink com amigos”

5 – Uma viagem inesquecível? “Por 8 meses transitei entre NY, Havaí, Tahiti e Indonésia (passando por Japão), e depois fiz o caminho de volta parando em todos os lugares. Fora isto, toda temporada que passei em NY foi inesquecivel…”

6 – Pode me dar dicas de gastronomia, compras e lazer? “Gastronomia: comer uma feijoada no BAR DO MINEIRO, tomar um chopp e almoçar nas tardes de sabado no GUIMAS. Lazer: sentar na praia para comer um biscoito Globo, bebendo Mate Leão de galão. Compras: British Colony pela qualidade e design acessível , um Tuareg (SUV da Volkswagen) e uma bicicleta elétrica”

7 – Como você vê o momento da moda masculina no País? Qual seu ideal de elegância para o homem brasileiro? “A moda masculina passou por diversas identidades: hippie, dândi, metrossexual, preppy, office etc.. e, finalmente, não só no Brasil mas no mundo, voltou às suas origens desenvolvendo novos clássicos. O homem percebeu que ele quer ser apenas homem e que para ele basta uma boa t-shirt branca com bolso, um bom five pockets, um tennis clean e um Ray-Ban. O ideal de elegância simplesmente não existe, nunca uso a palavra ideal. Lido com propostas onde cada um faz o seu look, faço roupas que se moldam com tanta harmonia que quem aparece é a personalidade da pessoa e não o tamanho da logomarca”. (Nota do blogueiro: Adoro os clássicos, são essenciais, mas pô, Maxime, jeans e t-shirt branca, com a moda incrivel que você produz? Precisa ver isso aí…rs)

Autor: justum - Categoria(s): Sem categoria Tags: , ,
02/06/2010 - 17:10

Tchau Rio, oi Sampa

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Lá se foi mais uma edição do Fashion Rio – que eu gosto cada vez mais, pela cidade, pelo clima, pelo local do evento…- e chegou a hora que todo mundo espera: o balanço. Nem vou me estender muito em justificativas, apenas o necessário, afinal, as imagens falam por si. Mas, enquanto a gente prepara o SPFW, é gostoso debater e saber a opinião de cada um, né? Bem, lá vai meu top five (não necessariamente na ordem, ok?)! Ah! Tem feminino também, afinal AINDA não temos um evento exclusivo para nós, homens. Mas o melhor desfile, na minha opinião, foi esse aí de baixo. Rá!

- BRITISH COLONY

Alfaiataria inteligente, propostas ultra elegantes para temperaturas elevadas – não tem mais desculpa, hein, pessoal? – e cartela de cores delícia.

- LUCAS NASCIMENTO

Esse moço é o típico come-quieto. Tímido, sem muito alarde, vai se afirmando como realidade da moda brasileira. Sua moda tricoteira é chic demais!

- PRINTING

Esse pessoal lá de Minas decidiu suavizar a mão e acertou. Sem abandonar seus queridos bordados, foi para o  jardim e emplacou um militarismo sutil, relaxado e muito alinhado.

- MELK Z-DA

Garoto arretado, Melk é conceitual no último. Seus looks são obras de engenharia e escondem preciosismos conseguidos com materiais dos mais inusitados. Desta vez foram jogos americanos vazados e emborrachados.

- GRAÇA OTTONI

Nonchalance, conhece esta palavra? Remete a uma atitude relaxada, despretensiosa, mas que não abandona a elegância. Graça Ottoni ilustrou isso muito bem em sua coleção de verão. Delicada, sobreposta, brasileira. Doce e très chic surpresa.

Honra ao mérito para a TÊCA, que mandou muito bem com sua mistura de militar com florais, de masculino e feminino.

Autor: justum - Categoria(s): moda Tags: , , , , , , ,
02/06/2010 - 03:04

Benvindo de volta, Maxime!

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(Crítica publicada no site de Lilian Pacce)

Não poderia ter acontecido em melhor estilo a volta de Maxime Perelmuter às passarelas. Reativando a British Colony, o menino do Rio parece ter encontrado o ponto exato entre seus exercícios conceituais de construção/desconstrução e o apelo comercial. Não há regras, nem texto rebuscado sobre uma inspiração divina que norteie a coleção. Aqui, o que vale é o bom gosto, o corte apurado e boas ideias, muitas delas, como na alfaiataria certeira, que tem nos coletes-fraques ou nos paletós sequinhos, bicolores ou com a barra cortada assimetricamente seu melhor momento. São os novos básicos de alma clássica, exatamente o que manda o lema da grife. Fica difícil escolher entre as diversas calças, brancas, menta ou coral, de pregas e cropped fit – mais curtas, na altura da canela. Combinadas com os sapatos vazados dão certo ar dandi tropical ao homem de Maxime que, com linhos, malhas e algodões desabados dá o exemplo de que é possível ser chic até nas temperaturas mais elevadas. Os óculos de acetato e efeito tartaruga são para ter já! As meninas ganham vestidos, volumosos, repuxados ou estruturados, lembrando o universo japonista que o estilista tanto adora. São lindos os do bloco pincelado de azul. Até mesmo quando desconstrói a camisa Black-tie o resultado é preciso, leve e elegante. O savoir-faire na camisaria permanece intacto, felizmente. Minimalista, geométrico, carioca. Welcome back, Maxime!

Autor: justum - Categoria(s): moda Tags: , ,
31/05/2010 - 19:07

Jovens sem rumo

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Duas grifes focadas na moda jovem, no streetwear, passaram ontem pelas passarelas do Fashion Rio. Passaram, sim, e só. Porque a moda apresenada deixa poucas marcas e está mais para ser esquecida. Os desfiles d’OESTUDIO e da TNG me decepcionaram.

Uma simples cutucada no nariz, um enrolar de cabelos enquanto pensa na morte da bezerra ou o gesto automático de esconder as mãos entre as pernas para aquecê-las. Gestos impensados do cotidiano que a trupe d´OESTUDIO quer transformar em moda funcional, sempre com a pegada jovem e streetwear que lhe é peculiar. Diluídas nos cinco blocos dos desfiles, sutis ou nem tanto, as referências divertem mais do que acrescentam algo substancial à moda em si. E já que a jardinagem tomou conta do imaginário fashionista nesta temporada carioca, nada melhor do que cada modelo ter o seu gramado particular na cabeça, não é mesmo? Vestidos e bermudas amarelos post-it, com os próprios pendurados, onde rabiscos lúdicos dividem espaço com números incompletos de telefone, lembram o ato de riscar sem nada para dizer que cometemos quando ao telefone ou à espera de alguém. Costumes de náilon, calças de gancho baixo  e ótimos tênis – de novo o highlight da coleção – tratam de garantir a pegada esportiva, realçada pelos muitos capuzes. Esquentar as mãos fica mais fácil com os bolsos estrategicamente abertos entre as coxas e ao invés de enrolar os cabelos, que tal fazê-lo numa saia-peruca? No masculino, a grife acerta mais no looks monocromáticos cáqui e outro verde musgo, urbanos e elegantes, enquanto o melhor momento das meninas acontece nas entradas dos macacões. Câmeras por toda parte lembram a veia multimídia do coletivo, mas não salvam do bocejo quando se trata de moda.

Fazer moda jovem é mesmo o mote da TNG, isso não é segredo e, até aí, tudo certo. Mas é preciso haver coerência e continuidade na evolução. Depois de um período estacionada nos anos 80, onde mais errou do que acertou, a grife parecia ter dado, finalmente, um passo largo em direção ao que de mais atual acontecia na moda comercial e no jeanswear, foco principal de seu trabalho. Pois bem, volte duas casas e recomece tudo de novo. O inverno trazia shapes, proporções e ideias frescas, em sintonia com direções globais, enquanto o verão volta a bater na tecla oitentista, com pitadas de anos 50 e 60, mais outro tanto de 70, Mods, New Wave, Op Art…Ou seja: tudo ao mesmo tempo agora. E, com tantas referências, fica difícil criar uma identidade. O resultado é confuso, datado, raso. Sem contar a esgotada fórmula de botar o casal principal da novela das oito para desfilar, que só puxa para baixo o nível geral da apresentação. Coincidência ou não, as melhores entradas aconteceram sempre imediatamente após as voltinhas de Marcello Antony e Carolina Dieckmann, num esperto truque de edição de Mauricio Ianês. Skinny com oversized, alfaiataria com esporte, listras, poás, tabuleiros, ninguém se entendeu. E a receita desandou. São boas, no entanto, as peças em jeans cinza, bem como as calças mais sequinhas e os paletós mais ajustados – por que isso não é padrão na coleção, ninguém sabe. Idem para as maxicamisetas listradas que, bem combinadas com shorts nos meninos, ganharam pontos no quesito simpatia

Autor: justum - Categoria(s): moda Tags: , ,
29/05/2010 - 12:51

Perde-se aqui, ganha-se ali

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Segundo dia de Fashion Rio e, surpresa, desta vez a Redley não será o destaque do evento. Não que a coleção seja ruim, longe disso, mas faltou emoção, menos burocracia na apresentação – que teve um quezinho de Osklen, se me permitem a comparação. Dito isso, claro que deve ser levado em consideração o momento de transição pós-Jurgen Oeltjenbruns, diretor de criação recém saído da grife e que deu poder quase que total aos meninos durante boas temporadas. A coisa agora mudou de figura e as meninas cresceram. “A intenção era essa mesmo”, revelou Emilene Galende, rosto novo na equipe de estilo,  numa conversa informal pós-desfile. Continuam os recortes, as geometrias espertamente localizadas e a acertada mistura de esporte com alfaiataria que fez a fama dos garotos nos últimos anos. Estão lá os recortes estratégicos da gestão anterior, agora mais pontiagudos, basicamente em versão triangular, desenhando vestidos de seda curtinhos e soltos o suficiente para assumir o efeito pára-quedas que Poiret consagrou no início do século passado. Bem femininos. Funcionam bem no berinjela com mostarda, uma das gostosas combinações de cores que a marca propõe para o verão. A veia utilitária, no entanto, não desaparece e surge nas mochilas acopladas às costas de um ou outro. Acessórios que, em formato real, não emocionam. Grandes e complicadas por demais, destoam da leveza das saias e das peças em linho wash da camisaria masculina. Os meninos ganham a maioria das peças tecnológicas, como as bermudas e calças folgadas, feitas em náilon fininho, vinil e Tyvek – colorido, tem belo efeito visual, mas trata-se de um material ingrato para o calor dos trópicos, visto que não respira nada. Bons os tênis iate em versão botinha vazada, modernos e confortáveis para pisar sem medo na passarela de sal grosso, ideal para abrir os caminhos da temporada fashionista. Talvez sirva para a grife também

Por outro lado, a Totem, com seu festival de prints retrôs e a querida Simone Nunes desenhando a coleção acertou mais no masculino do que no feminino. Eu acho. Tudo bem relaxado, como pede o Rio. Boas camisas, shorts curtinhos de shape esportivo e calças folgadas idem. Tudo colorido, psicodélico, a cara da grife, a cara do verão brasileiro. Honesta e despretensiosa, a coleção não inventa a roda, mas acerta justamente ao manter-se fiel ao que seu público anseia, acrescentando uma pitadinha de elegância a mais no uniforme dos calçadões deste Brasil.

Autor: justum - Categoria(s): moda Tags: , ,
28/05/2010 - 01:07

Fashion Rio we go!

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Começou a temporadona de moda! Depois do aperitivo dos novos, na Casa de Criadores, cá estamos no Píer Mauá para o Fashion Rio, que dura até terça-feira. E logo de cara já tivemos boas novas para a moda masculina. Rique Groove deu a volta por cima e permite que eu volte a apostar nele para o futuro.

Rique Groove está, finalmente, virando adulto e acertando a mão em seu métier. Depois de uma coleção de inverno que deixava apreensivo por conta da falta de foco no homem real, seu verão acende, em tons pastel, uma luz no belo horizonte do Píer Mauá. Sua apresentação no primeiro dia de Fashion Rio mostra uma real transição da condição de revelação para a de realidade da jovem moda masculina brasileira. A pegada continua esportiva, street no último, em uma coleção cheia de boas idéias – nem sempre bem executadas, é verdade – e, mais importante, possível. Anos 80, referências pop como o simpático Smile aplicado em patches nas jaquetas em denim clarinho, calças clochard combinadas com estampas floridas – muitas delas! – ou até mesmo as boas parkas em náilon fininho, perfeitas para proteger das chuvas de verão sem esquentar demais. Boas também as calças sequinhas, com as barras enroladas como pede o mood atual; excelentes as sandálias de corda e os tênis All Star de cano alto, desenvolvidos especialmente para a ocasião. Pontos a considerar: se a camisaria acerta no shape, a alfaiataria derrapa justamente nesse ponto. Erros de modelagem e formas oitentistas demais andam contra a corrente masculina do nosso tempo, enquanto devaneios como os macaquinhos com lapelas de paletós são perfeitamente dispensáveis. Mas aí não seria a R. Groove que conhecemos, a ponto de se tornar outra que ansiamos conhecer.

Autor: justum - Categoria(s): moda Tags: ,
14/01/2010 - 15:36

Fim-de-semana fashion

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Terminada a primera etapa da temporada de moda de 2010. Acabou o Fashion Rio, lá vem a SPFW. Domingo começa tudo de novo e, como de costume, você verá o que de melhor acontecer nos desfiles masculinos aqui no Hypercool. Mas a boa notícia é que vai ser dada a largada para a temporada europeia também! Um dia antes, sabadão, começa a semana de Milão – ó, rimou! A partir do dia 21, é a vez de Paris. Posts gringos serão intercalados com os nacionais, que é pra gente não perder nada. Veja abaixo o line-up italiano.

SATURDAY JANUARY 16TH 2010
CARLOS PIGNATELLI / 9:30 am / Outside Via Turati, 34
ERMENEGILDO ZEGNA / 10:15-11 am / Via Savona, 56 A
C.P. COMPANY / 12:00 pm / Via Savona, 54
COSTUME NATIONAL / 1:00 pm / Via Tortona, 58
JIL SANDER / 3:00 pm / Via Beltrami, 5
EMPORIO ARMANI / 5:00 pm / Via Bergognone, 59
BURBERRY PRORSUM / 6:00 pm / Via Melegari, 3
LES HOMMES / 7:00 pm / Via Meda,

SUNDAY JANUARY 17TH 2010
BOTTEGA VENETA / 9 am / Via Privata Ercole Marelli, 6
FRANKIE MMORELLO / 10 am / Via Palermo, 10
GIANFRANCO FERRE / 11 am / Via Pontaccio, 21
ROBERTO CAVALLI / 12 pm / Via Burigozzo, 2
SALVATORE  FERRAGAMO / 1 pm / Piazza Affari, 6
VIVIENNE WESTWOOD / 2 pm / Via Turati, 34
NEIL BARRETT / 3 pm / Viale Alemagna, 6
GUILIANO FUJIWARA / 4 pm / Via Pier Lombardo, 14
GAZZARRINI / 5 pm / Via Burlamacchi, 1
PRADA / 6 pm / Via Fogazzaro, 36
JOHN VARVATOS / 7 pm / Corso Italia, 21

MONDAY JANUARY 18TH 2010
PRINGLE OF SCOTLAND / 9:30 am / Via Clerici, 10
ENRICO COVERI / 10:15 am / Via San Barnaba, 48
DIRK BIKKEMBERGS / 11:00 am / Corso Italia, 58
GUCCI / 12:00 pm / Piazza Oberdan, 2/b
JOHN RICHMOND / 1:00 pm / Giardini Di Porta Venezia – Via Palestro
ETRO / 2 pm /  Via Piranesi, 14
BYBLOS / 3 pm / Viale Montenero, 55
CANALI / 4 pm / Via Savona, 56
VERSACE / 5 pm / Piazza Vetra, 1
MONCLER GAMME BLEU / 6:00 pm / Via Tortona, 58
ALEXANDER MCQUEEN / 7-8 pm / Via Thaon De Revel, 3

TUESDAY JANUARY 19TH 2010
DSQUARED / 10:00 am / Corso Italia, 58
GIORGIO ARMANI / 11-12 pm / Via Bergognone, 59
ERMANNO SCERVINO / 1pm / Via Manzoni, 37
ICEBERG / 3 pm / Via Palermo, 10
Z
ZEGNA / 4 pm / Via Savona, 56 A

Autor: justum - Categoria(s): moda Tags: , , ,
13/01/2010 - 15:13

Davi e Golias

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Ontem foi um dia bom para os homens no Fashion Rio. Logo de cara, mais um desfile poderoso e impecável da Redley que, na despedida do alemão Jurgen Oeltjenbruns do comando criativo da grife – até o fechamento deste post não havia sido revelado o nome de quem assumirá o posto, mas Emilene Galende e Julia Valle permanecem na equipe de estilo -, voltou a desfilar nas salas do evento e não mais em externa como vinha fazendo. Na outra ponta, Rique Groove, premiado como estilista revelação em 2008 que, pela primeira vez ocupava horário solo no line-up, depois da extinção do Rio Moda Hype (uma pena, pois era um bom celeiro de talentos, num formato muito bem resolvido). O resultado? Bem, digamos que foi um pouco diferente do alcançado pela Redley.

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Rique Groove

Claro que não cabe aqui a comparação entre uma grife e outra, há um abismo de estrutura e história que faz toda a diferença mas, enquanto a Redley sabe muito bem o que seu cliente quer e dá seu recado desde o primeiro momento, Rique parece não saber ainda que onda pegar, dispersando energia e criatividade em conceitos “funny” que não acrescentam absolutamente nada ao closet masculino. Rique precisa entender que a era Moda Hype passou, que ele agora ocupa lugar de destaque num evento de grande porte e que o prêmio que ganhou leva consigo toda uma responsabilidade e cobrança do métier. De certa forma, Henrique Gonçalves é uma aposta de renovação do nicho masculino brasileiro. Talvez ele ainda seja um diamante bruto, precisando de lapidação e paciência para brilhar, talvez seja apenas um cometa, que se mostrará irrelevante para o mercado, impiedoso com derrapadas como as que vimos ontem.

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Rique Groove

Mar Revolto é o título do último disco de Carlinhos Brown, mas também foi assim batizada a coleção de inverno de Rique Groove. O universo marítimo foi, portanto, o fio condutor do desfile. Muito neoprene, fazendo alusão aos surfistas e mergulhadores, (boas) parkas fininhas e um belo trabalho no tricô de ponto largo, remetendo às redes dos pescadores. Sabemos que transparências e brilhos, no entanto, tendem a afastar o mais fashionista dos homens. E foi esse o principal erro que Rique cometeu. As delicadas peças do primeiro bloco são até bonitas de se ver, mas dificilmente vão emplacar na vida real. As calças e blazers acetinados brilham demais e tem erros de modelagem. Homem nenhum, por mais moderno e cuca fresca que seja, consegue digerir uma combinação de long john de neoprene com paletó black tie recortado. As calças de gancho baixo, quase saruel, são boas. Rique tem crédito e merece uma atenção especial, pois já provou ter talento, mas precisa encontrar seu rumo rápido se quiser ser realmente mais do que uma revelação no mercado masculino. Para ser relevante, a moda masculina precisa ser possível.

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Redley

Quanto à Redley, bem, o que mais dizer? Mais uma coleção cheia de objetos de desejo, calças esportivas e cheias de recortes, jaquetas irresistíveis, casting escolhido a dedo, tênis botinha pra ter já, mochilas de mil e uma utilidades. Destaque para a camisaria, novidade bem cortada, de shape slim e para as estampas geométricas, desconstruções obtidas de fotos do Google Earth. Sim, porque o tema da coleção eram os nômades urbanos, seres (como nós) que transitam de uma tribo a outra, de um ambiente a outro, de um estilo a outro com a maior naturalidade e segurança. Tudo começou com uma foto de um surfista tomando o metrô em NY, de prancha e tudo. Imaginem a cena…De estilista novo, vamos ver se a grife continua tão bem aprumada. Tomara que sim.

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Redley

Fotos: Charles Naseh/Chic

Autor: justum - Categoria(s): moda Tags: , , , , , ,
12/01/2010 - 11:44

Surprise! Surprise!

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Eu tanto reclamei da ausência de moda masculina no Fashion Rio que tomei um direto no queixo ontem, com o desfile da TNG. A grife de Tito Bessa entrou no túnel do tempo em 1985 e saiu em 2010, de silhueta nova e informação de moda up to date. Mérito de Maurício Ianês, que substitui Regina Guerreiro na direção criativa da grife.

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Saem os anos 80 e entram os 10 do século 21 na vida da TNG. Com a saída de Regina e a entrada de Mauricio no comando do estilo da marca, assistimos a um salto -ainda que relativo- em sua relevância no line-up do Fashion Rio. Ainda que se discuta se é o tipo de moda que deve ser apresentada no calendário nacional, não resta dúvida de que é muito mais agradável ver propostas em sintonia com as ruas de hoje do que um festival de shapes equivocados e cartela de cores que funcionaria bem apenas há 25 anos. E quem se deu melhor nisso tudo foram os homens.

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Na coleção inspirada em esquimós e demais nativos do Alaska, salta aos olhos o acerto da silhueta masculina, com cortes mais ajustados e um charmoso jogo de proporções na sobreposição de peças, informação também vista na última temporada internacional -Kris Van Assche e Dior, anyone?. São ótimos os camisetões com jeito de túnica, longos até a coxa, dando alô por baixo das jaquetas de náilon e paletós mais curtos. Xadrezes em preto e vermelho, acompanhados de botinhas em nobuck e chapéus a la Daniel Boone, fazem de lenhadores urbanos o par acertado para as meninas de vestidinhos curtos de seda e detalhes em pele –falsa- nas pesadas peças de tweed. Boas também as peças em tricô grosso que salpicaram o desfile em cachecóis e pulôveres quentinhos. Agradável surpresa que, apesar de ser perfeitamente comercial, não deve chegar inteira às lojas. Uma pena.

Autor: justum - Categoria(s): moda Tags: , , , , ,
11/01/2010 - 11:34

Procura-se moda masculina

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Cadê a moda masculina neste Fashion Rio???!! Que coisa! Quando é que teremos um evento só de moda masculina pra comentar, hein? Hein? Os desfiles femininos até que andam acima da média, mas não é nossa praia aqui neste blog, não é? Aliás, praia mesmo aqui no Rio só na areia, fritando no impiedoso sol de 40 e poucos graus…Hoje tem TNG, vamos ver o que vem lá para os meninos.

Autor: justum - Categoria(s): moda Tags: ,
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