Ellus: salve simpatia
(crítica publicada no site de Lilian Pacce)
A ideia de backstage aparente parece estar virando tendência no SPFW. A Ellus fez mais. Além de revelar – mesmo que veladamente, por detrás de uma tela – o frenesi da troca de roupa das modelos e a formação da fila, separou a porção feminina e masculina da coleção com uma cortina, o que certamente aguçou a curiosidade da plateia por um lado, mas dificultou muito a vida de fotógrafos e cinegrafista por outro. Dito isso, as coleções, tanto a das meninas quanto a dos garotos, são boas. Referências náuticas para elas, outras de vestuário masculino para eles, vem diluídas, remixadas, relaxadas. E amassadas. Homens não gostam mesmo de passar roupa, mas nem por isso dispensam elegância. Camisas em xadrez vichy, calças floridas a la liberty e jaquetas em listrinhas seersucker são pura elegância e desejo comercial. As calças são cenoura e curtas ao estilo cropped, às vezes pregueadas, presas com simpáticos cintos de palha e combinadas com confortáveis espadrilles nos pés. Cartela deliciosa de verdes, vermelhos e azuis. Para elas, desdobramentos do duffle coat, com seu caracteristico abotoamento de osso em pelerines e macaquinhos, shorts de cintura alta e total look – camisa e skinny - jeans em Flavia Lucini. Boas referências ao tramado das cadeiras de praia viram tops e saias, enquanto o couro vem furadinho para ventilar o calor do balneário chic em que se meteu a mulher Ellus. Bons ventos.

















