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30/06/2010 - 12:35

5 peças essenciais para o próximo verão

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Ok, acabou. Lá se foi mais uma temporada internacional, quente – no termômetro fashion e no de graus Celsius, mesmo – e reveladora, que eu pude acompanhar de perto aqui em Paris e com novidades que a gente vai poder adaptar para o nosso verão antes dos europeus, já que o nosso chega seis meses antes. Os looks desfilados este mês em Paris e Milão só chegam às lojas no ano que vem, mas já dá pra ir atrás de certas peças-chave e sair usando já no final de 2010, quando nossos termômetros subirem. E como aqui o calor já bateu forte, as ruas vão sinalizando certas direções bem charmosas e que convém olhar de perto. Como forma de resumir o que de mais importante ficou dos desfiles e pensando em transfomar a coisa em serviço, imaginei algo bem objetivo, pra facilitar a vida de todo mundo. Abaixo você vai poder conferir as peças que eu acho fundamentais para passar um verão alinhado, em sintonia com o hemisfério Norte.

1- Uma calça de alfaiataria cropped fit – curta, na canela. Cuidado com o comprimento certo, algumas marcas subiram até a batata da perna, o que é um pouco demais.


Costume National

2- Uma bermuda seca, na altura do joelho, com corte clássico de alfaiataria. Prefira cores escuras, fica mais urbano e “arrumado”


Dries Van Noten

3- Um blazer sequinho de abotoamento duplo. Esse tipo de abotoamento é perigoso, o corte precisa ser slim e curto.


Lanvin

4- Uma calça skinny colorida. Vale corte de alfaiate ou five pockets. Funny, puro verão.


Jil Sander

5- Uma parka de náilon fininha, que dá estilo e protege da chuva, sem esquentar


Issey Miyake

+1 – Nos pés, uma sandália – tem de todos os tipos, escolha o seu – com ares de papete revisitada ou uma espadrille. Também existe um certo número de variações, a da Hermès, híbrida de mocassim é excelente


Louis Vuitton e Hermès

Qualquer peça acima pode ser de linho, o tecido oficial do verão e coqueluche em todas as grifes. Inclusive nas araras lotadas do fast fashion. Have fun!


Z Zegna

Autor: justum - Categoria(s): moda Tags: , , , , , , ,
24/06/2010 - 21:10

Paris primavera/verão 2011, day 1

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A temporada masculina de Paris começou a todo vapor. Em muitos sentidos. Meu dia começou cedo, com Issey Miyake, e só terminou às 20hrs, depois do belo desfile de Dries Van Noten, às margens do rio Sena. Os termômetros subiram por aqui, e foi duro aguentar os 27 graus indo de um canto a outro da cidade, para assistir aos shows em locações com ventilação precária em sua maioria – estamos bem mal acostumados com o ar condicionado das nossas salas do Fashion Rio e SPFW, viu? Por fim, a fumaça dominou a boca de cena de Jean Paul Gaultier que, inspirado em Marrakesh, montou uma verdadeira sauna como cenário.

Miyake adora uma textura, um patchwork, uma forma um tanto desengonçada, mas sabe ser muito elegante também, misturando tudo isso. Em alguns momentos me lembrou nosso Ronaldo Fraga, em outros um alfaiate de mão cheia da Savile Row. É um universo único criado por Dai Fujiwara que, no fundo, não está nem aí para as direções da moda masculina atual.

Juun J foi quem mais me surpreendeu. Não sabia direito o que esperar, conhecia pouco, mas a trupe moderna que se amontoou na entrada logo antes da abertura das (confusas) portas deu a pista. Bingo. Tapa na cara. Uma das imagens mais modernas que eu vi recentemente, junto com Rick Owens. Esporte, alfaiataria impecável, leggings, ceroulas, sandálias. Muito preto, algum branco. Linho, couro, malha, náilon fininho, tudo junto e misturado, num infindável repertório sobre a jaqueta Perfecto. Não é uma moda para qualquer um, definitivamente, mas é tão instigante ver alguém chutar a porta e “inventar” alternativas poderosas para o antes limitado closet masculino. Desfile forte. Fortíssimo.

Em seguida veio a Vuitton, outra que explorou viagens, diferentes etnias e suas culturas – olha a tendência aí. Amazônia, China e Escandinávia se misturaram em uma coleção sofisticada, com materiais muito nobres, onde a seda reinou em muitas variantes. Muito cáqui, tons terrosos e pinceladas de cores mais acesas, que Paul Helbers faz questão de acrescentar, apesar da sisudez do homem europeu – isso e os seus itens preferidos da coleção ele me contou em entrevista no backstage, que deve virar materinha na Homem Vogue em breve. Careta demais e com alguns shapes bem esquisitos, não me pegou, apesar de ser uma coleção correta.

Gaspard Yurkevich faz o que quer com a alfaiataria. Constrói, desmonta, cola, ajusta. Incontáveis e espertas variações de paletós e calças muito bem cortados, secos e curtos – outro caminho sem volta, preparem as canelas. Valeu.

Jean Paul Gaultier, como você leu acima, investiu no Marrocos – Mario Queiroz o fez com a Turquia, olha a referência étnica aí -, encheu de homens barbados a passarela e mandou bem nas calças e jaquetas em tecidos rústicos, nos tricôs de ponto largo e nas boas túnicas que pintam mais longas que os paletós. Teve releitura da Saharienne, modelo travesti e Simpathy for the Devil na trilha. Abusado esse Gaultier. Em determinado momento, entendemos porque o convite era um óculos 3D. Havia um bloco em que as estampas podiam ser vistas melhor com a ajuda do acessório. Diverte mais do que acrescenta. Mas suas propostas para a moda praia (ou seria moda sauna?) flertam perigosamente com o cafona. Desnecessário.


Fechar o dia tomando uma cerveja à beira do Sena – um carrinho distribuía gratuitamente aos convidados -, olhando o sol brilhar no céu às oito da noite e ainda assistir a um belo desfile, não tem preço. Tem coisas que só Dries Van Noten faz por você. De um lado, a “sala do desfile”. De outro, o Sena. Que delícia esse cenário todo e a coleção, leve e militar, com jeans manchados incríveis, bermudas sequinhas e cardigãs sensacionais. Dá vontade de usar TODAS as calças. E o casting? Impecável, todos os meninos de cabelo de recruta lambidinho, imberbes. Até esqueci que o dia tinha sido tão pesado, em dia de greve nos transportes parisienses e com o pés pedindo arrego. Amanhã tem mais.

Autor: justum - Categoria(s): moda Tags: , , , , , ,
23/01/2010 - 19:16

Paris is rocking!

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Enquanto pensamos em evoluir na nossa moda masculina brasuca, está rolando em Paris a semana de moda mais importante de todas, do ponto de vista de criação e ideias. Algumas direções parecem se confirmar, como os coturnos nos pés e a pitada jogging nas calças. Separei algumas boas propostas que pintaram por lá e prometo fazer um post só para Rick Owens e Yves St Laurent que, mais uma vez, sacudiram as convenções de silhueta e proporções masculinas. Quem gosta de moda masculina e vê coisas assim não pode achar que está tudo bem com a nossa moda aqui – guardadas as proporções culturais e financeiras, claro.

V&R1V&R
Viktor & Rolf

LV1LV
Louis Vuitton

junya1junya
Junya Watanabe

dries1Dries
Dries van Noten

Autor: justum - Categoria(s): moda Tags: , , , ,
26/06/2009 - 08:55

Temporada masculina em Paris

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JP Gaultier (Gaultier2)

Pronto! Ca estou eu em Paris, ja na maior loucura por conta de textos pendentes e, sobretudo, dos primeiros desfiles da temporada masculina de verão. Dia longuissimo o meu ontem. Cheguei de manhã, às 11h30, no vôo 459 da Air France (tudo tranqüilo nesse, viu?) e em poucas horas já estava cruzando a cidade para meu primeiro desfile. Jean-Paul Gaultier desfilou a nova linha Gaultier2, misto de resort com casualwear que me pareceu confusa, no geral. Primeiro pelo excesso de casacos tipo marinheiro (o navy é um classico de JPG que sempre aparece em suas coleções), pesados e queeeeentes demais para um desfile de verão. Segundo que a feminilização que o estilista impôs a seus meninos teve resultados um tanto quanto irregulares. Coletes frente-unica (Prada, anyone?), tops tomara-que-caia de paetês ou -mais cool- em jeans, resultado de uma parceria com a Levi’s, e calças de boca larga, quase pantalonas. Un peu trop, eu diria. O desfile, que aconteceu na Salle des Fêtes, espaço para eventos que pertence ao proprio estilista, teve la seus bons momentos. A alfaiataria misturada a peças esportivas funciona, assim como algumas peças listradas que, em alguns momentos porem, beiram o circense. Nos pes, Converse pra todo mundo. Bem abaixo do esperado, com cara de linha B requentada.


Dries Van Noten

O meu segundo desfile do dia, esse sim valeu a pena. Tudo diferente. A começar pelo publico que, no JPG era mais blasé, meio posudo e carudo demais. No show do belga Dries Van Noten – realizado de cara para a rua, na escadaria do prédio da Bolsa parisiense - muito japonês, igual a todas as temporadas de moda na Europa, mas havia uma galera muito, mas muito cool. A começar pelo staff, amabilissimo e chic ao extremo, com atitude meio artsy, low profile até. E as roupas de Dries são algo de muito atual. Sempre com a pegada étnica que ele tanto adora -dessa vez foi uma estampa repetida em diversos tons nas camisas, calças e até nos sapatos. Chique e relaxado, sem pretensão, a imagem do homem elegante em sua essência, e não pela etiqueta que carrega na roupa. O que guardar: abotoamento duplo ou de dois botões nos paletos, calças de gancho baixo, pregas e comprimento na canela, sem meias. Alias, este é o caminho adotado por muita gente na platéia do desfile e pelas ruas de Paris, em clima estival, com calor humido e direito a chuvinha de verão que quase melou o desfile. Os ombros dos paletos vêm mais armados (no JPG também faziam uma espécie de ponta), mas o shape ainda é seco. Meu look preferido é um dos postados aqui, com uma peça que eu chamei de cache-cardigã, por ser uma mistura de cache-coeur e cardigã, très chic! Ah! A trilha saia de um carro de som ambulante parado no meio da praça em frente, e era péssima, por sinal. E, enquanto os convidados de Gaultier combinavam de rachar um taxi na saida do desfile, os de Dries Van Noten iam embora de metrô mesmo. Muito mais cool, não acham?


Louis Vuitton

Também gostei da Louis Vuitton, assinada por Paul Helbers sob supervisão de Marc Jacobs. Colorida, fresca e atual, a coleção tem pegada street mas sem fugir demais de suas raizes. Agrada aos mais jovens e também aos mais maduros, que é pra não ter discussão. Muita cor neutra com momentos acesos- amarelo e azul, sobretudo -, looks veranis deliciosos e trilha idem, que misturou Lou Reed e Cat Power (vai no show dela, dia 18?? Tem que ir!).

(Sorry again pela falta de acentuação mas, por problemas técnicos, estou postando de um comp francês, que não possui as mesmas regras).

 

Autor: justum - Categoria(s): Sem categoria Tags: , , ,
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