12/03/2009 - 20:36

Nem é tão parecido, vai…
A notícia nem é tão fresca mas, como eu só vi hoje, resolvi postar aqui para os retardatários como eu. E é bomba fashion! A gente fala muito de cópia aqui no Brasil, né? Que lá fora tudo se cria e que, por aqui, tudo se copia. Pois bem, podem começar a rever seus conceitos.
Coco Chanel costumava filosofar e dizer que “a cópia é sinal de sucesso”. Parece que Giorgio Armani não pensa assim. Ao final da última temporada de Milão Armani declarou à imprensa italiana que a dupla Dolce & Gabbana haviam chupado suas calças de seda matelassada e bordada e botado as cópias na passarela. “Hoje eles me copiam, para amanhã aprenderem”, declarou o bronzeado e grisalho estilista. O assistente Leo Dell’Orco, vai além: “E não foi só uma calça, mas sim dezesseis modelos desfilados!”. As calças originais faziam parte da coleção de outono/inverno 2008 de Armani.
Domenico e Stefano responderam o seguinte: “Talvez tenhamos ainda muito o que aprender, mas com certeza não com ele. O estilo Armani nunca nos interessou e faz anos que nem olhamos para suas coleções”. A acusação de Armani ganhou manchete nos principais jornais da Bota mas, apesar do escândalo, um porta-voz garantiu que não haveria processo. Hum…estranho.
Autor: justum - Categoria(s): moda
Tags: Dolce e Gabbana, Giorgio Armani
25/01/2009 - 22:16
Com um certo atraso, tendo em vista o tsunami SPFW da última semana, só agora consegui focar na temporada internacional de desfiles masculinos para o inverno 2009/10, que já passou por Milão e continua acontecendo em Paris. O balanço de Milão é chocho, com poucas surpresas, coleções extremamente comerciais, monocromáticas e de fácil consumo. É a crise batendo à porta.



Looks da Gucci, Dolce e Gabbana e Alexander McQueen
Dolce & Gabbana, Gucci, Alexander McQueen, Prada. Grifes fortes com coleções apenas corretas e desprovidas de grandes novidades. Ganha pontos quem experimenta um pouco mais, como Neil Barrett e Vivienne Westwood. Mesmo se nem tudo é bom, esses nomes tem o mérito de propor algo além do trivial. Engraçado notar que o grau de conservadorismo cresce proporcionalmente ao tamanho da maison. Quanto maior a marca, menos riscos se corre. E, vendo as fotos européias, dá pra perceber também que o que acabamos de ver na temporada brasileira está super em sintonia com o que acontece lá fora. Globalização master.


Vivienne Westwood e Bottega Veneta


Prada e Jil Sander
As cores dominantes são as sóbrias, muito cinza e preto (a coleção da Prada é 90% black, a da Jil ”Pimenta” Sander é boa e passeia por todos os tons de cinza), às vezes intercaladas com uma cor mais acesa. Muito exercício sobre a alfaiataria, alternância de tecidos sóbrios ou com brilho -tipo flamboyant, mesmo-, naturais e sintéticos. O abotoamento dos paletós é o duplo, que funciona melhor no frio inverno europeu do que aqui nos trópicos -é feito para usar fechado-, por isso não deve pegar no Brasil tão cedo. A opção são os dois botões. Calças continuam secas, poucas skinnies, algumas cenouras, dando sinais de folga cada vez maior.

Looks da coleção de Giuliano Fujiwara
Dentro dos que eu gosto mais, a novidade é o Giuliano Fujiwara, japa radicado em Milão que, como todo japonês vai além do básico, sem perder, porém, a consciência comercial. No entanto, meu preferido na temporada milanesa é mesmo o Neil Barrett. Com propostas inteligentes de trompe l’oeil, calcadas em peças clássicas, sugerindo, disfarçando, escondendo, ele mostrou que ter criatividade para se destacar mesmo privilegiando o foco nas vendas é essencial nos tempos bicudos de hoje.


Neil Barrett
Paris já começou e, pelo que vi, trazendo, como sempre, alguns sopros de criatividade a mais do que Milão. Logo mais falo a respeito.
Fotos do WWD
Autor: justum - Categoria(s): moda
Tags: Alexander McQueen, bottega veneta, Dolce e Gabbana, Gucci, Milão, Neil Barrett, Prada, Vivienne Westwood