17/02/2009 - 19:29
Procurar algo realmente novo e criativo nas coleções que estão sendo desfiladas em Nova York tem sido uma verdadeira gincana. Buscar uma agulha num palheiro, entende? Como bem disse Anna Wintour, tá tudo chato, tá tudo igual. Mesmice fashion, eu digo. Na seara masculina, receosa por natureza, danou-se. No entanto, tentei ser positivo e focar no que eu vi de bom. Foi difícil, mas consegui separar algumas imagens, de alguns poucos desfiles. E não é que umas das melhores coisas até agora foi a coleção rocker da William Rast, grife de…Justin Timberlake? E com direito a Anna Wintour e Carine Roitfeld na fila A, s’il vous plaît. Quando o destaque é a coleção do Justin, tem algo errado com a moda, nénão?


Calvin Klein e a nova doudoune, de neoprene. Patrick Ervell mostra o bem que faz uma cor na sua vida


Rag and Bone e Robert Geller


Tim Hamilton


William Rast


William Rast
Autor: justum - Categoria(s): moda
Tags: Calvin Klein, Justin Timberlake, Patrick Ervell, Rag and Bone, Robert Geller, Tim Hamilton, Wiliam Rast
20/10/2008 - 12:03



Ilustras do blog What I Saw Today. As dos meio são looks de S/S 09 da Balenciaga
O post de hoje é para dar uma dica de blog de streetstyle masculino muito legal. Aí vocês me perguntam: “Ah, blog de streetstyle? Qual a novidade?”. Acontece que Richard Haines ( a.k.a. Designerman ) faz mais do que fotografar homens cheios de estilo pelas ruas de Nova York, onde vive: ele desenha as pessoas que encontra na rua, que se transformam em fonte de inspiracão e acabam virando ilustrações lindas, delicadas e não menos estilosas.
Veterano da moda, Haines é estilista masculino e já trabalhou com gigantes como Calvin Klein, Perry Ellis e Bill Blass antes de assumir um gosto apurado pela ilustração de moda e aplicá-lo em favor de seu blog chamado simplesmente de What I Saw Today. O blog tem só seis meses de vida ( foi criado em maio deste ano ) e já ganhou espaço cativo no blogroll do JC Report, ao lado de endereços bombados como o de Diane Pernet. Além de transformar pessoas em rabiscos, Haines ainda passa para o lápis looks de coleções recém-desfiladas, como os de primavera-verão 09 da Balenciaga. Cool.
Agora, eu me pergunto: como será que é o processo de ilustração dele? Provavelmente ele fotografa as pessoas para depois transformar a imagem em croquis pois, a menos que ele seja The Flash, não imagino as pessoas na rua posando durante um certo tempo em posição de estátua para ele…hehe. Anyway, muito legal.
Autor: justum - Categoria(s): moda
Tags: A Shaded View of Fashion, Balenciaga, Bill Blass, Calvin Klein, Designerman, Diane Pernet, jc report, Perry Ellis, Richard Haines, What I Saw Today
13/09/2008 - 20:05

Vista do quarto em que ficamos hospedados – Maria e eu – na segunda metade da viagem
Estou de volta, depois de uma semana bem corrida e cheia de trabalho em Nova York. Teve gravação do GNT Fashion, do RGtv/PRAtv, desfiles, textos, jantares, festinhas e, last but not least, um pouquinho de compras, que afinal ninguém é de ferro. E você acompanhou um pouquinho aqui no Hypercool, espero que tenha sido legal. Devem sobrar alguns postzinhos na próxima semana a respeito de coisas vividas lá.


CK: porque a gente gosta mesmo é de mulher bonita, e não esquisita
Dos desfiles, o mais lindo de todos a que eu assisti foi o da Calvin Klein, feminino, magistralmente executado pelo mineiríssimo Francisco Costa – um querido, capaz de peitar a PR da casa para dar a melhor matéria aos veículos brasileiros -, talento que admiro cada dia mais. Ao som delicadíssimo de piano, roupas tridimensionais, minimalistas – claro – que, dobradas viram uma folha de tecido para serem carregadas mais praticamente nas viagens jet-setters da cliente da grife. E funciona. E é lindo. Marc Jacobs foi a estrela da semana mas, ao contrário de Francisco, usa e abusa de mil recursos de styling para criar sua imagem, o que ajuda a causar impacto. Eu confesso que me emociona mais o exercício de repensar as formas e contornos das roupas e do corpo da mulher que vi na CK. A trajetória de Francisco Costa é muito surreal, ele é muito bom! A apresentação da Diesel Black Gold também me agradou. Jeanswear sofisticado, com peças matadoras, que são puro desejo consumista. Poderoso.
O que dizer da cidade? Realmente, o streetstyle novaiorquino é afiado, com gente descolada em cada esquina, sem medo de apostar em inovações de estilo que só fazem as pessoas ficarem mais interessantes ( mas é uma elite pensante, que absorve bem a informação, porque o norte-americano médio – eu esse eu vi muito também -, que horror! ). É uma identidade forte, típica de NY, que talvez não se encontre em nenhum lugar do mundo. A cidade é um termômetro de tendências, assim como Londres, que indica o que realmente foi visto nas passarelas e vingou. Os homens aderiram total à bermuda urbana, usando com camisa e gravata – borboleta ou fininha -, blazer, jaqueta, às vezes em versão curtinha, quase short, outras mais compridas, na altura do joelho. Vi alguns exemplos muito legais. E não eram nada ridículos, ao contrário do que se pensa muitas vezes quando se imagina o look. Eu que também duvidava que pudesse mesmo pegar, agora estou totalmente convencido de que é possível. Única recomendação básica: tenha bom senso. Nem todo mundo segura, ok?
Legal também, óbvio, a quantidade de opções de consumo que a Big Apple oferece. Você encontra qualquer coisa em Nova York. Tem todas as lojas mais legais, opções gostosas pra comer – adorei conhecer o Prêt À Manger, que depois descobri ser inglês, fast food saudável, um em cada esquina – e relativamente baratas. Um jantar de médio para bom, em um lugar gostosinho, não é mais caro do que em SP não. E tem todos os museus incríveis que a cidade oferece. Apesar de tudo isto, sei não.
Sendo frio e pragmático, o que é que Nova York oferece de interessante para quem não é um fashionista com sede incontrolável de gastar? Ah, os museus. Ok, legal, mas isso é sazonal, depende das exposições e é pouco para quem se dispõe a viajar 10 horas para conhecer uma cidade. Comer bem? Vale pela curiosidade, porque se falarmos de qualidade, come-se tão bem quanto em São Paulo ( pelo mesmo preço razoável ) ou Paris. Acham os motoristas de SP estressados? Haha. Tudo muda quando se fica 15 minutos nas avenidas de Nova York. Surreal. E como gostam de uma buzina! Sem contar a grosseria permanente, para qualquer coisa. Babacas. Repito: os parisienses são um primor de educação e doçura se comparados aos novaiorquinos.
Resumindo: a cidade é uma panela de pressão constante, onde muita coisa acontece e onde é importante fazer escala para entender certas coisas, aprimorar o olhar sobre a moda como business ( ao contrário da arte européia ), além de conferir in loco tudo o que a gente vê nos seriados e lê nas revistas. Vale, claro, mas não me impressionou. Talvez seja o caso de voltar com outro olhar. Mas, sem chauvinismo, não chega aos pés de Paris ou Londres, com toda sua história e charme a céu aberto. Anda bem que no fim do mês tem esse respiro na minha vida.
Autor: justum - Categoria(s): moda
Tags: Calvin Klein, Francisco Costa, Marc Jacobs, Nova York
08/09/2008 - 11:34

Painel na entrada da festona de 40 anos da CK
Ontem foi um dia corrido de gravações para o GNT Fashion. O bom é que, com isso, demos uma passeada por bairros bacanas de Nova York como o Chelsea e o Meatpacking District, até terminarmos no Bryant Park, para gravarmos em frente às tendas e entrevistar a Fern Mallis, que é uma espécie de Paulo Borges da semana de moda local. Aliás, foi num domingão, na entrada principal do evento, que eu tive meu contato com o verdadeiros público “fashion” norte-americano, já que os desfiles que ali estavam acontecendo eram os de categoria B, se é que você me entende. Quanta gente cafona e mal vestida, pelamordedeus! As very stylish persons de outros momentos pareciam ter se esvaido a bordo de algum taxi amarelo e fugido dali a passos largos. Welcome to America eu dizia a mim mesmo. Fora que eu estou cada dia mais chocado com a grosseria e chatice dos novaiorquinos. Paris é um oásis de delicadeza perto da cidade que nunca dorme ( vai ver é por isso que as pessoas são tão estressadas e mal-educadas aqui ), enfim…

Fila final da Y-3
Algumas das pessoas bacanas eu reencontrei ( ufa! ) quando fomos ver o desfile da Y-3, marca que junta Yohji Yamamoto e Adidas e que costuma render bons frutos. Necas. Dessa vez foi de uma bobagem tão sem tamanho que nem o Vincent Gallo na primeira fila e nem o monte de gente estilosa compensou. Decepção total. Muita camisetinha e agasalhinho bobo que, não fossem as três listras, alguns recortes e volumes característicos, além do logo da grife salpicado em alguns looks, poderia jurar que se tratava de um desfile da Uma. Sorte que o sol brilhava intenso no céu, o que dava ânimo para mais uma bateçãozinha de pernas básica. Próxima parada: a guerrilla store da Colette em parceria com a Gap.
Adivinha? Fila homérica na porta. Japoneses e mais japoneses esperando pra arrematar tudo que fosse de mais bacana disponível nas prateleiras. Eu e Lilian desistimos e entramos na Gap mesmo. Fazer o quê? Havia trabalho a ser feito e, melhor, festão da Calvin Klein à noite.
E foi ali, numa antiga ferrovia suspensa, chamada de High Line e que está sendo remodelada para virar um parque incrível ( tudo que nosso Minhocão precisava. Alô políticos de SP! ) que eu reencontrei as pessoas bonitas e estilosas que tinham tomado chá de sumiço à tarde. Claro, elas estavam todas na maior produção para celebrar os 40 anos da CK. Na entrada, digna de Red Carpet, Francisco Costa recebia os convidados, que iam de top models como Coco Rocha, Raquel Zimmermann, Vlada e a veterana Astrid Muñoz – paparicada pelo ex-PR de Valentino, Cacá de Souza – a atores como Kevin Bacon e David Schwimmer ( o Ross de Friends ). Os filhos de Carine Roitfeld, Vladimir e Julia ( ô família linda, sô ), juntaram uma bela turma e assistiram, animados, ao pocket-show da Estelle, novo hype da música negra. Você já deve ter ouvido falar dela. Tinha muito mais gente linda e famosa, mas não vou puxar pela memória aqui…vocês entenderam o clima, né? Pra terminar a noite, jantarzinho delícia no Odeon, em Tribeca, com Lilian Pacce, Dani Falcão ( Vogue ), Alcino ( FDSP ), a Gisela Matta ( querida que vive em NY e que está fazendo as vezes de câmera e direção de nossas gravações aqui ) e meu amor, linda de vestido preto e colar de pérolas. Me senti de volta ao lado bom de Nova York.
Autor: justum - Categoria(s): moda
Tags: Alcino Leite Netto, Calvin Klein, Daniela Falcão, Estelle, Gap, Gisela Matta, Lilian Pacce, Odeon, The High Line