Prada, a punk, e a nova McQueen
Já em Paris, parei para ver os desfiles mais recentes de Milão e continuo agradavelmente surpreso. A freqüentemente insossa temporada italiana, sempre extremamente comercial e curta de ideias, vai provando que a máxima pode ter suas nuances. Miuccia mandou bem outra vez, provocando e sugerindo novas direções para a silhueta masculina. A maneira com que a Prada usa e abusa do jeans é brilhante, exercita o olhar, tão acostumado a soluções óbvias para o imortal denim nosso de cada dia. As formas são amplas, com pinta de uniforme de trabalho, de hospital, a alfaiataria também vem solta, (quase) virando a página para o skinny – ainda tem boas calças secas ali no meio-, cada vez menos presente nas coleções mundo afora. Detalhe curioso é que seus paletós vem no clássico 3 botões, aposta abusada da grife de luxo mais punk que existe. Contrária à maioria das regras, a Prada adora cuspir na cara do estabelecido e, quando você acha que definiu o panorama da moda masculina do momento, ela vem e chuta o pau da barraca. Confere nas fotos aí de baixo, mas vai no Style.com pra ver tudo, vale a pena notar as sutilezas todas. Atente para as “pochetes” e os óculos a la ciclista (ou surfista). Só o sapato eu achei horroroso, mas tá valendo.
A Alexander McQueen – e não mais O Alexander – apresentou a primeira coleção inteiramente assinada por Sarah Burton, pupila e sucessora do grande McQueen, que não fez feio não. A alma parece ter sido mantida, mas que é estranho não ver o cara entrando para os agradecimentos finais, isso é.































