Personagem da Semana: Maxime Perelmuter
Ele voltou. Menino do Rio, que nos provoca arrepios com sua moda masculina afiada, Maxime Perelmuter suspendeu por quatro anos sua participação na temporada de desfiles nacionais e, com a British Colony, fez comeback comentado no último Fashion Rio. Sua coleção de verão é a resposta para os que usam o calor tropical como desculpa para não se vestir bem ou não ligar para moda. Cartela clarinha, em looks de construção elaborada, onde brilha um raro talento para produzir uma alfaiataria impecável (dâ uma olhada nas referências do rapaz e entenda de onde vem tal tino). Tudo é novo, fresco, desejável. Um alento para a nossa estagnada moda masculina. Veja abaixo dois dos looks do desfile e o bate-bola que tive com Maxime onde, além de provar ser carioca da gema com suas dicas, demonstra uma visão tranquila sobre a moda do homem brasileiro. Welcome back.
1 – Bio: “Maxime Perelmuter, 31 anos, Rio de Janeiro, formado em marketing, estilista”
2- Qual sua relação com moda? Como foram seus primeiros passos? “No campo profissional, digo que é minha vida, onde busco cada vez me tornar melhor no que faço e mais completo dentro do meu business, que é varejo de vestuário. No plano pessoal, convivo com moda desde que nasci, através do meu pai, Georges Henri (também estilista, ícone carioca morto nos anos 80). Frequentava o escritório, ia a lançamentos e sempre tive contato nas recepções em casa com diversas pessoas do mercado, de Maria Cândida (da Maria Bonita, outro baluarte também falecido), Maitê Proença e Paulo Strega (um dos grandes vitrinistas do Rio de Janeiro nos anos 80)”
3 – Grifes Preferidas: “British Colony (uso muito o que faço), Comme des Garçons, Jil Sander e Raf Simons”
4 – Hobbies: “Surf, Yoga e um drink com amigos”
5 – Uma viagem inesquecível? “Por 8 meses transitei entre NY, Havaí, Tahiti e Indonésia (passando por Japão), e depois fiz o caminho de volta parando em todos os lugares. Fora isto, toda temporada que passei em NY foi inesquecivel…”
6 – Pode me dar dicas de gastronomia, compras e lazer? “Gastronomia: comer uma feijoada no BAR DO MINEIRO, tomar um chopp e almoçar nas tardes de sabado no GUIMAS. Lazer: sentar na praia para comer um biscoito Globo, bebendo Mate Leão de galão. Compras: British Colony pela qualidade e design acessível , um Tuareg (SUV da Volkswagen) e uma bicicleta elétrica”
7 – Como você vê o momento da moda masculina no País? Qual seu ideal de elegância para o homem brasileiro? “A moda masculina passou por diversas identidades: hippie, dândi, metrossexual, preppy, office etc.. e, finalmente, não só no Brasil mas no mundo, voltou às suas origens desenvolvendo novos clássicos. O homem percebeu que ele quer ser apenas homem e que para ele basta uma boa t-shirt branca com bolso, um bom five pockets, um tennis clean e um Ray-Ban. O ideal de elegância simplesmente não existe, nunca uso a palavra ideal. Lido com propostas onde cada um faz o seu look, faço roupas que se moldam com tanta harmonia que quem aparece é a personalidade da pessoa e não o tamanho da logomarca”. (Nota do blogueiro: Adoro os clássicos, são essenciais, mas pô, Maxime, jeans e t-shirt branca, com a moda incrivel que você produz? Precisa ver isso aí…rs)




O Maxime é muito talentoso e tem ótimas referências. E concordo plenamente com a sua nota, muito básico isso de camiseta, calça e tênis.
é bom mesmo tê-lo de volta. tenho todas as roupas que adquiri em coleções passadas e as uso atemporalmente. sempre me perguntam de quem é. welcome back, maxime!
O Maxime é uma figura. Faz moda sem graça nas lojas e conceitual nas passarelas. A vaidade do SPFW provavelmente o cegará novamente e comprometerá seu trabalho comercial. Figurinha repetida.
Esse tem DNA puro. Me lembro com muita saudade e respeito do pai dele, Georges Henri, que tinha uma loja lindíssima na esquina da Lorena com Bela Cintra, onde hj fica aquele pavor chamado Roberto Camasmie. Guardo 3 peças de Georges como se fossem jóias pois ele, ao lado de Gregório Faganello, foi pioneiro na pesquisa de materiais, especialmente tecidos, e na necessidade de adequação das roupas ao clima local. Isso pode parecer bobagem mas naquela época ou vc usava terno de linho da Casa José Silva ou tweed de Savile Row/PAP feito pra Europa/USA. Não havia um approach fashion moderno especialmente desenhado e pensado pro clima tropical local. Georges, de certa forma, ajudou a tornar esse abismo menos profundo. Digo de “certa forma” pq suas roupas eram caríssimas e, consequentemente, para poucos. Da British Colony eu sempre gostei apesar da distribuição ser complicada fora do RJ. Me lembro de uma surf shop no Itaim que vendia algumas coisas, isso anos atrás. Enfim, a gente gosta, quer consumir mas é preciso disponibilizar o produto. Espero que o Maxime tenha trabalhado melhor essa falha da marca. Abs
gostei desse post
A moda masculina passou por diversas identidades: hippie, dândi, metrossexual, preppy, office etc..
de fato sempre com nova identidade