Brazilian touch
Ja viu o modelo brasileiro Douglas Neitzke na nova campanha de Giuliano Fujiwara? As fotos são de Emilio Tini. Me gusta.


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Saíram as fotos da apresentação da coleção cápsula de Michael Bastian para a Gant. E essas você só vê aqui.





A pergunta acima é quase uma pegadinha quando se trata de avaliar a moda masculina desfilada na temporada de Nova York. Isto porque nem tudo é assim tão péssimo e tampouco bom que chegue a empolgar. O que é triste, porque fica uma sensação de indiferença, de vazio, como se absolutamente nada de relevante tivesse sido apresentado. Basta comparar com o que vimos em Paris, e até em Milão.




Alguém falou para o Thom Browne que ele era o representante-mor da alfaiataria de vanguarda, que ele tinha muito talento, e ele acreditou. Ele e mais um monte de gente, já que suas primeiras filas, geralmente, reúnem nomes de peso da imprensa e do showbiz. Apesar de alguns acertos, nunca consegui confiar totalmente nesse moço. Seus shapes e proporções “esquisitos” servem mais como uma forma de “mostrar serviço” do que indicadores de que sua moda vá mudar a maneira dos homens se vestirem. Aliás, tarefa tão difícil no circuito off-Manhattan quanto a nossa aqui no Brasil. Não posso levar a sério alguém que propõe que o homem passe por quase palhaço ao vestir suas roupas. Acima, alguns exemplos do “talento” de Browne.




Na outra ponta está ele, o senhor de NY, Marc Jacobs. Não que tenha reinventado a roda com sua coleção fofa e repleta de elementos militares para a Marc, sua segunda linha. Mas, pelo menos, a roupa é de verdade, possível, com combinações no mínimo charmosas. Aliás, não dá para exigir mais do que isso da semana de NY. Band of Outsiders, Robert Geller e Michael Bastian seguiram este caminho igualmente. E tá ótimo.
Prometi e cumpri. Saíram as fotos do desfile de Michael Bastian, para o inverno 2010/11. As peças da Gant estavam misturadas ali no meio dos looks. Olha, no geral, eu gosto, mas com ressalvas. Aí vão minhas escolhas.




Volto em breve com as impressões sobre os outros desfiles.
Lembram da Gant? A grife que me permitiu conhecer Estocolmo e ver de perto todo o estilo dos homens suecos? Pois é, ela acaba de ganhar um reforço de peso para sua linha masculina: o americano Michael Bastian, considerado um dos nomes mais quentes da moda masculina norte-americana, acaba de criar uma coleção exclusiva para a marca, a Gant por Michael Bastian. E o desfile aconteceu hoje, no St. Anthony’s Gym, no Soho, em evento paralelo à Semana de Moda de NY. Assim que pipocarem fotos eu mostro aqui.



Inspirada no Lacrosse – esporte popular nos EUA no qual os jogadores usam uma espécie de rede para jogar e receber a bola – a coleção tem perfume esportivo e casual e chega para incrementar o outono-inverno 2011 da Gant, com 78 peças de corte e acabamento impecáveis que, segundo Bastian, formam um guarda-roupa essencial para o homem. A novidade traz malhas, camisetas, tricôs, jaquetas, moletons, calças e, principalmente, camisas, pólos e paletós, as peças-chave da coleção. Acessórios, como malas de viagem, cintos, gravatas, luvas, cachecóis e óculos escuros, completam a linha. Tudo com o toque masculino e esportivo de Michael e o DNA da Gant. “Minha versão do homem Gant é como o irmão mais novo do homem Michael Bastian. Ele é alegre, esportivo e gosta de um toque de modernidade nas roupas, que devem ser masculinas, despretensiosas e sofisticadas”, diz Bastian.



A coleção Gant por Michael Bastian será lançada no dia 13 de fevereiro de 2010 em Nova York, com um desfile. As peças estarão disponíveis nas lojas da Gant e em pontos de venda autorizados a partir de março de 2010, no Hemisfério Norte, e em março de 2011 no Brasil, exclusivamente nas lojas Gant em São Paulo e Curitiba. Legal, né?
Clica aqui pra ver o vídeo de apresentação da coleção com o Michael
Enquanto o mundo da moda tenta, aos poucos, se recompor da perda do grande Alexander McQueen, a vida lá fora segue. A temporada internacional para o inverno 2011 já começou, em Nova York e, lá, tem homens na passarela também. Dos desfiles já realizados até agora, nada muito relevante, o que já era de se esperar, em se tratando de NY. Deu pra reparar que o coturno é, sim, o calçado oficial da estação, tanto que as calças já estão saindo de fábrica mais curtas, para serem usadas em dupla com a bota (vide Duckie Brown). De resto, uma alfaiataria apenas regular, com toques esportivos e shapes bem equivocados. Dei uma peneirada em algumas imagens para mostrar a vocês apenas o lado bom (ou seria menos ruim?) da coisa. Nota do blogueiro: Alguém pode me explicar a inacreditável bota tipo Timberland da DKNY? Será que foi inspirada pelas recentes nevascas nos EUA? Eu, hein. Fique elegante com um trambolho desses.


Duckie Brown


Bespoken


John Bartlett e DKNY

Eu, como todo blogueiro de moda que se preze deve estar fazendo hoje, decidi prestar aqui minha homenagem a Alexander McQueen, encontrado morto em seu apartamento nesta quinta-feira. Pior: tudo indica que foi suicídio. Passado o choque (ainda não totalmente, confesso), parei para relembrar seus melhores momentos, incontáveis, brindando sobretudo as mulheres, mas acima de tudo, amantes da moda.
Dá pra esquecer a imagem holográfica de Kate Moss, a batalha de tinta entre robôs, o jogo de xadrez ou o incrível clima futurista de seu último desfile, o de primavera 2010? Imagens históricas, das mais fortes que a moda já produziu, obras de um rebelde meio romântico, meio punk, cavaleiro quase solitário numa era de pragmatismo da moda, onde dar show andava tendo conotacão de pecado. O eterno “enfant terrible” sempre fez o que quis mesmo, dando de ombros para a ditadura de tendências e movimentos que adoramos listar a cada temporada. Que bom. McQueen ocupava vaga em outra relação, a dos hors-concours, dos gênios que, ainda hoje, carregavam a bandeira estampada com a velha máxima de que moda faz sonhar, de que pode ser arte, sim, que nem tudo é apenas business. Concorde ou não com a visão desse paladino, isso são outros quinhentos. Para quem aprecia o belo ou para quem já chorou vendo algum desfile ( vale por vídeo também, pois assistir a um show de Alexander McQueen nunca foi tarefa fácil mesmo ), como eu, hoje é dia de luto.
Meu alô a McQueen vai em forma de imagens de coleções masculinas, talvez mais discretas do que as femininas, mas com uma personalidade poucas vezes vista nesse meio tão reticente. Descanse em paz, fera, que seu lugar no panteão dos maiores já está garantido.


Inverno 2010/11 e inverno 2009/10


Inverno 2006/07


Verão 2010 e verão 2007
Falei, alguns posts abaixo, que, muitas vezes, o que se vê nas ruas é melhor do que o que desfila nas passarelas. Eu adoro ver o estilo dos homens pelas ruas das capitais europeias, é sempre muito interessante. E revelador. Separei algumas imagens da galeria da GQ para ilustrar esse pensamento. Aí no meio estão editores da Dazed and Confused, da Vogue Hommes, o nosso Fabrizio Rollo, modelos e gente normal. Inspirem-se.









