2009 novembro | Hypercool
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Arquivo de novembro, 2009

30/11/2009 - 20:24

Dandismo na Liberty

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A grife inglesa Liberty liberou fotos de seu lookbook masculino de inverno, com o it modelo Callum Wilson clicado por Ben Toms. Cheiro de dandismo moderno no ar. Eu gosto.

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Autor: justum - Categoria(s): Sem categoria Tags: , ,
28/11/2009 - 12:07

Força masculina

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André Phergom apresentou ontem, em seu desfile de inverno 2010, uma coleção totalmente para eles. E fez muito bem. Mostrou mais consistência e pôde amarrar melhor a apresentação (só não entendi muito bem como se traduziu a inspiração em certa região portuguesa, onde trajes típicos são fortes, mas tudo bem). Ele, que vinha se dividindo entre meninos e meninas em suas participações na Casa de Criadores, é prova do galope que vem dando o mercado masculino na moda. Que novo estilista, há alguns anos, abandonaria o seguro filão feminino para se aventurar exclusivamente na moda para homens? Sinal (feliz) de novos tempos.

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Fotos: Charles Naseh/Chic

Ah! E preciso registrar que eu gosto muito do Projeto Zero, que tira estilistas direto da faculdade para colocá-los na passarela, com suporte técnico e comercial. Ponto pra Casa de Criadores!

Autor: justum - Categoria(s): moda Tags: , ,
27/11/2009 - 19:31

Segundo dia da CdC: looks aprovados

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Vai aqui uma seleção de looks que, a meu ver, se salvaram do desastre que vem sendo a jovem moda masculina no evento. Eu pergunto: pra que homem é mesmo que esses meninos fazem roupa?

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A surpresa vinda do Lab: Danilo Costa

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Danilo Costa e Marcelu Ferraz

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Der Metropol

Autor: justum - Categoria(s): moda Tags: , , ,
26/11/2009 - 12:37

João Pimenta é rei em terra de cego

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Que fique claro desde a primeira linha que eu acho, sim, que a Casa de Criadores merece e precisa existir no cenário da moda brasileira. O que lhe falta, na minha opinião, é foco e capacidade de síntese. Quando parecia que ficava mais claro que o evento deveria ser enxugado, eis que ele infla, passando de três para seis dias. É louvável a busca por novos formatos, por mais interação com seu público e por alimentar um papel pensante na moda com a inclusão de palestras e debates na programação. Até aí, ok. Mas alguém me explica o porquê do Walério Araújo desfilar sozinho na segunda-feira? E nos dias de desfiles no shopping Frei Caneca – aqueles nos quais a gente volta pra casa perto da meia-noite, com a sensação de que não devia ter saído – falta, a meu ver, uma peneira muito maior dos participantes, um rigor no quesito moda e criação que se perdeu há algum tempo. Ou será normal a gente sair de uma sessão de cinco ou seis desfiles lembrando apenas de um?

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Esse um, ontem, foi, de novo, João Pimenta. Dando seqüência ao seu exercício de mixar universo feminino com masculino, João fragilizou vaqueiros e matutos que, apesar de serem marmanjos barbados, andam sem cerimônia por seus hectares a bordo de vestidos de cintura marcada, aventais e babados, muitos deles. Depois de realizar desfiles monocromáticos em branco e preto, desta vez os tons escolhidos eram terrosos, derivados de marrons, ferrugem e alaranjados, numa camuflagem típica da lama da fazenda. Muito linho, sarja e camurça, em uma silhueta que começou volumosa e terminou ultraskinny, sempre acompanhada de botinhas tipo Zebu, cano médio ou alto. Excelentes as jaquetinhas curtas usadas sobre os ombros. Tudo com acabamento impecável, consistente, bem-amarrado. Como tem que ser uma coleção, se quiser ter o mínimo de futuro comercial. Tá, tudo bem, nem tudo o que o João Pimenta faz é possível, usável, de fácil digestão, mas é o que mais próximo chega da palavra moda – no sentido amplo da palavra, se é que me entendem – no line-up da Casa de Criadores.

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Pra mim – e eu já dei essa opinião ao vivo para os mais próximos -, um evento de novos talentos não deve ter o formato de Fashion Week independente. Não se sustenta. O melhor exemplo desse tipo de projeto vem de Londres (de onde mais viria?) e se chama Fashion EastFashion Fringe, New Gen, Vauxhall Fashion Scout ou On/Off, eventos que acontecem PARALELAMENTE à Fashion Week local, garantindo mídia e público especializado. Maria Prata fez um belo post a respeito, há pouco tempo. Aí eu pergunto: por quê insistir em ser grande, em montar equações para se encaixar no calendário, se a receita está lá, toda pronta para ser adaptada e, assim, ter mais chances de ser relevante no cenário fashion local? Sabe quantos estilistas desfilam no Fashion Fringe? Três. Devidamente selecionados e aprovados previamente a partir de critérios muito bem definidos. Não dá pra querer ser uma mistura de SPFW com Pense Moda. Com 30 desfiles medíocres enfileirados em uma semana de evento, não dá mesmo para almejar a consistência que um evento como a Casa de Criadores merece ter. Cada um no seu quadrado.

Quero dizer que esta crítica é construtiva, pois a CdC é o único evento que temos para a turma mais nova e eu quero mais é que estes tenham seu espaço para fazer desabrochar seu talento. Vou continuar indo aos desfiles, como forma de demonstrar meu apoio, claro, mas pelo bem do evento, de quem desfila e da moda nacional como um todo, há de se evoluir, por favor.

Autor: justum - Categoria(s): moda Tags: , , , , , , , ,
23/11/2009 - 12:10

Kilt na H&M?

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Pessoal, desculpas pelo sumiço, a vida esteve com pinta de tsunami na última semana. Agora que tive tempo de pesquisar assuntos pra discutir com vocês, topei com uma imagem no mínimo inusitada do lookbook de primavera 2010 da fastfashionista H&M . Tá certo que o papel da rede sueca é o de mastigar as diversas direções que toma a moda a cada estação, visando um consumo de massa no melhor estilo “moda para todos”. Isso tem caráter nefasto para alguns, uma dádiva para outros. Eu sou do time favorável ao fast fashion, acho que ajuda a educar a população quanto à moda, desperta a vontade de produzir um estilo pessoal e expande o fashion para além do mundinho. Fast fashion é moda para o mundão. É o caso da H&M, portanto. Mas….saia kilt??!

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Nos últimos tempos, muito graças a Marc Jacobs, temos visto imagens de homens vestindo saias kilt de forma não-folclórica, acreditando realmente que a peça pode e deve entrar no guarda-roupa urbano. Mesmo assim, são poucos os homens que se arriscam, é compreensível. Eu não consigo ainda ter opinião formada a respeito. Não me parece natural, acho meio forçado, em alguns casos beira a fantasia empregada no intuito de chocar. Aí perde a graça. Em outros momentos, eu até gosto, sobretudo quando usada de maneira japonista, cool, sobreposta, monocromática. Enfim, a saia kilt continua sendo uma peça polêmica. Me surpreende muito que ela tenha ido parar nas araras de uma rede como a H&M mas, vendo por outro lado, é sensacional! É um sinal bem claro do papel do fast fashion hoje na sociedade de consumo.

Autor: justum - Categoria(s): moda Tags: , ,
09/11/2009 - 17:56

Trench para todos

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Pensou em trench-coat, pensou em Burberry. E, para oficializar o casamento, a grife britânica lançou o site Art of the Trench, onde, além de uma vasta coleção de looks usados por pessoas nas ruas de Nova York, Milão, Paris e até São Paulo, dá pra conseguir dicas muito legais de styling e aplicar na sua vida. Tem ótimas versões. As fotos são do Scott Schuman.

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Autor: justum - Categoria(s): moda Tags: , ,
09/11/2009 - 17:20

Japa de atitude

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The Viridi-anne é uma grife japonesa das mais bacanas quando se trata de moda masculina. Não é uma moda óbvia e precisa ter atitude mesmo para segurar os looks de ares madmaxianos criados por Tomoaki Okaniwa, diretor de criação da casa. Eu adoro e recomendo, porque é roupa boa e não foge tanto assim do clássico, provando que não é preciso cair na afetação para ser fashion. Inspire-se nas imagens do novo lookbook. O site também é lindo de morrer, vai lá.

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Autor: justum - Categoria(s): moda Tags: ,
06/11/2009 - 13:14

Pensou moda?

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Acabou o Pense Moda. E, no último dia, as palestras realmente nos fizeram pensar. Primeiro o filósofo norueguês Lars Svendsen, careca, gordinho e com cara de bonachão, mas cheio de conteúdo. Levantou a bola sobre a real necessidade de uma crítica de moda fundamentada,  sem melindres e com um bom equilíbrio entre objetivo e subjetivo. As meninas da Oficina de Estilo fizeram um post bem bacana a respeito, recomendo a leitura. Meu único porém na coisa toda é que a crítica idealizada por Svendson, a meu ver, é utópica. Explico.

A crítica de moda como a conhecemos caminha a passos largos para a pasteurização, onde interesses comerciais falam mais alto do que um bom texto, onde anunciantes são mais importantes do que os leitores. Isso já é uma realidade também em editoriais – o próprio Svendson falou a respeito, comparando uma revista de moda a um ambiente construído para atrair  anúncios – e, na minha opinião, tende a piorar. Contam-se nos dedos de uma mão as críticas realmente negativas sobre uma ou outra coleção nas publicações estrangeiras. Ninguém fala mal de ninguém. E quando fala, é de forma mais lisa do que um harengue recém-saído do mar. Faz sentido. Se a Louis Vuitton, por exemplo, gasta milhões para embrulhar seu jornal em época de Fashion Week, qual crítico de moda daquele veículo se atreveria a atacar um fiasco de Marc Jacobs na temporada em questão? Se a Calvin Klein patrocina seu site, a tendência é que qualquer crítica negativa seja bem branda por ali. Com o mercado fashion muito mais maduro lá fora, isso já está enraizado. São fatos. Por aqui – e segundo opinião de Svendson -, talvez um bom início fosse uma baixada de bola no ego dos estilistas, que se afetam por qualquer linha torta que se escreva a respeito de suas sempre brilhantes criações. Nem vem ao caso citar nomes, mas existem casos célebres. Pensa que lá fora isso não acontece? Há pouco tempo, Cathy Horyn foi sumariamente excluída do sitting de Armani por ter falado mal de uma de suas coleções anteriores. 

Nossa sorte é que tudo ainda engatinha por aqui. É tempo de mudar mentalidades, estudar e separar o joio do trigo. Mas se as projeções da moda brasileira se concretizarem – e a gente quer que isso aconteça! – e o País virar uma superpotência, eu acho que seguiremos o mesmo caminho dos europeus e americanos no que diz respeito à crítica de moda. Vai acabar sendo all about money. Parece pessimista? Talvez, mas não dá pra tapar o sol com a peneira e simplesmente comparar o mercado de moda com o de arte, de música ou de cinema. Galerias não anunciam em jornais de grande circulação, gravadoras tampouco e muito menos as produtoras de filmes. A moda é MUITO maior do que estes segmentos. Há muito mais coisa envolvida e o resultado de uma crítica ruim  - e não apenas negativa, se é que me entendem – tem conseqüências infinitamente maiores. Por isso não se ouve muito falar de um pintor, banda ou diretor de cinema ofendidíssimo com uma resenha contrária ao seu último lançamento. Na moda é um escarcéu a cada vez que ocorre. Aqui muito mais do que lá. O estilista, claro, precisa aprender a aceitar críticas, crescer com elas e encará-la como part of the game, já dizia Lars Svendson, mas não acho que seja essa a salvação da crítica.

A meu ver, o formato da crítica é que precisa mudar. Mais do que dizer isso é bom, aquilo é ruim – o que só mexe com o nosso mundinho, sejamos realistas -, acho que o papel da crítica de moda para o grande público (contra-senso?) é o de informar, educar, mostrar o caminho a seguir e aquele a ser evitado. Assim, ela passa a ter valor não só para o estilista em busca de confete para seu último desfile, e sim para uma esfera maior de pessoas lá fora, consumidoras de moda na maior parte do tempo ignoradas. Se elas ligam para a crítica? Do jeito que está hoje, não mesmo. É a velha discussão do mundinho vs. mundão.

Bem, sobraram umas linhas para falar da delícia que foi a sabatina com o stylist Paulo Martinez. Eu sou fã, amigo, colega, portanto sou suspeito. O jeito franco e sem afetacão com que encara o mundo da moda vai na contramão da atitude de muita gente mais nova e sem a metade da experiência que Paulo tem. Em um papo com ele você aprende dando risada, tem coisa melhor? A mensagem que fica é: estudar, ter humildade e procurar sempre fazer a diferença, acreditando na paixão que nos move a todos, amantes da moda. Paulo é muito consciente, discreto, um old fashioned quase poético, romântico…rs. Mas está aí há tanto tempo, não é mesmo? E produzindo imagens sempre tão inspiradoras. Paulo, you rock. Beijos pra você!

Autor: justum - Categoria(s): moda Tags: , , , ,
04/11/2009 - 16:25

Os looks dos palestrantes no Pense Moda

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Os dois nomões do primeiro dia do Pense Moda, o hair stylist David Mallet e a diretora da Visionaire, Cecilia Dean, fizeram ótimas palestras, estimulantes até. Mas, mais do que discutir o conteúdo delas aqui, eu gostaria de avaliar os looks escolhidos pela dupla para a noite. Bem, pra mim (e não é tão óbvio assim), David levou vantagem no quesito. Gostei da sobriedade do terno (era terno, e não costume, pois era composto de paletó, colete e calça) cinza, que ele usou de forma nonchalante, com os botões das mangas da camisa abertos e com a própria saindo um pouco pra fora da calça. Nada engomadinho. Já a elegantérrima Cecilia, bem, apesar de estar de Marc Jacobs, não me convenceu. Sua elegância natural parecia embrulhada para presente, ofuscada pelo excesso de brilho do vestido. Não gosto. A linha entre o chic e o cafona em que transita o tempo todo Marc Jacobs é uma armadilha e tanto. Nesse caso, FAIL.

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As fotos eu tirei do Chic e do RG Vogue. Tks, guys.

Autor: justum - Categoria(s): moda Tags: , , , , ,
04/11/2009 - 16:00

Marlon Teixeira na Crash Magazine

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Já ouviu falar no Marlon Teixeira? Ele é o nosso Giselo, o modelo brasileiro que faz mais coisas bacanas no exterior atualmente. Virou queridinho da Dior Homme, bate perna nas passarelas das Fashion Weeks mais importantes e vive aparecendo em lindos editoriais nas revistas mais cool do mercado. Como este, publicado na última edição da francesa Crash. As fotos são de Xévi Muntané e o styling de Elisa Nalin. Belo.

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Autor: justum - Categoria(s): moda Tags: , , , ,
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