Temporada masculina em Paris
Pronto! Ca estou eu em Paris, ja na maior loucura por conta de textos pendentes e, sobretudo, dos primeiros desfiles da temporada masculina de verão. Dia longuissimo o meu ontem. Cheguei de manhã, às 11h30, no vôo 459 da Air France (tudo tranqüilo nesse, viu?) e em poucas horas já estava cruzando a cidade para meu primeiro desfile. Jean-Paul Gaultier desfilou a nova linha Gaultier2, misto de resort com casualwear que me pareceu confusa, no geral. Primeiro pelo excesso de casacos tipo marinheiro (o navy é um classico de JPG que sempre aparece em suas coleções), pesados e queeeeentes demais para um desfile de verão. Segundo que a feminilização que o estilista impôs a seus meninos teve resultados um tanto quanto irregulares. Coletes frente-unica (Prada, anyone?), tops tomara-que-caia de paetês ou -mais cool- em jeans, resultado de uma parceria com a Levi’s, e calças de boca larga, quase pantalonas. Un peu trop, eu diria. O desfile, que aconteceu na Salle des Fêtes, espaço para eventos que pertence ao proprio estilista, teve la seus bons momentos. A alfaiataria misturada a peças esportivas funciona, assim como algumas peças listradas que, em alguns momentos porem, beiram o circense. Nos pes, Converse pra todo mundo. Bem abaixo do esperado, com cara de linha B requentada.
O meu segundo desfile do dia, esse sim valeu a pena. Tudo diferente. A começar pelo publico que, no JPG era mais blasé, meio posudo e carudo demais. No show do belga Dries Van Noten – realizado de cara para a rua, na escadaria do prédio da Bolsa parisiense - muito japonês, igual a todas as temporadas de moda na Europa, mas havia uma galera muito, mas muito cool. A começar pelo staff, amabilissimo e chic ao extremo, com atitude meio artsy, low profile até. E as roupas de Dries são algo de muito atual. Sempre com a pegada étnica que ele tanto adora -dessa vez foi uma estampa repetida em diversos tons nas camisas, calças e até nos sapatos. Chique e relaxado, sem pretensão, a imagem do homem elegante em sua essência, e não pela etiqueta que carrega na roupa. O que guardar: abotoamento duplo ou de dois botões nos paletos, calças de gancho baixo, pregas e comprimento na canela, sem meias. Alias, este é o caminho adotado por muita gente na platéia do desfile e pelas ruas de Paris, em clima estival, com calor humido e direito a chuvinha de verão que quase melou o desfile. Os ombros dos paletos vêm mais armados (no JPG também faziam uma espécie de ponta), mas o shape ainda é seco. Meu look preferido é um dos postados aqui, com uma peça que eu chamei de cache-cardigã, por ser uma mistura de cache-coeur e cardigã, très chic! Ah! A trilha saia de um carro de som ambulante parado no meio da praça em frente, e era péssima, por sinal. E, enquanto os convidados de Gaultier combinavam de rachar um taxi na saida do desfile, os de Dries Van Noten iam embora de metrô mesmo. Muito mais cool, não acham?
Também gostei da Louis Vuitton, assinada por Paul Helbers sob supervisão de Marc Jacobs. Colorida, fresca e atual, a coleção tem pegada street mas sem fugir demais de suas raizes. Agrada aos mais jovens e também aos mais maduros, que é pra não ter discussão. Muita cor neutra com momentos acesos- amarelo e azul, sobretudo -, looks veranis deliciosos e trilha idem, que misturou Lou Reed e Cat Power (vai no show dela, dia 18?? Tem que ir!).
(Sorry again pela falta de acentuação mas, por problemas técnicos, estou postando de um comp francês, que não possui as mesmas regras).
Autor: justum - Categoria(s): Sem categoria Tags: Dries Van Noten, Jean Paul Gaultier, Louis Vuitton, Paris











Adorei o post. Realmente não qual é a do Jean Paul Gaultier
Quando serei premiado com uma ou mais dessas lindas roupas!?
Dries Van Noten, Adoreii