Interrogação
Nem tudo em Paris são flores. Dois grandes nomes não convenceram nesta última temporada. Kris Van Assche dividiu a crítica com a coleção de inverno da Dior Homme. Enquanto o WWD acha que o moço esqueceu de todo o glamour que cerca o nome Dior e está perdido fazendo streetwear no quadrado errado, o Men.Style até que é complacente com a nova coleção. Na minha opinião, Mr.Van Assche continua não acertando, mas evolui. Se antes beirava o cafona e retrocedia na imagem criada por seu antecessor, a coleção de inverno mostra avanços. O que o WWD chama de sportswear fora de lugar, eu vejo como frescor e remete ao que fez Hedi Slimane em sua passagem pela maison: olhar em volta, para os jovens, para a música e para as ruas, capturando vontades e informações novas. Não que seja uma coleção brilhante, longe disso (os listrados são sofríveis), mas é interessante o jogo de proporções entre jaquetas e camisetões (a la Henry Holland), o foco nas golas e o acerto da silhueta. A coleção solo de Van Assche ainda é melhor.
Outro estreante da temporada, Gareth Pugh fez sucesso com seu primeiro desfile masculino. Bem, a imprensa amou, como tudo o que o garoto faz atualmente. Ele diz que tentou ao máximo não fazer apenas uma versão para homem de seu universo sci-fi feminino. Quase conseguiu, pois, salvo certas proporções, tudo parece uma continuação do que ele vem fazendo para suas mulheres. Muito vinil, couro e preto, muito preto. O mérito é ter entendido que, no meio dos ciborgues todos, tem que ter umas peças de pegada mais comercial. E isso tem. Não sou muito fã, confesso, prefiro esperar o próximo. Agora, juntem os dois desfiles e terão pista da dança das cadeiras que está no ar em Paris. A seguir…
Autor: justum - Categoria(s): moda Tags: Dior Homme, Gareth Pugh, Kris Van Assche




Oi Sylvain,
Muito bacana seus comentários, Sempre acompanho seu blog, mas nunca deixei uma mensagem. O Jackson Araujo sempre fala que lê vc. Eu coordeno o conteúdo sobre cultura jovem do Blog 284. Quando der, passa lá pra ler, tá? São posts curtinhos, informativos e divertidos. Parabéns pelo bom gosto,
Ana
Na minha opinião Kris Van Assche foi infeliz ao tentar substituir Hedi Slimane, pois este é insubstituível, porém não acho que a culpa é do Kris e sim do grupo LVMH, que espantou o Hedi com a teoria do lucro a qualquer custo.